Antônio Pereira

30 de maio de 2019

Parem o Brasil que eu quero descer

Com a chegada do capitão reformado à Presidência, juntamente com seus três filhos políticos (Senador, deputado federal e vereador), soma-se um verdadeiro exército de pseudos entendidos em política que foram às ruas no último dia 26 de maio para defender o governo que ajudaram a eleger.

Com isso, toda essa gente começa a mudar para muito pior a vida dos brasileiros. Aumento de quase 200 novos agrotóxicos autorizados a bombardear as lavouras do país. Proposta de não mais conceder título de posse às pessoas que ingressarem no Programa Minha Casa, Minha Vida. Agora, elas terão que pagar um aluguel pelo resto da vida e nunca terão direito a ter um imóvel próprio.

Ainda tem o crescente desmatamento de milhares de hectares de floresta, sem que os chamados agronegociantes tenham que pagar por isso, afinal, os órgãos de fiscalização foram praticamente desativados pelo novo governo. Assim, o Brasil, que já era um paraíso para os desmatadores, agora é também o país da impunidade completa.

Não podemos esquecer das tais reformas, como a da Previdência, onde apenas os pobres terão cortes, contenções e enormes prejuízos, caso seja aprovada a proposta do governo que está no Congresso Nacional.

Por fim, a crescente onda de destruição do ensino público das universidades federais e institutos federais. Com os cortes de verbas, muitos já anunciaram que fecham as portas a partir do próximo semestre, jogado ao leu milhares de estudantes, muitos do interior do país.

É o fim do que consideramos hoje como um país. O Brasil em apenas cinco meses do governo Bolsonaro retrocede décadas em diversas áreas, principalmente no conhecimento científico. Museus fechando, escolas fechando. Tudo isso aliado a uma política econômica que não mostrou nenhum efeito positivo nestes  primeiros meses, pelo contrário: levou milhões de brasileiros ao desemprego e a desesperança.

Parem o Brasil. Quero descer.