Ailton Villanova

27 de março de 2015

Um bebê caro demais!

     O libanês Salim Ali Fuad voltou de viagem à sua terra natal todo contente, mas logo se lhe apresentou um bom motivo para contrariar-se: sua única e adorada filha estava grávida.

     – Guem faz isso b'rocê, filhinha? Guem engravida bocê?

     E a garota, cabisbaixa:

     – Ai, babai… Foi Fuád, seu amigo.

     – O Fuad?! Ah, filha de mãe! Eu vai mata ele!

     Juntando ação as palavras, Salim enfiou o revolvão na cintura e foi procurar o desvirginador de sua excelsa e inocente filhinha.

     Chegou à loja do patrício aos berros:

     – Filha de mãe! Você engravida meu filhinha! Agora, eu vai mata bocê!

     E o Fuád, tremendo em cima do solado dos pés:

     – Calma, Salim! Bra que violência? Já chega de violência no Líbano. Olha, eu vai resolve broblema br'ocê. T'aqui um milhão de dólares bra bota na boupança. Quando criança cresce já tem futuro garantido.

     Salim abaixou a arma e disse:

     – Desculba, Fuád! Salim está nervoso!

     Mas quando estava indo embora, com a grana, naturalmente, se arrependeu e voltou. Apontou novamente o revólver para o Fuád e completou:

     – E se nascem gêmeos?

     – Bronto! Rasga esse cheque e leva outro de dois milhões bro futuro das crianças.

     Novamente Salim abaixou a arma e já estava se mandando quando girou nos calcanhares, mais uma vez:

     – E se nascem trigêmeos?.

     – Bronto! Rasga o cheque, que eu faz outro de três milhões.

     – Desculpa, Fuád. Sabe, Salim anda muito nervoso…

     Salim foi, mas daí a pouco voltou de novo, empunhando a armar:

     – Escuta, Fuád! Se criança nasce morta, bocê dá nova oportunidade bra meu filha?

 

 

Salvos, bem alvos!

 

     Erbitrônio entrou no hospital sentindo terríveis dores entre as pernas. Submetido a exames de urgência, o médico que o atendeu, que por sinal era português, foi peremptório:

    – Meu amigo, a solução pro seu caso é uma só!

    – E qual é, doutor? – perguntou o infeliz, apavorado.

    – Cirurgia! E tem que se agora!

    Depois da operação, doutor Joaquim Manuel chegou pro Erbitrônio e anunciou:

    – Tenho boas e más notícias para o senhor. A boa notícia é que salvamos os seus testículos!

    Erbitgrônio suspirou aliviado:

   – Graças a Deus! Obrigado, doutor. E qual a má notícia?

   O médico mostrou um frasco e completou:

   – Aqui estão eles…

 

 

Um caso de evolução anal

 

     O cara pegou uma doença filha da puta na região bucal e adjacências. Até sua garganta ficou enviável. O médico que o operou encontrou um singular paliativo, enquanto ele recuperava o movimento das vias normais:

    – Por enquanto você vai ficar comendo pelo ânus. De outro modo será impossível, dada a complexidade da cirurgia!

    Na primeira semana o paciente teve que tomar líquidos. Na segunda, já pôde comer arroz e feijão. Na terceira semana ele chegou ao consultório rebolando adoidado. O médico estranhou:

    – Êpa, rapaz! Por que você está andando desse jeito?

    E o cara:

    – Não é nada demais, não, doutor. Estou apenas mascando chicletes!

 

 

Um par romântico diferenciado

 

     Cleovículo e Silicônia, ambos médicos, formavam um par estranhamenrte romântico. Num fim de tarde, depois de mais um dia de plantão no hospital, eles se encontraram num recanto tranquilo e calmo e, bem juntinhos, de mãos dadas, observavam o pôr do sol.

    – Que belas cores do céu – disse ela, encostando a cabeça no ombro do amado. – Veja, amor, aquela nuvem alí da direita.

    – Estou vendo.

    – Ela tem a cor de um pulmão canceroso!

    E o doutor, suspirando:

    – Ah! E aquela outra lá tem as cores de um apêndice supurado!

 

 

Psiquiatria muito louca

 

     Aconselharam ao Edipaldo procurar um psiquiatra, porque ele estava se sentindo profundamente deprimido. Comodista ao extremo, ele optou por uma consulta via internet.

     Sintonizou determinado consultório e escutou a mensagem da secretária eletrônica:

     “Se você é obsessivo-compulsivo, tecle 1 repetidamente.

     Se você é muito dependente, peça para alguém teclar 2.

     Se você tem múltipla personalidade, tecle 2, 3, 4, 5 e 5.

     Se você é paranóico, nós já sabemos quem você é. Por favor, fique na linha enquanto rastreamos a sua chamada.

     Se você é esquizofrênico, concentre-se, que as vozes do além lhe dirão o número que você deve teclar.

     Se você é depressivo, tecle qualquer número, porque ninguém vai atender mesmo!”

 

 

Caçadores bastante atrapalhados

 

     Uma turma de quatro colegas médicos saiu para caçar patos. Eram um anestesista, um clínico, um cirurgião e um ortopedista.

     O primeiro a chegar foi o anestesista, armado de uma espingarda com tranquilizante, pois não queria machucar as aves. Molhou o dedo, ergueu-se e disse:

     – O vento não está favorável; vamos adiar a caça!

     Mas o clínico, que segurava uma pistola automática de precisão, não quis nem saber; passou a analisar um monte de bichinhos que estavam atrás de uma moita e falou:

     – Posso ver que se trata de aves, afinal, elas possuem asas, voam; são patos, provavelmente, já que tem bicos característicos desse tipo de animal, asas compatíveis com o que li nos livros e fazem aquele barulho peculiar, o “quá, quá, quá”. Mas mesmo diante desses dados não posso finalizar o diagnóstico. Antes, preciso de exames complementares.

     A seguir, ele abandonou a caçada.

     O cirurgião, com uma arma do calibre 12, olhou para outra moita e descarregou os seus cartuchos. Em seguida, explorou o campo e contou uma a uma as suas vítimas:

     – Este era pato, este não era. Este sim, este aqui não.

     Empunhando uma faca peixeira, veio finalmente o ortopedista, que perguntou aos colegas:

      – Ei, turma! Afinal, o que é um pato?