Blog do Dresch

31 de março de 2016

Na torcida pelo escritor Veríssimo

                   Internado para tratamento de uma infecção respiratória e arritmia cardíaca, o escritor, contista e cartunista Luiz Fernando Veríssimo, foi submetido a uma cirurgia para a colocação de um marcapasso. Ao atender Veríssimo, no Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, os médicos decidiram implantar um marcapasso provisório, já que as artérias estavam fibrilando. Depois pode ser permanente, segundo a esposa do escritor Lúcia Helena Massa. O filho do escritor Érico Veríssimo sofre de uma cardiopatia severa há anos, já fez cirurgia cardíaca em 1991, e tem três stents no coração, explicou Lúcia, casada com Veríssimo há 53 anos.

Na torcida pelo ídolo 2

                   O marcapasso provisório age da mesma forma que o permanente, enviando pulsos elétricos para estimular o coração. No último boletim médico, a informação é de que o escritor permanece internado para concluir o tratamento da infecção respiratória e do quadro de arritmia. Luiz Fernando Veríssimo tem 79 anos e há três anos passou por uma situação semelhante em Porto Alegre, também ficando internado por alguns dias com os mesmos problemas. Ele veio ao Rio para passar a Páscoa com o filho caçula, Pedro Veríssimo, que é musico, e baixou hospital na sexta feira por causa das dificuldades respiratórias. A equipe médica ainda não definiu a alta para o escritor gaúcho.

Disque denúncia em rótulos

                   Mais uma conquista no combate à violência contra a mulher foi obtida no final do mês de Março. A Câmara dos Deputados aprovou esta semana, o projeto de lei que obriga algumas indústrias a colocar nas embalagens de seus produtos o número 180, utilizado para denunciar atos violentos praticados contra as mulheres. O número será impresso em rótulos de produtos para higiene pessoal feminina, de perfumes de uso femininos, e outros de natureza e finalidades semelhantes. Todos deverão conter a inscrição “Violência contra a mulher é crime. Disque 180”. Os deputados também aprovaram outro projeto, que visa incrementar mecanismos de combate à violência contra a mulher. A proposta define normas gerais para a composição das equipes policiais de atenção á mulher vitima de violência doméstica ou familiar. Uma das iniciativas é que a mulher vitima seja atendida por policial devidamente habilitado, de preferência do sexo feminino. Sob o ponto de vista psicológico a vitima se sentirá mais segura ao narrar o seu caso para uma mulher. Na prática, uma questão simples como essa pode significar a não vitimização, evitando casos de procedimentos de ridicularização da mulher e do seu problema, quando o atendimento é feito por policiais sem a devida preparação para este tipo de abordagem.

 

Empresas mais reclamadas

                   O Procon de Alagoas divulgou ontem a lista das empresas mais reclamadas de Alagoas, junto ao orgão no ano de 2015. A liderança do ranking ficou com a Loja Insinuante (308 reclamações), seguida pela Cardif do Brasil Seguros e Garantias S/A (304 reclamações), CCE (227 reclamações), OI Telefonia (214 reclamações e Eletrobrás com 210 reclamações em 2015. A lista completa tem 50 empresas ou grupos empresariais que geraram maiores numero de queixas pelos consumidores, e pode ser acessada pelo próprio site do Procon de Alagoas (www.procon.al.gov.br).

Escândalo na Universidade

                   Uma professora da renomada Universidade Columbia, entrou com um processo acusando a instituição de retaliá-la após ela reclamar dos supostos abusos de um tutor. O escândalo voltou a abalar o sistema universitário americano. A professora citada, Enrichetta Ravina, de 40 anos, quer US$ 20 milhões (cerca de R$ 72,5 milhões) por discriminação, assédio sexual e ambiente de trabalho hostil, entre outras acusações. A Universidade de Colúmbia disse que não comenta processos judiciais pendentes, mas que trata alegações de assédio com o máximo de seriedade.

Escândalo na Universidade 2

                   Essa história começa em 2009, quando o professor Geert Bekaert ofereceu auxílio á professora Enrichetta em seu projeto sobre investimentos para aposentadoria. A colaboração avançou, e segundo a denúncia, Bekaert começou a pressionar a colega, se dizendo atraído, querendo encontros fora da Universidade e até tocando a professora de forma inapropriada. Diante das negativas ele começou a sabotar a pesquisa, e quanto maior a resistência pior o comportamento do professor, que cobrava mais carinho em troca de mais apoio ao seu projeto. O docente nega a acusação e disse que nem teria como prejudicar seu trabalho e muito menos “destruir sua reputação”.

Escândalo na Universidade 3

                   A professora diz que recorreu a diversos chefes na universidade. Ouviu deles que “fazia drama” e que seria mais prudente desistir da sua carreira acadêmica, pois “nada fariam para protegê-la”. Segundo os advogados da professora, a Universidade passou então a retaliar a docente, revogado licenças remuneradas, cortando prazos e direitos da mesma. Vez por outra a Universidade de Colúmbia se vê em situações desta natureza. Presente entre as 15 melhores universidades do mundo, a Colúmbia enfrenta denúncias de estupro de estudantes e protestos por situações semelhantes.

 

 

  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, seguindo posicionamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) se colocando de forma contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
  • Em declaração á imprensa, o presidente do Sindicato, Flávio Peixoto, especificou os itens que levaram a categoria a tomar tal decisão, principalmente o temor pela perda das conquistas alcançadas nos últimos anos, como a liberdade de expressão, a democracia plena, e os direitos individuais do cidadão, das mulheres, dos negros, do público LGBT e muitos outros grupos.
  • Outra manifestação transparente de apoio à presidente Dilma e contra o impeachment, foi de um grupo de advogados alagoanos que não concordaram com a posição tomada pelo Conselho Federal da OAB, que entraram com uma ação defendendo a retirada da Presidente Dilma do poder.
  •  O movimento foi batizado de “Juristas pela Legalidade e pela Democracia” e não se trata de um ato contrário à instituição, mas um manifesto de repúdio à clara e lamentável demonstração de alinhamento da cúpula da OAB com forças golpistas.
  • O manifesto com as devidas assinaturas pode ser encontrado em Facebook.com/JuristasAlagoanos.