Ailton Villanova

23 de janeiro de 2018

“Well”, o comedor de argentinos

      Primeira coisa que Richard Millhous Nixon fez quando chegou a presidência dos Estados Unidos, foi tentar uma aproximação com os argentinos. A pretexto disso, bolou um certo Programa de Boa Vizinhança, embora a Argentina fique um bocado distante dos “States”. Uma tarde, ele chamou seu principal assessor, o ministro Penny L. Taylor, o Pen, e o encarregou de executar dito programa:

      – Vai com jeito, ouviu, Pen? Os argentinos são cheios de auto-suficiência.

      E Pen Taylor:

      – Com a devida vênia, presidente, eu diria que os argentinos são chatos pra cacete!

      – Mas pegue leve com eles. Você faz o seguinte: Vai a Buenos Aires, visita o colega presidente de lá e faz o convite, pessoalmente, para que ele e o grupo que nomear, visitem Washington DC, okêy?

      – O senhor é quem manda, chefe.

      – Vai!

      Pen Taylor embarcou num avião da Air Force, se mandou para Buenos Aires, onde fez alguns contatos e voltou para Washington com a missão cumprida. Uma semana depois, os argentinos, numa comitiva numerosa, viajavam aos EUA. Mas criaram o maior problema quando chegaram lá: não queriam descer do avião, de eito nenhum! O ministro Pen Taylor mandou um auxiliar até eles para tentar contornar o impasse. O auxiliar voltou de mãos abanando.

      – O que foi que houve, Jonh? – perguntou o ministro ao auxiliar.

      – Eles estão chateados, excelência. Na verdade, estão é com medo e dizem que não descem do avião, de jeito nenhum!

      – Que frescura é essa?

      – De principio, eles querem saber quem esse tal de “Well”…

      – Como assim?

      – É que eles viram da janela do avião a faixa “Welcome argentinos” e estão assustados!

Por pouco tempo

      Do Brasil, onde reside há bastante tempo, o português Manuel Joaquim  ligou para o primo Francisco José, que se achava em Lisboa:

      – Estás lá, ó Francisco?

      – Cá estou, Manél! Que desejas?

      – Estou a te convidaire para a festa de 15 anos de minha filha Maria de Fátima, ouviste?

      – Está bem, eu irei. Mas ficarei no máximo uns dois anos!

Dia inesquecível, com certeza

     Na casa da noiva, que se ocupava nos preparativos para o casamento, o distinto Rigoberto Botelho foi chamado pelo futuro sogro, num dado momento:

      – Olha, meu filho, de coração, eu quero lhe apresentar antecipadamente os meus parabéns!

      – Brigadinho, seu Arnulpho! – respondeu o noivo, emocionado.

      – Tenho certeza de que você, daqui a uns dois anos, se lembrará do dia de hoje como o dia mais feliz da sua  vida!

      – Mas eu só me casarei com sua filha amanhã, seu Arnulpho!

      – Pois é! É exatamente isso o que eu quis dizer!

  

A mulher errada

      Levada a presença do delegado de polícia, uma mulher acusada de matar o marido, era submetida à oitiva:

      – A senhora cometeu um crime meio barbabozinho, não foi? Trinta tiros e 82 facas… foi um pouco demais! Qual o motivo para a prática do crime? Deve ter sido um motivo bem forte!

      – Pode apostar que foi, doutor! O infeliz me falou uma coisa da qual não gostei muito!

      – E o que foi que ele disse?

      – Na mesa do café, ainda sonolento, ele me disse: “Socorrinho, amor de minha vida, você quer me passar a manteiga?”

       – Mas o que há de errado nisso, minha senhora?! – completou o delegado, cheio de indignação.

       – Eu me chamo Gerusa, seu delegado!

Só uma ligaçãozinha básica!

      Mal madame Beringélia Romelândia desligou o telefone, o marido perguntou algo incrédulo:

      – Você está bem, Bezinha?!

      – Estou! – respondeu ela. – Por que a pergunta?

      – É que você ligou para a Jumelice, sua melhor amiga, e só ficou quarenta minutos no telefone! Eu vou chamar um médico!

      – Eu não estava falando com a Jumelice!

      – Não? Mas você há quarenta minutos disse que ia ligar para ela! E vocês costumam ficar horas e horas penduradas no telefone!

      – Sim, mas é que hoje eu disquei o número errado!

A grande descoberta

      Depois de uma percuciente investigação científica realizada por portugueses, ficou provado que grande parte das invenções mundiais foi realizada por eles próprios. Outros povos limitaram-se apenas, em aperfeiçoá-las. Por exemplo:

      1 – Os limpa-vidros foram inventados pelos portugueses. Os americanos limitaram-se a passá-los para o lado de fora dos veículos automotores;

      2- A injeção foi inventada por um português. Os alemães apenas substituíram o prego por uma agulha;

      3 – Também foi um português quem inventou o pente sem dentes para carecas;

      4 – O paraquedas foi inventado por uma equipe de portugueses. Os ingleses só descobriram que este deveria abrir logo após o salto, e não no momento do impacto.

Com Diego Villanova