Ailton Villanova

12 de julho de 2018

Recordista mundial

Aos 86 anos, seu Abimael Laurentino Bocaiúva ainda mantém os vestígios de sua boniteza do passado; dos tempos da saudosa Festa da Mocidade que ocorria todos os anos, em Maceió, entre o final da década de 40 até meados dos anos 50. Nesse evento desfilavam em meio a folguedos e atrações musicais, inclusive requisitadas de vários pontos do país, a fina flor da sociedade alagoana e gente do povo, numa mistura democrática que dava gosto ver.

Ah, a Festa da Mocidade!

Contam os remanescentes da época dos nossos pais, que muitos romances floresceram e culminaram no altar de Deus, destacando-se aquele que foi protagonizado pelo predito Bocaiúva e sua Luzinete, morena dos olhos verdes nascida no bairro do Prado. Nessa época, Bocaiúva, que dera baixa da Marinha de Guerra do Brasil, era considerado o “garanhão da praça”. Mulher disponível pintasse na sua área, ele traçava numa boa.

Bom, dito isto, vamos dar uma marcha à ré no tempo:

O distinto casal festejava 30 anos de matrimônio e o Bocaiúva já batia na casa dos 50 janeiros, quando resolveu testar se sua pessoa ainda aguentava o recorde sexual de quando contava 20 anos: sete vezes numa noite  (quando ele era mais novo ainda, aí pelos 16, dava vinte repetidas, sem tirar, segundo o testemunho de uma hoje aposentada mundana do antigo meretrício do Jaraguá, chamada Terta).

Era uma tarde de domingo. Bocaiúva chamou a mulher para a cama e meteram mãos à obra. A primeira vez foi uma beleza. A segunda já exigiu uma pausa, uma cervejinha, uns salgadinhos para restaurar. Depois da terceira, jantaram. Ele puxou então uma pestana e, quando acordou, atacou pela quarta vez. E assim foram indo, entre um cochilo e outro, até que, alta madrugada, ele finalmente igualou o recorde. E mergulhou no chamado “sono dos justos”. De manhã tomou um banho, botou o terno e foi para o trabalho com o maior sorriso, pedindo desculpa pelo atraso.

– Esqueça o atraso desta manhã – resmungou o chefe. – Só quero saber porque você faltou a semana passada inteira.

 

 

Milagre? Sem essa!

 

Sentadinho no sofá da sala, o casal de velhinhos – seu Ataulpho e dona Nistatina -, assistia ao  programa de TV de certo pregador que se autointitulava milagreiro.

– Agora, meus irmãos, podereis voltar a ser inteiros! Rezai comigo, pois a fé remove montanhas. Peço aos que estão doentes que ponham a mão sobre a minha imagem no vídeo e a outra sobre a parte do corpo que necessita de cura.

A velhinha tocou o vídeo e o estômago; e o velhinho tocou a virilha. A velhinha estrilou:

– Ataulpho, não seja bobo. O reverendo falou em curar os doentes, não ressuscitar os mortos!

 

 

Que milagre, que nada!

 

Seu Aristarco, velhusco de mais de 80 anos, acordou a mulher de madrugada, aos berros:

– Milagre! Milagre!

Meio desorientada, dona Coriolana perguntou:

– Que história de milagre é essa?

– Imagine, minha velha, que quando fui ao banheiro, ainda agora, a luz se acendeu sozinha, sem que eu mexesse no interruptor… e depois, quando acabei, ela se apagou sozinha de novo. Um milagre!

– Que milagre coisa nenhuma – retrucou a velhinha enfurecida. – Você mijou dentro da geladeira de novo!

 

 

Probleminha preocupante

 

Depois de confessar ao médico que julgava estar ficando brocha, o velhinho Antiógenes escutou o doutor que, pacientemente, lhe explicou:

– Olha, seu Dió, à medida em que passam os anos, as funções vitais do corpo vão aos poucos enfraquecendo…

– Mas…

– Escute! É perfeitamente normal que o sexo diminua. O senhor não deve absolutamente ficar preocupado. Relaxe e verá que as coisas vão melhorar. Além do mais, me diga: quando começou a se dar conta do problema?

– Bem… ontem à noite, três vezes. E hoje pela manhã de novo!

 

 

Além do mais…

 

Velhinho safadinho, metido a conquistador, seu Ascânio entrou num ônibus da linha Benedito Bentes-Centro, procurou um lugarzinho e disse:

– Vou me sentar aqui ao lado dessa garota bonita!

E ela, cheia de esnobação:

– Só que eu vou me levantar, seu velho enxerido!

– Enxerido e mentiroso, rá rá!

 

 

´Milionário e malandro

 

Seu Garcia, milionário já nos seus 75 anos, casou-se com a deliciosa Sandra Carla, 18 aninhos de idade.

– Ah, seu malandro! – indagou, cheio de inveja, um velho amigo. – Conta como você conseguiu faturar aquela coisinha linda?

E seu Garcia:

– Simples, meu caro! Falei pra ela que tinha 90 anos…

 

Com Diego Villaova