Ailton Villanova

3 de janeiro de 2018

O e-mail do Além

      Depois de vinte anos de casados e de uma vida em comum tranquila, Antônio Parsifal Belardônio e Esmeraldina Belardônio resolveram curtir uma segunda lua-de-mel, longe de sua amada Maceió.

      – Que tal o Caribe, meu amor? – sugeriu a mulher – Foi lá que tivemos os nossos mais inesquecíveis momentos, assim que nos casamos, está lembrado?

      E o marido, cheio de romantismo:

      – Como eu poderia esquecer momentos tão sublimes como aqueles? Vamos lá, sim.

      E começaram os preparativos para a ida ao Caribe. Ocorre que na véspera da viagem, madame chegou em casa com uma novidade:

      – Amor, acho que não vamos poder viajar!

      – Mas por que, meu coração?

      – É que o diretor lá da repartição não abriu mão da minha presença na comissão de inquérito, que foi instalada ontem.

      – Mas que diretor mais filho da puta! Será que só tem você nessa porra de repartição?

      – É que eu sou a presidente da comissão, entende amor? Mas… espere aí! A não ser que você viaje na frente. Eu sigo uns dois ou três dias depois. Esse inquérito eu tiro de letra. Veja bem, amor, enquanto eu não chegar você fica bem quietinho lá, viu seu safadinho?

      Belardônio se mandou pro Caribe numa viagem tranquila. Ao entrar no quarto do hotel chamado “Paraíso”, que fora reservado com antecedência, reparou que havia um computador com acesso à Internet. Então, resolveu fazer uma surpresa à mulher enviando-lhe um e-mail. Mas o cara estava tão emocionado que, ao dedilhar o teclado do equipamento, ele errou algumas letras e não deu conta disso. Digitou o endereço errado e a mensagem foi cair no computador de uma viúva que acabara de chegar do enterro do marido, um certo doutor Vespasiano Conrado.

      Ao conferir seus e-mails de condolências, a viúva teve um treco e caiu estatelada no chão. Nesse momento foi chegando um dos seus filhos e viu a mãe meio morta, meio viva. Ele quase também teve um treco quando reparou na seguinte mensagem na tela do aparelho:

        “Minha querida e adorada esposa: cheguei bem aqui no Paraíso. E já cheguei com uma enorme saudade. Provavelmente você irá se surpreender em receber notícias minhas por e-mail. É que aqui, agora, com esses tempos modernos, instalaram um computador último modelo. Acabo de chegar e já me certifiquei de que está tudo preparado para você vir para cá na sexta-feira próxima. Espero que sua viagem seja tranquila como foi a minha. Beijos.”

         O enterro de Belarmina ocorreu no sábado. Não tiveram tempo de informá-la sobre o engano cometido pelo marido.

Até ele chegar

      O inteligente Urquibaldo Coelho aproveitou as férias para conhecer o Rio de Janeiro e levou a mulher junto. Nas suas andanças pela Cidade Maravilhosa, deram de cara com um museu. Marido e mulher percorreram quase todo o local, sala por sala, até que Urquibaldo resolveu descansar numa poltrona muito bacana.

      Não demorou nadinha, o segurança do museu chegou junto:

      – Ei, rapaz! Que folga é essa? Você não pode sentar aí! Essa é a poltrona de D. Pedro II.

     – E é? Mas fica frio porque, quando ele chegar eu me levanto de fininho, certo?

Escorrega e não desce

      O anão Paulinho Xavier viajava de ônibus, quando um passageiro o viu escorregar da poltrona. Atencioso, o cara foi lá e colocou o anão novamente no lugar. Alguns pontos adiante, Paulinho mais uma vez escorregou. E lá foi o cara coloca-lo de novo na poltrona. Na próxima vez que o baixinho resvalou para o piso do coletivo, o tal passageiro irritou-se.

      – Pô, cara, já é a terceira vez que você escorrega! O que está havendo?

      No que respondeu o anão, igualmente puto:

      – É que faz quatro pontos que eu quero desembarcar, mas você não me deixa, seu porra!

O vizinho é melhor!

      Correínha e Margô (marido e mulher, vocês sabem disso) estavam tomando uma cervejinha, de leve, no Bar do Duda, em Mangabeiras, quando, de repente, ele saiu com este papo de otário:

      – Aposto como você é capaz de dizer alguma coisa que me deixe alegre e triste ao mesmo tempo.

      Margô não titubeou:

      – Você beija melhor que o vizinho do 502!

Argentinos? Arrrgh!

      Quando era presidente dos Estados Unidos, George W. Bush apreciava bastante recepcionar amigos na Casa Branca. Um dia, lá se encontravam autoridades internacionais importantíssimas, rangando, papeando e saboreando os melhores uísques. Num canto, o anfitrião mantinha uma animada conversa com o premier inglês Tony Blair. Um dos convidados, muito curioso, aproximou-se deles e perguntou:

      – Do que é que estão conversando de forma tão animada?

      Bush respondeu, mantendo o entusiasmo:

      – Estamos fazendo planos para a Terceira Guerra Mundial.

      – Uau! – exclamou o convidado – E que planos são esses, presidente?

      Respondeu Bush:

      – Vamos passar fogo em 14 milhões de argentinos e um dentista.

      O convidado reagiu intrigado:

       – Um dentista?! Mas por que vão matar um dentista, presidente?

       Aí, o primeiro ministro Tony Blair deu um tapinha nas costas de Bush e lembrou:

       – Não te disse? Ninguém vai perguntar pelos argentinos!

 

Com Diego Villanova