Ailton Villanova

10 de julho de 2018

PLANOS BASTANTE DIFERENTES

Não posso deixar de reconhecer que o professor José Serra, apesar de sua antipatia, foi um dos maiores ministros que o país já deu. Ele escreveu o seu nome na história da administração pública nacional através da realização de obras importantes na área da Saúde.

 

Serra não foi ministro de dar ordens atrás de um birô. Para realizar a obra que realizou no governo FHC, ele teve de cair em campo, sentindo de perto do drama das pessoas mais necessitadas de amparo do poder público.

 

Numa de suas andanças por esse Brasilzão, enquanto era ministro, Serra esbarrou num hospital conveniado com o SUS. E começou a inspecioná-lo. Ao entrar num dos quartos, ele deu de cara com um paciente todo esquálido, estirado numa cama, se masturbando. Chocado com a cena, perguntou ao diretor do hospital, que se achava ao seu lado:

 

– Mas o que significa isso, doutor?

 

E o diretor:

 

– Ah, senhor ministro, esse é um caso muito triste. Esse paciente sofre de priapismo. Ele fica com o pênis ereto o dia todo! Para se aliviar um pouco, tem de se masturbar mais de dez vezes por dia! É

triste…

 

Ressabiado, o ministro prosseguiu com sua inspeção. Abriu a porta de outro quarto e se deparou com a mesmíssima cena: um cara magrinho executando febrilmente uma “rua-da-palma” aloprada, com o linguão de fora.

 

     – E esse? Como o senhor explica? – indagou o ministro, cheio de autoridade.

– Esse sofre do mesmo mal, ministro. Fica se masturbando o dia inteiro, também. Dá uma pena danada!

 

Muito cabreiro, Zé Serra abriu a porta do terceiro quarto  e se deparou com um camarada deitado no leito e uma enfemeira boazuda, de joelhos, fazendo sexo oral nele. Aí, o ministro invocou-se de vez:

 

– Ah, não! E isso aqui, o que é?

 

E o diretor:

 

– Bom… Esse paciente também sofre de priapismo. A diferença é que ele tem Plano de Saúde…

 

 

Paciente sortudo

 

Na ante-sala do centro cirúrgico, o paciente era preparado, pela equipe de apoio técnico, para ser submetido a uma operação delicada. Nesse momento, foi chegando o cirurgião e o cara o pegou pelo braço:

 

– E então, doutor, tenho chance de sair dessa cirurgia com vida?

 

E o médico:

 

– É claro que tem. Um em cada dez sobrevive e você tem a sorte de ser o meu décimo paciente.

 

 

Permuta razoável

 

Naquela clínica psiquiátrica, o diretor vai passando pelo corredor e vê um paciente puxando um gato. No pescoço do bichano havia uma placa com os seguintes dizeres: “Vendo por 1 mil e 500 reais”.

– O que é isso Basualdo? – perguntou o diretor.

– Estou vendendo o meu gato por 1 mil e 500 reais. O senhor quer comprar?

– Quero não. Tá muito caro. Você não faz um abatimentozinho?

– Só vendo por esse preço.

Dia seguinte, o doutor encontrou o Basualdo de novo.

– E aí, vendeu o gato?

– Vendi não. Eu…

O médico interrompeu:

– Eu não disse que tava muito caro?

– É, mas fiz um negócio muito melhor. Troquei ele por três sapos de 500 reais cada um…

 

 

Sorte do Valtão

 

Amigões e colegas de trabalho e de copo, Messiânico Lobão e Valter Creolânio, o Valtão, já tinham tomado todas, num barzinho localizado na Coréia, distrito de Ponta Grossa. Mas continuavam discutindo problemas do cotidiano. Depois, passaram para os assuntos de ordem particular, por iniciativa do Messiânico:

– Tô recuperando a minha forma, bicho! Antes de ir para a cama eu ando três quilômetros. E você?

Valtão respondeu:

– Por sorte, a minha cama fica mais perto!

 

 

O detalhe revelador

 

Durante uma consulta, aquele ginecologista não resistiu

à exuberância de certa cliente e avançou o sinal. Ao sentir que o cara estava exagerando no exame, a mulher deu um pulo da maca, vestiu-se rapidinho e disparou porta afora, aos berros:

– Socorro! Tarado! Esse médico é um tarado!

Na sala de espera, as outras pacientes assistiram, estupefactas, à mulher sair correndo. Imediatamente, surgiu o doutor na porta do consultório:

– Senhoras desculpem pelo transtorno. Essa paciente que acaba de sair, sofre de uma terrível síndrome e eu a aconselhei procurar ajuda psiquiátrica. Ela teve um surto e por isso fez esse escândalo todo. Pobre coitada!

Dito isto, o médico balançou a cabeça e entrou de volta na sua  sala. Em seguida, entrou a recepcionista. Então, ele perguntou à ela:

– E aí, acha que fui convincente?

– O discurso foi bom, mas faltou um pequeno detalhe…

– Que detalhe?

– O senhor se esqueceu de vestir as calças!

 

 

Apenas uma pequena suspeita

 

O Inocêncio Obstrúdio desabafava com o amigo Clauribaldo:

– Tenho a ligeira impressão que minha mulher está querendo me abandonar.

– Como você chegou a essa conclusão, rapaz?

– É que faz seis meses que ela não aparece em casa!