Ailton Villanova

19 de março de 2016

O velho foi mais esperto!

     O tal de doutor Citrálio gostou tanto de ser enrabado, que frequentemente tem repetido a dose. Sujeito bem apessoado, tipo galã de cinema, exibe-se por aí como cidadão íntegro, respeitável, mas não é nada disso.

     Doutor Citrálio é um tremendo puxa-saco daqueles que estão acima do seu nível de vida, e adora uma fofoca. Outro defeito que possui: é perseguidor daqueles que eventualmente a ele se subordinam. Mesmo assim, e apesar disso, não tem tido dos sobreditos o menor respeito.

     Exibido e vaidoso, ele possui um sitiozinho no subúrbio da Capital e tem como vizinho o cidadão chamado José Paulo, oriundo do interior. Na sua propriedade, seu Zé Paulo cria aves, carneiro e bode e porco, além de possuir uma plantação de abóbora, sua paixão. “É cada abóbora do tamanho de um bonde!” – exagera ele.

     Certa feita, seu Zé Paulo entendeu de procurar o tal Citrálio para pedir uma autorização:

     – Doutor, gostaria que o senhor me permitisse entrar no seu sítio para eu tirar uma abóbora que ramou do meu pé pro seu terreno…

     Cheio de boçalidade, Citrálio empinou a venta, respirou fundo e respondeu:

     – Se a sua abóbora está no meu terreno, é claro que ela é minha. Vamos lá, ver esse negócio!

     Foram. Naquilo que o bacana bateu o olho na abóbora, cresceu nele a cobiça:

     – A abóbora é minha! Tá toda dentro do meu sítio!

     – Mas o pé é meu, doutor! – contra-atacou o velho.

     Depois de muita discussão, Citrálio deu a idéia:

     – Vamos fazer o seguinte… você me enraba e eu lhe enrabo. Quem gritar mais perde a abóbora.

     Condordando com a proposta do boçal, seu Zé Paulo falou:

     – Eu lhe enrabo primeiro! O mais velho tem prioridade.

     Imaginando que o velho não dava mais pro gasto e que nem levantava mais, Citrálio desdenhou:-

     – Tá certo. Pode começar!

     Citrálio arriou as calças  e o ancião, que excepcionalmente estava em plena forma – e além disso possuia uma “peça” descomunal – chamou na grande: vap, vap, vap…

      As lágrimas do bacana rolavam de par em par e ele segurando a dor, para não perder a aposta.

      Quando o velhusco terminou, Citrálio – que mal se aguentava em pé -, anunciou, enxugando as lágrimas:

     – Agora é a minha vez! Fique de quatro aí, velho!

     Dando-se por satisfeito, seu Zé Paulo respondeu:

     – Quer saber de uma coisa, doutor? Pode ficar com a abóbora. Não faço mais questão dela, não! Brigadinho, viu?

 

 

Ui, Ui! É a polícia!

 

     Festeira ao extremo, a bichíssima Norma Suely inventou de organizar uma recepção para coleguinhas, no dia do seu aniversário de 50 anos, e a intitulou de Baile de Máscaras. A todas, avisou:

     – Olhem, queridinhas, vocês terão que ir caracterizadas. O ponto alto da festa será a premiação às fantasias mais chiques e originais.

     Chegou o dia da festa.

     Tudo organizado, com direito a recepcionistas e outros babados mais, lá estava Norma Suely anunciando, empolgadíssima, as colegas, na medida em que elas iam adentrando ao ambiente:

     – Vestida de Branca de Neve, aí vem Marguerite…

     Palmas, assobios, gritinhos histéricos.

     – E agora, vestida de Cinderela, está chegando a lindérrima Mysbela.

     Mais palmas, ovação total.

     E vão as bonecas entrando.

     – E agora, vestida de polícia, uma mona que não sei o nome. Olha, outra bicha vestida de polícia! E mais outra! Uuuiii! É a polííícia!

 

 

Negrinho mágico???

 

     Ainda semidespida, a mocinha caipira chega em casa correndo, ofegante, e diz ao pai:

     – Eu estava tomando banho no rio quando chegou perto de mim um negrinho esquisito, de tanga vermelha, um barrete vermelho na cabeça e pitando um cachimbo…

     – Já sei – interrompeu o pai. – Ele tinha uma perna só, não era?

     – Aí é que está o problema, paínho – retrucou a menina. – Quando olhei pela primeira vez, tinha só uma, mas quando foi se aproximando, não sei como apareceu a outra!

 

 

Quanta ingenuidade!

 

     Na manhã seguinte à noite de núpcias, Lucinha, a noivinha lindinha e ingênua ao extremo, acorda chorando.

     – Que foi que houve, meu amor? – perguntou assustado o marido.

     – É que ontem à noite… – ela começou a responder.

     – Ontem à noite? Eu lhe machuquei? Você não gostou? – ele insiste.

     – Não, não. Pelo contrário, foi maravilhoso – ela se explica, apontando a “peça” dele, meio murcha. – Mas veja, numa única noite nós já gastamos o seu pinto todo!

 

 

Sem proibição

 

     A deliciosa morena se aproxima do açude deserto, olha em redor para se certificar de que não há ninguém por perto e tira toda a roupa. Quando se prepara para dar o primeiro mergulho, um guarda sai de trás de uma árvore.

     – Desculpe, senhorita, mas é proibido nadar neste açude.

     A moça cora de vergonha.

     – E por que o senhor não avisou antes de eu tirar a roupa?

     – Bem… – responde o guarda. – E que não existe nenhuma lei proibindo tirar a roupa na beira do açude.

 

 

Apenas recém-casado

 

     Quartel do Exército, dia de inspeção de saúde para imediata incorporação.

      No pátio interno, formava-se uma longa fila de rapazes, todos nus, conforme é praxe. Um major-médico examinava um por um dos convocados. De repente, ele vê um preto, com aquela coisa branca pendurada entre as pernas. Espantado, ele exclamou:

     – Fenômeno, rapaz! Fenômeno! Nunca vi na minha vida um caso igual. Um negro com um pênis branco, é incrível!

     E o cara:

     – Sou negro não, doutor. Eu sou carvoeiro. E estou em lua-de-mel.