Blog do Dresch

28 de abril de 2016

Collor propõe uma reconstrução nacional

Acompanhado por um grupo de dez senadores, o ex-presidente e senador alagoano Fernando Collor de Mello (PTC) apresentou ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) uma proposta de reconstrução nacional que, segundo ele, teria sido elaborada por senadores do PTB, PSC, PRB, PTC e PR. A proposta de reconstrução nacional já foi apresentada por Collor ao Senado, ao Palácio do Planalto e à sociedade e contém uma série de observações, que segundo ele, podem auxiliar o país a superar a crise. “Pedimos uma audiência ao vice-presidente para entregarmos o programa, fruto de estudos realizados pelo bloco de senadores que defendem uma reconstrução nacional” afirmou o ex-presidente.

Evidências e mais evidências

                   As investigações a respeito do envolvimento do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (IPMDB-RJ) com a corrupção cada vez ficam mais encorpadas. Ouvido pela Comissão de Ética da Câmara, o lobista Fernando Soares, vulgo Fernando Baiano, confirmou que esteve com Cunha por mais de dez vezes, “em sua casa no Rio, em seu gabinete em Brasília e também em seu escritório politico”. Confirmou ainda que entregou ao deputado uma propina de R$ 4 milhões em espécie. Ele confirmou suas declarações feitas na delação premiada junto ao Ministério Público Federal. Disse ter conhecido o deputado em 2005 e o visitou diversas vezes, mas confirmou que não efetuou o pagamento de propina nas contas do deputado no exterior. “Todo o pagamento de propina foi feito em espécie, no Rio e em Brasília” afirmou o lobista. Baiano contou aos integrantes da Comissão de Ética que certa feita estava com uma propina para entregar ao deputado no fim de semana, “porque não queria ficar com esses valores na minha residência e comuniquei a ele que o valor estava comigo, se eu poderia entregar na casa dele. Ele preferiu que não, e pediu que entregasse na segunda feira no escritório dele” contou o lobista. Fernando Baiano também afirmou que “a corrupção sempre partia dos políticos e não dos empresários”.


Lava-Jato vai virar série

                   A empresa Netflix confirmou que vai começar a filmar antes do fim do ano uma série sobre a Operação Lava-Jato, dirigida por José Padilha e escrita por Elena Soares, que deverá ser lançada em 2017. A obra ainda não foi batizada oficialmente, mas toda a criação e direção da série será entregue a Padilha, que terá como tema central o trabalho de investigação conduzido pelo juiz Sérgio Moro. José Padilha dirigiu Tropa de Elite e as séries “Narcos”, “Elite Squad” e “Robocop”. Elena Soares fez o roteiro de “Xingu”, “Filhos do Carnaval” e “Casa de Areia”.

Lava-Jato vai virar série 2

                   “Este projeto vai seguir os investigadores da Justiça na sua jornada para descobrir o maior esquema de corrupção já visto no Brasil. É fundamental para a série que ela seja conduzida de forma imparcial, e por isso a Netflix é o melhor parceiro para o projeto” afirmou o diretor José Padilha. Ele havia anunciado em Março, que os direitos do livro que esta sendo concluído pelo jornalista Vladimir Neto sobre a Operação, já foram adquiridos e estamos organizando a história e seus personagens. “Em suma, é revelar as engrenagens, ajudar a dar clareza, mas, sobretudo mostrar o que as pessoas não podem ver, não têm acesso no noticiário” concluiu o diretor.

Bancos via internet

                   O Conselho Monetário Nacional regulamentou as regras para a abertura e fechamento de contas de depósitos por meio eletrônico. Os clientes agora podem abrir ou fechar contas bancárias, como conta-corrente ou poupança usando a internet. Segundo o Banco Central, os bancos terão de adotar procedimentos e controles que permitam confirmar a autenticidade dos documentos eletrônicos e são autorizados a usar tecnologias como contato por vídeo, reconhecimento de voz e assinaturas com autenticação eletrônica. De acordo com o Banco Central as regras já estão valendo.

Bancos via internet 2

                   As mesmas regras das contas convencionais são válidas para as abertas por meio eletrônico, como as relativas à situação cadastral, tarifas, prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento ao terrorismo. O Conselho Monetário também aprovou resolução que proíbe a recusa de atendimento em caixas convencionais de clientes de outros bancos. Assim, de um cliente de um banco for a um caixa pagar um boleto, de outro banco, terá de ser atendido. A exceção é para os casos de pagamento de cheques, boletos vencidos e convênios que preveem o pagamento específico em um banco. A resolução é resultado de inúmeras reclamações de clientes que não foram atendidos no caixa.

Os presos de Alagoas

                   Segundo a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social do Estado, existem hoje 6.383 presos em Alagoas, divididos entre provisórios, regime fechado, aberto, semiaberto e recolhidos nas unidades federais. Deste total, 3.790 estão recolhidos ao sistema prisional alagoano, num total de 2.826 vagas, acarretando um excedente de 977 presos acima das vagas disponíveis. Do total, 2.057 estão em Maceió e 769 no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. A Secretaria não dispõe de dados referentes aos presos das delegacias. Ainda segundo a Seris 88,3% da população carcerária é composta de homens, e 76,91% são negros, 22,68% são brancos, 0,04% são amarelos e 0,37% são indígenas. Estão presos no estado quatro estrangeiros: 1 colombiano, 1 belga, 1 argentino e 1 tcheco.

 

 

  • O Governo Federal decidiu colocar mais 196 imóveis á venda no Distrito Federal e em 12 estados. A decisão foi tomada como mais uma medida para equilibrar as contas públicas.
  • As unidades colocadas a venda são localizadas no Amapá, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
  • A lista com todos os imóveis colocados á venda foi publicada pelo Ministério do Planejamento e pelo Ministério da Justiça no Diário Oficial da União edição do último dia 25.
  • Os eventuais compradores destes imóveis terão a responsabilidade de bancar as despesas necessárias a sua utilização. As alienações serão feitas pela Caixa Econômica Federal.
  • Em Janeiro deste ano, o Governo já havia colocado 239 unidades à venda no mercado, como parte das medidas de ajuste fiscal anunciado pela presidente Dilma Rousseff e pelo então Ministro da Fazenda Joaquim Levy.    

 

(sugestão)

Collor propõe uma reconstrução nacional