Ailton Villanova

24 de abril de 2018

NECROPSIA?! NEM VER!!!

Sumiço de paciente no Pronto Socorro de Maceió. Maior rebuliço na área. Até a polícia entrou na jogada para descobrir o paradeiro do distinto Cremilton Arruda, que tinha sido operado havia pouquíssimo tempo.

 

As informações preliminares davam conta no sentido de que Cremilton passara disparado pela porta principal do hospital, todo remendado de esparadrapo e gazes, arrastando um tubo de oxigênio.

 

Procuram daqui, procuram dalí, eis que, finalmente, localizaram o fujão. Ele estava escondido na casa de uma tia, no bairro lagunar Pontal da Barra. O cara Crermilton apavorado. E cadê que ele queria voltar para continuar sendo medicado no nosocômio, depois de ter passado por uma cirurgia complicadíssima…!

 

Ao localizá-lo o oficial PM que comandara as buscas ao paciente fujão, interrogou:

 

– Por quê você fugiu do hospital, rapaz?

 

E ele:

 

– Eu fugi porque um doutor de lá falou pro outro doutor que ia fazer a minha necropsia…

 

– Necropsia?!

– Isso aí.

 

Cremilton explicou com detalhes, pro oficial:

 

Terminada a operação a que fora submetido, o pessoal da enfermagem tratou de retirá-lo da sala de cirurgia removendo-o para o setor de recuperação. Cremilton ainda estava meio grogue em consequência da anestesia que lhe haviam aplicado, mas entendendo tudo o que se passava em seu redor. O auxiliar de enfermagem que manobrava a maca, largou-a por alguns instantes no corredor e voltou à sala de cirurgia para apanhar a papeleta do Crermilton, que havia esquecido lá. Nesse momento, se aproximaram dois acadêmicos estagiários, metidos a entendidos. Um deles olhou pro Cremilton e disse:

 

– Esse paciente está com cara de quem contraiu “tifo”. Veja como ele está pálido!

 

E o outro:

 

– Acho que não. Ele tem toda pinta de quem está com “febre amarela”. Ficando aqui, neste local, representa um grande perigo!

– Nem tanto. Tifo não é tão perigoso assim.

 

E o outro irresponsável:

 

– Eu já disse que é febre amarela!

– Quer apostar que é tifo?

– Cem paus… topa?

– Topo. Mas como é que a gente vai ficar sabendo se o cara tem tifo ou febre amarela?

– Simples. A gente leva ele lá pra baixo e faz a necropsia!

 

Foi nessa hora que o Cremilton resolveu se mandar.

 

 

Ficou tudo certo

 

O popular Diolindo Jaguaribe vai ter que comparecer à Delegacia da Mulher para explicar direitinho porque aplicou violenta porrada no pau da venta da mulher, dona Escolástica, segundo o próprio “porque ela mesma pediu!”

 

De acordo com a versão apresentada pelo agressor à Tribuna Independente, o casal havia tomado um dos elevadores do Edifício Breda, com destino ao último andar. O elevador parou no 2° pavimento e entrou uma louríssima sensacional, que se postou de costas para sua pessoa, e colou nele. De repente, a loura se virou e, inexplicavelmente, aplicou-lhe violenta bofetada. Em seguida, ela desabafou:

 

– Vá beliscar a bunda da sua mãe, seu tarado safado!

 

Morto de vergonha, Diolindo desceu no 6° andar, arrastando a esposa pelo braço, e se justificando:

– Eu juro que não fui eu quem tocou na bunda daquela moça, meu amor!

 

E ela:

 

– Mas você estava gostando daquela esfregação nela, não estava, seu descarado? Eu sei que não foi você quem beliscou a bunda dela. Quem beliscou fui eu… !

 

Com aquela revelação o Diolindo invocou-se, a ponto de perder as estribeiras: levantou a mão fechada e sapecou a porrada já referida, no pau da venta da esposa, que caiu estatelada no chão. Recuperada minutos depois, correu à Delegacia da Mulher, onde denunciou o marido.

 

 

O pentelho complicou!

 

Sidclay (lembra dele?) é um pentelho que não livra a cara de ninguém. Nem do pai. Por causa dele o Agajoel foi expulso de casa pela mulher, dona Mercedes.

O fato causador da expulsão domiciliar, foi explicado, entre lágrimas, pelo infeliz.

Sidclay tinha acordado de madrugada e tomado a iniciativa de procurar o quarto dos pais. Aí, flagrou o casal aos beijos, abraços e… “etc e tal”. O menino não se conteve:

– Ei, paínho, você tá aí fazendo safadeza com a mainha, hein?

O pai “desmoronou”, mas deu a bronca:

– Vai dormir, menino!

Mas cadê que o pentelho atendeu? Fez pior. Aumentou o volume da voz e mandou:

– Olha, painho, eu vou contar pra minha babá, a Marlene, que você tá aí, todo nuzão, beijando e a abrançando a mainha… do mesmo jeito como faz com ela!

 

Com Diego Villanova