Ailton Villanova

21 de abril de 2018

O pianista romântico

Quando ele nasceu, numa noite cavernosa, no bairro do Bom Parto, isso há 50 anos passados, sua genitora, dona Helena, fã incorrigível do cantor Roberto Carlos, deu-lhe o nome do então “rei da Jovem Guarda”. Acrescentou-lhe, por direito, e como consequência, o sobrenome Braga, o mesmíssimo do RC. É, que o pai do néo-nascido, José Luiz, coincidentemente tinha o complemento nominal Braga ( o indefectível Lula Braga).

Roberto Carlos cresceu pinoteando pelas ruas estreitas e tortuosas do Bom Parto, Alto da Conceição e Vila Operária, sem se ligar na importância do inspirador do seu nome perante o grande público nacional. Anos mais tarde, quando se deu conta disso, tentou ser cantor e compositor. Cantor, nem tanto, mas, compositor…

Roberto Carlos deu pra ficar boçal e até deixou o cabelo crescer, talqualmente o seu xará famoso. Como a tentativa de ser cantor não o tinha levado a lugar algum, achou de ser músico. Aí aprendeu a tocar (tocar, não!, maltratar) teclado.

Certo dia, leu num jornal que uma casa noturna recém-inaugurada procurarava um pianista. Se piano tem teclado, o Roberto Carlos entendeu que piano pra ele era sopa. Foi lá, apresentou-se ao gerente Moab Obdúlio e este pediu:

– Toque alguma coisa para eu ouvir!

Roberto Carlos mandou ver. Acabou, o gerente comentou:

– Muito boa. Como se chama?

– “Eu te amo tanto que eu poderia até me borrar”! É de minha autoria.

– Então toque outra da sua autoria, por favor.

Novamente o cara estraçalhou no piano.

– E esta, como se chama?

– “Sinta meu possante músculo do sexo, oh baby”

– Você poderia tocar mais uma?

– Claro, mas antes gostaria de ir ao banheiro…

RC foi ao banheiro e, quando voltou, o gerente percebeu que ele esquecera a braguilha aberta.

– Olha, a sua braguilha está aberta e seu pênis balançando…

E o Roberto Carlos:

– Ah, essa ganhou o festival da canção de 1992!

 

 

Genialidade

 

Quarenta anos depois da chegada do homem à Lua, astronautas americanos descobriram que as canetas esferográficas não funcionam sem a força da gravidade.

Para resolver o problema, cientistas da Nasa gastaram 12  milhões de dólares para inventar uma caneta capaz de ser utilizada no espaço, de cabeça pra baixo, a temperaturas baixíssimas e também num calor intenso.

Os astronautas russos usam lápis.

 

 

Marketing bíblico

 

Às margens do Mar Vermelho, Moisés discutia com seus oficais algumas estratégias de defesa. Chegou um deles e avisou:

– Moisés, os egípcios estão cada vez mais próximos!

– E são milhares! – completou outro.

– O que vamos fazer? – perguntou um terceiro.

E Moises, tranquilão:

– Calma, pessoal! Nada de desespêro! Vou mandar abrir as águas do mar, nós atravessaremos por essa passagem e, assim que terminarmos de passar as águas tornarão a se fechar impedindo que os egípcios nos sigam.

Nisso entrou na conversa o marqueteiro de Moisés:

– Oba! Se você fizer isso, eu juro que lhe consigo no mínimo dez páginas na bíblia.

 

 

Só depois do filme!

 

Depois de terem tomado todas, num monte de botecos da periferia, o Alcobácio e o Etilênio amanheceram num circo que se achava instalado na Avenida da Paz. De repente, escutaram o rugido de um leão. Alcobácio, que se achava meio sóbrio, tentou arrastar o companheiro:

– Vamos embora daqui, cara!

E o Etilênio, engrolando a lingua:

– Vou não, pô! Logo agora que o filme vai começar!

 

 

Taxi dispendioso

 

Os amigões inteligentíssimos Jotajó e Bejota decidiram comprar um taxi em sociedade. Mas, logo no primeiro dia de trabalho, o Jotajó desistiu da empreitada:

– Bejota, acho que esse negócio de taxi não tá com nada. Nós rodamos o dia todo juntos, gastamos três tanques de gasolina e não pegamos nenhum passageiro!

 

 

Hóspede persistente

 

Lá pelas 10 da noite, o cara entrou no Hotel Paraíso, situado no interior de Alagoas. Chegou pro atendente, um certo Valfrido Caroba, e disse:

– Me vê aí um quarto, meu!

– Infelizmente não temos, meu amigo. Estamos lotados. – respondeu o atendente.

– Por favor, veja aí direitinho…

– Já lhe disse que não temos acomodações pra mais ninguém. O hotel está cheio!

– Mas nem uma vaguinha prá remédio? – insistiu o cara. – Aposto que se o presidente ou o governador, viessem aqui, você ia arrumar um quarto, ligeirinho!

– Ora, mas é claro!

– Então me arruma um dos deles. Tenho a certeza de que nem o presidente e nem o governador vão aparecer hoje!

 

Com Diego Villanova