Blog do Dresch

13 de janeiro de 2017

Para poucos & bons

 Ainda repercute muito o vazamento de fotos da viagem do ex-prefeito de Marechal Deodoro Cristiano Matheus com a esposa, recentemente, num jatinho especial em praias paradisíacas no Rio de Janeiro, especialmente um local para poucos & bons, Angra dos Reis. O político revelou nas redes sociais que tudo foi custeado pelo senador por Goiás Wilder Moraes. Em sua explicação, disse que Moraes é um dos maiores empresários do país, com quem fez amizade em Brasília na época em que foi deputado federal. “Ele veio no seu jatinho passar conosco a virada do ano aqui em Maceió, e nos convidou para conhecer o Hotel Nacional no Rio, que é dele; depois fomos para Agra dos Reis e em seguida para uma fazenda do próprio em Goiás”, relatou.  O fato vem ganhando repercussão, principalmente no whatsapp depois que Mayanne Souza, esposa de Matheus, ter publicado várias fotos em sua página do Facebook. O ex-prefeito Cristiano Matheus (PMDB) está sendo acusado de desviar pouco mais de 100 milhões da Prefeitura de Marechal, razão de seus adversários entenderem que o “megalomaníaco” passeio teria tudo a vê com o referido desfalque do dinheiro público. 

 

Crise? que crise?

Deu na Agência Alagoas. Apesar do clima recorrente de crise econômica, o Estado registrou a constituição de 19.038 empresas em 2016. Isso é o que define o relatório produzido pela Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), órgão responsável pelo registro empresarial e pela administração da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no Estado. O total anotado no ano passado é o quarto maior quando observado os últimos dez anos. No período, o maior valor registrado foi verificado em 2015, quando foram constituídos 20.379 negócios. Nos últimos dez anos, a média de constituições por ano chega a 14.849 empreendimentos. Do valor registrado em 2016, 74% das empresas são Microempreendedores Individuais (MEI), o que equivale a 14.118 negócios. De acordo com o relatório produzido pela Juceal, o comércio foi o setor que apresentou o maior número de constituições, com 8.639 empresas registradas, o que representa 45% do total. A lista dos principais setores segue com os negócios que tem como atividade principal alojamento e alimentação, com 2.001 constituições; indústria de transformação, com 1.648 constituições; outras atividades de serviços, com 1.142 constituições; e construção, com 965 constituições.


  

Às moscas 

Um patrimônio nacional às moscas. Assim encontra-se, lamentavelmente, o templo sagrado do futebol mundial: o Maracanã. Com 7 mil cadeiras faltantes ou quebradas na arquibancada, vidros quebrados e buracos no gramado, o sistema de iluminação precisa ser revisto e duas goteiras teriam que ser analisadas. Ou seja, parte elétrica e hidráulica também preocupam, num descaso total. Segundo fontes do governo, há muitos também muitos ratos e gatos na arena, sujeira até não acabar mais, restos de material dos Jogos do Rio-2016 e a manutenção segue sem ser realizada. A concessionária culpa o Comitê Rio-2016, que não teria terminado as obras para devolver o Maracanã como ele estava antes da Olimpíada.

  

Às moscas 2

Envolvida na Lava Jato e atolada em problemas, sem conseguir lucrar com o estádio, a Odebrecht quer devolve-lo ao governo do Rio, que como se sabe está quebrado. Nova licitação não está descartada, mas, se não participarem da gestão, Flamengo e Fluminense podem evitar atuar no local, que consumiu cerca de R$ 1,2 bilhão de dinheiro público para ficar pronto para a Copa-2014. Quase o dobro do previsto inicialmente. Outra hipótese é a municipalização do Maraca, embora a Prefeitura do Rio também tenha sérios problemas de caixa. Certo é que autoridades do governo fluminense não descartam a necessidade de nova reforma (e mais gastos, portanto) porque, às moscas, a arena começa a se deteriorar e deteriorar e deteriorar, além do fantasma de virar um elefante branco. Lamentável o jogo de empurra entre Odebrecht, governo do Estado do Rio e Comitê Rio-2016, que até hoje tem que dar explicações sobre a Olimpíada do ano passado. Cujo legado, com algumas exceções, como a revitalização da zona portuária, talvez seja melhor nem comentar aqui. Especialmente na parte esportiva.

O governo do Rio, que titubeia em aceitar de volta o Maracanã, sob administração pelo consórcio liderado pela Odebrecht, tem que os estragos no estádio sejam maiores do que os listados inicialmente.

 

Conflito de interesse

 

O plano do presidente eleito Donald Trump de se separar de seu império imobiliário mundial não atende aos padrões mínimos recomendados pelos órgãos éticos de vigilância. Se Trump insistir nesse plano, ele poderá violar a Constituição dos Estados Unidos (EUA) no seu primeiro dia no cargo, de acordo com estudiosos do direito ouvidos pela revista Time. Em entrevista na quarta-feira, o presidente eleito anunciou que vai transferir o controle operacional da Organização Trump para seus dois filhos mais velhos – Eric e Donald Jr – a fim de ficar fora de novos negócios com parceiros estrangeiros. Ele disse também que evitará discutir assuntos da empresa e que vai nomear um conselheiro de ética independente para examinar novas oportunidades de investimentos, evitando com isso conflitos de interesse.

 

 

Conflito de interesse 2

 

De acordo com a revista Time, Sherri Dillon, um dos advogados do presidente eleito, afirmou que Trump está voluntariamente renunciando ao controle gerencial da empresa que construiu porque “quer que não haja dúvidas do público americano de que ele está se isolando completamente de seus interesses comerciais”. Entrevistados pela revista, estudiosos do direito afirmaram que essa decisão é insuficiente. O certo seria, segundo eles, que o presidente eleito tomasse duas medidas para evitar conflitos de interesse. A primeira seria abrir mão (vender) de seus negócios em expansão pelo mundo. A segunda seria nomear um administrador independente para os negócios já consolidados, com o objetivo de criar uma “confiança cega” da população americana, e seguir os padrões de presidentes que o antecederam e que se afastaram de empresas particulares.

 

Muro

 

E por falar em Trump, O governo mexicano declarou que não pagará a conta do muro, que cobrirá 3.200 km de fronteira. O preço da obra pode chegar a US$ 12 bilhões, de acordo com cálculos do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald  Trump, durante a campanha. O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, reafirmou que o México não pagará pelo muro, mas se disse disposto a trabalhar para ter uma boa relação com o governo Trump. “É evidente que temos algumas diferenças com o próximo governo dos Estados Unidos” mas, ainda assim, o governo mexicano trabalhará “para ter uma boa relação com os Estados Unidos e seu presidente”, disse Peña Nieto.

 

 

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  • A cantora Solange Almeida não saiu sozinha da banda Aviões do Forró. A artista levou com ela os principais músicos da banda, entre eles, o baterista Riquelme, tão elogiado por Xand nos shows do grupo. Mas a saída não foi por amor.

 

 

  • Solange deu um aumento de 25% para cada um deles, o que explica tanta alegria na foto postada por ela. A debandada geral deixou triste quem ficou, ou seja, Xand, que já está formando uma banda nova. “Ele não ficou chateado com Solange porque ela saiu para tentar uma carreira nova, mas com os músicos, sim. Foi uma ingratidão”, revela uma pessoa próxima ao cantor.

·         Ainda sobre música: A onda retrô dos antigos LPs já dá resultados financeiros. Reportagem do jornal britânico “Independent” mostra relatório da consultoria Deloitte que sugere que as vendas dos discos de vinil devem ultrapassar US$ 1 bilhão em 2017, o que não ocorria desde os anos 80.

 

  • A estimativa é que 2017 seja o sétimo ano seguido de crescimento das vendas em dois dígitos diante da moda de retorno aos discos. Há uma década, a avaliação era sobre o fim dos LPs. Agora, a Deloitte prevê aumento de 15% a 18% das vendas físicas de música este ano.

 

 

  • Diretor de tecnologia, mídias e telecomunicações da Deloitte, Paul Lee afirmou ao “The Independent” que, apesar da ampla presença dos serviços streaming de música, “consumidores estão escolhendo comprar algo tangível e nostálgico”. Apesar disso, no entanto, esta não deve ser uma grande fonte de recursos para o setor, segundo ele.

 

  • “O futuro da música, tanto de uma perspectiva de receita quanto de consumo, é digital, e é onde o foco da indústria deve estar”, disse Lee ao jornal.