Ailton Villanova

8 de fevereiro de 2017

Porque hoje é sárrrbado!

      Tiburtino e Candinha constituiram um interessante casal. Conheceram-se quando cursavam o antigo ginasial, em Palmeira dos Indios. Ingenuozinhos, andaram se atrapalhando no namoro e o resultado é que Candinha apareceu de buchinho. Mais que depressinha, os pais de ambos se reuniram extraordinariamente em mesa redonda e decidiram pelo casório, antes que o escândalo tomasse conta dos rincões palmeirenses.

      De modo que, numa límpida e bela tarde de sábado, os garotos compareceram ao altar e pronunciaram o tradicional “sim”, diante do padre Azevêdo.

       Tiburtino e Candinha estavam casados havia dois meses e não paravam de transar. Era de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. Estava tão palidozinho, o treloso casal! Nesse embalo, é lógico que marido e mulher ficassem com a saúde debilitada. Então, por insistência de seus respectivos pais, tiveram que procurar o médico, que foi severo:

        – Vocês estão exagerando, meninos! Vocês não podem continuar fazendo sexo nesse ritmo! Sexo em demasia prejudica a saúde. Vocês têm diminuir isso se não quiserem morrer!

        E Tiburtino:

        – É que a gente gosta muito, doutor! É tão bom!

        – É bom, sim. Mas fiquem vocês sabendo que o ideal é duas vezes por semana. A propósito, adotei um método que é muito eficiente. Eu só transo com a minha mulher nos dias da semana que têm letra “r”. Por que vocês não fazem isso também?

        O casalzinho aceitou a sugestão do médico e foi pra casa de mãozinhas dadas. À noite, perto da hora de dormir, maridinho e mulherzinha estavam na maior secura, doidinhos pra caírem na cama. Cheio de ansiedade, Tibúrtino, perguntou à mulher:

            – Meu anjo, que dia é hoje?

            E ela, com a maior cara de tarada, carregando no “r”:

            – Hoje é sárrrbado, meu amor!

 

Vingança maligna

      O simpático Euristávio Melício entrou no bar de sempre com cara de quem pretendia comemorar alguma coisa. Seu amigo Mirandulárbio Camêlo, o “Camelinho”, manjou no barato e chegou junto dele:

      – Tu tá com cara marota, bicho! Qualé o babado?

      E ele:

      – Tu tá lembrado que outro dia peguei um cara com minha mulher no sofá de casa?

      – Tô por dentro!

      – Pois hoje eu resolvi o problema!

      – Pô, meu, que legal! No mínimo tu desse um pau seguro na fiadaputa!

      – Muito pior!

      – Não me diga que matou os dois…

      – Fiz pior. Vendi o sofá!

 

Tarefa impossível! Mas…

      Torcedor sofredor do CSA, o bebedourense Siloé Mamede há anos procura o tio Leusinger , irmão único de sua mãe Dasdores. Para encontrá-lo, tem apelado pra tudo, até pro Pai Dudu – um macumbeiro afamado que mora um pouco mais pra dentro do Canaã -, por indicação do amigo Álvaro Cleto, muito chegado a um barato macumbal.

       – Por favor, Pai Dudu, veja se o senhor me traz de volta esse meu tio, que desapareceu há 20 anos! – apelou Siloé.

       E o babalorixá:

       – Vinte anos, meu filho?! Impossível! O máximo que o meu poder  pode alcançar é 15 anos. Lamento. Pra mão perder as viagem, me faça outro pedido.

       Siloé não pensou duas vezes:

       – Bom… então eu quero que o meu CSA volte pra primeira divisão e seja campeão alagoano…

       Pai Dudu pensou, pensou, torceu o nariz e perguntou ao consulente:

       – Bem… como é mesmo o nome do seu tio?

 

Fardas trocadas e… 

     O nome de guerra dele era Correia. Baixinho, gordinho servia à Polícia Militar com satisfação e muito orgulho. O PM Correia tinha uma mulher que era uma tentação, pra não dizer que era gostosa demais.

      Certa noite, esse simpático militar saiu do serviço e iniciou marcha disparada de volta ao lar, doido pra cair nos braços da amada Crisálida. Chegou lá, encontrou tudo às escuras, inclusive, e principalmente,  o quarto de dormir. Apurou os ouvidos e escutou a esposa choramingando e gemendo, na cama. Naquilo que levou a mão ao interruptor, a mulher gritou:

        – Pelo amor de Deus, meu amor! Não acenda essa luz!

        E ele, preocupado:

        – O que é que está acontecendo?

        – É que estou morrendo de dor de cabeça e a claridade faz ela doer ainda mais!

        – Então, meu amor, eu vou pegar um remedinho na sala.

        – Nãããão, amor, acabou! Não me acenda a luz. Vai lá na farmácia do seu Eurico e me compra uns comprimidos, vai!

        O zeloso PM que já havia tirado a farda e atirado num móvel qualquer do quarto, teve de vestí-la de volta, no escuro, e correu para a farmácia:

         – Seu Eurico, me veja aí uns comprimidos pra dor de cabeça, urgente, que a minha mulher está gemendo na cama!

         O farmacista olhou bem para o soldado e disse:

         – Parabéns, Correia! Você foi promovido e nem disse nada a ninguém!

         – Eeeu, promovido?! Tá brincando?

         – Então, por que está vestido nessa farda de sargento?

 

Verbo de ligação

      A simpática mestra Rose Lessa entrou pisando firme na sala de aula, temperou a goela encarou o alunado com aqueles seus olhinhos verdinhos e anunciou:

      – Semana que vem teremos avaliação geral. Portanto, vamos ver, por exemplo, como vocês andam com os Verbos. Você aí, Cacá…

      – Sim, professora.

      – Cite um verbo de ligação.

      O garoto não contou conversa. Lascou lá:

       – Telefone!