Ailton Villanova

31 de janeiro de 2017

Pintou cocô na piscina!

      O amigo leitor que se identifica como Nestor Armindo S. Campos dá-se ao trabalho de me remeter um causo inacreditavelmente interessante. Ele vai abaixo papeado com todos os detalhes que o sobredito Nestor me passou. É um causo que fala de um sonho. A ilusão de um bêbado.

       Conta o Nestor Armindo que caiu na horizontal depois de ter consumido mais de duas dúzias de cerveja, ele e os colegas Lecinho Ribeiro, Maurício Brandão e Paulo Araújo. Naquilo que ferrou no sono, começou a sonhar.

        Nestor sonhou que tinha construído uma piscina em casa. Uma piscina mágica, delírio de bêbado. Para inaugurá-la convidou um monte de amigos, incluindo os acima referidos e o Wilson “Melhoral”, que, de princípio, não acreditou no papo no sentido de que a tal piscina era mágica.

        – Essa porcaria é igual às outras! – contestara Melhoral.

        Dono do sonho, naturalmente que o Nestor retrucou com veemência:

        – Parece com as outras, tá certo. Mas é mágica!

        – Então me mostre que tipo de magica que ela realiza!

       – Ela realiza os seus desejos. Experimente, vá!

       Wilson Melhoral, que segundo o Nestor é do tipo São Tomé, não contou conversa: tomou distância e correu para pular na água. Antes de cair lá dentro, abriu o bocão e gritou:

        – Cerveeejaaa!

        Milagrosamente, a água da piscina se transformou em cerveja. E lá estava o Melhoral dando braçadas e gargalhadas de satisfação:

         – É cerveja! Quá, quá, quá… Que barato, gente!

         Aí, Maurício Brandão resolveu testar a piscina também. Marcou carreira e berrou:

         – Viiinhooo!

         E, tchibum! Mergulhou no vinho. Entre um gole e outro, Brandão apelava pro anfitrião:

         – Vem, Nestor! Cai no vinho, também! É da melhor qualidade!

         O cara não resistiu e resolveu mergulhar também. Marcou carreira e disparou – zuummm… Mas, antes de cair na piscina, aconteceu o desastre: ele tropeçou na borda e reagiu, cheio de dor e emputecido:

           – Meeerda!

           Acordou atolado no maior cocô.

 

O colega foi o culpado

      O garoto Juninho entregou o boletim pro pai Abimael, fechou os olhos e esperou a bronca, que veio logo em seguida:

      – Mas o que é isso, meu filho?

      – Isso o quê, painho?

      – Seu boletim só tem nota vermelha! Você foi reprovado em todas as matérias!

      E o Juninho:

      – A culpa não foi minha, painho…

      – E de quem foi, então?

      – A culpa foi do colega que senta ao meu lado. Ele ficou doente e não foi fazer as provas…

 

Melhor o bolo!

      – Tô querendo casar e tô no maior dilema, amizade!

      O desabafo foi do Jorázio perante o amigo Euflizio, numa mesa de bar, no centro da cidade.

      – Mas que dilema é esse, seu cara?

      – Seguinte… quem é melhor para ter como esposa: uma mulher feia e derrubada, mas fiel, ou uma bonita e gostosa, mas puta toda?

      Euflízio respondeu, cheio de filosofia:

      – Ora, meu chapa, é melhor comer bolo em grupo do que comer merda sozinho.

 

Só na escuta!

      E tem essa estranhíssima do Felisberto França, distinto leitor desta coluna.

     Conta seu amigo Eurico Fernandes, o Lico, que o França é do tipo caladão e que sua esposa, dona Bernadete, é o oposto: fala pelos cotovelos. E para ilustrar o que diz, conta o seguinte fato:

      Felisberto e Lico encontraram-se no Trapichão, no último bate-bola do CSA com o ASA de Arairaca. Depois dos cumprimentos iniciais, Lico quis saber como ia passando a esposa do amigo:

       – E dona Bernadete, como vai?

       – Não falo com ela há mais de um ano!

       – Estão separados?

       – Não, não! É porque não gosto de interrompê-la!

 

Esfomeada demais!

      A colega Ana Márcia encontrou com a baixinha Tercila Cabral, num dos nossos shoppings, mais redonda do que nunca. Discretíssima, Ana Márcia disfarçou a surpresa de ver a amiga mais parecendo uma bola de futebol:

      – Olá, Tercilinha! Como vai?

      E a gorduchinha:

      – Eu vou bem, conforme você pode constatar. Embarquei na onda  naturalista, mulher!

      E a Marcinha:

      – Me conta como é que é, vai!

      – Não como ais nada artificial. Acabei com os corantes e conservantes. Cortei do meu cardápio tudo que tem fertilizantes e agrotóxicos.

      E Ana Márcia, admirada:

      – E como você está se sentindo, Tercilinha?

      – Mooorta de fome!

 

Uma conta muito fácil

      Quando era diretora do manicômio oficial do estado, doutora Lúcia Santa Rita reuniu três pacientes para saber se todos ou qual deles já podia receber alta.

       – Quanto é dois mais dois? – perguntou ao primeiro.

       – Setenta e dois! – respondeu o cara.

       A psiquiatra  balançou a cabeça em sinal de negativo, como quem diz “esse não tem jeito!”, e partiu para o segundo:

       – Quanto é dois mais dois?

       – Terça-feira! – retrucou o indagado.

       Desanimada, doutora Lúcia virou-se para o terceiro:

       – Quanto é dois mais dois?

       – Quatro, doutora! – este foi firme.

       – Parabéns, Antiógenes! Você acertou! Como chegou a essa conclusão?

       – Foi fácil, doutora! Peguei a dica das respostas dos meus companheiros. Setenta e dois menos terça-feira dá quatro!