Antônio Pereira

12 de abril de 2019

Trânsito não pode ser terra de ninguém

Todas as vezes que algum órgão público anuncia a instalação de câmeras, lombadas ou qualquer outro mecanismo de contenção de velocidade ou ordenamento no trânsito, os infratores em geral gritam: indústria das multas. Claro que pode haver algum erro, equívoco ou problema no sistema, mas não haverão multados se se adequarem à velocidade permitida, faixas de pedestres e todas as placas que indicam como devemos conduzir em determinada estrada ou rua.

As lombadas eletrônicas e radares servem para punir os infratores, reduzindo acidentes, melhorando o trânsito.

Aqui em Maceió uma das melhores iniciativas foi a zona azul, ou área exclusiva de ônibus e veículos que tenham permissão para transitar nestes locais. Uma medida simples que foi responsável pelo ordenamento completo nas principais avenidas da cidade, deixando ônibus e outros veículos permissionários circularem com melhor fluxo, favorecendo exatamente quem mais precisa do transporte coletivo.

Enquanto isso, motoristas com potencial de infração reclamam, usam de artifícios para burlar a fiscalização e entram em pânico quando é anunciado algum plano para punir infrações e reduzir acidentes.

Agora mesmo o presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou o cancelamento de 8 mil radares eletrônicos em rodovias federais, numa clara volta ao tempo em que o Brasil figurava com o maior número de mortes nas estradas federais. Por sorte e bom senso uma juíza impediu por hora a loucura do presidente, que de forma irresponsável, joga com a vida de milhões de brasileiros para afagar o ego dos infratores, verdadeiros assassinos ao volante.

Um pouco de civilidade está fazendo muita falta no nosso país.