Antônio Pereira

4 de abril de 2019

Estamos no quarto mês sem governo?

Nosso país, um gigante na América Latina e no mundo, está entrando no quarto mês sem poder dizer que há um governo minimamente organizado no poder. Jair Bolsonaro e sua trupe de ministros bizarros tem dado demonstrações claras de que não são do ramo. Seus ‘comandados’ servem muito bem para twitter e redes sociais diversas, mas para governar, não, não servem mesmo. O Brasil está à deriva.

Não há nenhuma medida positiva que podemos apontar nestes quatro meses de governança do ex-militar que foi expulso do Exército.

Os filhos do presidente são um capítulo à parte dessa insana loucura que se transformou o governo federal. Zero um, zero dois e zero três não cansam de causar problemas, numa roda gigante interminável de gafes. A última foi protagonizado pelo filho que é deputado federal. Em tuíter mandou o grupo extremista Hamas se explodir por não aceitar que o Brasil mude a sede da sua embaixada para Jerusalém, como querem os israelenses.

Vivemos uma interminável crise política, com o presidente da República brigando com o presidente da Câmara pelas redes sociais e entrevistas na televisão.

Enquanto isso o desemprego só aumenta. O preço dos produtos só aumenta, sem que haja qualquer sinal de governança ou de controle da economia. Por falar em economia, ontem o ministro da Fazenda deu um faniquito e se retirou de uma sessão no Congresso Nacional. Foi chamado de tchutchuca por um deputado, em referência aos pobres e ricos na discussão da reforma da Previdência.

Realmente, estamos sem governo, sem líder e sem perspectiva.