Blog do Dresch

29 de abril de 2015

Um discurso de 5 horas

                   Como forma de homenagear o ex-senador por quatro legislaturas, Pedro Simon, o Senado lançou um livro que contém todo o discurso de despedida do politico, que aconteceu na sessão de 10 de Dezembro de 2014, e que durou cinco horas. O discurso, batizado de “Confesso que lutei”, foi considerado uma aula emocionante de ética na politica, e passou a fazer parte da história do Senado e do Brasil. Em um trecho da publicação, o político gaúcho afirma ter aprendido muito em todo o tempo em que exerceu o mandato, e que a Casa teria lhe oferecido muito mais do que ele ofereceu de volta.

“Confesso que lutei” 2

                   Disse Pedro Simon em um trecho na sua despedida: “Acho que fui mais consolado do que consolei nesta Casa; acho que fui mais compreendido do que compreendi; acho que fui mais amado do que amei; acho que recebi mais do que dei; acho que fui mais perdoado do que perdoei; acho que vivi mais do que morri. Mas, eu lutei. Confesso que lutei.” Simon nasceu em 1930, formou-se em Direito pela PUC-RS e se elegeu vereador em Caxias do Sul em 1958. Depois elegeu-se deputado estadual em 62,66,70 e 74. Depois foi Ministro da Agricultura por Tancredo e Sarney, e depois governador do Rio Grande do Sul. Em 1990 foi eleito Senador, cargo que ocupou por quatro vezes.

Tráfico e superlotação

                   O aumento absurdo da população carcerária no Brasil nos últimos anos, tem como motivo principal a prisão por tráfico de drogas. Segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, o país triplicou o número de pessoas presas por tráfico, elevando a população carcerária neste item de 50 mil para 150 mil entre 2005 e 2013. A relação entre drogas e a população carcerária foi tema de um debate esta semana, feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Segundo o Depen houve um aumento da população de presos no Brasil entre 2005 e 2013 de 60%, e o numero de pessoas presas por associação ao tráfico representa 46% deste total, e sem uma revisão nessa politica de aprisionamento é impossível buscar uma solução em curto prazo. O debate mostrou ainda que a lei brasileira estabelece uma distinção entre usuário e traficante, mas que a falta de critérios mais definidos tem dificultado a diferenciação e impactado no aumento da população dentro das prisões. Uma sugestão apresentada no debate foi a adoção da chamada audiência de custódia, quando o preso em flagrante seria apresentado ao Juiz em um prazo de 24 horas, funcionando como um filtro. Neste caso seria necessário buscar critérios referenciais de quantidade, para estabelecer a diferença entre o usuário e o traficante. Essa situação inclusive esta sendo debatida no Supremo Tribunal Federal.

 

Alagoas têxtil

                   A Cadeia Têxtil e de Confecções de Alagoas deve ganhar um novo estímulo a partir das próximas semanas. Uma reunião envolvendo técnicos da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo, representantes da Cadeia Têxtil, Sebrae e Sindicato do Vestuário, traçou planos para reestruturar o setor. Inclusive discutiu-se a possibilidade de incluir novos municípios no segmento (Major Izidoro, São Miguel dos Milagres, Maravilha, São Luiz do Quitunde, Poço das Trincheiras, Penedo e São José da Laje) e ainda sobre a situação dos Polos de Confecções de Delmiro Gouveia e Coruripe.

Acabar com o desperdício

                   Por incrível que pareça o Brasil é considerado um dos dez países que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção jogados fora na fase pós-colheita. Por isso mesmo a Organização das Nações Unidades para a Alimentação e Agricultura (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no país para conter o desperdício. A ideia da FAO é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisas para reduzir as perdas na produção e na pós-colheita dos alimentos. Ao governo caberá a melhoria da infraestrutura para o transporte dos alimentos, como existe nos EUA.

Acabar com o desperdício 2

                   Integrantes do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios da América Latina e Caribe da FAO consideram que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que têm deficiência na infraestrutura e manuseio, plantio errado, doenças e ainda enfrenta problemas com embalagens, transporte e armazenamento. Segundo o Comitê, os produtos são desperdiçados porque estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. É o caso dos frutos feios, jogados fora por não terem apelo comercial, mas que têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. Esse é o desperdício.

Acabar com o desperdício 3

                   As perdas no Brasil correspondem em média a 30% dos alimentos pós-colheita no caso dos frutos, e 35% no das hortaliças. A FAO considera que a população mundial esta em elevado nível de insegurança alimentar, uma vez que um terço de tudo é produzido é perdido. Isso corresponde a cerca de 1,7 bilhão de toneladas de alimentos, Na África, as perdas alcançam 60%. “São 50% só na fase de produção. Perdem mais 5% na distribuição, que eles não têm, e mais 5% na parte do consumidor”. Já na Alemanha, o desperdício é mínimo e isso torna a produção farta e bem mais barata na venda ao consumidor.

 

  • Faleceu ontem na cidade pernambucana de Araripina a senhora Maria Alice Muniz Falcão, que tinha 97 anos de idade. Integrante da família Muniz Falcão, muito conhecida de todos os alagoanos, pelo envolvimento dos irmãos na política local.
  • Maria Alice era irmã de Sebastião Muniz Falcão (ex-governador alagoano), Alcides (deputado), Djalma (deputado e Prefeito de Maceió), Pedro Camucé (vereador por diversas legislaturas) e Zé Muniz (ex-deputado e eterno candidato).
  • Mas a família é grande e a falecida ainda tinha outros irmãos menos conhecidos dos alagoanos como Expedita, Terezinha, Felisberto, Teodomiro e Manoel.
  • Se todo ocorrer dentro do previsto (ou se já não mudou) os deputados alagoanos deverão deliberar e votar hoje (quarta feira) os vetos do governador Renan Filho as emendas impostas pelos deputados ao projeto de Lei que regulamenta a 17ª Vara criminal da Capital.
  • E já esta na hora disso acontecer. Mais de quatro meses que os deputados empurram a decisão com a barriga, alguns com interesse pessoal, outros com a finalidade de barganhar o voto.
  • E acredite: depois de todo este tempo, tudo pode acontecer.