<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Nutricionista defende volta de lancheiras para combater obesidade]]> A obesidade acontece quando a ingestão alimentar é maior que o gasto energético correspondente. Recentemente, o Ministério da Saúde (MS) divulgou o resultado de uma pesquisa que revela um dado preocupante: quase metade da população brasileira está acima do peso.

E para tentar reverter esse problema, a nutricionista Graça Cavalcante, que atua no Hospital Geral do Estado (HGE), recomenda a volta das lancheiras escolares, ao contrário dos lanches industrializados e produzidos em cantinas.

Isso porque, segundo ela, esses alimentos são ricos em sal, gorduras hidrogenadas e açúcares, que além de engordar, contribuem para o aumento dos níveis de colesterol, sódio e glicose no sangue, desencadeando as doenças cardiovasculares, o diabetes e hipertensão, por exemplo. 

E como a educação alimentar começa na infância, Graça Cavalcante recomenda que os pais optem pelas lancheiras e por privilegiar um cardápio o mais natural possível, rico em frutas, pães e bolachas integrais, além de sucos da própria fruta, ao invés dos industrializados e dos refrigerantes, que além de sódio e açúcares, possuem corantes e conservantes.

Segundo estudo do Ministério da Saúde, 42,7% da população brasileira estava acima do peso no ano de 2006. Problema que também está presente entre grande parte dos alagoanos, principalmente porque não adotam hábitos de vida e alimentação saudáveis, como a prática de exercícios físicos, o que acarreta um grande número de internações no HGE, em razão de problemas cardíacos, da hipertensão e do diabetes.

“É mais fácil encontrar refrigerantes, biscoitos, frituras, massas e sorvetes no lanche diário das crianças e adolescentes. Difícil é encontrar frutas, pães e biscoitos integrais. Então a minha sugestão é que voltem a utilizar as lancheiras. Tragam de casa as frutas, misturem iogurte com aveia e granola, riscos em vitaminas e fibras. É mais viável e econômico. Para ter saúde é preciso uma atitude positiva”, aconselhou a nutricionista Graça Cavalcante.

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<![CDATA[Vigilância Sanitária Estadual dá dicas para o consumo de ovos]]> Por se tratar de um alimento rico em nutrientes e acessível à maioria das pessoas, o ovo tem se destacado como item importante na mesa dos brasileiros. E para garantir que a população continue a consumir o produto de forma segura, a Vigilância Sanitária Estadual orienta sobre os principais cuidados na hora de compra-lo e conservá-lo.

O gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, salienta que o principal cuidado é observar a data de validade do produto. “O ovo é um alimento muito sensível e de rápida alteração. Por isso, o consumidor precisa estar atento aos prazos indicados na embalagem”, destacou.

Outro cuidado que deve ser adotado pelos consumidores diz respeito à aquisição de ovos vendidos em feiras livre e carros volantes. Isso porque, segundo Paulo Bezerra, “eles estão expostos a altas temperaturas, que podem modificar a constituição própria e natural do alimento”.

O gerente da Vigilância Sanitária Estadual lembrou que, por se tratar de uma fonte para a infecção por salmonela, o ovo não deve ser consumido cru. “A salmonela provoca diarreia, vômitos e febre muito forte. Em alguns casos podendo levar a óbito”, alertou.

Ele reforçou que também deve se evitar a maionese caseira, que é produzida à base do ovo cru, por conter risco de infecção. “No caso da maionese industrializada, o consumo é seguro, desde que se observe a data de validade e condições de conservação do produto”, declarou.

Acondicionamento – Outra precaução que deve ser adotada pelas pessoas diz respeito ao acondicionamento do produto. Isso porque, segundo Paulo Bezerra, o ovo deve ser mantido refrigerado, mas não deve ser colocado na porta da geladeira, pois gera variação de temperatura.

“A indústria acaba incentivando a esse erro, ao colocar o local destinado aos ovos na porta das geladeiras. Porém, o consumidor deve colocar os ovos na parte de dentro, diminuindo a variação de temperatura e preservando o produto”, explicou, ao reforçar que “o ovo é um dos alimentos mais completos que existe”, destacou o gerente da Vigilância Sanitária Estadual.

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<![CDATA[Aedes aegypti: Secretaria de Saúde intensifica ações em bairros com maior infestação]]> A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulga, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), da Gerência de Controle das Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos e do Programa Municipal de Controle da Dengue, os resultados do 1º ciclo de 2017 do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento é realizado para detectar o índice de infestação do mosquito por bairro e direcionar ações pontuais nos locais onde a proliferação do transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya for mais intensa.

Realizado no período de 04 a 07 de abril, o levantamento contabilizou um total de 16.389 imóveis inspecionados pelos agentes de endemias que atuam no combate ao mosquito, em 42 bairros da capital alagoana. O resultado geral voltou a indicar a Ponta Verde como a localidade de maior percentual do Índice de Infestação Predial (IPP) – 9,29% – com focos encontrados principalmente em depósitos fixos. O bairro também é apontado, junto com a Pajuçara, como o maior índice por área (6,7%).

“Na maioria dos casos, os focos dessa área foram detectados em tanques de canteiros de obras e piscinas de imóveis fechados, que receberão atenção maior por parte dos agentes que trabalham no campo, não só com o reforço nas inspeções dos imóveis dessa área e adjacências, mas também no repasse de orientações e ações de tratamento para a eliminação de focos, larvas e mosquitos”, afirma a gerente de Controle das Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos da SMS, Carmem Samico.

Por área, também aparecem em destaque com um alto índice de infestação, os bairros de Garça Torta, Jacarecica, Cruz das Almas e Mangabeiras, somando um percentual de 3,4%. Afetados, principalmente pela deficiência no abastecimento de água, predomina, nos bairros da região norte da cidade, a proliferação de focos do Aedes aegypti em depósitos ao nível do solo – tonel, tanque, poço, cisterna, balde, caixa d´água, etc. A Gerência reforça, porém, que o acúmulo de lixo também contribui significativamente para o aparecimento dos focos do mosquito.

Na terceira posição, com um percentual de 4,5% por área, estão relacionados os bairros do Centro e Jaraguá. Nestes, também há o predomínio de focos encontrados em depósitos ao nível de solo, que se somam aos depósitos móveis (vasos, bebedouro, etc.).

A Diretoria de Vigilância em Saúde reforça que a SMS – por meio de suas diversas coordenações e gerências – vem trabalhando de forma permanente nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, seja com atividades educativas ou ações de campo, estas realizadas também em parceria com as demais secretarias do município, órgãos públicos, instituições de ensino e empresas privadas.

Além das ações contínuas de inspeções em imóveis por toda a cidade, da busca ativa por focos de mosquito e da orientação à população pelos agentes de endemias, a SMS vem fazendo a coleta semanal de pneus em borracharias e terrenos baldios. Com a Defesa Civil, a parceria se dá em ações de controle do vetor em imóveis abandonados. E sem falar nas ações educativas desenvolvidas pela Gerência de Promoção e Educação em Saúde (Gepes), que, junto com a Secretaria Municipal de Educação desenvolve atividades nas escolas públicas, com o Programa Saúde na Escola e o Projeto Escola Alerta.

“Temos trabalhado continuamente para manter o controle sobre o vetor e evitar o risco de epidemia de qualquer doença relacionada ao Aedes aegypti. O alerta que fazemos, no entanto, é também um chamamento direcionado à população, para que fortaleça essa luta cumprindo seu papel, adotando os cuidados necessários em seus domicílios e comunidades, para que o controle sobre o vetor possa se tornar realmente eficaz”, ressalta a diretora de Vigilância em Saúde , Fernanda Rodrigues.

Dados epidemiológicos – De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela DVS, referente à 16ª Semana Epidemiológica (período de 16 a 22/04) foi notificado em 2017 um total de 135 casos de dengue em Maceió. No mesmo período de 2016, foram notificados 1.654 casos da doença.

Febre Chikungunya – O mesmo documento aponta que este ano foram notificados 107 casos de febre chikungunya. Em 2016, foram notificados 5.558 casos, sendo 4.052 confirmados.

Zika – O boletim mostra ainda que foram notificados até a 16ª Semana Epidemiológica 31 casos suspeitos, sendo 23 confirmados por critério clínico-epidemiológico. Os demais estão sob investigação. Em 2016, foram notificados 5.982 casos suspeitos, 161 deles confirmados por laboratório.

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<![CDATA[SUS terá fila única para cirurgias eletivas]]> O Ministério da Saúde quer criar uma fila única para cirurgias eletivas em todos os estados do país. Os gestores terão 40 dias para integrar suas informações aos dos municípios e enviar à pasta a quantidade de pacientes que aguardam pela realização dos procedimentos. A medida vai dar transparência e agilidade ao atendimento dos pacientes, que muitas vezes ficavam sujeitos à fila de um único hospital e deixava de concorrer a vagas em outras unidades da região. Além disso, ao saber a demanda nacional, o governo federal poderá alocar os recursos de forma mais eficiente e equânime.

“Hoje, o estado tem uma fila, a prefeitura tem outra, o hospital tem sua fila, e isso não é possível nesse sistema. Quando a pessoa sai do ambulatório, ela precisa ser encaminhada para uma fila geral, e não para a fila do hospital. Precisamos mudar essa lógica para que possamos organizar o atendimento de forma justa. O acesso ao SUS é universal e todos têm direito igualmente”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

A unificação da fila para cirurgias eletivas é uma iniciativa do Ministério da Saúde em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). A resolução que trata do assunto foi aprovada nesta quinta-feira (27) durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em que gestores da União, dos estados e dos municípios pactuam políticas de saúde do país.

Ficou decidido ainda que a próxima etapa para unificação da fila é condicionar o repasse do Teto MAC dos estados e municípios ao envio das informações sobre a demanda por cirurgia eletiva. Na próxima reunião da CIT será definido o prazo para o bloqueio das verbas às gestões que não atenderem a essa solicitação.

O Ministério da Saúde também está estimulando a adesão de municípios e estados ao Sistema Nacional de Regulação (SISREG), software disponibilizado às gestões locais e estaduais para regulação de procedimentos diversos, como exames, consultas e cirurgias eletivas. A plataforma viabiliza a unificação das filas por parte dos estados e dos municípios. Atualmente, 2.548 prefeituras e 14 gestões estaduais já utilizam o SISREG para gestão de sua demanda por cirurgias eletivas.

A demanda por cirurgias eletivas é elevada. As informações obtidas pelo SISREG já permitem traçar um panorama preliminar de um total de 800.559 cirurgias aguardando realização, sendo a maior demanda na especialidade de traumatologia e ortopedia (182.003), com significativa expressão também para as cirurgias gerais (161.219).

Cirurgias eletivas são procedimentos realizados por meio de marcação, ou seja, sem caráter de urgência e emergência, para todas as especialidades. Em 2016, foram registradas 1.905.306 cirurgias eletivas com recursos da Média e Alta Complexidade do Ministério da Saúde.

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<![CDATA[Conselho confirma denúncia de sobrecarga de trabalho da enfermagem no HGE]]> A presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas, Zandra Candiotti, junto com a Conselheira Leidjane Ferreira de Melo, estiveram nesta quinta-feira (27) pela manhã no Hospital Geral do Estado de Alagoas (HGE) para fazer uma averiguação in loco e confirmar denúncia recebida pelo Coren-AL de sobrecarga no trabalho de enfermagem do HGE.

Segundo denúncia recebida pelo Coren-AL, algumas alas do hospital estariam com a quantidade de profissionais de enfermagem muito abaixo do esperado para atender ao número de pacientes internados. Ao comparecer na área vermelha clinica, foi possível constatar pela presidente do Coren-AL o subdimensionamento da equipe de enfermagem na ala, que no momento contava com 46 pacientes e apenas com 3 enfermeiras e 3 técnicos de enfermagem para atender a todos. Segundo a escala dos profissionais, no dia haveria 5 técnicos de enfermagem no entanto 2 haviam faltado. Mesmo com uma escala de 5 técnicos e 4 enfermeiros, o dimensionamento não é o ideal para o quantitativo de pacientes.

A presidente do Coren-AL procurou a coordenação de enfermagem para maiores esclarecimento sobre a situação. A coordenação de enfermagem do HGE informou que já havia sido solicitado á Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas mais profissionais para disponibilizar assistência na ala, no entanto, na contagem para o dimensionamento dos profissionais no local são contados apenas os leitos oficiais que a estrutura física permite, que são 15 leitos. Não é contabilizado pela SESAU os leitos de corredor, que, junto com os oficiais, chegam no total a contabilizar de  40 a 50 leitos.

Segundo a presidente do Coren-AL, Zandra Candiotti, a situação do trabalho de enfermagem no HGE fere as condições humanas de trabalho do profissional, que encontra-se sobrecarregado.

“Presenciamos uma situação em que 3 enfermeiro e 3 técnicos de enfermagem estavam tendo que prestar assistência  a 45 leitos, esse número de profissionais é muito abaixo do esperado para uma situação dessas, existe um subdimensionamento superior a 50%. A situação é muito grave para esses profissionais”  alerta a presidente

Relatório de fiscalização do HGE

Zandra lembra ainda que a situação do HGE já vem sendo acompanhada pelo Coren-AL desde 2015, quando foi elaborado um relatório de fiscalização denso e completo pela equipe de fiscalização.  Esse relatório consta irregularidades de aspectos específicos da Enfermagem ,  assim como também descreve condições de trabalho e características institucionais que comprometem sobremaneira a assistência a população.  O documento foi encaminhado para o Ministério Público Federal e Estadual, assim como também para a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas. Segundo a presidente do Coren-AL, até agora nenhuma providencia foi tomada pelos órgãos para melhoria da qualidade do trabalho em Enfermagem .

Sobre as constatações de hoje, Zandra Candiotti explica que será feita uma denúncia junto ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Trabalho, assim como também será anexado ao processo as constatações de hoje. Além disso, a presidente do Coren-AL pretende reunir-se novamente com a coordenação de enfermagem do Hospital para analisar possibilidades e encaminhamentos oficiais.

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<![CDATA[Cigarro aumenta risco de arteriosclerose e trombose]]> Mais de 4.000 compostos químicos (muitos deles tóxicos), incluindo a nicotina, o monóxido de carbono, a acroleína e outros oxidantes: essa é a composição da fumaça de cigarro, cuja exposição constante induz a múltiplos efeitos patológicos no organismo, causados pelo estresse oxidativo das células. "Os efeitos adversos do cigarro são muitos e, no caso da saúde das veias, o fumo também afeta principalmente a circulação e isso favorece o aparecimento de processos de trombose (com entupimento dos vasos e que pode levar à morte), principalmente quando associado a fatores de risco", afirma a cirurgiã vascular e angiologista Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Por conta de todas as doenças associadas, o tabagismo é, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável no mundo.

Normalmente relacionado ao aumento da probabilidade de desenvolver infarto, o cigarro também pode causar problemas circulatórios como arteriosclerose (envolvendo as artérias da perna) e tromboangeite obliterante - distúrbio que afeta as extremidades do corpo. "Em ambos os casos, há riscos de ter de amputar o membro (como pernas, pés e mãos)", explica.

A médica enfatiza que a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos. "Além disso, o monóxido de carbono oferece um fator adicional de risco ao diminuir a concentração de oxigênio no sangue. Todo esse processo pode causar complicações para o normal funcionamento dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose principalmente quando há fatores de risco envolvidos", afirma a médica. A trombose é um termo que se refere à condição na qual há o desenvolvimento de um ‘trombo’, um coágulo sanguíneo, nas veias das pernas e coxas. Esse trombo entope a passagem do sangue. Os principais fatores de risco são: dor na perna, obesidade, uso de hormônios (pílula anticoncepcional), portadores de qualquer tipo de câncer, portadores de Trombofilias (doença do sangue que deixa maior predisposição a coagulação sanguínea) e qualquer condição que aumente a imobilização (gesso, deficientes físicos, fraturas), gestantes e idosos.

Alguns estudos também sugerem que a exposição à fumaça do cigarro resulta na ativação das plaquetas e estimulação da cascata de coagulação, por isso há um aumento na incidência de trombose arterial em fumantes. "Ao mesmo tempo, as propriedades anticoagulantes naturais são significativamente diminuídas", comenta.

Outra complicação do cigarro é que o ele dificulta o importante papel do sangue no processo de cicatrização, após cirurgias e procedimentos. "O vaso mais estreito tem um fluxo menor de sangue e o suprimento de oxigênio aos tecidos é afetado. Isso dificulta a cicatrização e pode causar até necrose de pele. Várias substâncias no cigarro dificultam a formação de fibroblastos, células ligadas ao processo cicatricial", comenta.

A angiologista alerta que, para os fumantes, o acompanhamento médico é fundamental para impedir que as doenças apareçam ou progridam.

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<![CDATA[Mais cinco municípios irão implantar Serviço de Atendimento Domiciliar]]> Mais cinco municípios alagoanos irão implantar o Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD), conforme autorização do Ministério da Saúde (MS). Cajueiro, Capela, Mar Vermelho, Delmiro Gouveia e Matriz do Camaragibe passarão a contar com equipes multidisciplinares que irão atender pacientes acamados em suas residências, evitando a internação hospitalar.

Atualmente o SAD já está implantado em Atalaia, Arapiraca, Campo Alegre, Girau do Ponciano, Junqueiro, Maceió, Marechal Deodoro, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, São Miguel dos Campos, Teotônio Vilela, União dos Palmares e Viçosa. Com isso, serão 18 municípios alagoanos a oferecer o serviço, que segundo a técnica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Aline Mota, irá proporcionar mais qualidade de vida para os pacientes acamados.

“O SAD é um serviço complementar à internação hospitalar e ao atendimento ambulatorial, com foco na assistência humanizada e integração às Redes de Atenção à Saúde, disponíveis na rede pública de saúde. Isso porque, conseguimos reduzir de 20 a 30 vezes o número de internações nos hospitais, e isso é de fundamental importância para garantir um atendimento humanizado a toda população alagoana”, explicou Aline Mota.

Conforme a técnica da Sesau, pessoas com necessidade de reabilitação motora, idosos, pacientes crônicos sem agravamento, em situação pós-cirúrgica, podem ser cuidados pelo SAD. Para receber o benefício, o paciente deverá comparecer até a Unidade Básica de Saúde mais próxima e passar por uma avaliação com a equipe da Estratégica Saúde da Família.

Os profissionais de saúde ou “cuidadores” do SAD são organizados em Equipe Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio (EMAP). Cada EMAD, segundo Aline Mota, atende, em média, a uma população de 60 habitantes e também pode contar com o auxílio de profissionais que atuam no Programa Saúde da Família (PSF).

“As Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar fazem visitas regulares às residências dos pacientes. Elas são compostas por médico, enfermeiro, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, assistente social e técnico de enfermagem, a depender do estado de saúde do paciente”, ressaltou a técnica da Sesau.

As EMADs atuam durante a semana e também aos sábados e domingos, em regime de plantão. Os equipamentos e materiais necessários para o trabalho das equipes deverão ser garantidos pelas unidades de saúde do respectivo município aos quais as EMADs estão vinculadas.

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<![CDATA[Aumento no número de casos de viroses é comum nesta época do ano]]> Nas últimas semanas, muitas pessoas têm procurado Unidades Básicas de Saúde (UBS) e hospitais de Alagoas com sintomas semelhantes: febre, dor de cabeça, coriza, dor de garganta e até mesmo dores abdominais, enjoos e mal-estar.

Os indícios e diagnóstico, na maioria das vezes apontam para virose, que, segundo a infectologista Mardjane Lemos, é comum nessa época do ano.

“Não temos números precisos sobre a quantidade de notificações. Como não é uma doença de notificação compulsória segundo o Ministério da Saúde, as unidades não registram dados. Mas é comum, com a chegada das primeiras chuvas, aparecer os casos de infecções respiratórias, como resfriados, gripes e vírus. Este ano, acreditamos que os casos apareçam bem antes, comparado com anos anteriores. Por isso, que a campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada no País”, explicou a infectologista.

As viroses podem ser resultado da ingestão de água e alimentos contaminados ou ser transmitida através do ar. A infectologista explica que vírus são agentes infecciosos que dependem de células vivas para se multiplicar. Quando um vírus causa infecção, a doença é chamada de virose. De acordo com Mardjane Lemos, existem mais de 50 tipos de viroses comuns e, na maioria dos casos, os cuidados podem ser feitos em qualquer unidade se saúde ou até mesmo em casa.

“Alertamos que os primeiros sintomas de febre, diarreia, e vômito são doenças sazonais, que acontecem muito no período chuvoso”, ressaltou Mardajane Lemos.

As viroses respiratórias podem ser evitadas com alguns cuidados básicos a saúde, como lavar bem as mãos, ter uma alimentação adequada, fazer exercícios físicos, manter os ambientes bem arejados, janelas abertas e ar circulando. Para não transmitir o vírus quando for tossir ou espirrar, é importante tampar a boca e o nariz e lavar as mãos em seguida.

Mardjane Lemos explica que a vacina da H1N1 não protege contra as viroses respiratórias.  “A vacina protege apenas contra o vírus da Influenza A, B e da H1N1 que são vírus da gripe. Os demais são resfriados. Virose pode ser qualquer infecção viral. A vacina é usada contra esses vírus da gripe que provocam os casos mais graves, que podem evoluir até para pneumonia”, explicou.

A maior parte das viroses comuns são tratadas com analgésicos, antitérmicos, hidratação e repouso.

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<![CDATA[Campanha 'Abril Verde' alerta para cuidados com a saúde do trabalhador]]> Para advertir os profissionais sobre a questão da segurança e saúde do trabalhador, o Hospital Geral do Estado (HGE) está realizando a Campanha Abril Verde. Para isso, até o fim do mês de abril, os profissionais estão sendo mobilizados para orientar os profissionais de saúde, com foco na redução dos acidentes de trabalho no ambiente profissional e os agravos à saúde do trabalhador.

Segundo Karlla Martiniano, engenheira de segurança da unidade hospitalar, a intenção do Abril Verde é mobilizar e envolver a sociedade, os órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para prevenir e alertar sobre os problemas que ocorrem no mundo do trabalho e em decorrência do mesmo.

Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados em 2013, dois milhões de pessoas morrem por ano por conta de doenças ocupacionais no mundo. Já os números de acidentes de trabalho fatais ao ano chegam a 321 mil. Neste panorama, a cada 15 segundos, um trabalhador morre por conta de uma doença relacionada ao trabalho.

Os dados da OIT colocam o Brasil como quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho. São quase quatro mil mortes, anualmente, em decorrência de acidentes de trabalho. Os acidentes mais comuns na área hospitalar estão nos setores de enfermagem e limpeza, na maioria dos casos causados por materiais pérfuro-cortantes como agulhas, navalhas, bisturis e vidros. 

Há também transmissões de doenças através destes materiais e contato com fluídos corpóreos, além de infecções causadas por microorganismos. “A conscientização para o trabalho seguro serve para que os servidores compreendam que isso é uma atitude de amor próprio. Não é apenas complemento de legislação. Estamos trabalhando, insistindo neste ponto, para que eles tomem consciência do que é preciso fazer para não se tornar veículo de transmissão de bactérias, para voltar para casa bem, assim como chegou no hospital”, comentou Karlla Martiniano.

Segundo ela, os riscos dentro de um hospital são mais severos que em outros lugares, como a construção civil, por exemplo. “Aqui se trata de vírus, bactérias, radiações, produtos químicos. Riscos que são invisíveis e, desta forma, as pessoas não levam tão a sério pelo fato de não ver. Estamos trabalhando para que os profissionais despertem cada vez mais para isso. Pelo trabalho seguro e pela prevenção”, completou a engenheira de segurança.

Movimento de Conscientização - O Abril Verde é uma iniciativa do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Estado do Paraná. Iniciado em 2014, o movimento tem o objetivo maior de reduzir os acidentes de trabalho e os agravos à saúde do trabalhador, além de mobilizar a sociedade para prevenção das doenças que ocorrem em decorrência do trabalho.

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<![CDATA[Mais da metade da população de Maceió está acima do peso]]> Difícil associar a imagem do Brasil que passa fome e, ao mesmo tempo, apresenta dados tão alarmantes quando se fala em sobrepeso e obesidade. De acordo com o Ministério da Saúde, com base em dados divulgados esta semana pela VIGITEL – Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, o brasileiro está mais obeso. Em 10 anos, a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, atingindo quase uma em cada cinco pessoas.

Em Maceió, 55,4% da população está acima do peso, o que representa mais da metade da população de mais de um milhão de habitantes da cidade. Apesar de preocupante, o cenário não é o pior do Nordeste, ficando atrás apenas de São Luiz (MA), em que 47,9% das pessoas têm sobrepeso, seguido por Terezinha (PI), com 51,6% e Salvador (BA), onde 53,8% da população tem excesso de peso.

Doenças crônicas

Ao contrário do que muitos podem imaginar, o que está em questão não é a aparência física. A cardiologista Sílvia Souza, da rede Hapvida, alerta que o crescimento da obesidade é um dos fatores que podem ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão, doenças crônicas não transmissíveis, que pioram a condição de vida do brasileiro e podem até matar.

Segundo a pesquisa, o diagnóstico médico de diabetes aponta que em Maceió 8,1% da população sofre com a doença. A menor prevalência é na cidade de Boa Vista (RR), com 5,3% da população com diabetes; enquanto o pior cenário é o da cidade do Rio de Janeiro, em que 10,4% é diagnosticada com diabetes.

O levantamento do Ministério da Saúde mostra que o número de casos de hipertensão arterial saiu de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. A capital alagoana possui 25,6% de prevalência da hipertensão. Os três melhores resultados são os de Palmas-TO (16,9%), Macapá-AP (17,6%) e Boa Vista-RR (17,9%). O pior cenário é, novamente, visto na capital fluminense: o Rio de Janeiro tem 31,7% de hipertensos na população.

A pesquisa nacional identificou algo que já se vê nas ruas também: a obesidade aumenta com o avanço da idade. Mas mesmo entre os mais jovens, de 25 a 44 anos, atinge indicador alto: 17%. Excesso de peso também cresceu entre a população. O percentual de quem possui Índice de Massa Corporal (IMC) entre 25 kg/m² e 30 kg/m², passou de 42,6% em 2006 para 53,8% em 2016. Já é presente em mais da metade dos adultos que residem em capitais do país.

Alimentação

As doenças crônicas associadas ao sobrepeso têm relação direta com o tipo de alimento que os habitantes das capitais têm consumido. “Alimentos considerados ultraprocessados, industrializados, têm sido muito mais consumidos do que antes, e isso aumenta a incidência de sobrepeso e hipertensão, uma vez que um dos principais ingredientes nessas composições é o sódio”, lembra a cardiologista do Hapvida.

A pesquisa revela exatamente uma diminuição na ingestão de ingredientes considerados básicos e tradicionais na mesa do brasileiro. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016. E apenas 1 entre 3 adultos consomem frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade.

Saúde

Apesar de tantos cenários preocupantes, entre as mudanças positivas nos hábitos identificados na pesquisa, está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial. Em 2007, o indicador era de 30,9% e, em 2016 foi 16,5%.

Além disso, a população com mais de 18 anos tem praticado mais atividade física no tempo livre. Em 2009, 30,3% da população fazia exercícios por pelo menos 150 minutos por semana, já em 2016 a prevalência foi de 37,6. Nas faixas etárias pesquisadas, os jovens de 18 a 24 anos são os que mais praticam atividades físicas no tempo livre. Esse já é um passo importante, defende a cardiologista: “É essencial que se faça atividade física regularmente, pelo menos 30 minutos por dia de caminhada, pois o sedentarismo aumenta as chances de doenças cardiovasculares”, recomenda.

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