Blog do Dresch

22 de fevereiro de 2017

Pandemia

 O alerta é do fundador da Microsoft, Bill Gates, em recente conferência de segurança em Munique, na Alemanha. Gates disse que a comunidade internacional deve se dar conta de que tem que se preparar para uma pandemia. Tomando como exemplo a epidemia do ebola na África Ocidental nos anos de 2014 e 2015, a gripe espanhola em 1918 e mencionando a possível invenção de um vírus com fins terroristas, Gates considerou possível uma catástrofe mundial. Segundo o empresário americano, as guerras e os movimentos de agitação caminham lado a lado com as doenças e são mais propensos a provocar uma pandemia.  

 

Contrapartida obrigatória

 Deu no O Globo. Os estados que quiserem aderir ao novo Regime de Recuperação Fiscal terão que cumprir uma série de contrapartidas, incluindo autorizar a privatização de empresas dos setores financeiro, de energia e saneamento. Segundo o texto do projeto de lei que cria o regime – que foi encaminhado ontem ao Congresso –, os estados também terão que: aumentar a contribuição previdenciária dos servidores ativos, inativos e pensionistas para, no mínimo, 14%, reduzir incentivos ou benefícios de natureza tributária concedidos por meio de lei estadual, revisar o regime jurídico único dos servidores estaduais para suprimir benefícios não previstos no regime jurídico único da União e instituir um regime de previdência complementar. Os recursos decorrentes da privatização das estatais serão usados para a quitação de passivos. Em troca das contrapartidas, a União se compromete a estender a mão aos estados em crise com uma série de vantagens. Uma delas é permitir a suspensão do pagamento das dívidas desses entes com o governo federal pelo prazo de vigência do regime, que será de até três anos podendo ser prorrogado uma única vez por um período igual ao original. Se houver prorrogação do prazo, no entanto, o pagamento dos débitos será retomado de forma progressiva e linear até que seja atingido o valor integral da prestação original.

 

 

A culpa é da imprensa

 O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), discursou por quase uma hora no plenário do Senado, na segunda-feira, 20, para se defender das acusações de que tenta atrapalhar a Operação Lava Jato. Ele acusou a imprensa de tentar fazer o “linchamento” dos políticos. Após recuar do projeto que poderia blindar os membros da linha sucessória da presidência, na semana passada, Jucá foi hostilizado ao desembarcar em aeroporto de Boa Vista, na última sexta-feira (17).

 

 

A culpa é da imprensa 2

 

 

Citando referências históricas, Jucá afirmou que a imprensa “aponta a guilhotina” para os parlamentares e depois “parte para o estraçalhamento”. “Está parecendo que estamos vivendo o período da inquisição, ou a Revolução Francesa. Estão querendo pregar em todos nós a estrela de Israel no peito, como os nazistas pregaram nos judeus que viviam na Alemanha. No passado, a turba fazia linchamentos, hoje quem tenta fazer é a imprensa e setores da sociedade”, atacou. O líder do governo se referia à estrela de Davi, símbolo do Judaísmo que era costurado nas roupas dos judeus no período nazista, na Alemanha, para identificá-los.

 

 

 

A culpa é da imprensa 3

 

O peemedebista disse ainda que os jornalistas teriam pressionado parlamentares a retirar as assinaturas na última quinta-feira, 16. Após as notícias sobre a sua proposta ser divulgada, pelo menos dois senadores desistiram do apoio ao texto. “Estamos agora sofrendo patrulhamento na tramitação de projetos? Isso comigo não funciona”, declarou. Ele afirmou que recuou da proposta para que o Congresso coloque “os pontos nos is” e “não se diminua”. “Da minha parte, não haverá diminuição”, continuou. Após o discurso, ele avaliou que a proposta pode ser discutida novamente no futuro.

 

 

Aniversário sem lua de mel

 

No último sábado (18) completaram-se 30 dias que Donald Trump prometeu tirar o governo dos Estados Unidos das mãos do establishment político e entregá-lo ao povo americano. Um mês depois de o magnata ser empossado presidente da maior potência econômica e bélica do mundo, a Casa Branca não se tornou exatamente uma instituição dirigida pela vontade popular. Enquanto o republicano colocava em prática algumas das propostas de campanha mais polêmicas, por decreto, a aprovação de seu governo experimenta os mais baixos índices para um mandatário que mal esquentou a cadeira. A turbulência é considerada sem precedentes em um momento no qual os presidentes recém-eleitos costumam experimentar uma espécie de lua de mel com a opinião pública. 

 


Pioneirismo antiGlobo

 

Justiça seja feita. Muita gente tem dito que os primeiros clubes a não fecharem acordo com a Rede Globo foram Atlético-PR e Coritiba, mas não é verdade. O primeiro time à preterir a maior emissora de televisão do país foi o Internacional, já que seus jogos do Brasileirão 2017 vão passar na RedeTV!. “Precisamos ter o reconhecimento deste pioneirismo. Fizemos diferente. Fizemos acontecer e não vamos parar de inovar. Em 2017, por exemplo, já estamos criando o jejum de vitórias no Gauchão, algo que nenhum time grande conseguiu até hoje”, disse um torcedor colorado. Pelo andar da carruagem, o Colorado pode ser o primeiro grande gaúcho a cair para a Série C. A piadinha contra os gaúchos Colorados saiu no esportivo Olé do Brasil.

 

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*** A coisa é realmente séria. O racismo encontrou mais uma vítima no futebol europeu. O brasileiro e ex-jogador do CRB Everton Luiz, do Partizan Belgrado, foi alvo de cânticos e atos racistas por parte da torcida do Rad, no confronto entre os clubes pelo Campeonato Sérvio, no domingo. O meia chegou a deixar o campo às lagrimas e precisou ser consolado pelo goleiro Filip Kljajic, que o abraçou e o levou até o túnel do vestiário. As informações são da rede de TV sérvia “B92”.

*** Durante toda partida, cada vez que tocava na bola, Everton foi chamado de macaco e ouviu sons que lembravam o animal. Pouco antes do final do confronto, o jogo foi brevemente interrompido quando apoiantes Rad também abriram uma bandeira com uma mensagem insultante contra o brasileiro. Everton chegou a se dirigir aos adeptos o que gerou mais insultos contra ele.

*** “Eu não conseguia segurar as lágrimas porque eu recebi insultos racistas das arquibancadas em 90 minutos. Mas fiquei, sobretudo, chocado com a atitude dos jogadores adversários, em vez de acalmar a situação apoiaram esse tipo de comportamento. Quero esquecer o mais rapidamente possível”, disse ao canal de TV sérvio.

 

** O Partizan Belgrado venceu a partida por 1 a 0 e permanece em segundo na classificação, com 51 pontos, atrás de Red Star, que tem seis pontos a mais.