<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Cuidados contra a dengue devem ser reforçados no carnaval]]> Durante o período carnavalesco, muitas pessoas fecham suas residências para aproveitar o feriadão, porém, com a infestação do vetor Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, zika e febre chikungunya, alguns cuidados devem ser tomados em nome da saúde coletiva.

É recomendável que se faça uma faxina dentro de casa, no jardim e no quintal, eliminando os possíveis criadouros do mosquito. O mosquito precisa de sete dias para se proliferar, então, antes da viagem, é preciso limpar tudo, com foco no acúmulo de lixo no quintal, na cobertura de tonéis e caixas d’água e nos vasos de plantas que não podem ficar sem areia.

Nas festas, os foliões também devem ter atenção com o descarte de latas, copos e garrafas. O descarte de objetos e utensílios que podem acumular água deve ser feito em lixeiras e depósitos destinados a isso. Nas casas, o cuidado é com a vedação das caixas d’água, para evitar que se tornem criadouros do mosquito da dengue. De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, em todo o Nordeste os focos do mosquito se concentram nos depósitos de águas, principalmente as caixas.

Como a população pode ajudar no combate à dengue

– Manter a caixa d’água completamente fechada para impedir que vire criadouro do mosquito;
– Jogar no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias etc;
– Guardar garrafas, para retorno ou reciclagem, emborcadas e em local em que não acumulem água;
– Colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira bem fechada;
– Não jogar lixo em terrenos baldios;
– Não deixe água acumulada sobre a laje;
– Encher de areia até a borda os pratinhos dos vasos de planta ou lavá-los com escova, água e sabão semanalmente;
– Remover folhas e galhos e tudo o que possa impedir a passagem da água pelas calhas.

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<![CDATA[Hemoal Trapiche vai abrir neste sábado para receber doações de sangue]]> Com um estoque de sangue insatisfatório para atender a demanda transfusional durante o período de Carnaval, a Unidade Trapiche do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) vai abrir neste sábado (25). O órgão, que fica situado ao lado do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, irá atender os voluntários das 8h às 17h.

A decisão de abrir o Hemoal Trapiche em pleno Sábado de Zé Pereira se deve ao fato de o estoque possuir apenas 215 bolsas de sangue, quando seriam necessárias no mínimo 300 para um período comum. Como o feriado de Carnaval compreende quatro dias, é necessário formar um estoque de sangue estratégico, segundo a gerente da unidade, Verônica Guedes.

“Nosso estoque está baixo para uma véspera de Carnaval, já que só temos duas bolsas de sangue A Negativo, uma de O Negativo e nenhuma de B Negativo. Como trabalhamos com prevenção, iremos abrir durante todo o sábado e esperamos que, aqueles que ainda não fizeram sua doação, seja por falta de tempo ou porque estão trabalhando, compareçam ao Hemoal Trapiche”, salientou a gerente da unidade. 

Quem pode doar – Estão aptas a doar sangue as pessoas que tenham no mínimo 16 anos de idade, peso igual ou superior a 50 quilos e portar um documento de identificação com foto. Além destes pré-requisitos, os voluntários não podem ter contraído doença de Chagas, Aids, sífilis e, após o dez anos, hepatite.

Ainda de acordo com os critérios para doação, os voluntários devem comparecer ao Hemoal Trapiche bem alimentados. Em se tratando das gestantes e lactantes não é permitida a doação e, no caso dos doadores, que irão repetir o procedimento, estipula-se um prazo de dois meses para os homens e três para as mulheres.

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<![CDATA[Governo de Alagoas entrega 10 novas viaturas do Samu a oito municípios alagoanos]]> O governador Renan Filho entregou nesta sexta-feira (24) dez novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) em Alagoas. Serão beneficiados oito municípios, entre os quais a Central Maceió, que receberá duas ambulâncias, e as Bases Descentralizadas de Girau do Ponciano, Maragogi, Marechal Deodoro, Mata Grande, Murici, Rio Largo, São José da Tapera e São Luís do Quitunde. 

As novas viaturas irão reforçar o atendimento pré-hospitalar na capital e no interior e foram adquiridas junto ao Ministério da Saúde, representando o esforço do Governo para qualificar a saúde pública no Estado.

O objetivo é recuperar a frota completa do Samu, que é um dos serviços mais importantes em nível da saúde pública, de acordo com o chefe do Executivo estadual. 

Alagoas dispõe atualmente de 35 Bases Descentralizadas que atendem todos os 102 municípios alagoanos. Além de duas Centrais de Regulação em Maceió e Arapiraca.

Renan Filho enfatizou que o Samu em Alagoas conta com o serviço de 54 viaturas móveis e um helicóptero exclusivo. Para o governador, a entrega das novas viaturas vai requalificar todo o serviço no Estado para que, desta forma, Alagoas tenha um melhor atendimento à população.

“O trabalho do Governo do Estado é ampliar e entregar novas ambulâncias, fazendo o Samu funcionar cada dia melhor. Sem dúvida alguma, é um dos serviços que salvam muitas vidas em Alagoas e no Brasil”, frisou.

Governador Renan Filho fez entrega nesta sexta-feira (24) de dez novas ambulâncias do Samu que beneficiarão a oito municípios de Alagoas (Foto: Thiago Sampaio / Agência Alagoas)

O governador explicou que, por conta da crise financeira, há alguns anos o Governo Federal não tem feito o repasse regular para a troca dos equipamentos nos municípios e Estados. “Mas o Estado vai viabilizar as condições para a troca da frota e renovação do serviço, porque na hora que o cidadão tem alguma necessidade gravíssima, o primeiro a chegar até ele é o Samu", destacou.

Novos projetos

Renan Filho garantiu que será lançado, ainda este ano, um amplo programa para ajudar os municípios alagoanos no que concerne as suas ambulâncias, destinando novas viaturas aos municípios.

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<![CDATA[Funasa atua em Alagoas para conter surto de diarreia em Palmeira dos Índios]]> A Superintendência Estadual da Funasa em Alagoas (Suest/AL), em parceria com órgãos municipais, realizou ação para reduzir o número de casos de doenças diarreicas agudas (DDA), no município de Palmeira dos Índios, um dos maiores do agreste do estado.

O município enfrenta um aumento significativo no número de casos de DDA. Por conta do longo período de estiagem, a principal barragem, da Carangueja, secou. O abastecimento se tornou intermitente e a população tem recorrido ao abastecimento por carros pipa.

A Suest/AL deslocou ao município a Unidade Móvel de Controle da Qualidade da Água (UMCQA) com o farmacêutico-bioquímico, José Tadeu Barbosa, para fazer análise da água de várias fontes de abastecimento. Os esforços se concentraram na identificação das possíveis fontes de contaminação o que possibilita uma ação mais eficaz no controle das DDA.

Foram realizadas coletas de água em alguns pontos do sistema de abastecimento, em poços que abastecem os carros pipa, em cisternas e em cacimbas.

Os primeiros resultados, das análises realizadas, mostram que as águas de todas as Soluções Alternativas Coletivas (SAC), que estão abastecendo os carros pipa e sendo distribuídas a população, não receberam cloro, pois têm presença de coliformes totais e de Escherichia coli.

O trabalho conjunto continuará com o retorno da unidade móvel/laboratório e equipe para realização de novas análises e avaliação da situação frente as medidas adotadas.

A vigilância em saúde do município e a Defesa Civil estão atuando nas localidades com maior incidência de casos, realizando a fiscalização dos poços e cisternas, a distribuição de cloro à população e também atividades contínuas de educação em saúde. São medidas de prevenção e controle que têm o propósito de diminuir a incidência e letalidade por DDA.

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<![CDATA[UPAs do Trapiche da Barra e Benedito Bentes desafogam Hospital Geral do Estado]]> As duas UPAs, Trapiche da Barra e Benedito Bentes, tiveram importante participação no atendimento de urgência e emergência na grande Maceió. Foram 167.128 atendimentos na urgência e emergência desde a abertura de ambas em 2016. A UPA Trapiche, inaugurada no dia 22 de fevereiro de 2016, atendeu na urgência e emergência a 103.708 pacientes. A UPA do Benedito Bentes, que entrou em funcionamento no dia primeiro de julho de 2016, atendeu a 63.420 pacientes.

Os números ratificam o acerto dos governos federal, estadual e municipal em inaugurar uma nova era no atendimento ao cidadão com as novas unidades de pronto atendimento. Para a diretora técnica das UPAs, médica Sandra Gico, “as UPAS foram projetadas para atender, exatamente, a uma demanda de pacientes com doenças agudas ou agravo de doenças pré-existentes e aqui nós atendemos a esses pacientes e estamos conseguindo estabilizar e encaminhar, só os casos mais graves, para o HGE. O atendimento humanizado das UPAS de Maceió ganhou a confiança da população e com certeza influenciou nas estatísticas com redução de entradas lá no Hospital Geral”.

O Hospital Geral continua sendo a maior referência no atendimento de urgência e emergência no estado, mas os números provam que as UPAs tiveram excelente desempenho em absorver pacientes que antes eram encaminhados diretamente para o HGE. Em 2015 o Hospital Geral atendeu 173.531 pacientes, sendo 148.784 na emergência. Neste ano 24.747 ficaram internados. Em 2016 o número de pacientes atendidos caiu para 162.752, sendo 136.450 na emergência. Em 2016, 26.302 precisaram ser internados. A diferença de um ano para o outro é de menos 10.779 pacientes no atendimento geral do HGE e menos 12.334 na urgência.

Enquanto isso, aumentou o número de pacientes que precisaram ficar internados: foram mais 1.555 internações de um ano para o outro. “As UPAs fazem um atendimento intermediário entre a atenção primária, média e alta complexidade, atuando de forma importante na assistência prestada à população, reduzindo o excesso de demanda em grandes unidades de referência como o Hospital Geral do Estado”, afirma Cristina Calado, Gerente de atenção Pré-hospitalar da Secretaria de Estado da Saúde(SESAU). “Os números refletem a efetividade e confiança sentida pela população no atendimento prestado nas UPAs”, conclui Cristina Calado.

O reconhecimento ao serviço prestado pelas UPAs aflora nos depoimentos presenciais feitos diretamente aos técnicos e corpo médico no dia a dia das unidades, assim como nos registros espontâneos das redes sociais. A satisfação ecoa nas comunidades assistidas pelas UPAs e também nos projetos de ampliação da rede de assistência.

Para o secretário de Saúde de Maceió, José Thomaz Nonô, “a UPA inova também quando oferece uma estrutura simplificada de raio-x, eletrocardiograma, pediatria, ortopedia, laboratório de exames, leitos, etc, dentro de uma única unidade, o que sem dúvida é um fator de rápido e abrangente atendimento. Emergencialmente, ainda opera nos casos de baixa complexidade à noite e nos fins de semana, quando a rede básica não está ativa. Precisamos assim, pensar em outras unidades desse tipo, que permitirão melhor resolutividade nas urgências e emergências demandadas”, concluiu o secretário Nonô.

Em dezembro, o próprio governador Renan Filho anunciou a construção de mais quatro UPAs em Maceió. “As UPAs são sucesso no país inteiro. Elas são financiadas pelo governo federal, em parceria com os estados e prefeituras. Nós já temos duas e vamos fazer mais quatro UPAs: três de emergência e uma de especialidades, afirmou o governador. De acordo com Renan Filho, as unidades serão construídas nos bairros do Jacintinho, Chã da Jaqueira, Benedito Bentes e Clima Bom, acrescentou Renan Filho.

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<![CDATA[Campanha instrui acompanhantes de crianças durante coleta de sangue]]> O Laboratório Proclínico realiza campanha para instruir acompanhantes de crianças no ato da coleta. Intitulado "Coleta Sem Medo" vai auxiliar pais e mães a fazer com que o ato da coleta não seja traumático.

Cada acompanhante recebe um panfleto com dicas, além disso, o acompanhamento da psicóloga Patrícia Cavalcante.

Dicas como: Se a criança chorar, não a repreenda.

A coleta sanguínea não é algo que está inserido em seu dia-dia; Uma noite de sono tranquila auxilia no ato da coleta; Jamais diga a ela que não vai doer, etc.

A campanha estende-se para o Instagram, onde seguidores concorrem a um kit infantil com utensílios utilizados de brinquedo, similares aos utilizados em coleta, para que ela se familiarize com o ambiente.

Para participar basta clicar no link e seguir as instruções. https://www.instagram.com/p/BQ0QbIohPmk/?taken-by=labproclinico.

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<![CDATA[Núcleo de Tabagismo firma parcerias para tratamento]]> O Núcleo de Cessação do Tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) promoveu, no dia 3 de janeiro passado, no auditório do II Centro de Saúde, localizado na Praça da Maravilha, a primeira reunião em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Humano (Onukisan), que fará um trabalho de constelação familiar com os pacientes em tratamento. O método é fundamentado em diversas formas de psicoterapia familiar e em padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos ao longo das gerações.

Segundo a coordenadora do Núcleo de Cessação do Tabagismo da SMS, Gilda Teodósio, os pacientes já estão em tratamento desde julho de 2016 e além de contar com os medicamentos e técnicas tradicionais podem ter esse suporte psicológico a mais, essencial para largar o vício. “Como a demanda de pessoas que desejam largar o vício está cada vez maior, decidimos fazer essa parceria com os psicólogos consteladores, que proporcionam a eles um novo tipo de terapia que pode ajudar muito a descobrir as causas e largar o vício do cigarro”, afirmou.

João Bastos, psicólogo constelador, explica como funciona a nova terapia. “Em grupos de cessação já é trabalhada a questão da dependência química no aspecto comportamental e social, o que nós queremos é acrescentar o aspecto sistêmico. O vício em nossa visão vem com um aspecto familiar que envolve antepassados. Esse aspecto sistêmico impede que a pessoa, por mais vontade que tenha, consiga ter um resultado. A proposta é que o indivíduo possa olhar para dentro dele e ver o que o leva a se apegar ao cigarro. Descobrindo esse ponto de desequilíbrio, podemos trabalhar o equilíbrio”, destacou.

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O teólogo e palestrante do Instituto de Desenvolvimento Humano, Daniel Moreno, também conversou com os usuários presentes sobre a importância da questão da espiritualidade e sua relação com o vício. “A espiritualidade, que vai além de questões religiosas, nesse momento de transição é essencial para o fortalecimento psicológico e emocional do indivíduo. Um indivíduo fortalecido e espiritualizado vai ter mais vontade de cuidar de si e dos outros a sua volta, vai se incentivar mutuamente, vai ter propósito de vida e buscar sempre o melhor nesse momento de vida que estão tentando superar o vício”, afirmou.

Superação

Há um ano e três meses sem fumar, Francisco de Assis, paciente do Núcleo de Cessação do Tabagismo, comemora sua vitória. “No início eu sentia muita dificuldade em relação à ansiedade por não saber se conseguiria ou não largar o vício. Fiz todo o tratamento e finalmente consegui, hoje faço acompanhamento psicológico e me sinto muito melhor com minha saúde, estou respirando melhor, não me sinto indisposto e até consigo dormir bem”, destacou.

O Núcleo

Os fumantes que participam dos grupos são auxiliados com a ajuda da goma de mascar e do adesivo, que têm a função de suprir a carências dos hormônios que dão a sensação de ‘falso prazer’ provocado pelo ato de fumar, que normalmente é o que faz que o candidato a largar o vício, desista nas primeiras 72 horas. Os grupos de fumantes têm reuniões mensais, que depois passam a ser quinzenais, com duração de uma hora e meia. Uma equipe multidisciplinar  utiliza a metodologia preconizada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) do Ministério da Saúde.

O Núcleo é integrado por uma equipe multidisciplinar e tem por finalidade reunir pessoas que têm o desejo e a necessidade de largar o vício do cigarro. Os profissionais atuam junto aos grupos, composto por fisioterapeutas, assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, e médicos.

Além do II Centro de Saúde, o Núcleo também conta com atendimento nos seguintes locais: CAPS Ad Everaldo Barbosa (Farol), Unidade de Saúde Dídimo Otto Kummer (Benedito Bentes), Unidade de Saúde Aliomar Lins (Benedito Bentes), Hospital Universitário e Uncisal. Para 2017, também está prevista a implantação de Núcleos em parceria com os Núcleos de Atenção à Saúde da Família (Nasf). O primeiro deve ser inaugurado em uma unidade de saúde pertencente ao II Distrito Sanitário da capital.

Ascom SMS

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<![CDATA[Minas Gerais confirma 83 mortes por febre amarela]]> Em novo boletim epidemiológico divulgado nesta terça (21), a Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou que 83 pessoas já morreram em decorrência de complicações da febre amarela. Mais 173 mortes ainda estão sendo investigadas. O atual surto da doença é o maior no Brasil desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. Até então, o ano com o quadro mais grave havia sido 2000, quando 40 vítimas da doença morreram.

Os dados da SES-MG mostram que o estado já contabiliza 1.027 notificações de febre amarela. Destas, 234 foram confirmadas, 57 foram descartadas e as demais continuam sob análise.

Diante do quadro, o governo mineiro anunciou novas medidas para o combate ao surto. Os hospitais da região afetada ampliaram a capacidade de atendimento. Foram abertos 154 leitos extras para pacientes com suspeita de febre amarela: 110 leitos clínicos, 14 semi-intensivos e 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Também foram enviados aos municípios 670 mil medicamentos, entre soro e analgésicos.

Nessa segunda (20), o Ministério da Integração Nacional informou que 63 municípios de Minas Gerais e um do Espírito Santo tiveram a situação de emergência reconhecida por causa do surto de febre amarela. Entre as cidades, estão os três municípios mineiros mais afetados até o momento: Ladainha, Caratinga e Novo Cruzeiro, que têm, respectivamente, 29, 21 e 20 confirmações para a doença.

Surto

A febre amarela é causada por um vírus da família Flaviviridae e ocorre em alguns países da América do Sul, América Central e África. No meio rural e silvestre, ela é transmitida pelo mosquito Haemagogus. Já em área urbana, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da febre amarela no Brasil não ocorre em áreas urbanas desde 1942.

A principal medida de combate à doença é a vacinação da população. O imunizante é oferecido gratuitamente nos postos de saúde. A aplicação ocorre em dose única, que deve ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda a administração de uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos.

Segundo a SES-MG, este ano já foram distribuídas às cidades mineiras 5,76 milhões de doses da vacina contra a febre amarela. Comunidades indígenas e quilombolas estão sendo mapeadas pelo órgão, que pretende avaliar a cobertura vacinal nestas populações.

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<![CDATA[Risco máximo: Anvisa proíbe marca de anticoncepcional]]> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu o anticoncepcional permanente Sistema Essure, registrado pela empresa Commed Produtos Hospitalares e fabricado pelo grupo Bayer.

De acordo com a agência, relatórios técnico-científicos concluíram que o contraceptivo pode provocar alterações no sangramento menstrual, gravidez indesejada, dor crônica, perfuração e migração do dispositivo, alergia e sensibilidade ou reações do tipo. O produto foi classificado como de risco máximo. 

Com a resolução, a importação, o uso, a distribuição e a comercialização do anticoncepcional fica proibida em todo o território nacional.

Como o Essure funciona

O produto, composto de materiais que incluem fibras de poliéster, níquel e titânio, é livre de hormônios e é colocado permanentemente nas trompas da mulher.

De acordo com o portal oficial do anticoncepcional, a inserção do sistema forma uma barreira natural que evita que os espermatozoides cheguem aos óvulos, evitando a gravidez.

O que diz a Commed

A assessoria de imprensa da Commed informou a EXAME.com que está investigando os motivos que levaram à suspensão do produto.

Veja a íntegra da nota:

“A Comercial Commed, distribuidora exclusiva no Brasil de Essure®, dispositivo intrauterino de anticoncepção permanente, foi surpreendida ontem (20) pela decisão da Anvisa de suspender a comercialização do produto no País.

A empresa está apurando junto às autoridades os motivos que levaram à suspensão do produto, produzido mundialmente pela Bayer.

A Commed reitera seu comprometimento com a ética e responsabilidade social, colocando-se à disposição para fornecer informações a respeito da eficácia e segurança do produto comprovadas por inúmeros estudos nacionais e internacionais”.

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<![CDATA[Ministério da Saúde convoca nova geração a usar camisinha]]> Incentivar o uso de preservativos, principalmente entre os jovens, é o foco da campanha de prevenção para o Carnaval deste ano, lançada nesta terça-feira (21/2), pelo Ministério da Saúde. Com o slogan “No Carnaval, use camisinha e viva essa grande festa!”, as peças publicitárias trazem o panorama de 260 mil pessoas vivendo com HIV e que ainda não estão em tratamento, e também de 112 mil brasileiros que têm o vírus e não sabem disso. Além de prevenir contra as infecções sexualmente transmissíveis, como a aids, o uso contínuo da camisinha também evita a gravidez indesejada.

Os jovens são o foco da campanha, já que essa é a faixa etária que menos usa camisinha. Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas indica queda no uso regular do preservativo entre os que têm de 15 a 24 anos, tanto com parceiros eventuais – de 58,4% em 2004 para 56,6%, em 2013 – como com parceiros fixos – queda de 38,8% em 2004 para 34,2% em 2013.

“Intensificamos no Carnaval a campanha de prevenção ao HIV/aids, mas distribuímos camisinhas o ano todo. Este ano, estamos apelando especialmente aos jovens que usem camisinha, façam a testagem e, se infectados, busquem tratamento, que é gratuito e o melhor do mundo. E que no carnaval só tenhamos boas lembranças”, alertou o ministro da saúde, Ricardo Barros, no lançamento da campanha de carnaval deste ano em Salvador.

O prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, ressaltou no evento o potencial do Carnaval para falar ao jovem. “Salvador sente-se honrada em ter o lançamento nacional da campanha de Carnaval e o alerta para o uso de camisinha. Nesse momento, conseguimos tocar no coração do jovem, que está na festa, sobre a importância do uso de camisinha e da preservação da vida”, enfatizou o prefeito. Também presente no lançamento, o vice-governador do estado, João Leão, apelou para o uso do preservativo no carnaval. “O espírito do baiano é carnavalesco, festeiro, quero pedir a juventude da Bahia que participe dessa festa, mas use camisinha, isso é bom para a saúde”, finalizou.

Com relação aos ainda mais novos, os dados preocupam ainda mais. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), realizada nas escolas de todo o país com adolescentes de 13 a 17 anos, reforça esse cenário: 35,6% dos alunos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual. O percentual das meninas que tiveram relação sem camisinha é de 31,3%, e dos meninos, é ainda maior: 43,02%. O mesmo estudo aponta que, quanto mais jovem, menor é o uso da camisinha. Enquanto 31,8% dos jovens de 16 e 17 anos não usaram preservativos em sua primeira relação sexual, esse índice sobe para mais de 40% entre os jovens de 13 a 15 anos.

Uma das justificativas sobre o jovem não ter o hábito de usar camisinha é o fato deles não terem vivido o risco de morte da doença. “Os mais velhos viram ídolos morrendo de aids, como Cazuza. Mas, hoje o tratamento é gratuito e está disponível no SUS. O fato é que as pessoas não estão mais morrendo, embora percam qualidade de vida. Então, é preciso que a população entenda o risco que envolve a transmissão da aids e se proteja. Queremos evitar que novos casos, todos os anos, se somem aos 800 mil brasileiros que já tem o vírus”, completou Ricardo Barros.

Presente no lançamento da ação, o músico Carlinhos Browns enfatizou a importância dessa campanha inserida em eventos de grande apelo popular, como o Carnaval. “É quando o Ministério vem na rua e faz a sua comunicação, porque não adianta ser uma ação de escritório, tem que vir in loco.

Não é possível que esse índice de portadores de 40 mil novos casos por ano continue existindo. É no carnaval que falamos sobre a utilização de preservativos, que deve seguir o ano inteiro. Viva essa alegria porque nossa saúde não pode entrar em crise, e use camisinha Brasil!”

O hábito de não usar camisinha tem impactado diretamente o aumento de casos de HIV e aids entre os jovens. No Brasil, a epidemia avança na faixa etária de 20 a 24 anos, na qual a taxa de detecção subiu de 15,6 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 21,8 casos em 2015. Entre os mais jovens, de 15 a 19 anos, o índice mais que dobrou, passando de 2,8 em 2006 para 5,8 em 2015.

Outra característica preocupante é que, dentre todas as faixas etárias, a adesão ao tratamento nesse grupo é a mais baixa. Apenas 29,2% dos 44 mil jovens identificados no Sistema Único de Saúde (SUS) com a doença estão em tratamento. Os dados mostram que a cobertura cresce à medida que aumenta a idade das pessoas vivendo com HIV e aids. Na faixa de 25 a 34 anos, esse percentual é de 77,5%, mantendo-se superior a 80% em todas as outras faixas etárias até chegar a 84,3% entre os indivíduos acima de 50 anos.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV e Aids divulgado no final do ano passado, 827 mil pessoas vivem com o HIV. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa 40,9 mil casos novos, em média, no período de 2010 a 2015.

HOMEM CAMISINHA – Além de TV, rádio e outdoor, que serão veiculados entre os dias 21 e 28 de fevereiro, o Ministério aposta na presença do Homem Camisinha para sensibilizar os jovens. O personagem, criado pela Pasta, vai interagir com o público, informar e distribuir preservativos nos blocos de rua em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Brasília, Olinda, Ouro Preto, Diamantina e Florianópolis.

Todos os estados e o Distrito Federal estão abastecidos com preservativos para as ações do Carnaval. Até o começo da festa, estarão disponíveis nos pontos de distribuição, 74 milhões de preservativos masculinos e 3,1 milhões de preservativos femininos.

SIMULAÇÃO – Ainda em Salvador, o ministro Ricardo Barros assistiu a uma simulação de Atendimento de Múltiplas Vítimas no pátio do estacionamento do Hospital Geral do Estado (HGE). Inaugurado em fevereiro de 2016, o centro está preparado para receber e tratar mais de 25 vítimas simultaneamente. Esse tipo de atendimento é essencial para um Estado, como a Bahia, que recebe centenas de milhares de turistas, sendo que, durante o Carnaval, milhões de pessoas se aglomeram nas ruas da capital baiana.

O HGE é o maior complexo hospitalar do estado da Bahia. É um hospital geral com enfoque em trauma, atendendo casos de cirurgia geral, traumato-ortopedia, queimaduras, cirurgia oftalmológica (proveniente de trauma), cirurgia plástica reparadora, cirurgia torácica, cirurgia buco-maxilo facial e cirurgia de coluna.

UNIDADES DE SAÚDE - O Ministro da Saúde também visitou o Módulo de Saúde do Farol da Barra, em Salvador (BA), que fará o atendimento de situações de Urgência e Emergência ocorridas no período do Carnaval. A população também contará com clínico geral, testes rápidos para sífilis e hepatites B e C, além de distribuição de preservativos. A previsão é que, durante o Carnaval, sejam distribuídas 7,2 mil camisinhas por dia.

O Ministro também visitou o Multicentro Carlos Gomes, em Salvador. Durante o Carnaval, a policlínica fará testes rápidos para detecção dos vírus da aids, da sífilis e das hepatites B e C. Em 2016, o Multicentro registrou 70.093 procedimentos ambulatoriais. A instituição oferece diversas especialidades, entre elas: Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Angiologia, Cardiologia Adulto e Pediátrica, Clínica Geral, Dermatologia. A unidade possui, ainda, um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), que funciona no local e foi totalmente requalificado.  

O Multicentro recebeu do Ministério da Saúde um total de R$ 2,47 milhões, valor proveniente do programa Requalifica UBS, para aquisição de equipamento e material permanente. No passado, o multicentro foi uma unidade básica de saúde.

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