Roberto Baia

4 de janeiro de 2017

Presente de grego

Após ser derrotado nas urnas, não conseguindo eleger sua sucessora, o ex-prefeito de Palmeira dos Índios, James Ribeiro, deixou um verdadeiro presente de grego para o opositor e atual gestor da cidade, Júlio Cezar. Isso por que logo após a posse de Júlio Cezar os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios  fecharam as portas da unidade médica e suspenderam todo atendimento. O motivo, segundo a administradora da UPA, foi a falta de repasse financeiro por parte da Prefeitura. Com a suspensão dos serviços, os pacientes que procuravam atendimento na UPA eram encaminhados para o Hospital Santa Rita, também localizado na terra dos Xucurus.

 

Dívida milionária

A gestão de James deixou um acumulo de quase R$ 3 milhões em dívidas com a empresa responsável pela administração da unidade desde 2014.  “Nós estamos com todos os serviços pagos em dia, mas no que diz respeito ao setor médico essa dívida vem se acumulando há três anos e desde então tem gerado uma bola de neve. O nosso interesse sempre foi definir esta situação que tem se agravado cada vez mais, para que a empresa que fornece os médicos possa voltar a atuar com a gente”, explicou o coordenador geral da UPA Evandro Tavares.

 

Entrou em acordo 

Sobrou para Júlio Cezar, recém-eleito, contornar a situação e resolver o problema da dívida milionária. Após uma reunião, ocorrida na última terça-feira (03), com o prefeito eleito, os funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) instalada no município decidiram voltar ao trabalhar e manter o atendimento aos pacientes. Segundo o prefeito, a população necessita daquele atendimento e não poderia ser penalizada com o fechamento de um dos serviços mais importantes que o município oferece à população. A UPA da Palmeira dos Índios atende pacientes de mais oito cidades do agreste alagoano.

 

ASA suspenso

Uma notícia divulgada na última terça-feira (03) pegou os torcedores do ASA desprevenidos e causou tumulto em Arapiraca. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu o ASA de todas as competições organizadas pela Confederação Brasileiro de Futebol (CBF). Segundo a informação do STJD, o clube alvinegro está em dívida com o órgão, por isso houve a suspensão dos jogos. A dívida do time, segundo sua diretoria, refere-se a uma multa por ter entrado atrasado na competição contra o Clube do Remo, de Belém, ocorrida em agosto do ano passado.

 

Não foi notificada

O presidente de marketing do ASA, Sérgio Lúcio, afirmou que a diretoria atual não havia sido notificada sobre a dívida de R$ 1 mil, porque o caso foi registrado durante a atuação da diretoria anterior, que não repassou as folhas dos débitos. “Essa multa ficou em aberto e o ASA não foi notificado. A diretoria anterior também não repassou os débitos para a atual. Isso realmente não deveria ter acontecido, mas já estamos tomando as medidas necessárias”, afirmou em entrevista para um portal de notícias de Arapiraca.

 

Resolvido

A diretora administrativa do ASA, Pollyana Fonseca, explicou quais eram as dívidas do clube e afirmou que esta última foi quitada na tarde do mesmo dia, terça-feira (03). “Nós pagamos a anuidade dos R$ 9 mil do clube com a Federação. Pagamos outro valor de R$ 4 mil que é a taxa da Série C. Pagamos R$ 2,5 mil referente a uma penalidade que o clube sofreu, pagamos outra de R$ 1,5 mil. Essa de R$ 1 mil, que resultou nessa suspensão, é uma dívida de agosto que nós não tínhamos conhecimento. Essa foi paga nesta terça-feira porque só tivemos conhecimento neste dia, quase na mesma ocasião que os torcedores. Encaminhei os comprovantes para a CBF e a Federação Alagoana de Futebol (FAF)”. Também foram suspensos Guaratinguetá (SP), Pinheirense (PR), Gama (DF), Comercial (MS), Parnahyba (PI) e Joinville (SC).

 

Prefeito preso

 

O prefeito eleito de Santa Luzia do Norte, Edson Mateus (PRB), que está preso desde o dia 15 de dezembro do ano passado acusado de estupro de vulnerável, saiu da cadeia no último domingo (1º) para tomar posse. Um vídeo mostra o momento em que o prefeito faz o juramento durante a posse na Câmara de Vereadores. Apesar de ter tomado posse, Edson Mateus voltou, logo após a cerimônia, para a cela no quartel do Corpo de Bombeiros, em Maceió.

 

Não quis assumir

Com a prisão de Edson Mateus, quem deveria assumir o poder executivo municipal seria o vice-prefeito, José Ailton, procedimento considerado normal segundo o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já que a prisão do prefeito ocorreu por conta de um crime de ordem comum e não eleitoral. Mas José Ailton se recusou a assumir o cargo, visto que o prefeito ainda é Edson Mateus. 

 

Presidente assume

Com a recusa de José Ailton, o Ministério Público do Estado de Alagoas, recomendou que o presidente da Câmara de Vereadores, José Alberto Hermenegildo da Silva, o “Beto Policial”, assuma interinamente o comando da prefeitura de Santa Luzia do Norte. A recomendação do Ministério Público tem como objetivo evitar a instabilidade administrativa do município de Santa Luzia do Norte e busca dar continuidade aos serviços públicos.

 

Concurso suspenso

O prefeito de Campestre, Nielson Mendes da Silva (PMDB), suspendeu a realização do concurso público marcado para o próximo dia 15 de janeiro. Nielson Mendes também revogou o contrato firmado com a empresa que realizaria o certame, a Master Consultoria de Negócios Ltda.

 

 

 

… Na justificativa o prefeito afirmou não ter conhecimento da real necessidade da realização do concurso público e citou o artigo 37 da Constituição Federal, que dispõe sobre os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, que norteiam a administração pública.

 

… “Fica suspenso até ulterior deliberação o concurso público para cargos do Município de Campestre, divulgado pela empresa Master Consultoria de Negócios Ltda, previsto para ser realizado no dia 15 de janeiro”, diz o artigo 1º do decreto municipal.

 

… O concurso público já havia sido suspenso, em abril do ano passado, pelo então prefeito interino de Campestre, Gilmar Lins (PMDB). Quando retornou ao cargo de prefeito, Amaro Gilvan de Carvalho manteve a realização do certamente, que ele mesmo havia convocado. Ao assumir a prefeitura, porém, o gestor recém-empossado, Nielson Mendes, decretou a suspensão.