Antônio Pereira

17 de julho de 2019

2019 anos depois de Cristo e ainda tentamos salvar a humanidade

Vivemos em um mundo doente, como diria o poeta Renato Russo. Devastação do meio ambiente, violência desenfreada, concentração cada vez maior de renda, terras e vidas isoladas do mundo real. Sofremos diante da inércia social, que não oferece saída a não ser reclamar via rede social.

Poucos vão às ruas, mesmo que isso não signifique qualquer mudança real.

Enquanto isso, regabofes nos palácios e casas dos poderosos membros das cortes imperiais, como são chamados atualmente os poderes executivo, judiciário e legislativo. Em público mantêm uma sisuda relação de cordialidade, mas no privado pocam as rédeas, num rodopio incessante de mentiras, hipocrisias e outras tantas safadezas.

Sim, depois de mais de dois mil anos ainda não há uma salvação para a humanidade. Os vendilhões do templo continuam a agir, angariando bilhões com dinheiro das pessoas que querem corromper Deus, doando dízimos e outras coisas, crentes que conseguirão um lugar no reino dos céus.

As relações de poder estão como sempre nos mesmos lugares. Enquanto isso, mais da metade de toda a riqueza humana está nas mãos de apensa um por cento da população. São ricos, famosos e mafiosos. Lucrando, lucrando em detrimento da fome, da miséria e da falta de perspectiva em cadeia global.

A humanidade avança em cem números de aspectos tecnológicos. As terras na Terra produzem cada vez mais milho, soja e outras leguminosas, tudo para alimentar bois, porcos e galinhas. Alimentos modificados geneticamente para evitarem pragas, mas que são responsáveis pelo fim das abelhas, insetos e outros seres vivos que farão muita falta no futuro próximo.

Por falar em futuro, estamos cada vez mais perto do fim. Não da forma bíblica, com um juízo final, mas um fim da sociedade de consumo como conhecemos hoje. Caso sejam feitas as mesmas coisas, nas próximas décadas não haverá mais alimentos em abundância. Haverá mais doenças, câncer em especial.

É, passados mais do que dois milênios e ainda não temos saída enquanto humanidade. Triste, mas real. Só lamento.