<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Governo de Alagoas dá início à construção do Hospital Metropolitano]]> Em solenidade que reuniu o senador Renan Calheiros e políticos da bancada federal alagoana em Brasília, o governador Renan Filho e o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, assinaram, nesta segunda-feira (27), a ordem de serviço autorizando o início das obras do Hospital Metropolitano.

A unidade, que será construída na Avenida Menino Marcelo, no bairro Cidade Universitária, contará com 180 leitos e atenderá às famílias que residem na parte alta da capital e a população das regiões Norte e da Zona da Mata do Estado.

O novo hospital irá oferecerá serviços diferenciados para mulheres e crianças, com atendimentos clínicos de ginecologia e pediatria, além de leitos de UTI adulto e pediátrico, UCI neonatal e de obstetrícia, além de um Centro de Parto Normal.

“O Hospital Metropolitano é um compromisso assumido com a população de Alagoas e que, como todos os outros que assumimos, estamos cumprindo. É a realização de um sonho antigo de todo o nosso povo. Esta obra resgata a autoestima e demonstra que quando se quer fazer, vai lá e faz. Mesmo na crise, com toda a dificuldade que o Brasil está vivendo, aqui em Alagoas estamos firmes, de cabeça erguida”, disse o governador, ao agradecer o apoio do senador Renan Calheiros e da bancada federal alagoana, que apresentaram a emenda para viabilizar os recursos para a construção do hospital.

“A obra foi orçada em R$ 91 milhões, mas conseguimos reduzir os custos e tocar o empreendimento com R$ 64 milhões de recursos próprios”, completou Renan Filho, ao assegurar que o dinheiro economizado será investido na aquisição de boa parte dos equipamentos do hospital.

Presente à solenidade, o senador Renan Calheiros falou sobre a importância do Hospital Metropolitano para a população alagoana. “A viabilização dessa obra demonstra que o governador Renan Filho conseguiu equilibrar as finanças e que, mesmo com uma economia pequena, tem investido em obras importantes, como essa. Com trabalho e determinação, o Governo deu uma virada na sua situação fiscal. A dívida de Alagoas, sozinha, era igual a dívida de todos os estados do Nordeste, mas o governador conseguiu reverter esse quadro, e o Estado é o único do País que dispõe de recursos próprios para investimentos em obras importantes”.

Urgência e emergência

Para o secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, o Hospital Metropolitano irá melhorar a assistência à saúde, principalmente, na parte alta de Maceió, que não possui um hospital para atender casos de urgência e emergência.

“A construção dessa unidade mostra o empenho do Governo do Estado em cuidar da vida das pessoas. Garantindo atendimentos de urgência e emergência iremos atender a quem mais precisa e também ajudar a desafogar as outras unidades de Maceió e Região Metropolitana”, exaltou Christian Teixeira.

O secretário adiantou que a estrutura do hospital terá capacidade para realizar mais de 10 mil consultas por mês, mais de 17 mil exames de imagem e de laboratório, além de garantir o internamento de mais de 1.200 pessoas. Tudo isso para aumentar a capacidade de leitos do Sistema Único de Saúde no Estado (SUS).

Obras e Recursos

Com a ordem de serviço assinada, as obras devem durar 18 meses e toda a construção será feita em três turnos, em um terreno de 57.058,87 m². A nova unidade terá uma área construída de 13.904,19 m².

Como a obra terá expediente triplo, o cidadão poderá acompanhar seu andamento pela internet. Ela terá câmeras acompanhando no canteiro de obras.

Saúde fortalecida

Ainda na solenidade, Renan Filho confirmou que, em breve entrega a obra de ampliação da Unidade do Agreste, além de mais cinco Unidades de Pronto Atendimento em Alagoas. “As obras do Hospital da Mulher estão avançando. Além disso, as cidades de Porto Calvo, Delmiro Gouveia, União dos Palmares e Viçosa vão ser receber hospitais regionais, gerando 800 empregos – ao todo. “É o maior programa de geração de empregos na saúde da história de Alagoas. Mais de 2 mil empregos neste segmento”, completou.

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<![CDATA[TJ decide e plano de saúde deve internar paciente no prazo de carência]]> O desembargador Alcides Gusmão da Silva, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), negou efeito suspensivo em recurso da Unimed Maceió, mantendo os efeitos de decisão de 1º grau, até que seja julgado o mérito do recurso, a qual determinou ao plano de saúde a internação de um paciente com apendicite em um dos hospitais credenciados pela rede, ainda que o paciente não tivesse cumprido o prazo de carência exigido no contrato.

De acordo com o desembargador, o plano de saúde deve fornecer atendimento ao paciente quando se tratar de casos de emergência, pois, em tais circunstâncias, o prazo máximo de carência previsto na Lei 9656/98 é de 24 horas. No caso em questão, a cirurgia de apendicite foi negada pela Unimed, sendo o paciente transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE) onde realizou o procedimento. Na sequência o plano de saúde negou também a transferência do paciente da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do HGE a um dos hospitais da rede credenciada.

A Unimed alegou que a decisão não considerou os motivos que levaram o plano a negar a internação do paciente, como o período fixado para carência em alguns procedimentos. Segundo a empresa, o período de carência no caso em questão seria de 180 dias e o paciente ainda estava no 67º dia como usuário do plano.

Alcides Gusmão considerou que o fato de uma médica ter indicado a cirurgia com urgência, durante atendimento no Hospital Unimed, reforça a tese de que a empresa deveria conceder os serviços solicitados.

“Ora, se a própria médica do Hospital Unimed evidenciou, mediante o emprego de exames clínicos e laboratoriais, a necessidade de submissão do paciente, em caráter de urgência, ao procedimento cirúrgico indicado, não há que se falar eletividade da cirurgia”, disse o desembargador Alcides Gusmão.

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<![CDATA[Ginecologista alerta mulheres para a demora no diagnóstico de endometriose]]> Cerca de 15% das mulheres brasileiras com idade entre 15 e 45 anos sofrem de endometriose. Apesar de não haver uma causa estabelecida, suspeita-se que uma delas seria o refluxo do sangue menstrual através das trompas, mas os pesquisadores ainda não chegaram a um consenso, admitindo também outras causas.

Conforme explica o ginecologista Ronaldo Gomes Bernardo, a doença é caracterizada pelo implante de células endometriais na parede do útero, no ovário, trompas, intestino e até na bexiga.

Segundo ele, algumas pesquisas suspeitam inclusive que exista uma relação entre a doença e a infertilidade feminina. Um estudo avaliando o perfil deste público específico identificou que 60% das mulheres inférteis tiveram confirmado o diagnóstico de endometriose. O detalhe é que este vínculo ainda não está devidamente esclarecido.

O quadro clínico das pacientes com endometriose inclui cólicas e dor pélvica - que tendem a piorar na fase menstrual; dor para evacuar; dor no fundo da vagina e desconforto durante a relação sexual.

Um complicador para o aumento dos índices da doença é o próprio estilo de vida da mulher moderna, que adia cada vez mais a gravidez e passa anos menstruando. Quanto mais a mulher menstrua maior é o risco do fluxo se deslocar para outros órgãos e não ser absorvido normalmente.

"É por isso que ao engravidar e interromper o ciclo menstrual, explica o ginecologista, os sintomas da endometriose cessam. O mesmo ocorrendo quando se usa contraceptivos. Aí surge outro problema: não é recomendável o uso prolongado de contraceptivos. O médico precisa orientar sua paciente sobre a melhor forma de lidar com o problema."

A principal orientação dos especialistas é estar atento aos primeiros indícios de dores no abdome, cólicas menstruais intensas e dor durante as relações sexuais, devendo procurar orientação médica para minimizar os sintomas e buscar tratamento.

Na opinião do médico Ronaldo Bernardo, o problema da endometriose é que, mesmo sendo frequente, o diagnóstico é complexo, podendo levar entre seis e sete anos para ser descoberta e confirmada.

O diagnóstico é fechado por meio de exame anatomopatológico das lesões. Atualmente, o diagnóstico inicial e indicativo mais preciso é feito com a realização de exames de imagem menos invasivos, como a ultrassonografia específica e a ressonância magnética. O tratamento medicamentoso é indicado para as lesões iniciais, ainda não infiltrativas. Em fase avançada, o tratamento é realizado através da cirurgia laparoscópica, definitiva e menos traumática para retirada das lesões.

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<![CDATA[Movimento Unificado discute escala e troca de plantão no HGE]]> O Movimento Unificado dos Trabalhadores da Saúde de Alagoas se reuniu, nesta quinta-feira (23/3), para discutir escala e troca de plantão dos servidores do Hospital Geral do Estado (HGE), entre outras situações que afligem os trabalhadores da saúde estadual. 

O propósito do pleito é chegar a um consenso junto à gestão, e viabilizar assim o bom andamento entre as partes. Um ofício foi encaminhado ao secretário Estadual de Saúde, Christian Teixeira, acerca dos pontos da pauta. 

Segundo o Movimento, está havendo discriminação, quanto à jornada laboral dos servidores profissionais médicos com a dos demais trabalhadores do HGE. 

Diante da situação, enfatiza que sejam exauridas todas as discussões atinentes ao presente pleito, pugnando, também, por encaminhamento de resposta acerca do atendimento até a próxima quarta-feira (29/03), sob pena de mobilização das categorias.

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<![CDATA[Otorrino do HGE orienta sobre os cuidados com ‘corpos estranhos’]]> Um almoço em família não terminou muito agradável para Luiza Felipe Araújo (37). Ela se engasgou com uma espinha de peixe. O incômodo foi tanto que a levou até o Hospital Geral do Estado (HGE), onde a espinha foi retirada e o conforto restabelecido.

Segundo o otorrinolaringologista Floriano Rocha Júnior, também coordenador da especialidade no hospital, casos como o de Luiza Felipe acontecem rotineiramente no maior hospital de urgência e emergência estadual. “Atendemos, principalmente, pessoas menos esclarecidas e muitos pacientes encaminhados do interior do Estado, onde não existem profissionais especialistas. Os casos mais comuns são os corpos estranhos de nariz, garganta e ouvidos. Em seguida, os sangramentos nasais”, conta.

No caso de Luiza Felipe, o corpo estranho (objeto que penetra no organismo através dos orifícios ou após uma lesão de causa variável) foi percebido imediatamente, mas, segundo o especialista, geralmente, eles apresentam poucos sintomas e sempre relacionados à localização onde estão presos.

“Na garganta, por exemplo, a presença de um corpo estranho leva logo ao engasgo e salivação. Os corpos estranhos nas vias respiratórias podem causar perturbações de variável natureza, de acordo com a sua localização. Pode existir dificuldade respiratória, dor, vômitos e nos casos mais graves asfixia que pode conduzir à morte”, relata Floriano Rocha.

Já no ouvido, o médico explicou que a presença de um corpo estranho pode levar a surdez temporária, zumbidos e dor. Segundo ele, os corpos estranhos no nariz são mais frequentes em crianças e podem ser desde feijões a objetos de pequenas dimensões como os brinquedos.

Números – De acordo com Floriano Rocha, com dez profissionais especialistas no HGE, a unidade hospitalar atende, aproximadamente, 400 casos destinados à área e, destes, cerca de 200 referem-se a corpos estranhos. Dentre os objetos mais comuns encontrados estão à naftalina, algodão, esponja de almofada, tampa de caneta, pedaços de dentadura, pilha de relógio, espinha de peixe, casca de camarão e grãos de milho e feijão.

Para o especialista, a incidência de objetos no nariz e ouvido de crianças está diretamente relacionada com o grau de instrução dos pais, bem como aos cuidados dispensados aos filhos. “A falta de zelo de quem cuida diretamente das crianças contribui para que elas peguem objetos pequenos e introduzam no nariz e ouvido. Todo cuidado é pouco com crianças pequenas, principalmente durante as refeições, evitando oferecer peixes com espinhas e camarão com casca”, recomenda.

Insetos como baratas pequenas, formigas, mosquitos e escorpiões também são encontrados com frequência nos ouvidos de pacientes atendidos pelo serviço de otorrinolaringologia do HGE. “Quando uma pessoa introduzir algum objeto ou sentir que algum inseto estiver no ouvido, o indicado é esperar que ele saia espontaneamente. Caso isso não ocorra, não se deve tentar retirar, nem utilizar pinças para evitar lesões. O ideal é procurar uma unidade de urgência, onde um especialista realizará o procedimento".

O médico lembrou que a otorrinolaringologia no hospital Geral é destinada exclusivamente para atendimentos de urgência e emergência. Casos menos graves, como cerume em excesso, sinusites, rinites, desvio de septo nasal, distúrbios do sono, otites, curativos, entre outros são encaminhados para a área ambulatorial do Estado.

Ele recomendou a pacientes com infecções crônicas de ouvidos o cuidado de procurar atendimento na área ambulatorial imediatamente, pois essas podem evoluir com complicações locais e até cerebrais quando não tratadas, levando o paciente a procurar o HGE já em estado avançado da doença.

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<![CDATA[Alagoas tem total cobertura para tratamento da tuberculose]]> No Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose – que acontece nesta sexta-feira (24) - Alagoas apresenta uma realidade positiva: o tratamento da doença tem cobertura de 100%. Isso representa que, nos 102 municípios do estado, é possível realizar o tratamento, por meio da atenção básica, que é a porta de entrada para o sistema único de saúde (SUS).

Diante desta realidade, onde a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) atua para capacitar os técnicos municipais e presta consultoria técnica, o índice de abandono do tratamento em Alagoas caiu de 12 para 9% em 2016. Índice que ainda necessita ser reduzido, uma vez que, segundo o Ministério da Saúde (MS), o preconizado é de no máximo 5%.

“A tuberculose tem cura e o tratamento para a doença deve ser realizado adequadamente, seguindo todas as recomendações médicas e sem abandoná-lo, já que ele tem duração de no mínimo seis meses. O serviço público assegura o tratamento de forma gratuita e os centros de referência só devem ser procurador em situações graves”, ressaltou o médico do Programa de Combate à Tuberculose da Sesau, Melquizedeck Silva.

Doença Infecciosa – Ainda de acordo com o médico, a tuberculose – que no ano passado atingiu 1.055 alagoanos – é desencadeada por uma bactéria que afeta principalmente os pulmões e é transmitida de pessoa a pessoa, seja ao falar, tossir ou espirrar. Para ele, o diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento dos sintomas, a contaminação de outros pacientes e até o óbito.

“Por isso, sempre que alguém experimenta uma tosse persistente por mais de três semanas, com ou sem catarro, deve procurar unidade básica de saúde para avaliação”, alertou Melquizedeck Silva. Ele salientou ser essencial que o paciente seja acompanhado por uma equipe multiprofissional, formada por médicos, enfermeiros e assistentes sociais.

Sintomas e Prevenção – O médico do Programa de Combate à Tuberculose da Sesau informou que os principais sintomas da doença são tosse com expectoração, cansaço, alguma febre pelo final do dia, suor à noite, emagrecimento e gânglios no pescoço. Quanto à prevenção, é necessário tomar, quando criança, a vacina BCG.

Outras ações importantes que devem ser realizadas pelos profissionais da Atenção Básica, que é gerida pelas Secretarias Municipais de Saúde, é o resgate dos casos de abandono do tratamento. “Por isso, os profissionais da Atenção Básica são importantes para conscientizar sobre a prevenção, detecção precoce e tratamento oportuno da tuberculose”, salientou Melquizedeck Silva.

Dia Mundial – O Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose foi instituído em 24 de março de 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em homenagem aos 100 anos do descobrimento do bacilo de Koch, causador da doença. Em Alagoas, os centros de referência são o Hospital Universitário, Hospital Escola Hélvio Auto, II Centro de Saúde e o Centro de Referência Integrado em Arapiraca (CRIA), que deve ser procurados apenas para tratar casos graves da doença.

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<![CDATA[Qualidade da água para consumo humano é assegurada com inspeção de carros pipa]]> Para assegurar a qualidade da água utilizada para consumo humano, técnicos da Vigilância Sanitária Estadual realizam, até esta sexta-feira (24), uma operação para inspecionar os tanques de carros pipa. A ação acontece no pátio do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal), localizado no Distrito Industrial de Maceió.

 

Por meio desta iniciativa, os carros estarão aptos a transportar água para 77 municípios que estão em situação de emergência em razão da seca. Isso porque, os tanques dos caminhões que atuam transportando água potável, devem seguir uma série de exigências, segundo o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra. 

 

“Durante as inspeções analisarmos se os tanques apresentam pontos de oxidação e se a tampa está hermeticamente fechada. Também observamos se está escrito de forma legível a frase água potável e se o tanque possui a inscrição da capacidade de litros e foi construído com aço inoxidável”, enumerou.

Segundo o inspetor sanitário Misael Lobo, foram inspecionados caminhões com capacidade de 10 mil litros. Segundo ele, as irregularidades mais comuns encontradas pela Vigilância Sanitária Estadual, são tanques enferrujados e que não realizam o transporte exclusivo da água. “Os caminhões pipas devem ser exclusivos para o transporte de água, sob o risco de contaminarem o líquido”, ressaltou. 

Já o responsável por um dos caminhões inspecionados, Shelling Silva, ressaltou que o trabalho da Vigilância Sanitária Estadual é importante, porque assegura que só os caminhões com alvará poderão fazer o transporte de água potável. “O transporte de água potável é uma atividade que exige muito cuidado de todos os envolvidos. Levar água para a população é um trabalho sério que exige cuidados técnicos e responsabilidade”, reforçou.

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<![CDATA[MPT cobra controle do uso de agrotóxicos em supermercados de Alagoas]]> O Ministério Público do Trabalho (MPT) cobrou dos supermercados alagoanos, em audiência realizada na sexta-feira, 17, informações detalhadas sobre a política do uso de agrotóxicos utilizados nos alimentos comercializados pelos estabelecimentos, especialmente os do setor de Hortifruti. O objetivo da medida é garantir a utilização correta dos defensivos agrícolas para evitar que trabalhadores sejam prejudicados pelo uso desenfreado desses produtos.

O procurador do Trabalho Rodrigo Alencar solicitou que os supermercados Makro, Assaí, Palato, Unicompra, Atacadão, Gbarbosa e Walmart apresentem, no prazo de 20 dias, os documentos que comprovem o controle do uso dos agrotóxicos. Alencar pretende identificar se os supermercados possuem algum controle de resíduos de utilização dos agrotóxicos e se os trabalhadores desses estabelecimentos realmente estão protegidos contra a exposição excessiva dos defensivos agrícolas.

A atuação faz parte de um Procedimento Promocional instaurado pelo Ministério Público do Trabalho, para assegurar ao trabalhador o direito fundamental à saúde e segurança no ambiente laboral, conforme prevê a Constituição Federal. Desde maio de 2016, com a criação do Fórum Alagoano de Combate aos Impactos dos agrotóxicos, o Ministério Público do Trabalho em Alagoas e mais 33 instituições se uniram para promover ações integradas de proteção à saúde do trabalhador, do consumidor, da população e do ambiente, a partir dos males causados por agrotóxicos, transgênicos e produtos afins.

O fórum também foi criado para apoiar e acompanhar ações que contribuam para o aperfeiçoamento de diagnósticos e tratamento da população em situação de adoecimento em virtude do uso dos defensivos.

Uso desenfreado

Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), baseadas na declaração dos Estados-Membros, avaliam que as doenças crônicas não transmissíveis – que têm os agrotóxicos entre seus agentes causadores – são responsáveis por 63% das 57 milhões de mortes declaradas no mundo em 2008, e por 45,9% do volume global de doenças. A OMS prevê, ainda, um aumento de 15% dos óbitos por esta causa, entre 2010 e 2020. No Brasil, segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos produzido pela ANVISA em 2011, as doenças crônicas não transmissíveis já representam a principal causa de óbito, sendo responsáveis por 74% das mortes ocorridas em 2008 (893.900 óbitos).

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<![CDATA[De 2016 a 2017, mais de 5 mil deixam operadoras de plano de saúde em Alagoas]]> O agravamento da crise econômica do ano passado para cá traz consequências também para o atendimento em saúde da população, apontam os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Este ano, Alagoas registrou 5.694 usuários de planos de saúde a menos, em relação ao mesmo período de 2016.

Em 2015, Alagoas tinha 397.020 beneficiários de planos de saúde. Já no mesmo período do ano seguinte, houve aumento neste número que passou para 406.166 beneficiários. Já em fevereiro deste ano, foram registrados 400.472 usuários.

No Brasil a queda foi ainda mais acentuada, em 2017, mais de 1,3 milhão de pessoas perderam o benefício em comparação ao ano anterior.

Optar por manter ou não o plano associado ao fator desemprego tem sido o dilema de Elaine Bispo, 36 anos.

De licença maternidade, ela, que é auxiliar administrativo, recebeu a notícia que a empresa na qual trabalha irá fechar as portas.

Como considera o plano de saúde uma prioridade, Elaine vai tentar manter o benefício, mesmo desempregada.

“Estou no quarto mês de licença da minha filha Bianca. No mês passado me ligaram dizendo que a empresa ia fechar, aí vou terminar a licença, tirar um mês de férias e nem volto a trabalhar. Mas não vou ficar sem o plano. Vou continuar pagando porque é importante. Não dá para depender do SUS [Sistema Único de Saúde]”, revela.

Elaine vai se beneficiar da Lei 9.656/98 que permite a continuidade da cobertura do plano empresa, desde que o funcionário não tenha sido demitido por justa causa. A depender do tempo que passou empregado, o benefício pode durar de seis meses a dois anos.

FUGINDO DO SUS

Apesar de utilizar unidades públicas de saúde para vacinação, a dona de casa Júlia Azevedo afirma que faz de tudo para não precisar do SUS.

Ter um plano de saúde, para ela, é essencial. Ela explica que o acesso à rede privada ajuda no momento da necessidade.

Júlia e a família tinham plano de saúde, mas precisaram cancelar porque se mudaram para Alagoas. No entanto, Júlia garantiu que o filho Paulo Junior, de 2 anos, tivesse um para não depender exclusivamente do SUS.

“Ainda estou me adaptando aqui e não fiz o meu, mas vou fazer. Estou me organizando para fazer o meu e do meu marido. O plano de saúde para mim está entre as prioridades,  mesmo que eu passe por aperto financeiro vou fazer de tudo para continuar, por conta das dificuldades de atendimento do SUS”, diz Júlia.

Redução do número de usuários é decorrente da crise, diz economista

O economista Silvio Costa considera que o cenário econômico nacional tem sofrido ‘piora de modo geral’, o que justifica essa queda.

“Piorou de um modo geral. Várias empresas, o comércio de um modo geral, onde as pessoas tem plano através de plano empresa. Isso é um fator que agrava mais ainda essa redução”, afirma.

Para Costa, o panorama é difícil em relação à capacidade de pagamento das famílias que passam pelo desemprego.

Somado a isso, o aumento das tarifas dos planos de saúde, desproporcional à evolução do salário mínimo, contribui para a redução no número de usuários.

“A crise se agravou do ano passado para cá. Com o desemprego, as famílias não têm como pagar. Por outro lado, os aumentos dos planos foram maiores que as rendas e realmente ficam sem condição de pagar. Às vezes tem um plano com uma série de vantagens e começa a mudança. A pessoa muda de categoria de plano. Sai de apartamento para enfermaria, de forma que continue pagando o plano, só que mais básico. O segundo quadro decorrente disso é deixar de pagar, se tornam adimplentes e são excluídos. Pode acontecer também de o usuário se desligar do plano por não ter capacidade de pagamento, isso é a grande realidade”, garante o economista.

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<![CDATA[Academias da Saúde garantem qualidade de vida em 61 municípios]]> Como uma estratégia de promoção de saúde, o Programa Academia da Saúde, assegura uma melhor qualidade de vida para a população de 61 municípios alagoanos. Ao todo são 93 academias no Estado, que oferecem atividades físicas e incentivam a alimentação saudável para reduzir os índices de diabetes e hipertensão.

Para melhorar os serviços disponibilizados nesses equipamentos, a Secretária de Estado da Saúde (Sesau) reuniu, nesta quarta-feira (22), os coordenadores e profissionais que trabalham nas Academias de Saúde alagoanas. O encontro, que serviu para avaliar as unidades, ocorreu no Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest).

As academias são compostas de equipes multiprofissionais para o acompanhamento de homens, mulheres e idosos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além dos profissionais de educação física, as academias contam com fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas e sanitaristas.

De acordo com Nelita Rodrigues, supervisora de Promoção e Educação em Saúde da Sesau, o custeio fica a cargo do Ministério da Saúde. Cabe à Sesau realizar o monitoramento das ações e as capacitações dos profissionais.

“Analisamos como está o funcionamento e a execução das ações de cada uma das academias do Estado. Trabalhando juntos, municípios e a Sesau, iremos ampliar e fortalecer esses equipamentos de saúde, que são importantíssimos na promoção e prevenção de doenças, em especial as crônicas não transmissíveis, a exemplo da diabetes e hipertensão”, salientou Nelita Rodrigues.

Everton Carnaúba, técnico do Programa Academia da Saúde da Sesau, salientou que as ações vão além das atividades físicas. “Nas academias existem rodas de conversas, grupos folclóricos, onde todas essas ações são adaptadas para os costumes e as realidades de cada local. Quando a equipe multidisciplinar identifica, em algum usuário, algum problema de saúde, eles são encaminhados para a Unidade Básica de Saúde para ter acesso a um atendimento de referência”, explicou.

Segundo Jeandson dos Santos, educador físico da Academia de Saúde de Jequiá da Praia, as atividades desenvolvidas por ele são destinadas ao público feminino, com aulas de zumba, exercícios funcionais, musculação e alongamento. “Em Jequiá da Praia também temos palestras com nutricionistas, fonoaudiólogos e exercícios com fisioterapeutas”, evidenciou.

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