Blog do Dresch

1 de setembro de 2018

Para ministro, segurança está sem rumo

Ao participar da posse do procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça como presidente do Grupo Nacional de Combate ás Organizações Criminosas (GNCOC), o ministro Raul Jungmann, da Segurança Pública falou da crise que se abateu sobre a segurança no país. Ele assinalou que o Brasil nunca teve uma política nacional de segurança pública, e que o poder central nunca foi responsável na área, com exceção das polícias Federal e Rodoviária Federal. “Assim os estados são responsáveis por 85% dos investimentos e isso impacta fortemente nos tesouros estaduais”, disse Jungmann.

A crise da segurança pública 2

O ministro destacou, contudo, o papel dos grupos de combate à corrupção dos ministérios públicos de todo o país, assim como a importância de se fazer parcerias para combater o crime. Jungmann citou a criação do Sistema Único de Segurança Pública, acreditando que “deverá dar um rumo a segurança pública”. Também citou ainda a previsão de recursos para a área, através da divisão das loterias e a criação de uma escola de formação e um instituto para coordenar os dados estatísticos do setor.

 

Os desaparecidos do Brasil

A Cruz Vermelha Internacional deu o alerta: o número de desaparecidos no Brasil preocupa as entidades internacionais pela quantidade e pela velocidade. Em dez anos (2007 a 2017) foram registrados 786.071 desaparecimentos no país. Só no ano passado foram 82.684, e em São Paulo 25 mil pessoas desapareceram em 2017. A Cruz Vermelha admite que não existem dados exatos alusivos ao número de pessoas desaparecidas no país, pelas dificuldades de registro e pela ausência de uma rede de informações específica em todos os estados. As informações coletadas pela entidade são oriundas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelos registros comunicados pela Polícia Civil. São boletins de ocorrências feitos pelas famílias. Pela classificação da Cruz Vermelha, pessoas desaparecidas são “indivíduos sobre os quais as suas famílias não têm notícias, ou alguém que, com base em informação confiável, foi dado como desaparecido”. No Brasil, o número de desaparecidos, em qualquer circunstância, denota uma verdadeira tragédia social.

Alagoas tira boa nota

No anúncio feito esta semana pelo Ministério da Educação, através do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), cinco estados brasileiros se destacaram por melhorar a aprendizagem dos seus estudantes em todas as etapas avaliadas entre 2015 e 2017. Além de Alagoas, destacaram-se também o Ceará, Goiás, Piauí e Tocantins. O SAEB avalia o desempenho da aprendizagem dos alunos das redes pública e privada do Brasil. Foram avaliados 5,4 milhões de estudantes do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, e da 3ª série do Ensino Médio.

Correios emitirá CPT

Um acordo que está sendo discutido entre o Ministério do Trabalho e a direção dos Correios, pretende facilitar e ampliar a emissão de Carteiras Profissionais de Trabalho (CPT). A ideia é utilizar agências dos Correios presentes em 5.570 municípios brasileiros. A emissão do documento continuará sendo gratuita, sendo que a taxa de entrega da carteira expedida pelos Correios seria custeada pelo próprio Ministério.

Correios emitirá CPT 2

O objetivo do acordo, que deve ser iniciado com um projeto-piloto em São Paulo, é permitir que todos os trabalhadores brasileiros, em especial aos que vivem em locais mais distantes, possam ter acesso ao documento. De qualquer forma, a carteira profissional continuará sendo expedida normalmente em toda a rede dos postos de atendimento do Sistema Nacional de Emprego (Sine), nas gerências regionais e superintendências do Trabalho nos estados.

Cadê o povo que estava aqui?

O mais recente levantamento do IBGE sobre estimativas populacionais de estados e municípios, mostrou que de 2017 para 2018, a população de Alagoas reduziu na comparação. Os dados foram publicados no Diário Oficial da União e mostram que Alagoas tinha 3.375.823 pessoas no ano passado e agora está com 3.322.820, numa redução de 53.003 habitantes (1,57%). Em Maceió a situação não é diferente. Ano passado estávamos com uma população de 1.029,129 e agora estamos com 1.012.382 pessoas, ou seja, uma diminuição de 16.747 habitantes, ou 1,63%.

  • As quedas já são consideradas os maiores problemas enfrentados pelos idosos no Brasil e chegam a atingir cerca de 30% com mais de 60 anos. A situação fica mais crítica quando lembramos que o crescimento da população de idosos no país acontece em ritmo acelerado. Calcula-se em 34 milhões de indivíduos com mais de 60 anos até 2025 no país.
  • Este foi um dos assuntos discutidos no XVIII Congresso Norte-Nordeste de Ortopedia e Traumatologia, que acontece em Maceió até hoje (sábado).
  • As quedas são provocadas em sua maioria, pela instabilidade postural e enfraquecimento das estruturas ósseas e musculares. Elas já são consideradas como graves problemas de saúde pública.
  • Elas vão desde lesões leves, medo de cair repetidas vezes, até fraturas, dependência, hospitalização, o que causa impacto na sociedade como um todo, pelos prejuízos físicos, psicológicos e sociais.