Ailton Villanova

11 de setembro de 2018

Sutileza Matuta

José Juvelino – Zezinho de Juvêncio, conforme é sobejamente conhecido -, é um matutão do interiorzão das Alagoas. Trabalhador, mais ou menos analfabeto, ele conseguiu contrair núpcias com a morena bonitona e gostosona intitulada Durvaliana. Para todos os efeitos, e até prova em contrário, a madame em referência é considerada eloquente exemplo de mulher honesta, decente. E como o o Zezinho de Juvêncio se orgulha dela!

Durvaliana adora estimular a tara dos machos de Delmiro Gouveia. Todas as tardes ela, vai à padaria do português Manuel Joaquim rebolando o bundão e trotando, conforme fazem essas modelos esqueléticas na passarela. Mas tem uma coisa com ela: não olha pros lados, só pra frente.

Religiosa, Durvaliana só comparece à missa de braço dado com o marido Zezinho, que se acha o homem mais sortudo do mundo.

Apesar da colher-de-chá que costuma dar pra galera masculina, caboco nenhum jamais ousou dizer tenha curtido uma horizontal com Durvaliana.

Belo dia, Zezinho de Juvêncio, o felizardo marido, teve de fazer uma viagem à São Paulo e deixou a gostosura sozinha em casa. Foi quando resolveu visitá-la o compadre Timóteo, baixinho adiposo, portador de bigode e costeleta volumosos:

– Bom dia, comadre! – disse o cara da soleira da porta. – Vim ver se a senhora está precisando de alguma coisa, já que o compadre viajou, né?

– É verdade, compadre. Chegue mais pra dentro, venha!,

Compadre entrou, os dois ficaram cara a cara, um olhando pro outro meio sem jeito, já que não estavam acostumados a ficarem a sós. Sem outro assunto para aquele momento, compadre Timóteo saiu com esta conversa furada:

– Será que vai chover, comadre?

– Pois é… – disse ela, toda cheia de acanhamento.

Fez-se um grande silêncio na sala. Até que o compadre se encheu de coragem e resolveu quebrar aquele gelo:

– Comadre, o que você acha? A gente transa ou toma chá?

Timidamente, ela respondeu:

– Ah, compadre… você me pegou sem pó!

Mesmo sem pó, a poeira comeu no centro… na casa de Zeinho de Juvêncio.

 

 

Marido Fujão

 

Amigonas, duas madames se encontram na fila da padaria:

– Teobalda, que bom te ver, mulher! Como tu estás? Eu soube que o teu marido fugiu com a tua empregada, é verdade?

– É, sim. Foi na semana passada.

– Mas que horror! Logo com a empregada! Como está se sentindo?

– Ah, eu estou me virando. Na verdade, não me incomodei nem um pouco. Eu já estava querendo mandá-lo embora mesmo.

 

 

Comparando bem…

 

Malandrinho, o garoto Asnobrinho foi tomar satisfações com o dono da quitanda para a qual trabalhava, ao ser cientificado que estava demitido:

– Puxa, seu Aristarco, só porque peguei duas maçãs, o senhor me mandou embora!

O quitandeiro respondeu:

– Ué!  E Adão e Eva que perderam aquela moleza toda no Paraíso por causa de apenas UMA maçã?

 

 

Pra quê o pai?

 

Vez ou outra, o pentelho Cacá deixa seus pais Carlão e Margô embasbacados. Dia desses, pegou a mãe desprevenida:

– Manhê, foi a cegonha que me trouxe aqui pra casa?

– Foi, meu filho. – respondeu a mãe.

– E é Jesus que dá pra gente o pão de cada dia?

– Sim, meu amor.

– Mais uma coisa. É o Papai Noel que dá os brinquedos no Natal?

– É isso mesmo!

– Então, pra que serve o papai?

 

 

Explicação infantil

 

Hildinha, garotinha esperta, perguntava à amiguinha Neidinha:

– Por que os bebês sempre nascem à noite, você sabe?

E a amiguinha:

– É porque toda noite as mães estão em casa!

 

 

Enxergando Melhor

 

O Alcebíades andava aperreado com a visão. Aí, procurou o oftalmologista Léo Montenegro:

– Qual é o seu problema, meu amigo? – perguntou o doutor

– Meu problema é o seguinte… eu ando vendo um monte de manchas borradas na minha frente…

– Calma! Vamos experimentar aqui uns graus, certo?

Dito isto, doutor Léo sentou o cara naquela poltrona toda cheia de luzinhas coloridas. Em seguida, ajustou nas vistas dele aquele instrumento que possui graus rotativos.

– Que tal?

E o Alcebíades, entusiasmadíssimo:

– Aaahhh, doutor! Melhorou bastante! Agora as manchas estão muito mais nítidas!

 

Com Diego Villanova