Ailton Villanova

25 de Maio de 2018

Na pressa, comeu a velha!

As noites de sexta-feira eram do distinto Tiberíades Neto, o indefectível Tibé. As noites, apenas. Ele começava a farrear às duas da tarde, quando  saía da repartição, e nunca ultrapassava o limite das 22 horas. Era batata. Estivesse onde estivesse, suspendia a biritagem e fazia o caminho de volta ao lar. Acontece que, em determinada ocasião, ele exagerou nas doses.

Tibé estava tão entusiasmado enchendo a cara num barzinho jatiuquense que, quando se lembrou do relógio, já passava da meia-noite. Aí, desesperou-se:

– Valha-me Deus! Quase uma hora da manhã e eu ainda estou aqui! A minha mulher vai me comer o fígado na hora em eu chegar em casa!

Seu parceiro de farra, um tal de Nabucodonozor, comoveu-se com a sua situação e aconselhou:

– Olha, Tibé, faça como eu: chegue em casa de mansinho, tire os sapatos, entre no quarto sem fazer barulho e se meta debaixo do cobertor. Em seguida, vá tirando de leve a calcinha da sua mulher e, sem perda de tempo, chame na grande!

– Bem…

– Peraí, deixe eu terminar, rapaz!

– Tá. Continue.

– Não dê nem tempo pra ela respirar. Mande o ferro pra frente. Dê a carga toda. Quando você terminar, sua esposa vai estar feliz e, exausta, vai virar pro lado e não vai nem notar o horário!

– Legal, bicho!

Tiberíades se mandou pra casa com a alma renovada e seguiu na íntegra o conselho do amigo: entrou em casa na surdina, correu pra debaixo do cobertor, tirou a calcinha da mulher no dente e, já que estava com a boca na “botija”, caiu de lingua na maior das fúrias. Enquanto a mulher gemia de prazer, ele aproveitava para botar o pinto para funcionar. E tome vara! Até de manhã, a mulher gemeu de prazer e felicidade. Tiberíades nunca esteve tão feroz na cama! Ele próprio se espantou com o seu desempenho.

Exausto, nosso herói deu por encerrada a sua performance sexualina e dirigiu-se ao banheiro para tomar um belo banho. Qual não foi a sua surpresa quando reparou no papel pregado com fita durex, no espelho do penteador. No sobredito, estava escrito:

“Amor, não faça barulho. A mamãe veio nos visitar e está dormindo na nossa cama. Por favor, vá dormir no quarto das crianças. Estou dormindo no sofá…”

 

 

Falando com o filhão

 

Para uso doméstico, o ilustre Mirevaldo comprou um computador última geração, ligou para o suporte técnico e pediu instruções sobre o seu manuseio. Atendeu lá o competente Raunibaldo Pereira que começou a falar com o Mirevaldo numa linguagem técnica muito complicada. Todo atrapalhado, o cara pediu um tempo:

– Por favor, meu amigo, explique o que eu devo fazer como se eu tivesse cinco anos de idade…

E o técnico:

– Tá bom. Filho, por favor, vá chamar a sua mãe!

 

 

Tática eficiente

 

Enquanto tomavam um refrigerante numa lanchonete do centro da cidade, os amigos Hilpogárdes Leão e Ribamar Lucídio conversavam animadamente. Em dado momento, o primeiro puxou o seguinte assunto:

– Minha mulher dirigia sem o menor cuidado, falando ao celular, sem cinto de segurança… maior perigo, bicho! Mas levei um papo legal com ela e agora tá tudo uma beleza!

– Verdade, mano velho? E como foi esse papo?

– Bom, eu disse pra ela que, se batesse com o carro, a sua idade iria aparecer no jornal.

 

 

É malígno, mas é bom!

 

Aquele radialista boçal, aqui referido mais de uma vez, continuava encucado com o tamanho do seu biláu. Por conta disso, padecia de um tremendo complexo de inferioridade. Belo dia, ele começou a sentir uma dorzinha, seguida de formigamento, no tal do pinto. Aí, correu para o consultório de um médico amigo, que, depois de examinar a pecinha percucientemente, foi peremptório:

– Tenho boas e más notícias pra você.

– Por favor, doutor, me dê primeiro a boa notícia.

– Seu pênis vai ficar enorme! Vai engrossar quase o dobro e vai aumentar uns dez centímetros.

O cara exultou:

– Uau! Demais, doutor! E qual é a notícia ruim?

– É um tumor malígno!

 

 

Bom conselho de amiga

 

Madame Crisóliga encontrou a amiga Marilda no supermercado, e não se acanhou em ser indiscrerta:

– Nossa! Como você está abatida, Marilda! O que está acontecendo?

– É o meu marido Osório…

– O que tem ele? Está doente?

– Não, não. O infeliz está me maltratando como se eu fosse uma prostituta!

E começou a chorar. Vendo o desespero da amiga, Crisóliga tentou consolá-la:

– Se eu fosse você resolveria rapidinho esse problema.

– De que jeito você faria?

– Começaria a cobrar!

 

 

Nem aos montes!

 

O Argobaldo exagerou na birita e esparramou-se na calçada.  Nisso, vai passando um sujeito todo cheio de moral, que olha pra ele e comenta:

– Se eu fosse o governador eu acabaria com a cachaça!

O bebão abriu um olho e respondeu:

– Escuta aqui, meu irmão… Nós, que somos muitos a beber, não conseguimos acabar, imagine você sozinho!

 

 

Queixa retardada

 

Delegacia de polícia, aí no interior. Boquinha da noite, final de expediente, uma velhota vai até o delegado:

– Quero fazer uma queixa, meu filho…

– Pois não, vovó… Do que se trata?

Ela lascou lá:

– Eu fui estuprada!

O delegado deu um pinote da cadeira:

– Meu Deus do céu! Isso é um crime inominável! Quando foi que ocorreu essa desgraça com a senhora?

– No dia 15 de novembro de 1901!

– 1901???!!! E somente agora a senhora vem dar queixa?

– É que somente agora o desgraçado me abandonou!