<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Leilão da Receita Federal tem dois iPhones 7 pelo preço de um]]> A Receita Federal irá realizar um leilão com diversas mercadorias apreendidas no Aeroporto Internacional de Guararapes, no Recife. Vários dos lotes disponíveis incluem iPhones 7, que serão arrematados em pares com preço inicial de R$ 3.000.

Atualmente, o preço do iPhone 7 mais barato no Brasil, com apenas 32 GB de armazenamento, é de R$ 3.500. Ou seja: com o preço inicial dos lotes, seria possível adquirir dois iPhones com o preço inferior ao de um aparelho vendido pelos canais convencionais de comércio.

São 58 lotes no total, com inúmeros produtos de todas as categorias, incluindo outros eletrônicos, mas o destaque são 27 lotes de iPhones 7 com diferentes cores e capacidades, todos com dois celulares e valor mínimo de R$ 3.000.

O edital informa que tanto pessoas físicas como jurídicas poderão participar do leilão, mas alguns dos lotes são limitados a empresas. As pessoas que arrematarem alguns dos lotes poderão consumir os produtos por conta própria, mas apenas as empresas que conseguirem os produtos terão autorização para comercializá-los.

As propostas podem ser enviadas a partir do dia 24 de maio e o período de recebimento de se encerrará em 5 de junho. A fase seguinte do leilão começa no dia seguinte, 6 de junho. Se você ficou interessado, você pode acessar este link para ir ao site que reúne os leilões da Receita Federal. Basta acessar o link que mostra o Aeroporto Internacional de Guararapes como unidade executora do leilão.

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<![CDATA['Empresas e órgãos públicos devem melhorar segurança cibernética']]> O ciberataque global com o vírus WannaCry, que infectou milhares de computadores em diversos países do mundo na semana passada, acendeu o alerta para a importância da segurança cibernética no mundo corporativo e em órgão públicos. Essa cultura de prevenção para diminuir o risco de ataques e prejuízos para as empresas ainda não está disseminada como deveria no Brasil, disse o presidente da SaferNet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira.

O especialista lembra que, no ataque da semana passada, só foram infectadas máquinas que estavam com o sistema operacional desatualizado, e a atualização estava disponível há dois meses. “Essa é uma constatação que comprova que as boas práticas de segurança que deveriam ser seguidas por todos, tanto usuários finais e principalmente usuários corporativos, não têm sido seguidas”, diz Oliveira, que também é presidente da Câmara de Direitos e Segurança do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Oliveira diz que os usuários só percebem a importância de fazer um backup de seus dados quando perdem um pen drive ou quando o disco rígido do computador queima. “Isso vai desde as pequenas, médias e grandes empresas até órgãos públicos e o usuário final, que não têm grandes estruturas para dar suporte. E, junto com isso, se vão as fotos da família, os arquivos de trabalho e até informações confidenciais do usuário, que correm o risco de se tornar públicas

Prevenção e treinamento de funcionários

Outros especialistas em segurança da informação também alertam para a necessidade de melhorar as práticas de prevenção nas empresas. Para a diretora da Consultoria FTI, Thais Lopes, as empresas brasileiras ainda têm um nível de maturidade menor com relação à preocupação com ataques cibernéticos. “Mas isso está mudando, estamos dando os primeiros passos com relação à segurança das comunicações das empresas, tanto públicas quanto privadas”, avalia.

Ela cita pesquisa feita com mais de 500 executivos em diversos países, que mostra grande preocupação com o risco de ataques cibernéticos, tanto para prejuízos financeiros quanto para a reputação da empresa. Segundo a especialista, as empresas devem não apenas investir na área de tecnologia da informação, mas também treinar seus funcionários para saber como reagir e conhecer os possíveis tipos de ataques.

A falta de preocupação dos brasileiros com sua segurança digital também chama a atenção do presidente da empresa Psafe, especializada no assunto, Marco DeMello. Segundo ele, em geral as empresas e os usuários brasileiros não se preocupam “nem de perto” do que deveriam com aasegurança digital. “Está na hora de as pessoas acordarem e terem mais cuidados com atualizações, senhas, redes sociais, aplicativos e sites que acessam. Não adianta trancar a porta de casa todos os dias e sua senha ser 12345. Sua vida digital estará totalmente exposta”, alerta.

Um cenário ainda mais sombrio é desenhado pelo especialista Dani Dilkin, diretor de Risco Cibernético da consultoria Deloitte. Ele alerta que nas próximas semanas o mundo poderá sofrer outros ataques, que serão variações do WannaCry. As causas, segundo ele, são o aprimoramento das técnicas de desenhos de programas maliciosos e a publicação de ferramentas que podem ser usadas para explorar a vulnerabilidade de outros sistemas. “Vamos ver, a partir daqui, esse tipo de incidente que aconteceu na semana passada o tempo todo”, prevê.

Banco do Brasil já havia se preparado

Todos os dias, o Banco do Brasil (BB) é alvo de ataques cibernéticos de toda natureza, desde os mais clássicos, como vírus, até os mais sofisticados, como o que atingiu diversas empresas na semana passada. “São centenas de milhares de ataques que empresas como a nossa estão sujeitas a receber. Todos os dias, minutos e segundos, o banco detecta, intercepta e bloqueia esses ataques”, diz a gerente da Unidade de Arquitetura e Governança de Tecnologia da Informação do Banco, Mônica Luciana Martins.

Segundo ela, o BB já havia sido alertado para um possível ataque como esse, e se preparou com atualizações de softwares e bloqueios de vulnerabilidades. Atualmente, cerca de 120 funcionários trabalham para garantir a segurança dos dados da instituição.

O banco tem um comitê de prevenção, que se reúne a cada dois meses, para definir medidas de segurança que serão implementadas, de acordo com os objetivos de negócio da empresa. A política estratégica de segurança é revista pelo menos a cada ano.

Também são realizadas campanhas internas, cursos a distancia e presenciais e várias ações de comunicação para disseminar a cultura de segurança da informação para os funcionários. “Para disseminar a consciência de que as informações dos clientes e do banco têm extrema importância para nós, é um ativo de altíssima importância e deve ser tratada de forma correta”, diz o gerente de Segurança Institucional do BB, Adilson Augusto Lobato.

As determinações para funcionários vão desde orientações sobre abertura de e-mails, arquivos que podem ser salvos, onde devem ser armazenadas as informações corporativas, o uso do e-mail corporativo apenas para serviço e os cuidados com credenciais de acessos. Os servidores também são orientados sobre como tratar as informações corporativas, até o que pode ou não fazer em redes sociais e em aplicativos de trocas de mensagens.

Segurança elevada para dados do governo

O gerenciamento de sites, sistemas e e-mails do setor público federal é feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). “Trabalhamos para ter um padrão de segurança elevadíssimo”, diz a presidente do órgão, Glória Guimarães.

Além da aplicação de “vacinas”, que são antivirus para evitar que as redes e computadores sejam infectados, o Serpro atua com um Grupo de Resposta Rápida a Ataque, que bloqueia imediatamente qualquer entrada de ameaças. “Estamos sempre colocando todas as nossas posições atualizadíssimas com relação à segurança e educação”, diz a presidente do Serpro,

Segundo ela, também é feito um trabalho de educação dos servidores para evitar problemas de segurança. Entre as orientações estão a de desligar os computadores à noite, não abrir e-mails ou mensagens maliciosos e fazer backup das máquinas para salvar os arquivos. O sistema de e-mail utilizado pelo Serpro, chamado de Expresso, utiliza criptografia de ponta a ponta para garantir a segurança das informações enviadas e recebidas.

Também são de responsabilidade do Serpro os serviços da Receita Federal, como a declaração do Imposto de Renda. “A vida fiscal de todo cidadão está aqui, por isso temos que ter bastante cuidado e critério com essas informações”, diz Glória.

Regras de ouro

Além das empresas, os usuários comuns devem incorporar, no seu dia a dia, hábitos para garantir a segurança de dados, como o uso de antivirus e a realização periódica de backup dos dados.

“É o preço que se paga para se manter seguro online. Da mesma forma que você faz seguro de carro e plano de saúde para não usar, deve fazer o backup para não precisar usar, mas, se precisar um dia, ter aquela segurança”, diz o presidente da SaferNet, Thiago Tavares Nunes de Oliveira.

Ele dá cinco “regras de ouro” para garantir a segurança do uso da internet:

1 – Manter o sistema operacional sempre atualizado. As atualizações de segurança dos sistemas tanto de computadores quanto de celulares devem ser feitas regularmente, de preferência de forma automática.

2 – Manter um antivirus atualizado. “Não se concebe hoje usar um computador sem antivirus atualizado”, diz o especialista.

3 – Ter sistemas de antispyware e antimalware, que protegem contra códigos maliciosos que interceptam as comunicações. É similar ao antivirus, mas tem a finalidade de impedir programas espiões.

4 – Manter um backup atualizado dos dados, de preferência em um HD externo

5 – Ter muito cuidado com os links que você clica por aí. Normalmente, o vetor de propagação dos virus e códigos maliciosos se dá por e-mail e por mensagens instantâneas. Então, isso vem normalmente na forma de um link, isso pode infectar sua máquina.

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<![CDATA[Muito além da inovação]]> Mais que montar robôs e colocá-los para funcionar. A robótica voltada para o ensino tem sido uma aliada no aprendizado. A relevância do assunto é tratada como unanimidade por professores da área que acreditam que o conteúdo ajuda também nos relacionamentos e na evolução pedagógica. Já para os alunos, o encantamento com os ‘brinquedinhos’ fica escancarado a cada aula.

Em Alagoas, diversas escolas e universidades têm apostado na robótica como instrumento de aprendizagem. Quer seja como diversão, ou como profissão, a robótica tem viabilizado no estado espaços de trabalho e conhecimento.

Na rede pública de ensino, 50 escolas estaduais integraram a robótica desde 2016 como disciplina eletiva para o ensino médio. Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a intenção é viabilizar até o fim do ano a modalidade em outras 45 unidades espalhadas pelo estado.

Já as escolas particulares são pioneiras quando o assunto é robótica para crianças. Desde muito cedo, a partir dos nove anos, os alunos são iniciados no tema. Utilizando blocos de encaixe, eles se divertem projetando o futuro. O professor Eduardo Cerqueira trabalha há oito anos com robótica. Para ele, os benefícios ultrapassam os cálculos, fórmulas e programações.

“Além de melhorar o entendimento dos alunos naquelas disciplinas de exatas, como Matemática e Física, fica mais palpável para eles não ficarem só na teoria. Mas não é só isso, a gente também consegue desenvolver neles outras habilidades como o trabalho em equipe. Porque para você construir e programar, o aluno não consegue ter o mesmo desempenho sozinho. É melhor trabalhar em equipe. E aí eles acabam conseguindo lidar com as diferenças de um com o outro. Isso aí eu acho que é o maior ganho. A gente percebe a evolução do aluno neste sentido. Alunos que são individualistas, a partir do momento que começam a trabalhar com robótica começam a reconhecer as habilidades de cada um e conseguem um resultado melhor quando se juntam”, avalia.

Outras disciplinas, além das exatas, são levadas para as aulas, chamadas oficinas de tecnologias, como a Língua Portuguesa e o Inglês Instrumental que auxiliam nos conteúdos de robótica.

Segundo Eduardo Cerqueira, alguns de seus alunos já chegaram a participar de torneios e estão atualmente trabalhando com robótica educacional. “A robótica tem crescido muito e muitas escolas têm aberto as portas. A demanda tem sido grande. Esses alunos que passam por competições saem com grandes habilidades e se tornam também professores da área”, diz.

Brincadeira de encaixar peças estimula aprendizado de crianças

Crianças do 5º ano de uma escola particular no bairro da Gruta de Lourdes, em Maceió, recebem uma vez por semana noções de robótica. A utilização de peças de encaixe ou os chamados ‘legos’ para a confecção dos robôs é o primeiro passo para que elas entendam o funcionamento das máquinas e também recebam um reforço no aprendizado de outras disciplinas. É o que explica o professor Alfredo Barbosa.

“Cada série tem um número de projetos cada vez mais dificultando a montagem. Aí a gente também tem um dia de aula livre para que eles desenvolvam o que eles imaginam. Outro dia é dedicado para aula disciplinar, para arrumação das maletas. Muita coisa eles vão desenvolvendo por conta própria, vão buscando alternativas. Isso ajuda na tomada de decisões. Quando eles começam é muito lúdico, é aprender brincando, mas já tivemos projetos muito interessantes desenvolvidos por alunos daqui”, diz Barbosa.

O professor conta que o momento ideal de ensinar é a partir do 4º ano, onde as crianças já têm uma linha de raciocínio e concentração para realizar as tarefas.

Maria Fernanda, de 11 anos e aluna do 5º ano, faz aulas desde o ano passado. A menina mais parece gente grande e consegue definir bem o que a robótica representa em seu cotidiano escolar.

“Eu gosto, com certeza, dos projetos que disponibilizam para a gente. Ano passado, no 4 º ano, a gente conseguiu fazer a maior parte dos projetos que passaram para a gente. Esse ano a gente está trabalhando num veículo sanfona, um carro que parece uma sanfona [risos]. Isso é uma coisa nova e coisas novas são boas porque nos dão novas experiências”, reflete a pequena.

Já para Vitória Maria Teixeira, de 10 anos, as aulas de robótica são o momento perfeito para a diversão. Ela conta que as aulas têm servido para entender o funcionamento dos objetos e não esconde a satisfação em participar.

“A aula livre é muito boa porque a gente pode montar o que quiser, usar a imaginação e a criatividade. Achar as peças, as mais difíceis para mim, é a melhor parte. Só é ruim quando a gente não acha as peças. Aí acaba o tempo e a gente tem que ir para a sala”, conta.

Sílvia de Sá Angelo, de 10 anos, também fez questão de dar sua opinião. “Eu acho as aulas muito legais. Eu gosto muito. Eu nunca tive lego em casa. Aí, ano passado, no 4º ano a gente começou as aulas de robótica. Aí, eu comecei a mexer e comecei a gostar muito. Eu gosto de montar e gosto também quando o tio conta histórias que são lições para a gente”, diz a menina.

Após um ano de implantação, escola participa de competições

Na Escola Estadual Geraldo Melo dos Santos, no bairro Cidade Universitária, em Maceió, a robótica foi incluída em março de 2016, mesmo período em que o projeto Robótica nas Escolas da Seduc foi implantado no estado.

Fernanda Silva Rodrigues, professora de Física da Geraldo Melo, é responsável pelas aulas de robótica em todas as turmas do 2º ano do ensino médio na escola. Ela explica que antes de começar a ministrar as aulas, foi feita uma capacitação visando utilizar os conteúdos programáticos da disciplina aplicados à robótica.

Pouco depois de completar o primeiro ano com o projeto, a escola já reúne participações em competições. Fernanda ressalta o entusiasmo dos alunos em participar das aulas, alguns chegam antes do horário marcado só para ter mais tempo com os robôs.

“Três de nossos alunos participaram do campeonato realizado no ano passado. Isso é algo muito novo, que impressiona eles. Eles adoram”, reforça a professora.

A escola recebeu kits com os materiais e oferece como disciplina eletiva para as turmas de 1º e 2º ano do ensino médio. Uma vez na semana eles têm aulas. A turma da professora Fernanda conta hoje com 16 alunos.

Como o programa é recente, alunos do 3º ano não puderam participar de imediato porque não havia o acompanhamento nos anos anteriores. Só a partir do ano que vem é que a opção será possível para os concluintes do ensino médio, destaca a professora.

É o caso de José Emanuel da Silva, de 16 anos. Ele é aluno do 2º ano e participa desde o início do projeto na escola.

“Já tinha algum interesse no assunto. Aí, quando disseram que tinha robótica, gostei da ideia e quis participar das aulas. É bom porque além de aprender mais eu estou fazendo uma coisa que gosto. Não sei se vou trabalhar futuramente nisso, mas gosto de montar, minha parte preferida é a montagem”.

Os alunos se divertem com as várias possibilidades que os encaixes oferecem. A professora diz que dá liberdade para eles criarem seus próprios modelos.

“O kit vem com um manual explicando como cada robô deve ser montado. Mas eu tive uma ideia e eles gostaram bastante, que era deixar o manual de lado e cada um criar o seu. Foi ainda melhor porque cada robô é único, reflete cada um deles”, acrescenta.

Fernanda diz que já tem percebido resultados em sala de aula, pois os alunos que fazem as aulas de robótica se sobressaem em relação aos demais. “São alunos que já tinham certo interesse pelo assunto. Depois que começaram a fazer esse tipo de aula, estão mais empenhados, questionam mais, tiram mais dúvidas. A robótica trouxe ganhos indescritíveis”, aponta.

Projeto leva saber a alunos do antigo Lyceu

Celeiro de grandes ideias, os grupos de extensão das universidades são destaques na produção de ciência. Na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), um projeto tem levado parte desse conhecimento a alunos do 9º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Edmilson Pontes, o antigo Lyceu Alagoano.

Com pouco mais de três anos de existência, o projeto coordenado pelo professor de Engenharia da Computação, Leonardo Viana, faz uma ponte entre escola e universidade.

“Começou com um pessoal que ensinava introdução à lógica, à programação, mas não tinha computador nem nada. Aí isso evoluiu. Depois, a gente conseguiu o primeiro robô. Em seguida, mais quatro robôs e se tornou suficiente. Desde 2014, eu estou à frente”, explica Leonardo.

O professor diz que o projeto foi evoluindo aos poucos, principalmente pelo interesse dos alunos, que fazem questão de participar. As aulas são oferecidas uma vez por semana, das 14h às 16h, na sede do projeto no Campus da Ufal em Maceió. Os alunos frequentam as aulas convencionais no turno da manhã, almoçam na escola e a direção viabiliza o transporte para a Ufal.

“A coisa toda parece brincadeira. Eles não estão em horário de aula. Eles estão aqui porque querem. Em 2015, a gente tinha dois bolsistas que iam até a escola deles. Os meninos ficavam todos os dias depois das aulas na escola. Aí, os bolsistas foram embora e eles continuaram indo todos os dias. Deu até certo trabalho e confusão que foi preciso a diretora liberar almoço para eles. Eles ficavam depois da 13h, depois queriam ficar até às 15h, depois até às 17h. Eles ficam por vontade própria. Agora eles estão vindo para cá. Esses alunos são do 9º ano, mas já teve aluno até do 6º ano envolvido”.

Leonardo Viana conta que os conteúdos vão sendo trabalhados de forma integrada e simultânea. “Eles aprendem um pouco de programação, a parte de montagem, a parte de trabalho em equipe e, ao mesmo tempo, a gente fica incentivando eles a estudarem matemática”.

Caio Souza é bolsista do projeto e aluno do 8º período de Engenharia da Computação na Ufal. Ele afirma que já teve outras experiências com robótica e, embora não pretenda trabalhar na área, avalia como positivo o interesse das crianças pelo assunto.

“É muito divertido mexer com os robôs e para as crianças ainda mais. É muito importante tirar elas da ociosidade para que elas estudem mais. A brincadeira de lidar com o robô acaba estimulando os alunos a se motivarem. Isso permite uma formação diferenciada”, explica Caio.

Para Leonardo Viana, cada conquista dos alunos incentiva os colegas, aumentando o interesse dos demais pela atividade.

“Então, ali por conta própria, eles estão estudando matemática para desenvolver o que eles precisam. Em princípio, você incentiva a estudar, a participar das competições. Têm dois meninos que começaram em 2015, já foram à Brasília, Salvador. Os novatos entraram incentivados por eles. Incentivar a atividade extraclasse, na verdade, é o que chamamos de pedagogia voltada a projetos e a robótica tem muito isso”, reforça o professor.

Para Tchuany Suely, de 14 anos e aluna do 9º ano, a robótica mudou o conceito que ela tinha em relação à matemática. O gosto pelos robôs aguçou o aprendizado de cálculo.

“Fiz robótica quando estudei em outra escola, eu tinha 12 anos. Aí, surgiu a oportunidade, eu fiz a prova, mas nem achava que ia passar. Aí, eu passei. Tem sido interessante. Pretendo me aprofundar mais em matemática. Gostei muito. Robótica é legal. Na verdade, eu nem gostava tanto assim de matemática [risos], mas agora estou gostando”, conta entusiasmada.

De mentes abertas para os conteúdos, as crianças vão além, levam consigo o aprendizado que, segundo o professor, fica para o resto da vida.

“O que fica sobre a robótica é o seguinte: usa a matemática, usa o trabalho em equipe, usa programação. Isso fica para a vida. Esses ganhos de você ver uma coisa sendo aplicada é o que importa. Você tem um problema e tenta achar uma solução. Alguns desses alunos vão fazer engenharia. Outros vão trabalhar no comércio. Mas o que fica é esse conhecimento de como trabalhar, o conhecimento lógico, que vai acompanhar para a vida”, detalha Viana.

Produção científica local garante economia

O Núcleo de Robótica do Centro Universitário Cesmac começou a ser planejado no ano passado. Apesar de recente, o núcleo já tem rendido frutos. O professor do curso de Sistemas da Informação e coordenador do Núcleo, Mozart de Melo, explica que antes mesmo de ser oficializado, já havia projetos em desenvolvimento seis meses antes, alguns deles em função de Trabalhos de Conclusão de Curso.

O primeiro produto executado pelo grupo é um robô que será colocado em funcionamento para um trabalho de pesquisa e identificação de uma praga nos Corais do Estado.

“A gente está finalizando um projeto voltado para a parte de ecologia e meio ambiente, na parte dos corais. A gente está fazendo um robô para inspecionar os corais do estado de Alagoas em busca de uma praga que é o coral-sol. A nossa ideia é desenvolver uma espécie de submarino, um veículo aquático controlado que vai inspecionar. A gente vai ter câmera, posicionamento, filmagem debaixo d’água inspecionando os corais. Nesse projeto especificamente, temos cinco alunos e mais dois professores, um de Engenharia e eu, de Sistemas da Informação”, diz o coordenador.

Segundo o professor Mozart de Melo, para conseguir o mesmo robô para a pesquisa seria necessário desembolsar US$ 50 mil. Considerando a variação da cotação do dólar, isso representa algo em torno de R$ 154 mil. O robô produzido pelo núcleo tem custo total de R$ 5 mil, economia de mais de R$ 149 mil.

“Já estamos na fase final, temos a patente. Estamos finalizando a carenagem para colocar em funcionamento. Os testes já foram realizados. Fizemos uma bateria de testes. O grande diferencial desse produto é que algo similar a ele hoje no mercado custa algo em torno de US$ 50 mil e a gente está criando esse robô com apenas R$ 5 mil”, destaca.

O projeto não fica limitado apenas ao curso de Sistemas da Informação, abraça cursos como Engenharias e Arquitetura, proporcionando troca de experiências.

“A gente tem mais envolvido o pessoal de Sistemas da Informação, mas a gente tem dentro do projeto alunos de Engenharia Elétrica, Arquitetura e Engenharia Civil. O núcleo auxilia projetos de extensão. Tudo voltado para pesquisa. Incentivar o aluno a produzir, pesquisar para só então fazer a elaboração do produto. O produto é a parte final. Por trás disso há todo um processo de pesquisa para viabilizar”, garante.

“É uma visão prática daquilo que ele [aluno] teria teoricamente. Então, por mais que eles tivessem feito como fizeram no TCC, o mal do coral-sol, o que ele afeta, porque na verdade o coral-sol vem se hospedar em cima do nosso coral e mata nosso coral. Por mais que ele tenha feito toda essa pesquisa, se ele não chegar numa solução para a sociedade, colocar em prática, era um produto pela metade. O núcleo, a robótica, permitiu que a gente pudesse de fato tornar o que era teórico, prático. Um produto que de fato pudesse ajudar”, expõe.

Além deste, o Núcleo tem trabalhado em projetos na área da saúde, mas, segundo o professor, estão em desenvolvimento sob sigilo para garantir a viabilidade e execução.

Para Mozart de Melo, a robótica aliada ao ensino garante para o aluno um diferencial em relação ao conteúdo teórico convencional. Ele acredita que fundamentar o trabalho com a pesquisa científica é primordial para o sucesso dos projetos.

“Vou tomar como exemplo esse projeto que a gente está trabalhando. Do ponto de vista inicial, o que a gente pode dizer é que eles [alunos] aprendem o que é pesquisa. Percebem que não é apenas montar um robô e colocar na água. Há todo um porquê de teste, da simulação, da verificação. O nosso robô mesmo a gente teve que testar a hélice. A gente teve que testar força do motor, empuxo, material mais adequado para que não pesasse na hora de flutuar. Tudo isso é pesquisa. É interessante a tecnologia, a robótica em si, porque vem para motivar e ao mesmo tempo permitir que eles aprofundem o aprendizado, mas a pesquisa ainda é a base de tudo”, pontua.

Desafio internacional promove reflexão de valores humanos

Alunos de robótica da Escola Sesi, liderados pelo professor Eduardo Cerqueira, participam pela segunda vez consecutiva do Campeonato Aberto Europeu de Robótica, este ano realizado na Dinamarca.

Os sete alunos foram vencedores da etapa Nordeste em fevereiro, que aconteceu em Salvador, e ficaram com a terceira colocação na etapa nacional, o que garantiu a vaga na disputa entre países. O professor Eduardo Cerqueira diz que a equipe é formada por quatro alunos que já concluíram os estudos e outros três que estão no ensino médio.

“Essa é a segunda temporada que a gente participa. Ano passado também conseguimos a vaga. Em 2016, o torneio aconteceu na Espanha, este ano será na Dinamarca. Iremos embarcar no dia 23 de maio. São cerca de 100 equipes de 70 países disputando a competição”, detalha.

Cerqueira explica que o torneio propõe desafios em três áreas de atuação. O tema deste ano são os animais. A equipe participará de três momentos, um deles relacionado à pesquisa onde os alunos terão que apresentar soluções para uma problemática mundial identificada por eles.

“Nós desenvolvemos um protetor auricular canino. O tema da temporada é sobre animais e a gente tinha que encontrar um problema e uma solução que envolvesse um humano e um animal. Alguns participantes que têm cachorros identificaram que a otite canina é algo comum. É um problema no canal auditivo do cão e isso acontece no mundo todo. A solução encontrada foi muito simples e ao mesmo tempo inovadora, que não existe no mercado de pets. Nesses momentos que têm fogos de artifício, estão desenvolvendo um tipo de produto para barulho extremo, mas para banho não. Já testamos em cães do Bope e do Neafa em Maceió e já conseguimos a validação desses dois lugares. Estamos desenvolvendo inicialmente de forma artesanal, mas já estamos com um protótipo industrial, mais profissional. Vamos levar para o torneio as duas propostas”.

Além do apoio do Sesi, o grupo também tem o suporte da Ufal para a modelagem do produto.

A outra etapa da competição consiste em projetar um robô para desafios em um determinado espaço de tempo. E a terceira fase apresenta oito valores humanos a serem desenvolvidos pelas equipes, também fora das competições.

“O desafio do robô onde eles precisam projetar, construir um robô para cumprir desafios em dois minutos e meio e ter ligação com o tema da temporada que são os animais”.

O professor diz que a competição propõe a reflexão dos alunos em relação aos valores humanos. São oito princípios apresentados que serão cobrados durante a competição e que, segundo Cerqueira, são internalizados pelos competidores.

“São oito valores aplicados na competição. Valores principais, onde eles vão levar para a vida deles. Lidar com as diferenças, respeitar o trabalho do outro, apesar de estarmos concorrendo, somos todos de um time só, todos se ajudam. A competição não lida apenas com robôs, os alunos precisam entender que ali não existem só robôs, existem seres humanos”, destaca Eduardo Cerqueira.

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<![CDATA[Telegram se antecipa ao WhatsApp e anuncia pagamentos pelo aplicativo]]> O Telegram anunciou novidades. A partir de agora, os usuários serão capazes de enviar mensagens de vídeos e, em breve, também poderão efetuar pagamentos através do próprio aplicativo.

Segundo a empresa, os usuários que tiverem instalado o Telegram 4.0 ou versões mais recentes poderão solicitar produtos e serviços aos bots que estão sendo desenvolvidos, sendo que o pagamento poderá ser realizado na própria conversa através do botão "Pagamento". Ao tocar nele, são pedidas algumas informações de cartão, endereço de entrega e confirmação de pagamento.

As mensagens de vídeo já estão disponíveis e, para enviar, basta o usuário pressionar o ícone do microfone até que ele se transforme em modo câmera; em seguida, deve tocar e segurar o ícone da câmera e gravar a mensagem de vídeo. Quando a gravação estiver pronta, é só soltar o botão de gravar e enviar a mensagem.

Além disso, também é possível enviar mensagens de vídeo públicas através da ferramenta “Telescope” - uma plataforma de armazenamento de vídeos dedicada aos que utilizam o formato como forma de comunicação.

Todo canal público no Telegram tem uma URL do Telescope, como telesco.pe/channel_name, na qual todas as mensagens de vídeo são disponibilizadas para a rede, o que significa que até pessoas que não tenham uma conta no Telegram podem acessar esses vídeos.

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<![CDATA[Golpe de internet promete aúdios de Michel Temer em mensagem]]> Sempre que há um grande evento, o cibercrime vê a oportunidade de lucrar em cima dele. Com as denúncias de que o presidente Michel Temer foi gravado em áudio dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, não demorou muito para surgir um golpe na internet prometendo acesso ao áudio.

Trata-se do tradicionalíssimo ataque de phishing, que apresenta uma motivação falsa para que o usuário forneça seus dados ou instale algo que não deveria em seu dispositivo, sempre com fins maliciosos.

No caso deste ataque, a distribuição da informação falsa acontece por e-mail. Na mensagem atribuída ao jornalista Lauro Jardim do jornal O Globo, o usuário é levado a um site malicioso e, obviamente, não vai conseguir escutar os tais áudios incriminando o presidente, como informa a Folha de S. Paulo.

Não seria surpresa que outros métodos de disseminação de golpes também recebam variações do ataque. O WhatsApp, por exemplo, costuma ser um espaço de proliferação desse tipo de desinformação por parte do cibercrime; não há relatos do uso do aplicativo para esse fim até o momento.

Vale lembrar que, apesar de os áudios provavelmente existirem, visto o escândalo causado em torno deles, eles ainda não foram publicados por nenhum veículo de imprensa.

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<![CDATA[Governo de Alagoas facilita acesso aos dados orçamentários do Estado]]> O Portal do Orçamento, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), vem desempenhando um papel essencial, trazendo mais transparência nas execuções orçamentárias e incentivando o cidadão a conhecer e fiscalizar onde está sendo gasto todo o dinheiro que circula por Alagoas.

Por meio da plataforma, os alagoanos podem acompanhar, de forma facilitada, se as despesas programadas na Lei Orçamentária Anual (LOA) estão sendo cumpridas devidamente e em consonância com as arrecadações do Estado. Dessa forma, é possível saber, de acordo com o interesse do cidadão, como está se desenvolvendo o orçamento de cada órgão público estadual.

“O portal é um meio que veio para trazer mais transparência e facilidade aos alagoanos. Com ele, toda a população pode acompanhar o valor que está sendo pago mensalmente por cada secretaria com a despesa de pessoal, custeio, contrato com pessoas jurídicas, investimentos”, explica o superintendente de Orçamento Público da Seplag, Wagner Sena.

De acordo com ele, a plataforma é uma fonte segura e tem o intuito de aumentar cada vez mais a participação popular na gestão pública de Alagoas.

“Com essa transparência fica muito claro para a população como ela pode questionar os valores que fazem parte da execução orçamentária do Estado, como ela pode ver se as prioridades da gestão estão de acordo com as necessidades do todo. Com isso, plantamos uma semente e criamos agentes mais ativos dentro da nossa sociedade”, explica Wagner Sena.

Segundo o secretário titular da Seplag, Fabrício Marques Santos, antes da criação do portal, manter-se por dentro da execução orçamentária do Estado era um processo bem mais burocrático.

“A população tinha que solicitar os dados na Seplag ou acompanhar pelo Portal da Transparência, que apresenta as mesmas informações, mas de maneira bem menos prática e didática. Hoje em dia, com o portal, os dados são abertos, representados por gráficos, separados por tópicos, e podem ser utilizados por qualquer pessoa, em qualquer lugar do país. Além disso, a população pode ter o contato direto com a nossa equipe, que está disponível para tirar dúvidas e responder a quaisquer outros questionamentos da área”, completa o gestor. 

Videoaulas aproximam população

Na opinião do superintendente, entretanto, o portal não é o suficiente para suprir a lacuna que existe entre a população e o Orçamento Público. Para ele, é preciso pensar além e criar outras formas de estreitar ainda mais a ponte existente entre a máquina pública e a sociedade. E foi justamente esse o impulso para o nascimento do projeto Orçamentando que, uma vez por mês, trará videoaulas didáticas para desmistificar tudo o que estiver relacionado ao orçamento.

“A ideia veio justamente desse entendimento que nós temos de que dar a informação pelo Portal do Orçamento não é o bastante. Os vídeos são uma forma de fazer com que os alagoanos se familiarizem cada vez mais com os conceitos dessa área e que, com isso, saibam navegar tranquila e conscientemente pelo Portal do Orçamento”, afirma Wagner Sena. 

Para ele, projetos como esses são os desenhos de passos iniciais para uma mudança de cultura em Alagoas, que vem construindo cidadãos cada vez mais participativos e motivados pela transformação.

“As pessoas costumam se subestimar muito, e a ideia aqui é quebrar com esse costume, mostrando que nada é tão difícil quanto parece. A partir do momento em que a gente leva o conhecimento para uma população, começamos a desenvolver uma sociedade com maior senso crítico, que vai saber se fazer ser ouvida. Esse é um compromisso que o Governo assume, mas é uma via de mão dupla, a população também tem que fazer a sua parte e participar”, afirma o superintendente.

Acesso

O primeiro vídeo da série já está disponível no site orcamento.dados.al.gov.br/. Para acompanhar a série é só se manter de olho na plataforma.

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<![CDATA[Estudantes já podem baixar o aplicativo do Enem]]> O aplicativo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está disponível a partir de hoje (17) para download. Para garantir a segurança na utilização da ferramenta, o app deve ser baixado direto da loja de aplicativos do seu celular - Google Play e App Store – e o usuário deve confirmar se o nome do desenvolvedor é o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Disponibilizado pela primeira vez no ano passado, desta vez o aplicativo terá uma seção de notícias e acesso liberado ao público geral, permitindo que pais, professores e jornalistas acompanhem as áreas que não exigem login do participante. Outra novidade é a liberação dos espelhos de redação no app.

O aplicativo disponibiliza informações tanto antes do exame, com dados da situação da inscrição, cronograma, locais de provas e o Cartão de Confirmação, quanto após o exame, com o gabarito, o resultado individual e o espelho da redação.

A função Alerta permite ao usuário selecionar informações sobre as quais deseja ser notificado quando ocorrerem atualizações no cronograma. Também é possível fazer um checklist das ações concluídas durante as etapas do exame, facilitando o acompanhamento de pendências. No Mural de Avisos, o participante pode acessar comunicados oficiais do Inep. A seção Perguntas Frequentes ajuda a esclarecer dúvidas.

Após a instalação do app no celular ou tablet, o participante deve inserir o CPF e a senha cadastrada no Sistema de Inscrição do Enem. O aplicativo é gratuito e está disponível para os sistemas Android e IOS.

Inscrições 

Até as 11h desta quarta-feira, 4,5 milhões de candidatos se inscreveram no Enem. As inscrições podem ser feitas até o dia 19, pelo site do exame. As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. Para concluir a inscrição, o candidato deve pagar a taxa de R$ 82. O prazo para pagamento vai até o dia 24 deste mês.

Pelas regras do edital, estão isentos da taxa os estudantes de escolas públicas que concluirão o ensino médio este ano, os participantes de baixa renda que integram o Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e os que se enquadram na Lei 12.799/2013 que, entre outros critérios, isenta de pagamento aqueles com renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.405,50.

O resultado das provas poderá ser usado em processos seletivos para vagas no ensino público superior, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Em caso de problema na hora da inscrição, os candidatos podem ligar para o Inep pelo telefone 0800 616161. O atendimento é das 8h às 20h, no horário de Brasília.

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<![CDATA[Facebook faz mudança importante na sua rede social]]> O Facebook anunciou hoje (17) que toma medidas contra textos sensacionalistas compartilhados em sua rede social. A ideia é reduzir a propagação dessas publicações.

São três medidas principais: a análise individual das publicações, para detectar títulos sensacionalistas; a análise do conteúdo (se ele exagera a importância do assunto ou não entrega uma informação necessária); e a restrição agora será aplicada em mais idiomas.

Um exemplo de título que terá o alcance reduzido é uma chamada para um texto assim: “Ela olhou embaixo do sofá e viu ISTO”. Títulos que usam linguagem sensacionalista também serão afetados, por exemplo, “UAU, você precisa ver esse chá que é o segredo da juventude”.

A tecnologia por trás dessa restrição de alcance é parecida com a usada para bloquear spam no e-mail. Após análise de dados que indica as palavras e estruturas mais comuns dos títulos caça-cliques, os conteúdos serão automaticamente restringidos.

O Facebook reforça que vai continuar a tomar medidas contras conteúdos que considerar sensacionalistas ou que buscam cliques a todo custo.

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<![CDATA[WhatsApp novamente fica fora do ar no Brasil nesta tarde]]> O aplicativo de mensagens WhatsApp apresenta instabilidade novamente na tarde desta quarta-feira (17). Usuários de diferentes pontos do mundo reclamam da indisponibilidade de rede para envio de mensagens. Essa queda é a segunda registrada no país no mês de maio deste ano.

O site The Independent também reporta que o app parou de funcionar no Reino Unido nesta tarde. México, Alemanha e Argentina também estão entre os países afetados por essa falha que não permite a troca de mensagens via internet no celular.

O site Downdetector, que monitora a estabilidade da rede de aplicativos, indica que o app de mensagens começou a apresentar problemas às 14h de hoje.

Em resposta a EXAME.com, o WhatsApp disse o seguinte sobre a falha desta tarde: “Hoje, usuários do WhatsApp em algumas partes do mundo tiveram problemas em acessar o WhatsApp por cerca de meia hora. A questão já foi solucionada por nós e nos desculpamos pela inconveniência”.

Não há indícios de bloqueio judicial do aplicativo, como já aconteceu três vezes no Brasil. Ao que tudo indica, trata-se de uma falha na disponibilidade da rede do WhatsApp.Veja abaixo algumas reações no Twitter sobre a queda do WhatsApp.

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<![CDATA[Novo ciberataque em grande escala é descoberto por especialistas]]> Um novo ciberataque em grande escala para roubar moeda virtual afetava centenas de milhares de computadores em todo o mundo nesta quarta-feira, de acordo com especialistas em segurança cibernética.

Após o ataque de sexta-feira, especialistas descobriram um novo ataque vinculado ao vírus Wannacry, chamado Adylkuzz.

“Utiliza com mais discrição e para diferentes propósitos ferramentas de pirataria recentemente reveladas pela NSA e a vulnerabilidade agora corrigida pela Microsoft”, afirmou o pesquisador Nicolas Godier, especialista em segurança cibernética da Proofpoint.

“Ainda desconhecemos o alcance, mas centenas de milhares de computadores podem ter sido infectados”, disse à AFP Robert Holmes, da Proofpoint, o que indica que o ataque é “muito maior” que o WannaCry.

Concretamente, este ‘malware’ se instala em equipamentos acessíveis através da mesma vulnerabilidade do Windows utilizada pelo WannaCry, uma falha já detectada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos), que vazou na internet em abril.

Este malware cria, de forma invisível, unidades de uma moeda virtual não localizável chamada Monero, comparável ao Bitcoin. Os dados que permitem utilizar este dinheiro são extraídos e enviados a endereços criptografados.

Para os usuários, “os sintomas do ataque incluem sobretudo uma performance mais lenta do aparelho”, afirma a Proofpoint em um blog.

A empresa detectou alguns computadores que pagaram o equivalente a milhares de dólares sem o conhecimento de seus usuários.

De acordo com Robert Holmes, “já aconteceram ataques deste tipo, com programas que criam moeda criptográfica, mas nunca nesta escala”.

O WannaCry afetou mais de 300.000 computadores em 150 países, de acordo com Tom Bossert, conselheiro de Segurança Interna do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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