Ailton Villanova

6 de fevereiro de 2016

Acabou de matar o velho!

     O velho Agajoel Hypólito era um católico fervoroso. Dono de um boníssimo coração, colaborava com várias obras assistenciais e mantinha

uma rede de lojas especializadas em comercializar artigos religiosos, a preços populares.

     Não era desconhecido de ninguém que seu Agajoel possuía uma grana preta, depositada em bancos brasileiros e em paraísos fiscais, tudo certinho, dentro dos conformes da lei. Um dia, ele adoeceu. Em que pese riquíssimo, não teve como evitar cair de numa horizontal hospitalar. Em pouco tempo, sua doença evoluiu tanto que ele chegou às portas da morte. Mas lutando tenazmente contra ela.

      A única alternativa que a família de Agajoel encontrou para atenuar o seu sofrimento, foi chamar o padre amigo Durvalino, com a recomendação de que o referido administrasse ao enfermo a indefectível “extrema unção”.

      Minutinhos depois da chegada do reverendo, seu Agajoel teve agravado o seu estado de saúde. Sem respiração, ele não conseguia falar. O coitado  fazia um esforço enorme para dizer alguma coisa. Aí, um sobrinho lhe deu um papel e uma caneta. Com muita dificuldade o moribundo pôde rabiscar um bilhete, que entregou ao padre. Este nem conseguiu ler o que estava escrito no papel porque a situação do velhinho piorou, ficou gravíssima. Vários médicos entraram em ação, mas não puderam fazer nada. Seu Agajoel terminou esticando as canelas.

     No enterro, tristeza geral. Foi, então, que o padre se lembrou do bilhete. Tirou-o do bolso e, emocionado, disse para os presentes:

     – Por favor, amigos! Nos últimos instantes de vida do nosso querido Agajoel, eu recebi um bilhete dele. Como esse grande homem foi durante sua existência um católico exemplar, eu tenho certeza que este bilhete traz palavras de rara inspiração espiritual. Gostaria de ler suas últimas palavras para todos.

     E todos silenciaram para ouvir a leitura do bilhete do finado:

     ” Padre. Chega um pouco para o lado, que você está pisando no tubo de oxigênio!”

 

 

Assim surgiu o cheiro do peixe!

 

     Logo depois que Adão e Eva experimentaram a primeira transa, Deus se aproximou de Adão:

     – E aí, meu filho, gostou?

     – Bom demais, Deus!

     – E a Eva gostou?

     – Ah, ela se amarrou também!

     – E cadê ela? – perguntou Deus.

     – Acho que está no rio se lavando.

     – Oh, não! – Deus desesperou-se. – Como é que você a deixou fazer isso?

     – E qual é o problema, Senhor?

     – Agora eu não vou conseguir nunca mais tirar aquele cheiro dos peixes!

 

 

Sem comparação

 

     Mal Ayrton Senna pisou em terreno celestial, São Pedro chegou junto:

     – Como é o seu nome, filho?

     – Ayrton Senna da Silva.

     – Ah, você é o campeão mundial de Formula-1, não é?

     – Sou eu mesmo…

     – Aquele que tinha uma ilha em Angra, um jatinho, um helicóptero e uma lancha?

     – Sou em mesmo!

     – Andava de Audi, Mercedes e outros carrões?

     – Sim senhor!

     – Morava em Mônaco, mas viajava no seu próprio jatinho quando queria visitar o Brasil?

     – Correto.

     – Aquele que traçou a Xuxa, a Adriane Galisteu e outras modelos maravilhosas?

     – É… mas eu… posso entrar no céu?

     – Claro! Mas você vai achar o Paraíso uma merda!

 

 

Só depois de morto!

 

     Mais pra lá do que pra cá, o velho Jacó Jatuba aguardava a hora da morte estirado numa cama. Nem se mexia mais. O médico já o tinha desenganado e o padre acabara de ministrar-lhe as últimas rezas. Só faltava mesmo morrer.

     De repente, seu Jatuba começou a sentir um aroma muito familiar – o cheiro de biscoitos que sua mulher costumava fazer e que ele adorava.

     Milagrosamente, o cheiro dos biscoitos renovou as forças do velho Jatuba, que se levantou da cama em que passara seus últimos meses. O velho doente, num sopro de vida, se arrastou pelo corredor da casa, entrou na cozinha e, com forças que nem ele soube de onde havia tirado, conseguiu chegar até a mesa, onde um monte de biscoitos, que ele adorava, exalava aquele cheiro delicioso. Quando se preparava para pegar um biscoitinho, levou um tabefe na mão e ouviu a voz de sua mulher:

     – Tira a mão dos biscoitinhos que eles são para o seu funeral!

 

 

Remédio milagroso

 

     Derrubadão, o coroa Odylo Amadeu foi ao médico:

     – Doutor Zé Dias, estou com um problema sério de performance sexual.

     E o esculápio:

     – Calma, meu amigo. Depois que o Viagra e outros congêneres foram lançados isso não é mais problema. Tome aqui uma receita de Viagra, e volte dentro de um mês pra me dizer como está sua performance.

     Um mês depois olha o cara retornando ao consultório do Zé Dias! Animadíssimo, ele desabafou:

     – Doutor, obrigado! O senhor salvou a minha vida. Esse remédio é um milagre!

     – Fico feliz em ouvir isso – disse o médico. – E o que sua esposa achou do efeito do remédio?

     – Não sei. Há um mês que eu não vou em casa!