Ailton Villanova

4 de julho de 2018

Saco só sem areia!

Mais de 40 dias rodando por esse Brasilzão ao volante de um caminhão, o motorista José Braz de Santana ingressou em território maceioense no maior jejum sexual.

Ao estacionar seu autocarga na Assis Chateaubriand, praia do Sobral, bateu o olho numa lourinha metida num minivestido pra lá de escandaloso. Zé Braz considerou que o “material” não era dos melhores, mas como estava mesmo “à perigo”, resolveu encarar… Chegou junto da dona e sapecou:

– Quanto que é a transa?

E ela, mastigando chiclete:

– Vinte reáus!

– E aonde é que a gente vai? – quís saber o caminhoneiro.

– Puresse preço a gente vamos aqui mesmo, na praia.

– Na praia?!

– Tem pobrêma ninhum. É tranquilo!

– Tá bom, vamos!

– Vamos. Mas antes me responda uma pergunta…

– Que pergunta?

A mundana lascou lá:

– Você tem o saco grande?

– Tenho não. Meu saco é normal!

Desceram até a praia e se esconderam por detrás de uma elevação de areia. O caminhoneiro desabotoou a braguilha e, quando começava a arriar as calças, a mulher tornou a perguntar:

– O seu saco não é mesmo daqueles grandes, né?

– Não. Já disse que não.

A mulher deitou na areia e ficou naquela posição que todos conhecem. Zé Braz preparou-se para iniciar a transa e, ela, insistindo na pergunta:

– Você tem certeza que não é sacudo?

– Nãããooo, porra! Mas por que essa insistência em saber o tamanho do meu saco?

E mulher explicou:

– Sabe o que é? É que às vezes eu me deito aqui na praia, com uns caras que têm o saco deste tamanho, e eles ficam empurrando areia pra dentro do meu rabo. Tem dias que entope tudo!

 

 

Nenhum dos dois

 

Padre Nildo recebeu na sacristia de sua paróquia um casal de matutos do interiorzão de Pernambuco. Falou a mulher:

– Nóis qué batizá o sambudinho, seu vigáro…

– Onde está ele? – perguntou o reverendo.

– Tá lá im casa…

– Tragam ele no domingo, que a gente batiza.

O casal deu meia-volta e se mandou. No domingo aprazado, bateram cedinho na igreja.

– Óie nóis aqui travêis, seu vigáro!

Padre Nildo levou os pais e os padrinhos até a pia batismal. Preparando-se para a cerimônia, temperou a goela e perguntou à mãe:

– A criança é do sexo masculino ou feminino?

– Nem Marculino e nem Filismino, seu vigáro. Vai se chamá Virgulino!

 

 

Que problema?

 

A jovem Sandra Karla botou na cachola a idéia de ser manequim. Corpo tem. Quer dizer, é tão magra quanto um esqueleto humano. Pois bem, de posse de algumas informações, procurou uma empresa encarregada de contratar profissionais femininas do ramo. Dita firma tem a fama de ser tremendamente exigente.

Sandra Karla foi encaminhada ao setor específico, para os devidos testes.

O encarregado da entrevista, um psicólogo todo cheio de frescura, deu início ao teste:

– Suponha, senhorita Sandra, que você se encontra sozinha num lugar deserto e, de repente, vê chegar um carrão cheio de homens, bem uns dez, todos tarados. O que faria para resolver esse problema?

E Sandrinha, com arzinho inocentinho:

– Problema? Que problema?

 

 

Na Hora Agá!

 

Amorzinho de garota, Maria Astolfa era inocente toda, apesar dos seus 18 anos de idade. Seu Aristarco, o cuidadoso pai, marcava em cima.

Um dia, Astolfinha conheceu o rapagão Zuleido Roberto e logo o dois estavam de namoro firme. Só que o cara tinha um objetivo: comer a menina, considerando a sua gostosura.

Bela noite os dois se encontravam namorando no portão da casa da jovem e aí o Zuleido, muito do safado, deu início a cantada com vistas a obtenção do seu objetivo:

– Você já fez amor?

– Não, nunca! – respondeu timidamente a donzela.

– Sabe como é que faz? – insistiu o safadão.

– Não.

– Quer saber?

A mocinha engasgou-se. Deu um tempo e respondeu:

– Quero.

Aí, o malandro foi puxando a menina para detrás de uma roseira do jardim:

– Levante a saia, meu amor.

Obediente, a garota levantou a saia e surgiram coxas lindas, bem modeladas…

– Agora, abaixa a calcinha.

Ela abaixou.

– Vamos… Depressa! Fica de cócoras e finge que está urinando. Seu pai acabou de debruçar-se na janela!

 

 

Doente, mas alegre e feliz!

 

Com a maior cara de preocupação e um tanto apressado, o Poliedro Tremembé entrou em casa abraçando um monte de papéis. Dona Nistatina estranhou o comportamento do marido:

– Que foi que houve, homem de Deus? Que cara é essa?

– É que hoje recebi os resultados dos exames. – respondeu – Eu nunca poderia supor que tivesse problemas cardíacos!

E dona Nistatina:

– Viu só como foi bom ir ao médico? Se não tivesse ido, você ia continuar alegre, despreocupado e ficaria velho sem suspeitar que é um homem adoente!