Blog do Dresch

26 de julho de 2017

Alagoas ganha laboratório de restauração de documentos

                   O Arquivo Público de Alagoas dispõe agora de um laboratório que permite a restauração de documentos, monitoramento de ambientes e desinfestação de acervos. É o primeiro de Alagoas e um dos primeiros do Nordeste a contar com equipamentos de alta tecnologia. O Secretário-chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias ressaltou a importância de se preservar a história do povo alagoano, através da conservação e restauração de documentos. O laboratório foi inaugurado ontem com a presença do governador Renan Filho. Foi feito um investimento de R$ 70 mil em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa de A lagoas (Fapeal), e até o final do ano, mais R$ 100 mil serão destinados aos equipamentos.

Laboratório de restauração 2

                   Para o secretário Fábio Farias “o governador Renan Filho tem como política pública apoiar a preservação de nossa história, seja através da cultura, da educação ou por qualquer outro segmento. Por isso, investir na preservação do acervo, bem como atender e apoiar as demandas das instituições educacionais e culturais de Alagoas é nossa preocupação. Com a inauguração de um dos laboratórios mais modernos do Nordeste, vamos auxiliar na restauração e reversão de danos físicos ou químicos adquiridos pelos documentos ao longo do tempo” assinalou o secretário do Gabinete Civil.

 

Criminalizar o comunismo. Pode?

                   Um projeto de lei que vai ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, pretende criminalizar a apologia ao comunismo. O projeto, claro, é da família Bolsonaro, mais precisamente do filho, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP). A proposta altera a lei Antirracismo e inclui crimes como “fomento ao embate de classes sociais” com pena prevista de um a três anos de reclusão. O parlamentar, herdeiro do também deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quer aplicar a mesma pena para quem faz apologia ao nazismo e para quem fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos ou propaganda que utilizem a foice e o martelo ou outros meios de divulgação do comunismo, sob pena de reclusão de dois anos. O argumento do deputado “é de que “os regimes comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas no mundo, implantaram a censura à imprensa, ás opiniões e às religiões”. O texto de Bolsonaro suprime da Lei Antiterrorismo à exceção feita às manifestações políticas, os movimentos sociais, sindicais, religiosos, de classe ou categoria profissional. Para ele, muitos destes movimentos são manipulados para depredar o patrimônio público e implantar o terror, defende Eduardo Bolsonaro.

 

PDV mira em cinco mil

                   Segundo o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a expectativa do Governo com a proposta de um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) é conseguir o afastamento de 5 mil funcionários públicos federais. O programa está sendo elaborado pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão e pretende oferecer uma indenização correspondente a 1,25% da remuneração do servidor na data do desligamento, multiplicada pelo número de anos de efetivo exercício. O governo pretende reduzir gastos públicos com a folha de pagamento dos servidores públicos federais. A estimativa é uma economia de R$ 1 bilhão ao ano.

PDV mira em cinco mil 2

                   A proposta abrange ainda a possibilidade de redução da jornada de trabalho dos servidores, que é de 8 horas diárias e 40 semanais para 6 horas diárias e 30 semanais ou 4 horas diárias e 20 semanais, com remuneração proporcional calculada sobre o total do salário. O servidor que optar pela redução da jornada, terá assegurado o pagamento adicional de meia hora diária, calculada segundo uma regulamentação que ainda será editada. O governo aposta na viabilidade da proposta que ainda precisa ter as regras devidamente definidas.

Volks apoiou a ditadura

          A filial brasileira da Volkswagen supostamente colaborou com a ditadura no Brasil, na perseguição de opositores políticos, segundo reportagem publicada pelo jornal Süddeutsche Zeitung e as emissoras NDR e SWR. A imprensa alemã detalha que há dois anos foi aberta em São Paulo uma investigação sobre a Volkswagen do Brasil para determinar a responsabilidade da empresa na violação dos direitos humanos na ditadura brasileira de 1964 a 1985. As primeiras conclusões é de que houve uma cooperação regular entre o Departamento de Segurança da empresa e a polícia política do regime.

Volks apoiou a ditadura 2

         Segundo o apurado, a segurança da empresa permitiu as detenções e compartilhou informações com a polícia. Segundo ainda a investigação, a filial brasileira espionou seus trabalhadores e suas ideias políticas, e os dados acabaram em “listas negras” encaminhadas à polícia política. Os trabalhadores afetados pela inclusão foram detidos e torturados durante meses, após terem se engajado a grupos opositores. A empresa também cedeu galpões em São Bernardo para o regime utilizá-los como centros de detenção e tortura. A empresa ainda doou 200 veículos para os órgãos da repressão.

 

 

  • Mais de 240 quilos de drogas foram apreendidos pelas forças de segurança de Alagoas, avaliadas a grosso modo em R$ 350 mil, segundo dirigentes da Secretaria de Segurança Pública.
  • As investigações duraram seis meses, com um intenso trabalho desenvolvido pelo setor de inteligência da Polícia Militar e da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico.
  • As drogas foram apreendidas em ações desenvolvidas no final de semana, quando foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão.
  • A primeira apreensão aconteceu no Sábado em Junqueiro. Um veículo Ágile, oriundo de Sergipe com dois homens, trazia 40 quilos de drogas, sendo 34 de maconha prensada e 6 quilos de crack.
  • Outra batida aconteceu em uma residência no conjunto Cleto Marques Luz em Maceió. Ali foram apreendidos 192 quilos de maconha em tabletes, mais 1,5 kg de crack e 200 gramas de cocaína, além de armas.
  • A cúpula da Segurança Pública de Alagoas comemorou a apreensão salientando a importância do trabalho integrado entre Polícia Civil e Polícia Militar de Alagoas.