<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[HGE registra mais de 73 mil atendimentos no primeiro semestre]]> De janeiro a junho de 2017, o Hospital Geral do Estado (HGE) acolheu 73.036 pessoas, segundo balanço divulgado pelo Núcleo de Epidemiologia Hospitalar. Apesar de ainda grande, a procura diminuiu quase 19%, quando o número é comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 90.091 atendimentos.

Os casos que envolvem doenças de clínica médica continuam sendo os mais assistidos pelo maior hospital público de Alagoas: foram 52.458 entradas em 2017 (63.128 no mesmo período de 2016). Dessas, 32.597 foram registradas no setor de classificação de risco da Área Azul.

Os acidentes casuais, aqueles causados por uma queda ou corte acidental na pele, são a segunda causa de atendimento no HGE. Foram 12.497 intervenções nestes primeiros seis meses do ano, 29% a menos que o mesmo quantitativo pontuado em 2016: 17.614 atendimentos.

Outro dado relevante no balanço é de que o número de vítimas do trânsito que chegaram ao HGE – o hospital referência no Estado no cuidado a usuários com traumas físicos, problemas vasculares e fraturas e lesões nos ossos – também diminuiu. Enquanto em 2016 as equipes assistiram 5.034 pessoas, no mesmo período deste ano foi registrado 4.038 assistências, uma diminuição de quase 20%.

A maioria dos pacientes teve origem na própria capital: foram exatos 49.245 cidadãos. De Marechal Deodoro, 2.239 usuários deram entrada no HGE, deixando o município em segundo lugar em frequência de casos assistidos. Em seguida, estão Rio Largo (2.188), Pilar (1.164), União dos Palmares (989), Atalaia (888) e Boca da Mata (785). Os demais municípios enviaram menos de 700 alagoanos ao maior hospital público de Alagoas.

Constatação

José Ricardo dos Santos, 53 anos, foi um dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que precisou dos cuidados ofertados pelas equipes médicas do HGE. Com déficit neurológico agudo, ele foi submetido a vários exames até ser internado na Unidade de AVC, única especializada na doença em Alagoas.

“É muita gente precisando dos cuidados médicos e eu posso afirmar, por experiência própria, que no HGE encontra. Podemos não encontrar as melhores acomodações, mas não tem como a gente reclamar do atendimento. Eu vejo atenção, carinho e respeito e dos responsáveis pela limpeza ao médico. Sou muito grato por poder contar com um hospital assim”, disse José Ricardo.

O pai de família teve paralisação do lado esquerdo do corpo e foi rapidamente levado ao HGE. Devidamente tratado, ele permanece em observação para a realização de novos exames que possam diagnosticar o motivo do acidente vascular cerebral e posteriormente seguirá as recomendações com a saúde em casa.

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<![CDATA[UE do Agreste atende mais de 23.600 pessoas no primeiro semestre]]> A Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, que integra a Rede Hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), prestou a atendimento a 23.634 pessoas nos primeiros seis meses de 2017.

Conforme relatório divulgado pelo Núcleo de Processamento de Dados (NPD), de janeiro a junho deste ano, os acidentes com motos lideram as estatísticas, com 5.224 atendimentos a vítimas de colisões ou quedas.

No mesmo período do ano passado, o número de vítimas de acidentes com esses veículos foi um pouco superior, com o registro de 5.376 atendimentos. Mesmo com a pequena redução nos atendimentos em relação ao ano anterior, o número ainda é considerado alto.

A gerente-geral da Unidade de Emergência do Agreste, médica Regiluce Santos, considera os números preocupantes. “Mesmo com as campanhas educativas e preventivas realizadas pelos órgãos de trânsito, as ocorrências continuam vitimando muitas pessoas, principalmente jovens em idade produtiva. Precisamos continuar orientando ainda mais as pessoas para redobrar os cuidados e evitar as imprudências no trânsito", salienta.

Regiluce Santos acrescenta que o consumo de bebidas alcoólicas é outro fator para o elevado número de acidentes com motos. "Os prejuízos são muito grandes. Além dos altos custos hospitalares com a internação e tratamento às vítimas, os acidentes deixam sequelas físicas e psicológicas, incapacitando pessoas jovens para o resto da vida", alerta.

Constatação

O estudante Lucas Barbosa Cavalcante, 23 anos, entrou para as estatísticas dos acidentados, após cair de sua moto no Centro de Arapiraca. O jovem foi levado para a Unidade de Emergência do Agreste com várias fraturas e hemorragia interna. Lucas passou dois meses internado e hoje está em uma cadeira de rodas e fazendo fisioterapia.

"Quase morri. Hoje estou impossibilitando de caminhar, mas agradeço a Deus estar vivo e contando a minha história para todos. Antes, eu pensava que moto era um veículo rápido e seguro. Sei que estava errado. Aconselho as pessoas que utilizam esse veículo para ter muito cuidado e também dirigir com atenção por si e pelos outros", alertou o jovem.

Mais Estatísticas

Ainda nos primeiros seis meses de 2017, a Unidade de Emergência do Agreste também contabilizou 4.399 pessoas internadas. A maioria das internações ocorreu, segundo as estatísticas, em função dos ferimentos e fraturas ocasionadas por conta de quedas da própria altura. Também foram efetuados 226 atendimentos a vítimas de agressão com arma de fogo.

O relatório aponta, ainda, para o atendimento a 145 pessoas por conta de agressão com arma branca (faca/facão), 778 vítimas de picadas de escorpião e 220 pessoas internadas por intoxicação com medicamentos.

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<![CDATA[Injeção mensal contra HIV pode substituir tratamento, afirma estudo]]> Uma injeção mensal de antirretroviral, em vez de um comprimido por dia, pode ser suficiente para os portadores do vírus da imunodeficiência humana (HIV) manterem a infecção sob controle. É o que indica um estudo divulgado hoje (24) na nona edição da Conferência de Investigação sobre o HIV, organizada pela Sociedade Internacional contra a Aids. A informação é da EFE.

O trabalho, apresentado em Paris pelo cientista da Universidade da Carolina do Norte (EUA) Joseph Eron, sugere que os portadores em estado de supressão viral respondem bem às injeções, sejam as administradas a cada quatro semanas ou as tomadas a cada oito. Atualmente, os portadores do HIV devem tomar um comprimido por dia para que o vírus seja indetectável e não seja transmitido, ainda que não seja possível eliminá-lo completamente.

"Para alguns soropositivos, um tratamento injetável de longa duração pode ser mais cômodo e menos estigmatizante do que o atual, o que poderia aumentar a taxa de continuidade", defendem os autores do teste, que já foi experimentado em centenas de pessoas.

De acordo com o vice-presidente da conferência, Jean-François Delfraissy, a devida continuidade do tratamento é fundamental, já que quando interrompida pode provocar aumento da resistência do vírus aos medicamentos, o que é extremamente preocupante.

Segundo dados divulgados na última semana pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids), 19,5 milhões das 36,7 milhões de pessoas que têm o vírus do HIV no mundo têm acesso ao tratamento.

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<![CDATA[ANS desconsidera 90% dos pedidos de inclusão de procedimentos em 2018]]> A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão que regula os convênios médicos, está com uma consulta pública aberta para que toda a sociedade opine sobre procedimentos e tratamentos que serão oferecidos obrigatoriamente pelos planos de saúde a partir de 2018. Dos 238 pedidos de inclusão na lista de cobertura mínima dos planos de saúde, de exames diagnósticos a medicamentos contra o câncer, apenas 21 têm recomendação de incorporação pela agência. Isso significa dizer que mais de 90% dos pedidos das entidades médicas e de pacientes foram desconsiderados² (VER QUADROS).

A “sustentabilidade do sistema” é a principal alegação da ANS para limitar os pedidos de incorporação, ressaltando que a atual situação econômica do país levou à diminuição de beneficiários² na saúde suplementar. No entanto, em nenhum momento se fala sobre a possibilidade de redução da judicialização no setor com a ampliação da incorporação dos procedimentos. Sem cobertura, o paciente vai à Justiça buscar acesso e as operadoras têm que arcar com o custo pela dificuldade de negociação de preço em compras emergenciais. A Associação Nacional das Administradoras de Benefícios (ANAB) estima que, em 2017, a previsão de gastos dos planos de saúde com o cumprimento de decisões judiciais alcance R$ 7 bilhões.

Outra justificativa da ANS é a carência de dados sobre custo/efetividade que possam embasar melhor a decisão de incorporação. De um lado, as sociedades de especialidades esclarecem que não conseguem arcar com os altos custos envolvidos na produção dessas evidências e que, nos casos de dispositivos médicos, não é possível atender aos critérios de avaliação exigidos pela ANS por questões éticas. Por outro, a ANS considera os poucos dados disponíveis em nível nacional enviesados, pois têm como origem a indústria, que financia esses estudos, mas admite não possuir corpo técnico capacitado para calcular o impacto orçamentário das incorporações³.

Neste momento, as entidades médicas e de pacientes estão tentando convencer a ANS a fazer com que os planos de saúde ofereçam mais opções de diagnóstico e tratamentos. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), por exemplo, está defendendo soluções com amplo benefício no tratamento da disfunção erétil, da hiperplasia prostática benigna e do câncer de próstata. Em sua decisão preliminar sobre a nova lista de cobertura dos planos de saúde, a ANS não recomendou a incorporação desses procedimentos na relação.

Um dos tratamentos solicitados pela SBU é o implante peniano inflável, indicado para o tratamento da disfunção erétil em pacientes que não responderam à terapia medicamentosa. A prótese inflável imita o fluxo sanguíneo natural no momento da ereção, preenchendo o pênis. Trata-se de uma tecnologia de inflação e deflação totalmente controlável, com excelente resultado estético, reproduzindo uma ereção próxima à fisiológica e um estado de flacidez muito próximo do natural. Permite o reestabelecimento da vida sexual ativa de forma harmoniosa, a qualquer momento, mas sem o constrangimento da ereção constante da prótese semirrígida, dispositivo hoje disponível aos beneficiários de planos de saúde e que apresenta maior risco de complicação em algumas condições (uso de cateter uretral; trauma raquimedular, de bacia, da genitália externa e região perineal etc.).

Entre os exames que foram desconsiderados pela ANS está a enteroscopia do intestino delgado com cápsula endoscópica. Realizado pela ingestão de uma cápsula contendo uma fonte de luz e uma câmera tamanho miniatura capaz de fotografar o trajeto por onde passa, o procedimento não é invasivo, se comparado à enteroscopia intraoperatória, que é de alto risco e reservada apenas a casos extremos. Já entre os tratamentos que ficaram de fora da lista recomendada para incorporação estão medicamentos imunobiológicos para psoríase, doença crônica da pele, caracterizada pela presença de manchas avermelhadas que descamam, provocando desconforto físico e o comprometimento da vida social e das relações interpessoais dos pacientes.

Além da SBU, diversas sociedades e associações defendem que a ANS considere mais procedimentos para incorporação em 2018, como a Associação Brasileira de Linfomas e Leucemias, a Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear.

As contribuições para a consulta pública poderão ser enviadas pelo site da agência (www.ans.gov.br/participacao-da-sociedade/consultas-e-participacoes-publicas) até 26 de julho e serão consideradas na decisão final sobre a nova lista de cobertura dos planos de saúde. Segundo a ANS, quase 50 milhões de brasileiros são beneficiários em planos privados de assistência médica¹.

 

MEDICAMENTOS PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER QUE FICARAM DE FORA DA LISTA 

  • ·         Axitinibe – câncer renal
  • ·         Cobimetinib – câncer de pele
  • ·         Dasatinibe e Nilotinibe – leucemia mieloide crônica (LMC) e leucemia linfoblástica aguda cromossomo philadelphia-positivo (LLA Ph+)
  • ·         Everolimo – câncer renal
  • ·         Ibrutinibe – leucemia linfocítica crônica (LLC) e para linfoma de células do manto (LCM)
  • ·         Regorafenibe – câncer do trato gastrointestinal

 

OUTROS PROCEDIMENTOS E TRATAMENTOS QUE NÃO FORAM CONSIDERADOS NA REVISÃO DA RELAÇÃO DE COBERTURA

PROCEDIMENTOS

BENEFÍCIOS

Implante de prótese peniana inflável para o tratamento cirúrgico da disfunção erétil de pacientes que se submeteram à prostatectomia radical contra o câncer de próstata; de pacientes com diabetes e doenças vasculares; com doença de Peyronie; com priapismo isquêmico; e de pacientes que têm contraindicação para o uso de do dispositivo semirrígido.

O implante reproduz o preenchimento do pênis, imitando o fluxo sanguíneo natural no momento da ereção. Trata-se de uma tecnologia de inflação e deflação totalmente controlável, com excelente resultado estético, reproduzindo uma ereção próxima à fisiológica e um estado de flacidez muito próximo do natural. Permite o reestabelecimento da vida sexual ativa de forma harmoniosa, a qualquer momento, mas sem o constrangimento da ereção constante da prótese semirrígida, dispositivo hoje disponível aos beneficiários de planos de saúde e que apresenta maior risco de complicação em algumas condições (uso de cateter uretral; trauma raquimedular, de bacia, da genitália externa e região perineal etc.).

Vaporização fotoseletiva com laser para o tratamento da hiperplasia prostática benigna, que é uma condição médica caracterizada pelo aumento benigno da glândula e pode provocar dificuldade de micção ou perda de urina, comprometendo a vida social dos pacientes.

Alternativa à cirurgia. Terapia menos invasiva, com menor chance de complicações, menos sangramento e recuperação mais rápida.

Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) com um novo reagente (68 GA-PSMA) para localização do câncer de próstata recorrente, para pesquisa da extensão e do avanço do tumor em pacientes de alto risco antes do planejamento cirúrgico ou da radioterapia, como guia de biópsia anteriormente negativada e para o monitoramento de metástase.

Técnica mais precisa do que as atualmente vigentes para detecção e avaliação da extensão e do avanço desse tipo de câncer com visível interferência no tratamento.

Imunobiológicos para psoríase, doença crônica da pele, caracterizada pela presença de manchas avermelhadas que descamam, provocando desconforto físico e o comprometimento da vida social e das relações interpessoais dos pacientes.

Por agirem em regiões específicas do sistema imunológico, os medicamentos biológicos são muito eficazes e apresentam menos efeitos colaterais que os tratamentos convencionais. A resposta é rápida e duradoura com desaparecimento das lesões de pele, libertando os pacientes da rotina de esconder as marcas deixadas pela doença.

Terapia imunobiológica para colite ulcerativa, doença inflamatória intestinal crônica, que provoca diarreia, hemorragia, cólicas e febre.

Tratamento que apresenta melhor resultado para manutenção do controle da doença e que representa uma alternativa para os pacientes que não respondem às terapias convencionais.

Cirurgia bariátrica para o tratamento de diabetes.

Tem uma ação rápida no controle da doença, diminui a necessidade de uso de medicação e o risco de outras complicações do diabetes: cegueira, falência renal e eventos cardiovasculares.

Enteroscopia do intestino delgado com cápsula endoscópica. Este exame é realizado pela ingestão de uma cápsula contendo uma fonte de luz e uma câmera tamanho miniatura capaz de fotografar o trajeto por onde passa. As imagens são transmitidas para um gravador que fica em um cinturão colocado no abdômen do paciente, por 8 horas. Estas imagens são posteriormente analisadas no computador, por equipe técnica qualificada. A cápsula é descartável e eliminada naturalmente pelo intestino em até três dias. Tecnologia que permite o acesso a toda a extensão do intestino delgado para a investigação de doenças como sangramento de origem obscura e Doença de Crohn e para o acompanhamento de tumores e pólipos.

Procedimento não invasivo, comparado à enteroscopia intraoperatória, que é de alto risco e reservada apenas a casos extremos.

Cirurgia plástica para retirada de excesso de pele da mama feminina (com ou sem utilização de prótese) e masculina e para a correção do acúmulo ou da perda de gordura nas regiões do braço (braquioplastia para lipodistrofia braquial), dos quadris (flancoplastia para lipodistrofia trocantérica), coxas (coxoplastia) e do abdômen (abdominoplastia), decorrentes da perda de peso maciça, após cirurgia bariátrica.

Os procedimentos já estão disponíveis na rede pública desde 2002 e não são apenas estéticos, pois trazem um ganho na qualidade de vida dos pacientes, já que muitos apresentam escoriações devido ao atrito, dificuldade de higiene pessoal, infecções e limitações de movimentos e de atividades em sua prática diária.

PET/CT para câncer de ovário que retornou (recidivado) em pacientes candidatas à cirurgia para remover o máximo de tecido tumoral possível (citorredução).

Exame com maior sensibilidade para o diagnóstico das doenças. O PET/CT é uma das mais modernas técnicas de captação de imagens médicas para o diagnóstico de alta precisão de diversas doenças. Ele é composto pela união entre duas tecnologias: a tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês), capaz de realizar um mapeamento do corpo inteiro e identificar até as mais diminutas lesões, e a tomografia computadorizada multislice (CT, na sigla em inglês), que permite captar imagens anatômicas, por meio das quais é possível a reconstrução tridimensional das estruturas corpóreas e a perfeita localização de inúmeras condições, como nódulos e lesões tumorais.

PET/CT para pesquisa da extensão e do avanço de tumores em metástases ósseas

Radioterapia tridimensional para metástases ósseas

O tratamento com a radioterapia tridimensional trouxe grandes benefícios quando comparado com a radioterapia convencional. É uma forma avançada que utiliza imagens adquiridas por tomografia computadorizada, ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons e as transfere ao computador de planejamento para criar uma imagem tridimensional do tumor, possibilitando que múltiplos feixes de radiação de intensidade uniforme possam ser direcionados exatamente para o alvo de tratamento, com as margens de segurança determinadas. Essa tecnologia dá aos médicos maior controle durante o tratamento e garante aos pacientes doses de radiação mais elevadas administradas no tumor e menos exposição à radiação dos tecidos saudáveis, diminuindo os efeitos colaterais.

Ultrassonografia tridimensional para procedimentos obstétricos e ginecológicos

Apresenta diversas vantagens sobre o método tradicional. Permite uma reconstituição mais fiel e mais nítida da imagem e novos ângulos de visão, possibilitando uma melhor visualização dos órgãos internos do corpo ou do feto, no caso do exame obstétrico. Em procedimentos ginecológicos, é utilizada para se observar os órgãos no interior da pélvis (útero, ovários e trompas, além de artérias e veias da região) e, no caso da mama, tem a capacidade de mostrar, nitidamente, as margens de uma lesão e sua exata localização. Essas informações são muito úteis na distinção de lesões benignas e malignas. Além disso, a ultrassonografia tridimensional pode ser utilizada para guiar a agulha quando estiver indicada uma biópsia por punção.

Tomossíntese digital mamária, também conhecida como mamografia 3D, exame para rastreamento adicional de câncer de mama em mulheres com mamas densas.

É um exame que tem mais acurácia e está associado a um aumento na taxa de detecção do câncer de mama e a uma redução significativa nas taxas de reconvocação e na necessidade de incidências mamográficas complementares.

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<![CDATA[Farmácia Cidadã traz mais comodidade para pacientes do SUS em Maceió]]> Facilitar o acesso aos medicamentos de alto custo para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) acamados, cadeirantes ou que possuem alguma dificuldades de locomoção. Esse é o intuito do Programa Farmácia Cidadã, criado em 2013 pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e ligado ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf).

Todos os meses são atendidos 610 pacientes que residem na capital alagoana. Para isso, o programa conta com uma assistente social, um farmacêutico e um motoboy, que realiza a entrega dos medicamentos nos 50 bairros de Maceió.

Entre os pacientes assistidos pelo Farmácia Cidadã, está a aposentada Quitéria dos Santos, moradora do bairro Barro Duro. Ela recebe dois medicamentos para controlar crises de asma e da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

“Desde 2009 pego as minhas medicações no Ceaf, mas em 2013 comecei a receber em casa, porque com o passar do tempo fui ficando fraca e cada vez mais cansada. Isso dificultava bastante para me deslocar da minha residência até o Ceaf”, contou a aposentada, que mesmo tendo recomendações medicas para ficar de repousar, não deixa de fazer as atividades domésticas. 

“Além das medicações e da nebulização que tomo todos os dias, a casa precisa estar limpa, sem objetos que acumulem muita poeira, e preciso ficar em repouso para evitar as crises respiratórias. No entanto, não consigo ficar parada e estou sempre varrendo e passando pano na casa”, explicou a senhora de 59 anos, mostrando todas as anotações feitas nas caixas dos medicamentos destinados ao tratamento da asma, arritmia cardíaca e hipertensão.

Acesso – Para ter acesso ao programa, os interessados devem ir até ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Na unidade, será realizada uma triagem pela equipe multiprofissional do programa, para analisar a dificuldade do paciente em ter acesso ao prédio do Ceaf.

“O paciente ou um familiar deve comparecer no Ceaf com os exames e as indicações médicas para dar entrada na solicitação. Iremos avaliar a dificuldade de locomoção dos usuários ou verificar se há algum problema, como a esquizofrenia e se ele não pode ficar sozinho em casa”, explicou Bianca Paes, assistente social da Farmácia Cidadã.

Esse é o caso de Pollyanna Leite, 39 anos, servidora pública, que mora no bairro Serraria. Ela é mãe da Maria Clara Leite, 9 anos, que tem hidrocefalia e recebe medicamentos da Farmácia Cidadã para controlar as crises epiléticas da menina.

“Nós entramos no programa em 2016, o que acabou facilitando a nossa vida, já que trabalho e, devido à correria do cotidiano, não tenho como de deslocar até o Ceaf. Antes eu tinha que ir todos os meses buscar essa medicação e ainda levava a Clara para fazer sessões com fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo”, relata a mãe.

Visitas Domiciliares – Os medicamentos são entregues todos os meses até o dia 20, onde também são feitas visitas domiciliares para fazer a renovação a cada três meses, com a solicitação de exames e se estão realizando as consultas periódicas com os médicos.

“Quando vamos até a residência de algum paciente, perguntamos se estão tomando as medicações de maneira correta, na dosagem certa e no horário determinado pelo médico. Também procuramos saber se eles precisam de alguma orientação ou se estão com alguma dificuldade”, explicou Sibelly Lima, assessora técnica da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Ao todo, o Ceaf possui um total de 142 medicamentos para o tratamento de doenças crônicas e autoimunes. As principais patologias atendidas são a asma, doença pulmonar crônica obstrutiva, Parkinson, esquizofrenia, pacientes transplantados, epilepsia e lúpus.

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<![CDATA[Oito novas máquinas reforçam o Serviço de Hemodiálise no HGE]]> O Serviço de Hemodiálise no Hospital Geral do Estado (HGE) ganhou reforço com a aquisição de oito novas máquinas, sendo quatro de diálise e quatro de osmose. Com isso, o que antes era oferecido por um único par de aparelhos, que só funcionam juntos, a no máximo três doentes renais por dia, agora passa a ser oferecido a até 12, sem a necessidade de deslocamento para hospitais contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Quatro técnicos e uma enfermeira já estão sendo treinados para o manuseio dos novos equipamentos, que segundo a enfermeira Andrea Loureiro, enviada pelo fabricante para realizar o treinamento no HGE, os equipamentos são os mais modernos disponíveis atualmente no mercado para realizar a diálise. Este procedimento, segundo explicou a técnica, visa suplementar as falhas da função renal, que não conseguem eliminar água e produtos de excreção do sangue, enquanto a osmose, faz o tratamento da água que servirá na hemodiálise.

“Eles são automatizados, podem informar o K/TV on line, realizar diálise sequencial, punção única, apresentar os perfis de sódio, ultra filtração, carbonato, entre outras funções. O investimento realizado no HGE é relevante, porque salva vidas, uma vez que, se a diálise acontecer em doses inadequadas, as consequências são vistas a médio e longo prazo, trazendo de volta os doentes em situação até mais grave”, argumentou a especialista.

A supervisora médica do HGE, Janaína Gouveia, salientou anteriormente um único aparelho percorria todos os setores do maior hospital público de Alagoas. “Agora temos dois de uso exclusivo da UTI [Unidade de Terapia Intensiva], um somente para doentes do coração internos na UDT [Unidade de Dor Torácica] e outro para atender, conforme a necessidade, a Pediatria e a Unidade de AVC [Acidente Vascular Cerebral]”, informou.

A hemodiálise, segundo a médica, é o método de filtração de sangue realizado por uma máquina, que limpa e filtra o sangue, ou seja, faz o trabalho que o rim doente não consegue fazer, retirando as impurezas. “Este procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. É indicado aos pacientes com insuficiência renal aguda e crônica”, informou a supervisora.

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<![CDATA[Projeto 'Farmácia Cidadã' traz mais comodidade para pacientes do SUS em Maceió]]> Facilitar o acesso aos medicamentos de alto custo para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) acamados, cadeirantes ou que possuem alguma dificuldades de locomoção. Esse é o intuito do Programa Farmácia Cidadã, criado em 2013 pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e ligado ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf).

Todos os meses são atendidos 610 pacientes que residem na capital alagoana. Para isso, o programa conta com uma assistente social, um farmacêutico e um motoboy, que realiza a entrega dos medicamentos nos 50 bairros de Maceió. Entre os pacientes assistidos pelo Farmácia Cidadã, está a aposentada Quitéria dos Santos, moradora do bairro Barro Duro. Ela recebe dois medicamentos para controlar crises de asma e da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

“Desde 2009 pego as minhas medicações no Ceaf, mas em 2013 comecei a receber em casa, porque com o passar do tempo fui ficando fraca e cada vez mais cansada. Isso dificultava bastante para me deslocar da minha residência até o Ceaf”, contou a aposentada, que mesmo tendo recomendações médicas para repousar, não deixa de fazer as atividades domésticas.

“Além das medicações e da nebulização que tomo todos os dias, a casa precisa estar limpa, sem objetos que acumulem muita poeira, e preciso ficar em repouso para evitar as crises respiratórias. No entanto, não consigo ficar parada e estou sempre varrendo e passando pano na casa”, explicou a senhora de 59 anos, mostrando todas as anotações feitas nas caixas dos medicamentos destinados ao tratamento da asma, arritmia cardíaca e hipertensão.

Acesso

Para ter acesso ao programa, os interessados devem ir até ao Componente Especializado da Assistência Farmacêutica. Na unidade, será realizada uma triagem pela equipe multiprofissional do programa, para analisar a dificuldade do paciente em ter acesso ao prédio do Ceaf.

“O paciente ou um familiar deve comparecer no Ceaf com os exames e as indicações médicas para dar entrada na solicitação. Iremos avaliar a dificuldade de locomoção dos usuários ou verificar se há algum problema, como a esquizofrenia e se ele não pode ficar sozinho em casa”, explicou Bianca Paes, assistente social da Farmácia Cidadã.

(Foto: Olival Santos / Agência Alagoas)

Esse é o caso de Pollyanna Leite, 39 anos, servidora pública, que mora no bairro Serraria. Ela é mãe da Maria Clara Leite, 9 anos, que tem hidrocefalia e recebe medicamentos da Farmácia Cidadã para controlar as crises epiléticas da menina.

“Nós entramos no programa em 2016, o que acabou facilitando a nossa vida, já que trabalho e, devido à correria do cotidiano, não tenho como de deslocar até o Ceaf. Antes eu tinha que ir todos os meses buscar essa medicação e ainda levava a Clara para fazer sessões com fisioterapeuta, terapeuta ocupacional e fonoaudiólogo”, relata a mãe.

Visitas Domiciliares

Os medicamentos são entregues todos os meses até o dia 20, onde também são feitas visitas domiciliares para fazer a renovação a cada três meses, com a solicitação de exames e se estão realizando as consultas periódicas com os médicos.

“Quando vamos até a residência de algum paciente, perguntamos se estão tomando as medicações de maneira correta, na dosagem certa e no horário determinado pelo médico. Também procuramos saber se eles precisam de alguma orientação ou se estão com alguma dificuldade”, explicou Sibelly Lima, assessora técnica da Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Ao todo, o Ceaf possui um total de 142 medicamentos para o tratamento de doenças crônicas e autoimunes. As principais patologias atendidas são a asma, doença pulmonar crônica obstrutiva, Parkinson, esquizofrenia, pacientes transplantados, epilepsia e lúpus.

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<![CDATA[Pesquisa da Ufal desenvolve métodos de cicatrização para tratar câncer de pele]]> Exposição solar sem nenhuma proteção ao longo da vida e predisposição genética são alguns dos fatores que desencadeiam o câncer mais comum no Brasil e no mundo: o de pele. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram registrados mais de mil novos casos em Alagoas só em 2016. Este tipo de câncer é preocupante pelo grande número de casos e pelas possíveis mutilações.

Os dados mostram que, desse número, 480 foram registrados em homens e 610 em mulheres. Somente em Maceió, foram identificados 260 novos casos, sendo 120 verificados em homens e 140 em mulheres.

Devido aos altos índices registrados no Estado, o professor e pesquisador, Fernando Gomes, desenvolveu junto com estudantes da Faculdade de Medicina (Famed), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), métodos de cicatrização após a retirada dos cânceres de pele não melanomas, que são os mais comuns, prevalecendo em 95% dos casos.

O grupo de pesquisa, nomeado “Carcinogênese” – processo no qual células normais se transformam em células cancerígenas – foi criado há cerca de doze anos e estuda a cicatrização dirigida e o enxerto de pele de uma região distante do tumor. Ambos os métodos têm o objetivo de fazer com que não apareçam novos cânceres nas áreas em que foram retirados.

As técnicas são aplicadas em pacientes do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), na Cidade Universitária, em Maceió, totalmente de graça, há mais de 10 anos. Cerca de 120 cirurgias são realizadas anualmente no hospital.

De acordo com o professor, o método de cicatrização mais comum no país é o enxerto de pele de uma região próxima de onde os tumores ficam localizados. “Geralmente os cirurgiões fazem a retirada do tumor e sempre o fecham utilizando enxerto de pele localizada perto da área onde o tumor foi retirado porque quanto mais próximo à cor e à cosmética, o aspecto é melhor. Porém, usando esse método os tumores quase sempre voltam”, relata.

Com essa reincidência dos tumores nas mesmas áreas já retiradas, o professor notou que fazendo um processo de cicatrização dirigida, que consiste em fazer a retirada do tumor e deixar a área aberta, ainda não houve casos de recorrência de tumores nas mesmas localidades.

“Nós retiramos o tumor e deixamos a área aberta para que o processo de cicatrização aconteça espontaneamente, sempre acompanhando os pacientes para que, caso haja alguma alteração, possamos intervir. Mesmo com a área ficando desprotegida, a resposta é melhor. E somente caso seja necessário usamos o enxerto de pele”, explica.

Já o enxerto de pele a distância, segundo o professor, é utilizado quando for preciso que a área aberta pela retirada do tumor seja fechada. Ele consiste em enxertar uma pele de uma área distante onde estão localizados os tumores. “Usamos enxerto de pele à distância porque geralmente o sol não atua naquela pele, e assim ela poderá ter uma atuação melhor. A exemplo da região da virilha, onde as células não foram expostas ao sol”, diz.

Atualmente, a pesquisa conta com doze estudantes e, além do Dr. Fernando, também participam da coordenação do estudo os professores e pesquisadores Cláudio Cavalcanti, da Ufal; Lydia Massako, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); e Camila Beder, da Ufal.

Entenda o processo da formação do câncer

O processo de carcinogênese, segundo o Inca, ocorre lentamente, podendo levar vários anos para que uma célula cancerosa se manifeste e dê origem a um tumor visível. Há três estágios antes da formação do tumor, são eles: a iniciação, a promoção e a progressão.

A iniciação, que é primeiro estágio da carcinogênese, acontece quando as células sofrem os efeitos de agentes cancerígenos que provocam modificações nos genes. Nesse estágio, a célula está geneticamente alterada e se encontram iniciadas para a ação de um segundo grupo de agentes.

Após esse primeiro estágio, ocorre a promoção, que é quando as células já alteradas são transformadas em células malignas lentamente. Segundo o Inca, para isso acontecer é necessário um longo contato com o agente cancerígeno. A suspensão desse contato pode interromper o processo. (No caso dos cânceres de pele, deixar de se expor ao sol pode interromper a formação do câncer).

O terceiro e último estágio da formação do câncer é a progressão. Ele é caracterizado pela multiplicação descontrolada e irreversível das células alteradas. Na progressão o câncer já foi instalado e é possível observar suas primeiras manifestações.

Tipos de câncer de pele não melanoma

Segundo o professor Fernando Gomes, são dois os tipos de câncer de pele não melanoma – que são os estudados pelo grupo de pesquisa -, são eles: o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide ou espinocelular.

Professor Fernando Gomes (Foto: Arquivo Pessoal)

O carcinoma basocelular é o tipo de câncer mais comum. Ele surge nas células basais, que são as mais profundas da parte superior da pele (epiderme). Ele apresenta baixa mortalidade e é frequentemente desenvolvido em regiões mais expostas ao sol.

Já o carcinoma epidermoide é o segundo mais comum. Ele se manifesta nas células escamosas, que formam a maior parte das camadas superiores da pele. Ele se apresenta em todas as partes do corpo humano, sendo mais comum nas áreas que existe exposição solar.

Há também o tipo de câncer de pele melanoma, que não é tratado pela pesquisa do grupo Carcinogênese. Este tipo é o mais grave devido à alta possibilidade de metástase, que é a invasão do câncer em outros órgãos do corpo.

Esperança de uma vida melhor

Três crianças que sofrem com o Xeroderma Pigmentoso – uma doença genética rara caracterizada pela vulnerabilidade aos efeitos dos raios solares que causam câncer de pele – são tratadas no HU. A incidência de tumores de pele nos portadores desta doença é cerca de 1.000 maior que a média da população, de acordo com a pesquisa.

Essas crianças já passaram por diversos procedimentos na área de cirurgia plástica do hospital, que conta com um tratamento diferenciado, em um espaço rodeado de brinquedos e livros infantis. Segundo os estudos do grupo, com os métodos de cicatrização aplicados nas meninas, não foi verificada a volta dos tumores nas áreas onde foram retirados.

A cicatrização dirigida dessas pacientes é acompanhada no ambulatório do hospital quinzenalmente. Caso seja observado o aparecimento de deformidades ou alterações na região operada, é feito um enxerto de pele retirado de uma região com menor exposição à luz solar.

O estudante de medicina do 8º período da Ufal e membro do grupo Carcinogênese, Elton Leandro, relata que o papel da pesquisa é de fundamental importância para a população.

“Uma parcela significativa da sociedade é exposta a fatores diversos que culminam com o surgimento de tumores de pele, os quais requerem uma abordagem cuidadosa e de cunho científico, que não envolva a simples retirada do tumor, mas promova uma construção terapêutica que prime pelo bem-estar e qualidade de vida do paciente assistido. O grupo de pesquisa e a atenção demonstrada pelo professor aos inúmeros pacientes atendidos no serviço de cirurgia plástica do HU denotam o caráter social e científico que a pesquisa possui”, conclui.

Além das crianças com xeroderma, no HU também é tratado um grupo de albinos – pessoas mais propensas a desenvolver lesões na pele pela falta de defesa contra os efeitos dos raios solares – de uma comunidade quilombola no município de Santana do Mundaú.

O Albinismo é uma condição causada pela deficiência na produção de melanina. Pessoas com esse problema são muito brancas e, dependendo do grau, podem apresentar alterações até mesmo na cor dos olhos e dos cabelos. A falta de pigmentação da pele faz com que o organismo de pessoas albinas fique mais suscetível às queimaduras solares e ao câncer de pele.

“O grupo Carcinogênese é de extrema importância para a sociedade, pois ele se preocupa em estudar uma doença muito prevalente na população, com o enfoque em entender, pesquisar e aprender a fisiopatologia da doença e possíveis abordagens terapêuticas, sempre com o objetivo de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes”, explica a estudante de medicina e participante do grupo há dois anos, Raíssa Ruperto.

Prevenção

Devido à alta exposição solar, qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele. O protetor solar, por sua vez, torna-se um fator essencial na prevenção de eventuais doenças de pele que possam surgir futuramente. A principal recomendação dos médicos é evitar exposição ao sol das 10h às 16h e utilizar proteção solar, chapéu, guarda-sol, roupas de manga e óculos escuros.

Segundo a pesquisa do grupo Carcinogênese, o uso do protetor desde a infância reduz em até aproximadamente 78% a chance de desenvolver câncer de pele na população.

Lei garante gratuidade do protetor para pessoas albinas

A lei municipal Nº 6.605, de 22 de março de 2017, garantiu a distribuição gratuita de protetor e bloqueador solar para pessoas residentes em Maceió que têm albinismo. A distribuição é feita mensalmente por médicos por meio do Programa de Atenção à Pessoa com Deficiência da Secretaria Municipal de Saúde.

(Imagem: Divulgação)

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<![CDATA[Técnicos são capacitados para tratar fumantes que desejam parar de usar tabaco]]> A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) capacitou profissionais que atuam junto a fumantes que desejam parar de usar produtos derivados do tabaco. O evento foi realizado no Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), no Conjunto Santo Eduardo, em Maceió.

O evento contou com a participação de 39 especialistas das áreas de Medicina, Serviço Social, Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Odontologia, Psicologia e Farmácia, que atuam na Promoção da Saúde dos municípios alagoanos. O treinamento foi organizado pelo Programa Estadual de Combate ao Tabagismo. 

Para Vetrúcia Teixeira, coordenadora do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo, a capacitação foi importante para sensibilizar os profissionais, a fim de favorecê-los no desenvolvimento de suas competências. Isso porque, para atuar junto as pessoas que desejam parar de fumar, é necessário que os técnicos cumpram a legislação pertinente e utilizem os instrumentos para a realização de ações de controle do tabaco. 

“A capacitação é um passo fundamental para a redução da prevalência do tabagismo e, consequentemente, diminuição da morbimortalidade por DCNTs [Doenças Crônicas Não Transmissíveis]. Assim, essa qualificação foi desenvolvida por meio do trabalho articulado de diferentes setores e de parceiros de distintas áreas do conhecimento, reforçando o caráter articulador e integrador que a Sesau representa”, destacou Vetrúcia Teixeira.

A nicotina, um dos principais componentes do tabaco, é um estimulante potente, segundo alerta a coordenadora do Programa Estadual de Combate ao Tabagismo. Conforme Vetrúcia Teixeira, em apenas alguns minutos, após a inalação do fumo, a substância alcança o cérebro e estimula a produção de adrenalina, produzindo um aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial.

Cigarros x Doenças – De acordo com ela, o uso excessivo do cigarro é apontado como uma causa importante para o desenvolvimento de enfermidades gravíssimas, entre elas as coronarianas, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), câncer de pulmão, infarto do miocárdio, derrame cerebral, úlceras do estômago a impotência sexual masculina. Segundo o último levantamento realizado pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), Alagoas registrou 3.874 óbitos na faixa de etária de 30 a 69 anos em 2013. Em 2012, foram 3.671, e, no ano anterior, foram 3.703. 

O tratamento de pacientes acometidos por doenças relacionadas ao tabagismo em Alagoas levou o Sistema Único de Saúde (SUS) a gastar R$ 39 milhões só no ano passado, um número que tem preocupado a área técnica da Sesau. Conforme Vetrúcia Teixeira, a alimentação balanceada e os exercícios físicos são importantes instrumentos para conseguir enfrentar a abstinência de nicotina.

“Em nossos Núcleos de Controle do Tabagismo, que são ferramentas fundamentais para redução do número de fumantes em Alagoas, os usuários aprendem exercícios de respiração e meditação, para que lidem de uma forma tranquila com a ansiedade. Por conta da fissura por fumar, eles acabam ficando de mau humor, irritados e, por vezes, perdem até a concentração”, ressaltou.

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<![CDATA[Morte de Chester Bennington alerta sobre sinais de depressão, diz psicóloga]]> O vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, foi encontrado morto, nesta quinta-feira (20), aos 41 anos, com sinais de suicídio. Segundo o site americano "TMZ", o cantor morreu por enforcamento em Los Angeles, na Califórnia. O corpo foi encontrado na manhã desta quinta-feira (20). "A pessoa que pensa em acabar com a própria vida, que planeja suicídio, pode estar enfrentando um longo período de depressão e alto nível de estresse e desespero”, explica a psicóloga e especialista em hipnose clínica, Miriam Farias.

Em entrevistas recentes, o cantor revelou que enfrentava uma batalha para superar o vício em álcool e drogas. “A bebida e as drogas agem como um escape para fugir da realidade vivida pela pessoa em depressão, mas que, após seu efeito passar, potencializa ainda mais o sofrimento”, conta Miriam.  Chester Bennington revelou também ter sofrido abuso sexual dos 7 aos 13 anos. “Pessoas que sofrem abusos sexuais carregam um sofrimento para o resto da vida. É preciso um acompanhamento psicológico para superar a violência, o trauma e o medo”.

Os traumas decorrentes de situações de abusos, humilhações e até terror psicológico por parte dos agressores gera o Estresse Pós-Traumático (TEPT), que está acompanhado, muitas vezes, de outros sintomas, tais como depressão, pânico, entre outros transtornos de ansiedade.

O indivíduo submetido ao TEPT desenvolve um quadro de evitação em relação ao ocorrido. Isso se dá porque ele sente como se estivesse experimentando a situação traumática outra vez. Ocorrem flashes com a presença de pensamentos invasivos e lembranças persistentes, muitos sonhos e até pesadelos sobre o fato ocorrido, levando o paciente a reviver a experiência traumática. "O indivíduo, muitas vezes, acorda assustado. Na verdade, ele fica preso à experiência traumática como se tudo fosse acontecer novamente a qualquer momento. Isso tudo causa muito sofrimento físico, mental e principalmente emocional, podendo gerar sequelas para o resto da vida de uma pessoa que sofreu com relacionamentos abusivos e doentios", relata a especialista.

A psicóloga Miriam Farias, que  é especialista em hipnose clínica, explica sobre transtornos mentais, como a depressão. “O estresse, momentos difíceis que a pessoa esteja passando, pode ser o estopim para alguma doença. Dependendo do nível das crises, ela pode ser tratada com terapias e mudanças de hábitos.  A hipnose, por exemplo, é 80% mais eficaz que as terapias convencionais”, explica a especialista. Segundo a psicóloga, quando a pessoa está hipnotizada, ela não perde a capacidade de raciocinar. Ela consegue resolver problemas complexos, fazer improvisos e ainda manter uma capacidade crítica sobre o que lhe está sendo sugerido.

A psicóloga Miriam Farias diz que é tão importante cuidar das emoções quanto cuidar da saúde do corpo. “Estresse, ansiedade, depressão, fobias e pânico estão chegando a níveis alarmantes e podem causar sintomas físicos como dores no corpo e principalmente na cabeça, além de úlceras, cansaço excessivo, insônias, tristeza, desânimo entre outros fatores que influenciam na saúde física e mental”.

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