Antônio Pereira

7 de maio de 2019

Alerta geral: Brasil caminha para um Estado nazifascista

Não está sobrando nenhuma dúvida, o Brasil está a passos largos para um Estado obscurantista, nos moldes do que foi na Itália e também na Alemanha. Claro que isso ainda não está configurado, mas essa é a intenção clara do governo Bolsonaro. Um Estado policialesco, onde até um governador (Rio de Janeiro) se deixa filmar ordenando matanças do alto de um helicóptero, mirando jovens favelados.

As medidas adotadas nestes primeiros cinco meses de governo são sempre neste caminho. Eles querem o controle da universidade e da educação como um todo. Pregam o fim da universidade pública como a conhecemos, destruindo tudo o que foi conseguido ao longo das últimas décadas no avanço tecnológico e também nas ações intelectuais, forjadas no seio da universidade brasileira. Isso sem falar nos Institutos Federais, que fazem uma verdadeira revolução nos mais distantes rincões deste imenso país.

No lado da economia, o governo só fala em cortes e vendas. Vendas das jóias da coroa: Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal. Tem ainda a destruição completa do BNDES. Vendam tudo, entreguem tudo. Brasil volta aos patamares dos anos 50, ou seja, um país atrasado, agrário e quase feudal no que se refere à política. Estamos rumando cada vez mais fundo para o poço de areia movediça nacional.

A destruição dos direitos continua em acelerada marcha. Vide o caso da Previdência, onde todos os brasileiros que nascerem a partir de agora terão como única certeza que dificilmente chegarão à velhice aposentados. Algo que já acontece em vários países do mundo. Bolsonaro e sua trupe planeja entregar todas as nossas reservas previdenciárias aos bancos, para que lucrem ainda mais, sempre por cima da miséria humana.

Espero que não, mas acredito que essas medidas têm apenas um caminho que é a instauração de regime ditatorial, massacrando o povo em detrimento de uma ideologia transloucada que acredita piamente que os perigosos comunistas precisam ser retirados e extirpados da cena nacional, doa a quem doer.