Blog do Dresch

10 de agosto de 2018

Toffoli assume STF num momento crucial

Escolhido de forma simbólica por seus pares, o ministro Dias Toffoli será o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de setembro, para uma gestão de dois anos. Toffoli é vice-presidente da Corte e por isso sua indicação fazia parte do regimento interno. Ele substituirá a ministra Carmen Lúcia e assumirá em 13 de setembro, e partir do próximo ano trabalhará com um novo presidente da República e com um congresso ainda incógnito. Deverá ainda assumir a antipopular concessão do aumento salarial da Justiça e tomar decisões sobre o ex-presidente Lula. O vice-presidente será o ministro Luiz Fux.

Universidade manipula exames

O caso aconteceu no Japão, mas não deixa de ser estarrecedor. No centro da questão está a Universidade de Medicina de Tóquio que divulgou um pedido de desculpas por ter manipulado “sistematicamente” os resultados de exames com a finalidade de excluir as mulheres, numa clara demonstração de discriminação. A universidade, considerada uma das principais instituições privadas do Japão, inflava os pontos de candidatos do sexo masculino que faziam o teste em até três anos após concluírem o ensino médio. Nenhum ponto era dado às estudantes do sexo feminino. Entre as razões para excluir as mulheres está a sugestão que médicas não podem trabalhar muitas horas depois de casar e ter filhos. Um relatório foi apresentado pela universidade que negou ter conhecimento anterior e de ter se envolvido com a discriminação, agora tornada pública.

Homem crucificado em Meca

Há mais de uma semana que árabes e canadenses estão com relações estremecidas, depois que o governo do Canadá criticou a repressão a ativistas de direitos humanos na Arábia Saudita, que, expulsou de Riad o embaixador canadense e congelou as relações comerciais. Além disso aplicou uma pena de morte por crucificação, que não é muito usual, e por isso concluiu-se que foi mais um recado ao Canadá.

Homem crucificado em Meca 2

Segundo o portal Aol, o homem executado é Elias Abulkalaam Jamaleddeen, nascido em Myanmar, e acusado de crimes de homicídio, roubo e tentativa de estupro. Foi crucificado na cidade santa de Meca. O governo canadense disse que sempre apoiará os direitos humanos no Canadá e em outros países. O ministério saudita de Relações Exteriores, disse que o Reino da Arábia Saudita não aceitará ingerências em seus assuntos internos.

Nove milhões com diabetes

O Brasil tem hoje cerca de 9 milhões de pessoas com diabetes, o que coloca o país como o 4º entre os países com maior número de diabéticos. As informações foram repassadas pelo Ministro da Saúde, Gilberto Occhi durante um seminário em Brasília. Segundo ele a tendência mundial é o aumento dos casos. Estima-se que em todo o mundo, mais de 415 milhões de adultos viviam com diabetes em 2015. Estimativas dão conta de que serão 642 milhões até 2040.

Nove milhões com diabetes 2

Segundo Occhi 12% do valor gasto com saúde no mundo é para o tratamento de diabetes, e isso representa US$ 670 bilhões. Na contramão 50% dos portadores do tipo 2 da doença não são diagnosticados. “No Brasil, por exemplo, o custo com a internação de pacientes é de US$ 243,9 milhões por ano, e setenta por cento dos casos poderiam ser prevenidos” alerta o ministro da Saúde. A sugestão, cada vez mais insistente, é a busca pelo diagnóstico precoce, somado a uma vida saudável para combater a doença.

Nove milhões com diabetes 3

Nas capitais brasileiras, 7,6% da população tinham diabetes em 2017. E o crescimento é constante. A elevação da taxa entre o gênero masculino é uma grande preocupação no Brasil, assegura Occhi. Nos últimos 12 anos, subiu 54% entre essa parcela da sociedade. A alta nos homens pode ser associada ao aumento do excesso de peso, afirmou. A doença ainda é recorrente nos mais velhos. No Brasil, 24% dos idosos com mais de 65 anos são portadores de diabetes.

 

 

  • Prossegue até amanhã (11), no Hotel Ouro Branco, na Pajuçara, o 8º Congresso dos Trabalhadores da Universidade federal de Alagoas, que debate temas contemporâneos e que impactam junto à classe trabalhadora.
  • Entre os assuntos que estão sendo discutidos, a organização do evento salientou aqueles que tratam da conjuntura nacional e a reorganização dos trabalhadores, assim como “A crise das Universidades Brasileiras”.
  • Outros temas como machismo, racismo e homofobia que ainda existem dentro dos campi, igualmente merecerão atenção além da situação vivida pelo Hospital Universitário que enfrenta sérios problemas pelo corte de recursos.
  • Na abertura do Congresso, a reitora da Ufal, Valéria Correia, tratou da situação dos trabalhadores em geral, após a implantação da reforma trabalhista, que reduziu direitos e flexibilizou conquistas anteriores.
  • A Reitora também destacou os cortes de recursos para as universidades públicas. Para ela esta decisão é um retrocesso, e seria um golpe final na pós-graduação das universidades, nas pesquisas e na ciência, destacou Valéria Correia.