Blog do Dresch

5 de maio de 2016

Ministro assina cessão de área do quartel

                   Será assinada hoje em Maceió, a cessão de uma área do Exército Brasileiro, para a construção de um dos eixos viários que vão compor o corredor para transporte de massa. O Ministro da Defesa, Aldo Rebelo, que é alagoano, estará presente á solenidade marcada para as 10h no Palácio República dos Palmares. A área a ser utilizada para o eixo pertence ao quartel do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada, e quando estiver finalizada será uma alternativa para o escoamento do trânsito da Av. Fernandes Lima, assim como o segundo eixo, do outro lado da Avenida e que cortará o Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa).

Quartel cede área para eixo 2

                   A assinatura da cessão da área é considerada histórica pelo secretário de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, considerado o autor do projeto. “Finalmente vamos consolidar uma ideia de anos, ofertando a Maceió uma alternativa que ligue o centro a Avenida Rotary, desafogando a Fernandes Lima” explica ele. O estado ainda terá de desapropriar algumas áreas nas ruas Marieta Lages, Goiás, Tereza de Azevedo, Frei Caneca, Luiz de Mascarenhas e Miguel Palmeira. As obras preliminares estão em processo de licitação, e caberá á Procuradoria Geral do Estado conduzir as desapropriações, já previstas no Orçamento do Estado para este ano.

Cientistas reagem a pastor

                   A eventual indicação do bispo licenciado da Igreja Universal e presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, para assumir o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em um possível governo Michel Temer, assustou a comunidade científica brasileira. Para a professora Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a indicação mostra que o ministério virou moeda de troca. “Nada contra religião, mas não dá para misturar fé com Ciência, isto é um retrocesso imenso. O que precisamos é de uma pessoa empenhada no progresso científico e que tenha conhecimento técnico a nos acrescentar, não de uma pessoa com agenda religiosa. Cada um tem sua crença, porém isso fica fora da Ciência, que deve ser regida por uma ética própria” afirmou. Ela criticou o troca-troca de ministros durante o segundo mandato da presidente Dilma (foram cinco), mas concorda que os projetos foram mantidos por todos e responsabiliza os ministérios da Fazenda e do Planejamento pela deterioração dos financiamentos científicos. Para o Presidente da Academia Brasileira de Ciências, Jacob Palis “é importante para o desenvolvimento da ciência que o novo ministro seja o mais qualificado possível e dialogue bem com a comunidade. Se conseguir a confiança da comunidade, o ministro terá durabilidade no cargo” defendeu Palis.

 

A injustiça visível

                   A Presidente Dilma Rousseff em solenidade no Palácio do Planalto afirmou que algumas pessoas pediram para que ela renunciasse ao seu cargo, mas ela afirmou que vai permanecer na presidência para que o golpe que esta em curso continue visível para o mundo. Ela reafirmou que “esta do lado certo da história, que é a democracia” e por isso não pretende renunciar. “Pediram que eu renunciasse e escondesse debaixo do tapete esse impeachment sem base legal, um verdadeiro golpe. É confortável para os golpistas que a vitima desapareça, e que a injustiça não seja visível. Mas eu garanto que a injustiça vai continuar visível. Bem visível!” afirmou a presidente.

A injustiça visível 2

                   Ela voltou a dizer que não existe uma causa para o impeachment e que “a democracia brasileira sofre um assalto porque querem encurtar o caminho”. E continuou “se eu comparar com todos os presidentes que me antecederam, pelo menos os dois últimos, a situação é extremamente estranha. Eu fiz seis decretos. O FHC fez 101. Falaram que eu não estava cumprindo a meta fiscal, porque estava fazendo decretos de crédito suplementar. Mas não fui eu que pedi, foram diversos orgãos como o próprio Tribunal Superior Eleitoral” disse a presidente, justificando o não atendimento da meta fiscal estabelecida no orçamento.

Nova eleição é solução?

                   Um grupo de senadores encaminhou uma carta á presidente Dilma Rousseff pedindo que ela encaminhe ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), propondo novas eleições presidenciais este ano, para um mandato tampão de dois anos. A ideia vem sendo defendida pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Telmário Mota (PDT-RO) e Angela Portela (PT-RR) que garantem contar com o apoio de outros 30 senadores que defendem a eleição para presidente e vice em Outubro próximo, junto com as eleições municipais. A posse seria em Janeiro e o mandato terminaria no final de 2018.

Nova eleição é solução? 2

                   Os senadores que defendem a ideia apelam para a “grandeza e a coragem” das lideranças políticas para superar a “gravidade do momento por que passa a nação brasileira”. A PEC citada foi elaborada com o apoio de 30 senadores, mas a principio é rechaçada pelo vice-presidente Michel Temer e ainda pelo ministro Gilmar Mendes que esta assumindo a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e diz que o orgão não dispõe de estrutura nem orçamento para organizar uma nova eleição neste ano. Os defensores da ideia de uma nova eleição dizem que ela teria o poder de unificar o país para sair do impasse que hoje paralisa a economia e impõe incertezas ao Brasil.

 

 

  • O Conselho Estadual de Segurança (Conseg) atendeu solicitação do Sindicato e da Associação dos Taxistas e vai acionar a Secretaria de Segurança Pública para tomar algumas medidas para ofertar mais segurança aos profissionais.
  • A ideia é efetivar um sistema de videomonitoramento e proporcionar a instalação de um botão de pânico nos veículos, que permita o acionamento automático da polícia em caso de uma emergência.
  • Um sistema semelhante já existe nos veículos que fazem o transporte intermunicipal complementar.
  • O videomonitoramento seria instalado em áreas de maior ocorrência de delitos, aqueles já detectados pelo serviço de inteligência da SSP. Este serviço possibilitará uma presença mais ostensiva das guarnições policiais, aspecto que aumentará a segurança dos taxistas em geral.
  • Com estas ferramentas será possível aos profissionais exercer sua profissão com mais segurança, ao mesmo tempo em que possibilitará á polícia retirar de circulação assaltantes e latrocinistas que atuam principalmente na região metropolitana.