Ailton Villanova

22 de maio de 2016

Não era o… jumento!

Com Diego Villanova

 

      Professora muito dedicada ao trabalho e aos alunos, Rosiberta é religiosa ao extremo. Muito bonita, parece uma anja. É, anja, mesmo!

      Rosiberta é mais conhecida como Rosi. Um dia ela teve um treco em plena sala de aula, quando administrava um exercício de perguntas e respostas a alunos considerados digamos… atrasadinhos. Aí, parou diante do aluno Cacá, pentelho de marca maior, e disse:

      – Meu anjo, eu vou escrever uma palavra na lousa e quero que você me diga que palavra é essa e identifique que objeto ela representa, certo?

      – Certo! – respondeu o garoto.

     Então, Rosi foi à lousa e escreveu a palavra “régua” e perguntou:

     – Cacá, o que foi que escrevi aqui?

     O garoto ficou titubeando. Como Rosi é boazinha, ela pegou uma régua que se achava em cima do birô, mostrou pro garoto e repetiu a pergunta. E Cacá, na batata:

      – É régua!

      Em seguida, Rosi escreveu “bolsa”. O garoto ficou reparando, mudo,  olho apertado. Novamente, a bondosa Rosi socorreu o menino, apontando para a bolsa que se achava também sobre o birô. Cacá mandou:

       – Bolsa!

       Para encerrar o exercício, a professora escreveu “relógio”. Mais uma vez o Cacá em branco. Rose ficou em apuros, porque estava sem o seu marcador de horas no pulso. Depois de pensar alguns segundos, ela improvisou: ficou balançando o braço igualmente um pêndulo, pra lá e pra cá. Finalmente, indagou:

      – Então, Cacá, o que é isto?

      Dessa vez ele não vacilou:

      – Isso aí é o… o “negócio” tem debaixo da barriga do jumento, pra ele poder mijar!

      A angelical Rosi não teve como evitar o desmaio. Tão acanhada ela ficou!

 

Ora, e precisa…?

      Um deficiente visual caminhava com dificuldade pela rua Pedro Monteiro, localizada no centro da cidade. De repente, trombou com o tal de Moacir Dias, conhecido pelo vulgo de “Lacráu”.

      – Ôpa! Me desculpe, meu amigo! – disse o ceguinho.

      – Tá… Tá bom! – respondeu o Lacrau, todo abusado.

       Já que estava ali, o ceguinho aproveitou para indagar do Lacrau:

      – O senhor por acaso sabe onde fica a Escola de Cegos Cyro Acioly?

      Na maior ignorância, o sujeito respondeu:

      – Ô cara, e tu precisa de escola? Tu já sabe trombar direitinho!

 

Tudo jóia!

      Dona Babilônia, professora e psicóloga voltou do trabalho louca de saudade dos seus três diabinhos – Roneyzinho, Ronaldinho e Reynaldinho.

      Mal acabou de estacionar o carro na garagem, o trio saltou sobre ela:

      – Maínha! Maínha! Maínha!

      E ela, felicíssima:

      – Os meus anjinhos se comportaram direitinho?

       Respondeu o primeiro:

       – Comportamos, maínha! Eu lavei todos os pratos!

       O segundo:

        – E eu enxuguei, mainha!

        Finalmente, o terceiro:

        – E eu recolhi todos os cacos!

 

Nem choro e nem vela!

      Morreu na Brejal um dos mais populares pinguços do pedaço. Era conhecido como Venâncio “Carapeba”. O velório dele foi aquela festa! Muito birinaite e muito nego cachaçudo.

       E ainda teve serenata, com direito a lanche de garapa com bolacha doce.

       Na manhã seguinte, Carapeba foi levado para sua última morada, na maior curtição.

       Na hora em que estava sendo enterrado, eis que surgiu o seu mais fiel companheiro de copo, o Zezé Perna de Rosca, que discursou para a galera:

       – Esse enterro do grande Carapeba tá dado uma ideia arretada!

       Um dos bebaços quis saber:

       – E qual é a ideia, parêia?

       E o Perna, com o maior bafo:

        – Não seria uma boa se a gente botasse um bar aqui no cemitério?

        – Ora, mas pra quê?

        – Pra gente se despedir dos colegas mais à vontade!

        – Chocante, bicho! E como seria o nome do bar?

         Perna de Rosca respondeu empolgado:

         – Bar da Saideira!

         – Genial, meu!

         Ocorre que a prefeitura cortou o barato. Não acatou a ideia!

 

 A água do Leandro

      Uma comitiva de delegados de polícia civil de Alagoas viajou à Foz do Iguaçu, para participar de um conclave nacional da categoria. Entre os mais de vinte representantes de nossa PC inseria-se o companheiro Paulo Leandro, tido e havido como o maior “pão duro” destas bandas.

       No Aeroporto Zumbi dos Palmares, momentos antes do embarque encontrava-se a turma na fila do check-in quando surgiu o Paulo Leandro na estação de passageiros arrastando uma enorme mala de viagem. Embaixo do braço, carregava uma antiga garrafa térmica. Aí, o colega Egivaldo Messias indagou intrigado:

       – Ô Paulo, pra que você está levando essa garrafa?

       E ele, bem sério:

       – A garrafa está com água!

       – Não me diga!

       – Como já sei que você vai perguntar de novo, eu respondo logo: estou levando esta água aqui porque fiquei sabendo, por intermédio do Mamão, que em Foz do Iguaçu a água é cara demais!

        E levou a bendita água na garrafa. Quando desceu do avião em Fox, eis que desabou um pesado aguaceiro, que durou toda a semana do congresso de delegados de polícia.

         Doutor Paulo Leandro retornou à Maceió com a água que levou daqui, intacta, porque aproveitou bastante a água da chuva, tanto para beber quanto para tomar banho. E ainda reclamou:

       – Se advinho que iria chover em Foz do Iguaçu eu não teria levado a minha água!