Blog do Dresch

19 de abril de 2018

MST ocupa fazenda do “magnata do sexo”

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) invadiram na última terça-feira a fazenda Santa Cecília, em Araçatuba (SP), do empresário Oscar Maroni, conhecido por “magnata do sexo”. Recentemente Maroni ocupou o noticiário ao distribuir cerveja de graça para 3 mil pessoas na comemoração pela prisão do ex-presidente Lula. Com uma fantasia dos Irmãos Metralha ele chegou a fechar a rua em frente ao Bahamas Hotel Clube, em Moema, de sua propriedade. O empresário é famoso por agenciar casas de prostituição de luxo e foi processado várias vezes por agressão a diversas mulheres.

Comemoração gera invasão 2

A fazenda Santa Cecília, ocupada pelo MST possui cerca de 1,7 mil hectares e chegou a ir a leilão em 2016 em função de dívidas trabalhistas de seu proprietário. O MST defende que a área seja destinada a reforma agrária, para a construção de um assentamento onde famílias possam morar e produzir alimentos agroecológicos. É a quarta vez que o movimento invade a fazenda de Maroni, agora em homenagem as mortes de 19 sem-terra em Eldorado de Carajás, em abril de 1996 e por protesto e contra a prisão do ex-presidente Lula.

 

Quem manda na economia?

Os quatro maiores conglomerados bancários do país fecharam 2017 com 78.5% do mercado de crédito e 76,35% dos depósitos dos correntistas. O Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal mantiveram o domínio do segmento, com números semelhantes ao primeiro semestre daquele ano, quando os grupos tinham 78,65% das operações de crédito e 76,74% dos depósitos. Mas os números mostram também que há dez anos as quatro instituições financeiras possuíam 54,6% das operações de crédito e 59,34% dos depósitos bancários. Este domínio crescente reflete ainda nos lucros obtidos pelos bancos no país. Somados os lucros do Itaú-Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander alcançaram R$ 57,63 bilhões no ano passado, ante R$ 50,29 bilhões obtidos em 2016. O lucro da Caixa Econômica aumentou 202% chegando a R$ 12,5 bilhões.

A busca por tratamento

A Rede Acolhe coordenada pela Secretaria de Estado da Prevenção à Violência (Seprev) é formada por 37 comunidades credenciadas, e em observado um crescimento na busca por tratamento para dependentes químicos em Alagoas. No primeiro trimestre deste ano a busca pela internação cresceu 50% em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo os dados, nos últimos três meses 1.608 pessoas com dependência química deram entrada na rede de acolhimento contra 1.070 pessoas no trimestre de 2017.

A busca por tratamento 2

Ainda de acordo com os dados, foram acolhidos 1.360 homens, 85 mulheres adultas,127 adolescentes masculinos e 36 do sexo feminino. Essa busca reflete a necessidade da Rede Acolhe que há alguns anos vem beneficiando um grande número de alagoanos que buscam auxílio para se afastar do mundo das drogas. Outro crescimento considerável foi verificado no Centro de Acolhimento de Arapiraca, que no mesmo trimestre deste ano acolheu 707 pessoas, mostrando um crescimento de 75% em relação ao trimestre do ano passado.

Cai número de acordos

Os reflexos (negativos) da nova legislação trabalhista já começam a ser sentidos. O número de acordos e convenções coletivas registrados no Ministério do Trabalho diminuiu expressivamente nos primeiros meses de 2018 em relação ao mesmo período no ano passado e também a média os últimos cinco anos, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos e da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe-USP). A redução mostra que patrões e empregados estão tendo mais dificuldade em chegar a um acordo nas negociações, devido a alguns pontos presentes na reforma trabalhista.

Cai número de acordos 2

Segundo o Dieese, 2.802 acordos foram registrados no primeiro trimestre, 29% a menos que no mesmo período de 2017, quando o número foi de 3.939. A média entre 2012 e 2017 foi de 3,8 mil. Esses acordos não são necessariamente salariais. Eles podem conter outras negociações como compensação de feriados, banco de horas, PLR, entre outros itens. Existe ainda muita cautela de ambos os lados sobre o que pode ser incluído ou não nos acordos. Uma delas é o fim da contribuição sindical, extinta pela nova lei e da manutenção de determinados acordos feitos antes da vigência da reforma. A realidade é que existem muitas dúvidas sobre o que pode ser questionado posteriormente na Justiça.

 

 

  • Se há alguns anos a evasão escolar e a reprovação no Ensino Médio eram fatores de atraso na educação estadual, este cenário está mudando.
  • Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, a evasão escolar caiu 43% em Alagoas nos últimos quatro anos. Neste período a evasão caiu 7,2 pontos percentuais, de 16,6% para 9,4%.
  • Já a aprovação escolar cresceu neste mesmo período, ainda segundo o Inep. Em 2014 a aprovação dos alunos do ensino médio da rede estadual chegava a 70,7%. Em 2017 este percentual foi de 83,1%.
  • Algumas ferramentas utilizadas com seriedade, foram fundamentais para o reconhecimento do MEC, como o programa Escola 10, a descentralização dos recursos e a autonomia dos diretores.
  • Vale destacar ainda o Ensino Integral a construção de ginásios e o empenho dos gestores das escolas, aspectos que levaram a obtenção do reconhecimento do Inep.