Ailton Villanova

17 de julho de 2018

O ÚLTIMO DESEJO

Tido e havido como um homem extremamente caridoso e humilde, bem dizer quase santo, dom Preláudio Brandão, bispo antigão, encontrava-se no leito episcopal mais pra lá do que pra cá, isto é, morre não morre, vítima de pertinaz moléstia que a medicina ainda não conseguira debelar.

– Aí é caso praticamente perdido, meus senhores – definiu para um grupo de  sacerdotes e médicos da Diocese, o doutor Marinaldo Torres, chefe da junta que assistia o velho religioso.

A observação do esculápio alertou o grupo ali reunido. Um dos presentes perguntou:

– Como assim?

Doutor Marinaldo explicou:

– É um caso delicadíssimo que deveria ter sido tratado desde o início. Na minha opinião, dom Preláudio esta precisando agora é de uma boa mulher, mas sabemos que isso pra ele é impossível, dado o seu compromisso com o celibato… Sem isso, é caixão e vela preta!

– Seria, digamos assim, uma mulher boazuda? – indagou um dos médicos diocesanos.

– Bem… pelo menos uma mulher que dê pra quebrar um galho.

– Mas como é que vamos dizer isso a ele?

– Temos de dizer com bastante jeito.  Se ele não quiser morrer, vai concordar.

Os médicos chegaram para o bispo e abriram o jogo. Ele ficou escandalizado:

– Mulher???!!! Mas como? Fiz votos de castidade. Não posso!

E o doutor Esquibaldo:

– Ou isso ou a morte, dom  Preláudio!

– Não dá, meus filhos. Isso vai ser um escândalo, se souberem.

– Nesse caso o senhor vai morrer!

O bispo pensou um pouco e disse:

– Aceito, sob uma condição.

– Pois não, reverendíssimo!

– Vocês me tragam uma mulher que seja muda, cega e peituda!

Os médicos estranharam:

– Reverendíssimo, que a mulher seja muda, surda e cega, nós entendemos. Mas, por que peituda?

O bispo abriu um sorriso:

– É que eu adoro um peitão!

 

 

Má notícia

 

Lá vinha Moisés descendo o monte com as Tábuas da Lei. Lá embaixo, uma multidão o aguardava ansiosa:

– E aí, profeta, como foi?

– Maior batalha, meus irmãos! – respondeu Moisés. – Tenho boas e más notícias.

– As boas primeiro!

– Consegui reduzir os mandamentos de trinta para dez.

– E as más notícias?

– Não consegui livrar a cara do adultério!

 

 

Estavam se achando…

 

Então, São Pedro encontrava-se recebendo um grupo de recém casados, candidatos a um lugar tranquilo no céu.

Chegou o primeiro, e ele perguntou:

– Qual a religião de vocês?

– Presbiteriana.

– Muito bem. Quarto 17. São Pedro entrega a chave e recomenda:

– Por favor, façam silêncio quando passarem pelo quarto 8. Próximo casal! Religião?

– Judaica.

– Quarto 34. Mas, por favor, vocês façam quando passarem pelo quarto 8. Próximo! Religião.

– Batista.

– Quarto 34. Faça silêncio, por favor, quando passar pelo quarto 8.

Curioso, o casal batista perguntou:

– São Pedro, tudo bem que cada religião tenha o seu quarto, mas por que temos que fazer silêncio quando passarmos pelo quarto 8?

– Porque é o quarto dos católicos, e eles acham que são os únicos aqui!

 

 

O troco

 

Padre Arédio estava dando um “sermão” no garoto Sidclay:

– Olha aqui, meu filho… sua mãe se queixou que você vive falando palavrão. A partir de hoje, cada palavrão que soltar, vai ter que dar um real para a paróquia. E se no final do mês você não vier acertar as contas comigo, eu lhe excomungo e você vai parar nas profundezas do inferno.

Um mês depois o menino aparece com um caderninho com os palavrões anotados e entrega ao padre, que soma e cobra:

– Aqui tem 99 palavrões.

O garoto dá uma nota dde 100 reais e o padre diz:

– Eu não tenho um real de troco. No próximo mês a gente desconta!

E o pentelho:

– Não precisa descontar não, padre. O senhor vai pra puta que o pariu e tá tudo certo!

 

 

Indicação cretina

 

Tremendo dum mala, o médico Oscar Dênio – do SUS, claro -, como de costume, tratava indevidamente um humilde paciente:

– Todo mundo tem a mania de se automedicar. Você, por exemplo: o que fez antes de vir aqui?

– Passei na farmácia…

– Foi? E qual foi a sugestão idiota que o cretino do farmacista lhe deu?

– Ele me mandou procurar o senhor…

 

Com Diego Villanova