Blog do Dresch

17 de janeiro de 2017

Ministro garante investimentos para modernizar Porto de Maceió

Porto seguro 
Em sua passagem por Alagoas ontem, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, garantiu que o Porto de Maceió receberá investimentos importantes. Segundo ele, são R$ 72 milhões que foram garantidos para dragagem, que, desde 1998 não passa por uma limpeza no canal de acesso do Porto. Assegurando mais R$ 20 milhões para o terminal de passageiros, o ministro garantiu que toda a malha federal de Alagoas está com contrato de manutenção, coberta pelos próximos cinco anos. “Só neste ano, já são R$ 115 milhões, o orçamento não só foi mantido como foi incrementado. Nós temos expectativa de um ano muito bom e de um período também, não só na área de transporte, mas na área de turismo, de investimentos importantes para o Estado”, disse Quintella. 
 
Mobilidade urbana
 
O conjunto de obras de mobilidade urbana em andamento em Alagoas abre perspectiva em várias direções neste sentido. Isso porque de bicicleta ou até mesmo a pé, a crescente adesão ao uso de transportes não-motorizados nas cidades tem mudado o modo de pensar mobilidade sustentável nos centros urbanos. Em Alagoas, o desenvolvimento da infraestrutura viária do Estado já passa por um replanejamento estratégico. Além do tráfego e escoamento da produção, o deslocamento diário da população ganha um novo protagonismo. Sejam por meio da implantação de ciclovias, calçadas ou passeios, os projetos de mobilidade dão cada vez mais espaço e, sobretudo, segurança para a incorporação destes transportes. Coordenadas pela Secretaria do Estado de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand), as novas ações já desenham um cenário de acessibilidade para os alagoanos. Na rota dos principais  está, por exemplo, a duplicação AL-101 Norte, a Via Azul, que garantirá uma nova perspectiva de mobilidade urbana e sustentável para a população. A via promete trazer melhorias também para os pedestres e ciclistas com a implantação de ciclovias, calçadas e canteiros centrais.  Já na parte alta da capital Maceió, a recuperação da Avenida Cachoeira do Meirim segue o mesmo viés de acessibilidade. Outra iniciativa que dialoga com o uso crescente de veículos não-motorizados é a estruturação do VLT – Veículo Leve sobre os Trilhos, que facilitaria o deslocamento dos trajetos que ligam o centro da cidade ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.
 
 
Caridade 
 
O McDonald’s teve uma recepção morna quando abriu uma nova filial a poucos passos da Praça São Pedro no mês passado, mas ontem a rede de fast food aceitou um desafio ao adotar um dos princípios de maior preocupação do papa Francisco: o combate à fome. O novo restaurante, cuja inauguração em um prédio do Vaticano em 30 de dezembro irritou alguns puristas, doou dezenas de refeições ontem para a caridade que as distribui em uma clínica ambulatorial em Roma.
Caridade 2 
O papa Francisco fez da defesa aos pobres e necessitados um pilar de seu papado, criando cabines de chuveiros para moradores de rua nos arredores do Vaticano, oferecendo refeições e até visitas em estilo VIP à Capela Sistina. Ontem, moradores de ruas e pessoas necessitadas foram receber seus cheeseburgers duplos, maçãs e garrafas d’água. Pierfrancesco Spiga, morador de Roma de 46 anos que perdeu seu emprego como jardineiro e agora dorme em uma residência administrada por uma cooperativa, disse que outras companhias deveriam imitar a iniciativa. “Seria bom se estas companhias multinacionais dessem comida no final do dia para pessoas pobres que não tem nenhuma, ao invés de jogá-la fora”, disse Spiga.
Caridade 3 
Alguns cardeais desaprovaram o aluguel do prédio no Borgo Pio à rede norte-americana pelo Vaticano e disseram que o espaço seria melhor usado para dar abrigo aos necessitados. O McDonald’s que não comentou sobre a iniciativa, prometeu mil refeições que serão distribuídas pela instituição de caridade Medicina Solidade durante os próximos seis mese
Caloteiros e redes sociais
Curiosidades sobre caloteiros nas redes sociais:  É difícil encontrar quem não tenha visto nos jornais ou na televisão alguma reprodução das fotos da jornalista Claudia Cruz, a mulher do ex-deputado federal Eduardo Cunha, postadas no Facebook e que delatavam as viagens internacionais do casal, regadas a gastos milionários com o cartão de crédito, e que levaram procuradores da Lava Jato a associar as viagens a contas na Suíça. Por mais que pareçam ostentação, as “delações” espontâneas pelas redes sociais parecem ter virado febre e não se restringem ao mundo da política ou dos famosos. Elas têm sido um dos pontos de partida para investigadores privados correrem atrás do patrimônio oculto de caloteiros, que sumiram com seus bens para evitar pagar empréstimos que pegaram nos bancos.
Caloteiros e redes sociais 2
Enquanto Claudia Cruz desfilava com suas fotos em Paris, Dubai e Roma, em Campinas, interior de São Paulo, um empresário italiano, dono de um negócio de robôs dançantes, não podia imaginar que a foto de sua família à beira da piscina pudesse comprometer o patrimônio que tinha colocado no nome de terceiros para evitar pagar uma dívida milionária. A foto, publicada por um parente no Facebook, revelava os contornos de uma piscina curvilínea, muito diferente das tradicionais. O aspecto pouco comum do pátio foi suficiente para que uma mansão fosse identificada por meio do Google Earth, o dispositivo do Google que mostra imagens da terra capturadas por satélite.
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A partir daí, os investigadores da Jive Investments, que administra R$ 800 milhões em fundos que compram créditos inadimplentes de bancos, conseguiram desbaratar o patrimônio do empresário que estava na mão de terceiros. A Jive tem oito mil créditos para cobrar e, segundo Guilherme Ferreira, sócio da gestora, nenhum deles fica esquecido. A tática é justamente fazer com que a pessoa esqueça e baixe a guarda. “Depois de tanto tempo rolando um processo, a pessoa nem percebe que está se expondo”, diz Ferreira.
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A rede social é o ponto de partida para saber que tipo de vida a pessoa leva, por onde circula, se tem dinheiro, que tipo de compras e que viagens faz. Mas as investigações vão além. Saber da paixão pelo time de futebol pode ser bastante útil, por exemplo. Os juízes hoje podem impedir que um cidadão vá assistir ao jogo no estádio, bloquear passaporte, carteira de motorista ou mesmo o cartão de crédito, se houver uma dívida que não foi paga. Tudo isso tem o efeito de trazer o devedor para a negociação. Qualquer quantia que os gestores de fundo recuperem, pode fazer os fundos darem saltos de rentabilidade.
Caloteiros e redes sociais 5
Mas não é só no setor privado que as investigações são ferramentas para recuperar crédito. No ano passado, a Procuradoria-geral do Estado de São Paulo iniciou uma força-tarefa para provar aos juízes que empresas estão usando inúmeros CNPJs para despistar dívidas com o Fisco estadual. A subprocuradora-geral, Maria Lia Pinto Porto Corona, diz que a equipe já conseguiu pelo menos uma vitória ao demonstrar ao juiz que diferentes supermercados que sofreram atuações fiscais pertenciam ao mesmo grupo, o Futurama. Conseguiram assim que o juiz permitisse a penhora de parte do faturamento da empresa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
 
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*** Os profetas das chuvas se reuniram nesse fim de semana para prever as possibilidades de chuva no Ceará por meio da observação da natureza. Há 21 anos, eles trazem dos ancestrais experiências para interpretar a quadra chuvosa a partir das plantas, animais e astros. 
*** A esperança é que a estiagem dos últimos cinco anos seja interrompida pelas chuvas dos próximos meses. Em 2012, primeiro ano de seca no Estado, os profetas estavam otimistas por uma quadra chuvosa boa, mas com precipitações tardias. Março teve a maior chuva em 15 anos, com 268,5 mm em um dia, sendo que entre os meses de fevereiro e maio choveu 302,5 mm, volume 49,6% abaixo da média histórica. 
*** Ainda no Ceará, a partir de 2013, as previsões passaram a ser cautelosas sobre o inverno cearense. A maioria falou em uma quadra chuvosa razoável, com “pingos aqui e ali” e chuva entre o fim de fevereiro e início de março. A quadra teve, segundo os dados levantados, 364,3 mm, um registro 39,3% abaixo do esperado para o período histórico. O “inverno tardio” foi a aposta para o ano de 2014, quando a maioria foi otimista sobre uma quadra boa para quem quer plantar. Uma parte do grupo, no entanto, já apontava que as precipitações seriam menores. Ao todo, choveu 460,2 mm entre os meses de janeiro a maio, valor 23,4% abaixo da média.
*** Também no Ceará, no ano de 2015, profetas afirmaram que as precipitações não poderiam chegar a todo o Estado. Os profetas previram chuvas mais intensas em março e abril, com abrangência limitada. A previsão para 2015 foi confirmada em relação ao mês de março, que registrou o maior volume observado, com 178,4 mm. Foi o menor desvio (-12,3%) entre os meses da quadra chuvosa, que ficou 30,3% abaixo da média, com um total de 418,8 mm. 
*** Em 2016, os profetas da chuva trouxeram esperança de um bom inverno. A quadra chuvosa foi de 327,3 mm, um registro 45,5% abaixo da média. Para as previsões, os profetas da chuva apostam na leitura de diversos sinais da natureza, como os hábitos de plantas, insetos e outros animais. Uma análise comum, conforme a organização do evento anual, consiste em observar a quantidade de água acumulada no galho da carnaúba.