<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Santa Casa centraliza logística hospitalar em novo complexo no Farol]]> A Santa Casa de Maceió inaugurou esta semana a Central de Distribuição Professor João Augusto Sobrinho, complexo que reunirá toda a logística da Central de Abastecimento Farmacêutico e dos serviços de Higienização, Almoxarifado e Patrimônio da instituição, conforme detalhou Severino Moura, superintendente de Assistência e Suprimentos.

O complexo atenderá também todas unidades externas da Santa Casa de Maceió, entre elas o Hospital Nossa Senhora da Guia, a Santa Casa Poço, a Santa Casa Farol e a Unidade Oncológica Rodrigo Ramalho.

Com investimento próximo a R$ 900 mil, a nova central de distribuição foi instalada num complexo de 830 m2 de área construída totalmente climatizado e com sistemas de controle e qualidade que garantirão a guarda e segurança do estoque.

Segundo Moura, ao transferir a área de logística para o Farol, o hospital pretende reduzir o fluxo de caminhões no complexo-sede, no Centro, e equacionar uma série de problemas que envolvem o desembarque de produtos e que afetam até mesmo o trânsito na região.

]]>
<![CDATA[HGE faz primeiro implante de marcapasso cardíaco]]> O atendimento cardiológico em Alagoas avança a passos largos, através da parceria entre Fundação CORDIAL, Secretaria de Estado da Saúde e Hospital do Coração de Alagoas. 

Na sexta-feira (13), foi realizado o primeiro implante de marcapasso no serviço de hemodinâmica do Hospital Geral do Estado (HGE). O procedimento foi realizado com sucesso pela equipe cirúrgica da Fundação Cordial e do Hospital do Coração de Alagoas, coordenados pelo chefe do serviço de cirurgia cardiovascular da fundação, Dr. José Wanderley Neto.

Hoje, foram realizados dois implantes de marcapasso em pacientes com bloqueio cardíaco, com risco eminente de morte. Com o funcionamento da hemodinâmica do HGE, vários outros procedimentos cardíacos serão implantados, diminuindo a fila de espera para tratamento.

Segundo Dr. José Wanderley Neto, a implantação desse serviço é de muita relevância social, pois vai diminuir o risco de morte dos pacientes, além de ser um grande avanço na assistência prestada aos usuários do SUS.

Mais dois casos serão atendidos na segunda feira (16). Os pacientes com bloqueio cardíaco podiam falecer subitamente e não conseguiam vagas para serem atendidos na rede privada.  Além do risco de vida os pacientes bloqueavam o leito impedindo que outros pacientes fossem atendidos. Com o procedimento estariam de alta em 48 horas.

É a primeira vez que um hospital público em Alagoas realiza este tipo de procedimento. 

A Fundação Cardiovascular de Alagoas tem como objetivo fortalecer a assistência médica prestada aos usuários do SUS e vem contribuindo com o Governo do Estado, para excelência no atendimento cardiológico aos alagoanos.

]]>
<![CDATA[Secretaria de Estado da Saúde orienta sobre o uso correto do protetor solar]]> Em qualquer estação do ano, as praias alagoanas são sempre um convite à diversão. Porém para garantir um lazer tranquilo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) orienta sobre o uso dos protetores solares.

O primeiro passo, no entanto, é procurar um dermatologista que vai explicar qual produto é o mais indicado, segundo ressalta o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra. De acordo com ele, a primeira providência a ser adotada é usar o bloqueador solar correto para o seu tipo de pele.

“Em peles mais claras deve-se usar protetores com fator de proteção igual ou maior do que 30. Já as pessoas com pele mais escuras podem usar fatores menores, pois a melanina protege naturalmente contra a ação dos raios ultravioleta”, explicou o gerente.

Paulo Bezerra acrescenta que “o protetor atua de duas formas diferentes, a primeira é química, absorvendo os raios solares, não deixando atingir a pele. Enquanto a segunda, é física, e atua refletindo os raios solares”, ressaltou.

O diretor destacou, ainda, que muitas vezes os banhistas usam de forma incorreta o produto, que deve ser aplicado duas horas antes da exposição ao Sol. “É costume passar o protetor já na praia, porém, o correto é que ele seja administrado na pele antes de entrar na água. É importante lembrar, sempre, de reforçar a aplicação depois de cada entrada no mar e a cada duas horas. Além disso, o produto não deve ser misturado com perfumes e desodorantes, podendo acionar reação alérgicas”, orientou.

Outro fator importante, que normalmente é negligenciado pela população, é o uso da proteção no dia a dia. Isso porque, ainda de acordo com Paulo Bezerra, “as roupas, especialmente de tecidos mais finos, não são capazes de proteger contra os raios solares”, salientou.

O gerente da Vigilância Sanitária Estadual lembrou que aparelhos como lâmpadas, TVs e monitores de computador também emitem raios ultravioletas e podem prejudicar a saúde do indivíduo. “O protetor solar deve ser incorporado na sua rotina, nunca se esquecendo de proteger áreas mais sensíveis, a exemplo do pescoço, nuca, orelhas e pés. Também é recomendável o uso de bonés, protetores labiais e óculos escuros”, afirmou.

Consequências

Câncer de pele, manchas e lesões além de flacidez são as principais consequências da exposição incorreta aos raios solares. Por isso, recomenda Paulo Bezerra, as pessoas se banhem ao Sol, evitando o horário das 10H às 16h, com um cuidado especial no caso das crianças.

Outro ponto essencial para garantir a segurança, é sempre comprar os protetores em locais regulamentados e exigir notas fiscais. “Não compre em tabuleiros ou ambulantes na praia. A falsificação existe e pode provocar lesões alérgicas, além de não proteger contra o Sol”, frisou.

Constatação

Atenta aos cuidados na hora de ir à praia, a banhista Selma da Silva não descuida na hora de se proteger. “Utilizo sempre o protetor solar. É muito importante que todos lembrem da proteção contra os raios solares, para que não sofram as consequências no futuro”, enfatizou.

Ela destacou, ainda, que exige uso dos protetores para todos os familiares, especialmente as crianças. “Devemos ter um cuidado especial com as crianças, aplicando o protetor solar, evitando o banho de Sol nos horários de pico e mantendo sempre os pequenos devidamente hidratados”, ensinou.

]]>
<![CDATA[Em 30 dias, mais de 100 crianças já foram atendidas na Casa do Coraçãozinho]]> Com a proposta de garantir um atendimento humanizado e eficiente às crianças com cardiopatia congênita no Estado de Alagoas, a Casa do Coraçãozinho, inaugurada no mês passado, já colhe bons frutos com o serviço qualificado que vem prestando aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Do último dia 10 dezembro até 11 de janeiro deste ano, o serviço financiado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) já realizou 127 consultas e 109 ecocardiogramas nos pequenos alagoanos.

Petyson Prata, 4 anos, foi um dos pacientes atendidos pela Casa do Coraçãozinho. Morador do bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, ele foi levado pela mãe, Rita Prata, de 29 anos, para fazer uma consulta de revisão, após ter sido submetido a um procedimento cirúrgico.

Petyson foi diagnosticado, aos quatro meses de vida, com sopro no coração. À época, numa conversa com o cardiopediatra que o atendeu, a mãe do garoto foi avisada que era preciso fazer uma cirurgia o mais rápido possível. Do contrário, poderia acontecer algo muito pior com a saúde do seu filho.

E, mesmo pagando um plano de saúde particular há anos, Rita Prata contou que a operadora negava a autorização ao procedimento cirúrgico, justificando-se tal conduta na ausência de previsão contratual. Durante esse tempo, a criança só ficou tomando remédios para amenizar o seu quadro de saúde.

“Quando o Petyson completou três anos, ele começou a cansar muito e a imunidade dele baixou consideravelmente. Era muito comum ele pegar uma gripe e ter tosse com secreção. Eu fiquei desesperada. Foi muito difícil conviver com isso tudo, sozinha”, contou.

Ao decidir levar Petyson para avaliação de outro médico, Rita Prata conheceu a médica Maria Goretti Barbosa, que a encaminhou para o Hospital do Coração de Alagoas, onde realizou todos os exames e logo foi operado por meio do Programa Estadual de Cardiopediatria, criado pela Secretaria de Estado da Saúde. A cirurgia aconteceu três dias antes da inauguração da Casa do Coraçãozinho.

(Foto: Marcel Vital / Agência Alagoas)

Hoje, depois do susto e de um rápido processo de recuperação, Petyson Prata é uma criança saudável e com poucas restrições. Desde então, ele passou a se consultar na Casa do Coraçãozinho. “Eu acho o serviço daqui excelente, nota 10. Sou muito bem atendida, faço os exames e marco as próximas consultas com muita facilidade. Graças a Casa do Coraçãozinho, o meu filho está bem, ao lado da família e, o mais importante, vendendo saúde e conhecendo a vida”, sentenciou.

Inovadora

Para a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, a Casa do Coraçãozinho é uma iniciativa inovadora em Alagoas, porque antes da atual gestão, os pais de crianças cardiopatas eram obrigados a recorrer ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Defensoria Pública Estadual (DPE) para assegurar o atendimento cardiopediátrico de seus filhos.

“É um serviço que veio atender uma demanda reprimida existente. À época, muitas crianças ficavam desassistidas, tendo que enfrentar inúmeras filas ou esperar pelo TFD [Tratamento Fora de Domicílio]. Hoje, temos a gratificação de estarmos vendo mais um serviço construído em respeito ao usuário, num ambiente acolhedor e, claro, com o propósito de resolver os problemas de saúde da população”, destacou a gestora estadual de saúde.

O Serviço

A Casa do Coraçãozinho foi concebida dentro de um modelo de excelência em que ambulatórios, brinquedoteca, centro de diagnóstico e salas de treinamento pudessem estar juntos, num mesmo ambiente, para melhor acolhimento e ambientação das crianças e seus familiares.

O diretor executivo da Fundação Cordial, Otoni Veríssimo, ressalta ainda que o serviço veio para coroar o Projeto Coraçãozinho, desenvolvido em 2015 pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o Hospital do Coração de Alagoas e a Fundação Cordial, que visa dar maior resolutividade e qualidade à saúde das crianças com problemas cardiológicos. “É um centro de atividades multiprofissional e multidisciplinar, que tem como missão acolher, monitorar, tratar e acompanhar toda e qualquer criança alagoana que nasça com alguma doença no coração”, enfatizou.

Segundo ele, o maior diferencial do projeto é que a criança com cardiopatia congênita tem o seu acompanhamento integral 100% SUS, desde a descoberta da doença até a vida adulta.  “O foco da Casa do Coraçãozinho não é simplesmente dar um diagnóstico ou fazer uma cirurgia, mas, sim, garantir o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança ao longo de todo tratamento”, explicou.

A cardiopediatra Maria Goretti Barbosa assegura que os atendimentos feitos na Casa do Coraçãozinho estão sendo satisfatórios desde a sua inauguração. Isso porque, ao chegar no local, as crianças e seus familiares são bem recebidos por uma assistente social, não enfrentam filas e ainda eles têm  a garantia de que serão atendidos.

(Foto: Marcel Vital / Agência Alagoas)

“Toda criança em tratamento de qualquer doença tem o direito de um acompanhante em suas internações e durante todos os procedimentos e consultas realizadas. Por este motivo a Casa do Coraçãozinho dispõe de condições adequadas para essa prática, tais como alimentação, espaço, conforto e higiene. Além disso, o espaço físico específico para a criança, com características infantis possibilita que ela se distraia num ambiente mais amistoso e alegre, como deve ser a infância”, exaltou.

Estrutura

A Casa do Coraçãozinho possui consultórios médicos, uma área de treinamento para pediatras e cardiopediatras e um auditório. Além de um espaço com três quartos para que as famílias do interior possam ter um local para se acomodar próximo ao paciente, a fim de que se evite cansaço físico durante longas viagens.

Funcionamento

De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, os pais e as crianças são atendidos por uma equipe multiprofissional, formada por assistentes sociais, enfermagem, médicos, cirurgiões cardiovasculares e pediátricos, cardiopediatras, pediatras, psicólogos e fisioterapeutas.

]]>
<![CDATA[Quedas podem gerar graves fraturas e até prejudicar a saúde de pacientes]]> A prevenção é a melhor indicação contra o risco de quedas. Essa é a informação passada a todos os pacientes assistidos pela equipe do Hospital Geral do Estado (HGE) quando o assunto é evitar fraturas causadas por acidentes domésticos, principalmente em idosos, vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), com dificuldades visuais e com problemas atingíveis à locomoção.

O Protocolo de Prevenção de Quedas, do Ministério da Saúde, aponta que as quedas de pacientes contribuem com o aumento do tempo de permanência hospitalar e dos custos assistenciais, gera ansiedade na equipe de saúde e outras repercussões. Além disso, pode interferir na continuidade do cuidado.

A Ala G do HGE, exclusiva para pacientes em recuperação do sistema locomotor, é uma das áreas que contém mais enfermos com longo período de internação. De acordo com o mesmo protocolo, há relatos de maior ocorrência de tombos em pacientes acamados por muito tempo, de idade avançada, histórico recente de queda, com redução da mobilidade, incontinência urinária, uso de alguns tipos de medicamentos (como antidepressivos) e hipotensão postural (quando o doente move-se da posição deitada para a sentada ou em pé e sofre queda na pressão arterial ou algum dos sintomas de problemas neurológicos).

(Foto: Thallysson Alves / Agência Alagoas)

João José da Silva tem 68 anos de idade. Ele foi levado ao maior hospital público de Alagoas dias após cair da cama, quando dormia em sua casa. “Ele caiu, levantamos e não achamos que necessitasse levá-lo ao hospital. Mas durante os banhos, ele passou a reclamar de muitas dores. Levamos ao posto de saúde de Boca da Mata, cidade onde moramos, que solicitaram um raios-X e nos encaminharam para o HGE”, recordou a sobrinha do paciente, Maria Gilza da Silva.

Após ser submetido a exames de imagem e avaliação de vários profissionais da saúde, João foi diagnosticado com uma fratura transtrocanteriana no membro inferior esquerdo. Segundo o ortopedista Fernando Bastos, esse tipo de fratura é comum na população idosa, que geralmente, durante a queda, impacta a região do quadril.

Vale destacar, ainda, que João é vítima de Mal de Parkinson, uma doença que ocorre quando neurônios morrem ou perdem a sua capacidade. “Ele treme muito e, apesar de ter dificuldade de caminhar e se equilibrar, quer andar rápido. É preciso que alguém sempre esteja tomando conta dele, do despertar ao adormecer”, disse Maria Gilza.

Recomendações

O caso do mencionado idoso é um dos tantos onde há a necessidade de um acompanhante no lar, assim como existiu durante o período de internação. “A casa de um paciente nessas condições não deve conter batentes, tapetes, chinelos e pisos, que atrapalhem o caminhar e nunca ser mal iluminada. Na hora de dormir, recomendamos pelo menos um rastro de luz para que, ao acordar durante a noite, exista certa noção sobre o percurso até a porta de saída do quarto. E se houver possibilidade do uso de um penico, o sugerimos como alternativa prática para evitar os riscos de ir à noite, sem ajuda, até o vaso sanitário”, informou o ortopedista.

A mesma atenção sugerida pelo médico ao ambiente do lar é aplicada no ambiente hospitalar do HGE. O engenheiro Wilton Emídio de Barros destaca a recomendação feita pelo mesmo protocolo para a prevenção de quedas, independente do risco e quadro clínico do paciente.

(Foto: Thallysson Alves / Agência Alagoas)

“O HGE possui pisos antiderrapantes, corredores livres de obstáculos. Tanto os profissionais como os pacientes utilizam vestuários e calçados recomendados, bem como o mobiliário e a iluminação não oferecem esse risco. As equipes de assistência e limpeza observam a existência de algum tipo de objeto largado ao chão que possa gerar acidentes e o recolhe. No caso de qualquer problema estrutural, o setor de engenharia do hospital é acionado para solucionar o problema”, pontuou o engenheiro da unidade hospitalar.

]]>
<![CDATA[Novo medicamento para emagrecer é liberado pela Anvisa]]> Quase cinco anos depois da liberação pelo FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos), o Belviq foi aprovado pela Anvisa no fim do ano passado e deve ser comercializado ainda em 2017.
Composto de lorcaserina, o remédio é uma das apostas dos médicos para auxiliar no processo de perda de peso, ao lado dos já liberados por aqui, orlistat, sibutramina e liraglutida.

Assim como os outros, o medicamento é indicado para pacientes obesos, com índice de massa corporal (IMC) acima de 30, ou em casos de sobrepeso, com IMC maior que 27 e que já tenham problemas como hipertensão e diabetes.

Apesar da recomendação semelhante, a ação do Belviq é diferente dos concorrentes. “Ele é o único que age em um determinado receptor de serotonina, resultando na redução de apetite. Pesquisas apontam que também ajuda a diminuir a pressão arterial e o colesterol”, diz o endocrinologista Renato Zilli, do hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Segundo ele, a perda de peso com o uso do medicamento fica em torno de 4 a 6 quilos por ano, o que pode parecer pouco em se tratando de pessoas obesas. “Esse número é uma média, que pode ser maior de acordo com os hábitos do paciente. Aliar a droga a uma dieta equilibrada e a uma rotina de exercícios é a combinação mais efetiva.”

]]>
<![CDATA[Médicos e enfermeiros são capacitados sobre Febre do Mayaro]]>

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) sequenciou, nesta quinta-feira (12) e sexta-feira (13), o ciclo de aprendizagem para diagnóstico e tratamento da Febre do Mayaro. Desta vez foram capacitados os enfermeiros e médicos da II e V Regiões de Saúde de Alagoas.

Na quinta-feira (12), o treinamento ocorreu em Maragogi, para os municípios da II Região de Saúde, formada por São Luís do Quitunde, Passo do Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Matriz do Camaragibe, Porto de Pedras, Japaratinga, Porto Calvo, Maragogi e Jacuípe.

Nesta sexta-feira (13), a capacitação foi realizada em São Miguel dos Campos, com profissionais que atuam na V Região de Saúde, composta pelos municípios de Anadia, Boca da Mata, Campo Alegre, São Miguel dos Campos, Roteiro, Junqueiro e Teotônio Vilela.

De acordo com a responsável técnica pelo Núcleo Estadual de Combate à Dengue, Zika e Chikungunya, Núbia Lins, as capacitações são uma forma importante para a preparação da Rede de Atenção à Saúde. “Não existe nenhum caso relatado de Febre do Mayaro em Alagoas. Porém, é importante que os profissionais de saúde estejam prontos para a identificação e tratamento dessa doença”, ressaltou a técnica.

A doença

A Febre do Mayaro é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes), por meio do mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, zyka e chikungunya.

“A prevenção ainda é a melhor forma de combater a proliferação do mosquito. A população deve estar alerta e deixar tampados todos os reservatórios de água, como caixas d’água, tambores, latões e cisternas. Também é importante manter tampadas as lixeiras e não deixar acumular água em latas, embalagens de plástico, copos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores e garrafas”, salientou.

Continuação

O curso continua na próxima quinta-feira (19), em Arapiraca, onde serão capacitados os técnicos de Taquarana, Limoeiro de Anadia, São Sebastião, Feira Grande, Arapiraca, Coité do Nóia, Craíbas, Lagoa da Canoa, Feira Grande, Campo Grande, Olho d’Água Grande, Traipu, Girau do Ponciano, Belo Monte, Batalha, Jacaré dos Homens, Jaramataia e Major Isidoro, que compõem a VII Região de Saúde.

O ciclo de capacitações será concluído na sexta-feira (20), em Coruripe, com os técnicos que atuam nas cidades de Jequiá da Praia, Coruripe, Feliz Deserto, Piaçabuçu, Penedo, Igreja Nova, Porto Real do Colégio e São Brás. “Após o dia 20, todos os 102 municípios alagoanos estarão preparados para o diagnóstico e tratamento da Febre do Mayaro”, reforçou Núbia Lins.

por Agência Alagoas

]]>
<![CDATA[Células-tronco extraídas dos dentes de leite disponível em Maceió]]> Os dentes de leite, quem diria, escondem um tesouro cada vez mais valorizado pela Medicina: assim como ocorre no sangue do cordão umbilical, estudos recentes mostram que a polpa destes dentinhos contêm células-tronco com potencial de serem ainda mais úteis no futuro para o possível tratamento de diversas doenças, tais como diabetes tipo 1, fraturas ósseas e lesões musculares, entre muitas outras aplicações. 

A principal vantagem das células-tronco dos dentes de leite em relação às do cordão umbilical está em sua versatilidade: diferentemente destas últimas, que só podem ser utilizadas para produzir células sanguíneas, as encontradas no interior dos dentes podem virar novas células de osso, de tecido cardíaco ou nervoso, músculo, gordura e até cartilagem, com grande capacidade de autorrenovação.

“Outra boa notícia é que sua coleta e congelamento são feitos em um processo bem mais simples e acessível do que o realizado no momento do parto, com várias oportunidades durante todo o período de troca dos dentes de leite, que vai dos 6 aos 12 anos de idade”, explica a cirurgiã-dentista Karina Leite, que acaba de ser a primeira a trazer a técnica a Alagoas.

Basta um único dentinho de criança para que sejam extraídas cerca  de 7 milhões de células-tronco. Mas seu armazenamento para uma possível futura utilização requer uma série de cuidados e procedimentos especiais. “O primeiro deles é saber o momento certo para realizar a extração do dente, que não pode estar completamente mole e precisa ter ainda pelo menos um terço de sua raíz preservada”, explica Karina. O processo de coleta deve ser feito no consultório de um dentista especialmente capacitado para preservar seu valor e evitar contaminação (já que a boca humana contém mais de 500 espécies de bactérias), obedecendo a um rigoroso protocolo de armazenamento para que em até 48 horas o material chegue a um laboratório especializado em São Paulo, onde será realizada a extração de sua polpa. Após uma série de testes e procedimentos de isolamento e multiplicação, as células seguem para a etapa de criopreservação, ficando depois armazenadas em temperaturas que chegam a quase 200º C negativos).

Além da facilidade, o grande diferencial do armazenamento da célula-tronco extraída da polpa do dente de leite é a possibilidade de expansão do material. “Isso é importante porque determinadas doenças ou lesões podem exigir a utilização de uma grande quantidade de células-tronco em uma terapia”, explica Karina Leite. “Trata-se de um investimento para o futuro da saúde dos filhos. Apesar de ainda não sabermos o total potencial destas células, as pesquisas neste sentido estão avançando muito rapidamente”, completa.

 

]]>
<![CDATA[Centro médico 100% SUS agiliza tempo entre diagnóstico e tratamento]]> Ao reunir 14 especialidades no novo Centro Médico Dr. Duilio Marsiglia, a Santa Casa de Maceió busca facilitar o acesso dos pacientes do Sistema Único de Saúde a diversas especialidades cirúrgicas e com isso reduzir o tempo de espera entre a solicitação médica e o parecer dos especialistas.

Conforme destacou o cirurgião oncológico Aldo Barros, o novo complexo agilizará o tempo entre o diagnóstico e o tratamento e permitirá uma maior interação entre os vários especialistas que estejam acompanhando o mesmo paciente. “O paciente não precisará perambular por vários consultórios em locais diferentes, o que é um grande benefício, principalmente por quem tem dificuldade de locomoção”, comentou o cirurgião.

O Centro Médico Dr. Duilio Marsiglia possui 15 salas de consultas ambulatoriais nas seguintes especialidades: oncologia clínica; hematologia; cirurgia oncológica; cirurgia ginecológica; cirurgia de cabeça e pescoço; cirurgia torácica; coloproctologia; cirurgia digestiva; neurologia; cirurgia geral; cirurgia plástica; mastologia; endocrinologia; e cardiologia.

O complexo localiza-se na Rua Coronel Mendes da Fonseca, (próximo à Santa Casa de Maceió e ao trilho da Rede Ferroviária). O acesso pode ser direto ou por meio do Cora (sistema regulador do município de Maceió).

]]>
<![CDATA[Médico do HGE orienta beber bastante água para prevenir infecções urinárias]]> A infecção urinária é caracterizada pela presença de bactérias no trato urinário – rim, ureter e bexiga. Segundo o médico urologista do Hospital Geral do Estado (HGE), Carlos Eugênio Tenório, a doença é uma patologia bastante frequente, que pode acometer todas as faixas etárias e ocorre, principalmente, entre as mulheres.

O urologista explica que a hidratação é um mecanismo de defesa contra a infecção do trato urinário (ITU). “Beber bastante água é fundamental para prevenir inflamações e infecções. Uma média de 2 a 3 litros de água por dia pode prevenir o surgimento da infecção do trato urinário”, recomendou.

Eugênio explicou que as mulheres desenvolvem mais infecções urinárias devido a razões anatômicas que favorecem a ascensão das bactérias. “A uretra feminina é mais curta do que a masculina e mais próxima do ânus, por isso mais suscetível à contaminação”.

Além disso, o médico acrescenta que a infecção urinária pode estar relacionada ao uso de espermicidas, presença de múltiplos parceiros, de cálculo na via urinária, resíduo urinário elevado e uso de sondas urinárias. Também podem vitimar pacientes imunodeprimidos (com baixa imunidade), como, por exemplo, portadores de Aids, diabetes e cânceres.

Infecções

As infecções urinárias classificam-se basicamente em infecção do trato urinário baixo (cistite) e infecção do trato urinário alto (pielonefrite). Os principais sintomas da cistite, segundo o urologista, são: dor ao urinar (disúria), urinar várias vezes (polaciúria), urgência miccional e esvaziamento vesical incompleto. “A pielonefrite manifesta-se com dor lombar, febre, calafrios, náuseas e vômitos”, salientou.

O urologista explicou que a infecção desenvolve-se fundamentalmente por via ascendente, sempre em decorrência do desequilíbrio entre a presença de uma bactéria e as chamadas defesas naturais do organismo. “As defesas, como, por exemplo, a presença de mucina na mucosa vesical e a própria micção, dificultam a aderência bacteriana ao trato urinário”.

As principais bactérias que causam a ITU são a Escherichia Coli, Sthaphilococos saprophyticos, Klebisiela sp, Proteus, Enterobacter e Enterococus faecalis. A infecção também pode ocorrer em menor frequência por via hematôgenica e linfática.

Prevenção

Eugênio ressaltou que é possível prevenir o problema com algumas medidas simples. As principais dicas repassadas incluem, além da ingestão de muita água, urinar depois da relação sexual, não segurar a urina por muito tempo e, para os casos recorrentes, procurar um urologista para investigar outros fatores que possam estar relacionados à infecção urinária de repetição.

Tratamento

“Geralmente as cistites são tratadas com antibióticos orais por um período de três a sete dias. Já as pielonefrites requerem internação hospitalar, tratamento inicial com antibióticos venosos que serão substituídos por antibióticos orais com a melhora do quadro clínico. Deve-se solicitar urocultura com antibiograma e pesquisar patologias associadas, como litíase urinária, por exemplo”, descreveu ele.

O médico ponderou que, quando a infecção não é combatida, ela tende a evoluir. “Uma pielonefrite, por exemplo, quando não tratada adequadamente ou no tempo certo, pode gerar um quadro de abscesso renal e desencadear uma infecção generalizada, conhecida como sepse”, alertou.

]]>