<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Temer minimiza greve geral e diz que reformas serão debatidas só no Congresso]]> A manhã despontou no coração de São Paulo e os transeuntes que se via eram basicamente os moradores de rua que ali passam seus dias. Lojas fechadas, pouquíssimo trânsito e entradas de metrô completamente desertas. A imagem se repetiu durante horas nesta sexta-feira nas principais cidades brasileiras. Foi uma demonstração de força do movimento sindical que convocou uma greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária do Governo Michel Temer e conseguiu paralisar a rotina nas capitais graças, principalmente, à crucial adesão do setor de transportes. A única exceção foi o Rio de Janeiro, onde o metrô não parou e os ônibus circularam parcialmente.

Em sua primeira paralisação realmente nacional em 21 anos, os sindicalistas contaram com apoios pouco frequentes contra o Planalto, como a participação da Força Sindical, uma organização que apoiou o impeachment, a mobilização explícita da cúpula católica e a interrupção das aulas até em caros colégios particulares em várias capitais. “É preciso reivindicar nossos direitos que estão sendo retirados por um presidente impopular e ilegítimo”, dizia, na zona oeste de São Paulo, o estudante de escola privada André Neto, de 17 anos, num dos poucos protestos da jornada que acabaria em repressão policial diante da casa de Michel Temer na cidade. Enquanto em Brasília houve tensão, mas não incidentes, no Rio, as cenas dramáticas de ônibus incendiados por mascarados se mesclaram às dos manifestantes correndo das bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia.

Instado a se manifestar sobre a mobilização, o presidente Temer fez uma declaração pública na qual reduziu a greve geral a "pequenos grupos que bloquearam rodovias e avenidas". Ele insistiu que seguirá seus propósitos de "modernizar a legislação nacional" e descartou qualquer diálogo com sindicatos ou outros grupos da sociedade civil ao advertir que o debate sobre as reformas se realizará "na arena adequada para essa discussão, que é o Congresso Nacional".

De fato, está no Congresso tanto as chances de sobrevivência do Governo Temer e sua agenda liberal como o termômetro real do impacto da mobilização desta sexta-feira sobre os parlamentares. O Planalto, que conseguiu na Câmara passar a reforma trabalhista nesta semana, agora mapeia os parlamentares traidores para se preparar para a batalha mais difícil: a da reforma da Previdência. Se perceber que pode sofrer derrota ou mais defecções em sua pressionada base de apoio, o Governo será obrigado ao menos adiar o cronograma da votação na comissão especial do tema, prevista para o dia 3, e no plenário, entre 8 e 20 de maio. Se isso acontecer, pode ser ao menos uma vitória tática as forças que foram às ruas.

André Neto, 17, no Largo da Batata, em São Paulo, para quem

André Neto, 17, no Largo da Batata, em São Paulo, para quem

"um Governo impopular e ilegítimo não pode comprometer nosso futuro".

 

A mensagem das organizações da greve geral é que a pressão não cessará. No Largo da Batata, o principal ato em São Paulo, que, segundo seus convocadores reuniu 70.000 pessoas, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Guilherme Boulos, exigia que, “após a maior greve dos últimos 30 anos no Brasil”, os senadores ouvissem “a voz das ruas” para reverter a reforma trabalhista. “Entre a aprovação na Câmara e o texto ir para o Senado nós paramos o Brasil”, disse. Por diferentes razões, Temer também se volta ao senadores, preocupado com os cálculos de uma Casa povoada por denunciados na Operação Lava Jato e, especialmente, com a resistência de um neooposicionista, o ex-presidente do Senado e implicado nas investigações, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A guerra de narrativas sobre a greve

No Largo da Batata também se faziam sentir os ecos da Lava Jato na primeira manifestação após o bombardeio das delações da Odebrecht. Acuados por inquéritos da operação, os senadores petistas Lindberg Faria (RJ) e Gleisi Hoffmann (PR) discursaram em cima do carro de som. “Essa greve é o começo da derrubada de Temer”, afirmou Faria, sem empolgar a multidão que ouvia, e informando que a bancada do partido irá apresentar um projeto de lei para antecipar as eleições presidenciais para outubro deste ano.

No público, crianças, bandeiras com o arco-íris símbolo do movimento LGBT, representantes do movimento negro e de vários coletivos da periferia dividiam o espaço com as tradicionais bandeiras vermelhas de movimentos como o MTST, CUT e MST. Estava por lá também um professor vestido com a camisa da seleção brasileira e segurando uma bandeira do país, numa indumentária típica dos atos pró-impeachment de 2015 e 2016. Wirmondes Corrêa Birges lamentava a participação dos petistas no ato. “Eu estou aqui lutando por melhores condições para meus filhos e netos, não queria que PT ou PSDB transformassem isso em uma coisa partidária”, afirmou.

O professor simbolizava uma das interrogações da jornada: a mobilização conseguiria implodir a polarização política entre forças esquerdistas e o PT de um lado e forças à direita do outro para conquistar um público mais geral contra as reformas? A pergunta não tem resposta clara ainda, mas o que também se viu nesta sexta-feira foi uma reencenação do fla-flu político, com uma feroz disputa sobre a narrativa da greve. Liderando o front de resistência, estava o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que chamou os grevistas de "vagabundos". A controvérsia envolveu até a TV Globo, que foi criticada porque seu Jornal Nacional não havia noticiado a greve prevista na quinta. Nas redes sociais, a resistência também foi palpável. Mesmo com um Governo aprovado por menos de 10% da população e com uma agenda que seria impopular em boa parte do mundo, houve um bom volume de críticos dos transtornos da paralisação e de táticas de piquetes e bloqueios para forçar a adesão ao movimento.

Manifestante gesticula próximo a ônibus incendiado no Rio. Polícia dispersou manifestantes com bombas de gás.

Manifestante gesticula próximo a ônibus incendiado no Rio. Polícia dispersou manifestantes com bombas de gás.

Foto: Leo Correa/AP

 

Nas ruas, a questão do apoio à pauta se tornava mais complexa. Fabiana Paiva, que trabalha em um lanchonete dentro do terminal Jabaquara, em São Paulo, reclamava da clientela fraca. Contava que conseguira uma lotação para ir ao trabalho, mas que não tinha a menor ideia de como iria voltar para casa. "Acho que essa paralisação é correta. Sou contra todas essas reformas do Governo, mas prefiro não protestar para não ter problema aqui no trabalho."

A preocupação de Fabiana não soa menor diante dos novos dados de desemprego. Quando a jornada da greve ainda começava nesta sexta, os brasileiros toparam com uma notícia do IBGE que refletia a profundidade da crise econômica. Pela primeira vez na história, o Brasil ultrapassou a marca de 14 milhões de desempregados, ou 13,7% da população economicamente ativa. A cifra é aterradora num país que até pouco tempo flertava com a ideia do pleno emprego e um complicador a mais para Temer: não trazia nenhum sinal da recuperação econômica prometida por ele.

 

*Colaborou María Martín, do Rio de Janeiro.

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<![CDATA[Globo transforma greve geral em baderna sindical]]> O jornal O Globo desistiu de fazer jornalismo e se entregou ao papel de defensor integral do governo de Michel Temer, que ajudou a colocar no poder ao apoiar integralmente a deposição da presidente legitimamente eleita, Dilma Rousseff (PT).

Neste sábado, apesar de uma greve geral história —que mobilizou 35 milhões de brasileiros, com manifestações em todos os Estados e no Distrito Federal— o periódico dos Marinho limitou o movimento a uma mera baderna sindical.

Ignorando a adesão popular ao movimento e o recorde de impopularidade de Michel Temer, aprovado por apenas 4% dos brasileiros, segundo pesquisa Ipsos divulgada nesta semana, O Globo montou uma narrativa fantasiosa. Para o jornal carioca, ao invés de saírem as ruas para defender seus direitos, os manifestantes estavam dispostos apenas a depredar o que encontrassem pela frente, além de atrapalharem o trânsito nas grandes cidades.

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<![CDATA[Delator-chave de caixa 2 é excluído de petição contra Geraldo Alckmin]]> Considerado como peça-chave no suposto esquema de caixa dois da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) em 2014, o delator Luiz Bueno não foi incluído na petição contra o governador de São Paulo entregue ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Então chefe da Odebrecht em São Paulo, Bueno teria sido o responsável por negociar o valor e organizar os repasses a um interlocutor de Alckmin em 2014, segundo relatos que integram a peça da PGR (Procuradoria-Geral da República).

As informações são de reportagem de Thais Bilenky na Folha de S.Paulo.

"O ex-executivo da empreiteira foi apontado por dois outros delatores como o articulador da operação com Marcos Monteiro, hoje secretário do governo. A delação de Bueno está em sigilo.

Arnaldo Cumplido, então diretor de contrato da Odebrecht com a Linha 6 do Metrô de SP, afirmou aos procuradores que Bueno 'mandava cada programação com codinome e o valor'.

Segundo os delatores, Alckmin recebeu R$ 8,3 milhões em 2014 e R$ 2 milhões em 2010 não declarados.

O tucano nega. Diz que 'jamais' pediu recursos irregulares nem autorizou que o fizessem em seu nome."

 

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<![CDATA[Manifestação pode influenciar votos de congressistas em relação às reformas]]> Com manifestações em todos os estados do país, a “Greve Geral” realizada pelos movimentos sociais na sexta-feira (28) mobilizou milhões de pessoas contrárias às reformas trabalhista e previdenciária. Porém, fica a dúvida se os parlamentares no Congresso Nacional ouvirão a tão propalada “voz das ruas” e rejeitarão as propostas apresentadas pelo governo Michel Temer (PMDB).

Para os cientistas políticos Luciana Santana e Ranulfo Paranhos, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), as manifestações podem influenciar os parlamentares nas discussões sobre as reformas, mas não se sabe até que ponto.

“Elas terão impacto, não sei se dentro da expectativa, até porque hoje os políticos estão mais sujeitos às manifestações. Isso vem ocorrendo desde 2013. Outro fator é o tempo de resposta das pessoas, que está muito mais rápido do que antes, seja por causa das redes sociais, seja por causa da própria imprensa que noticia tudo a todo instante”, comenta Ranulfo Paranhos.

Já Luciana Santana ressalta que o descontentamento com as reformas trabalhista e previdenciária está ganhando força na sociedade. Para ela, outro fator a ser levado em consideração é a memória eleitoral das pessoas, ainda mais num período próximo das eleições e o impacto das medidas na vida dos brasileiros.

“As manifestações são um sinalizador de insatisfação de parcela considerável da população, não só em relação às propostas em si, mas como elas estão sendo conduzidas, sem diálogo entre o poder público e a sociedade. Espera-se que a classe política tenha consciência disso na hora de analisar essas propostas no âmbito do Legislativo, e que o próprio governo tenha a sensibilidade de saber da importância de recuar em alguns pontos. Ao menos nos que são considerados, sim, retirada de direitos”, afirma Luciana Santana.

Reformas estarão na memória do eleitor

Para Luciana Santana, a aprovação ou não das reformas trabalhista e previdenciária vai influenciar diretamente na decisão do eleitor em 2018, seja pela proximidade do próximo pleito, seja pelo impacto que as medidas podem causar na vida dos trabalhadores.

“A classe política precisa pensar que eles estão passando por um crivo que pode vir a ser cobrado na conta das próximas eleições em 2018. O que se está propondo não é só uma simples mudança numa legislação, ou mesmo um imposto a mais no meio de tantos. Está se falando de uma reforma da previdência que vai impactar diretamente sobre as expectativas do trabalhador, do que contribui há um tempo e dos que estão começando a contribuir, cujo tempo vai aumentar muito em relação à legislação atual”, diz Luciana à reportagem da Tribuna.

Mudanças como as propostas nas reformas trabalhista e previdenciária aguçam a atenção dos eleitores, segundo a cientista política.

“São medidas de impacto profundo na sociedade brasileira e quando elas ocorrem, o eleitor fica mais atento. Num processo eleitoral é mais fácil de colocar isso na conta e avaliar se vale a pena manter um deputado ou senador no Congresso que tenha votado a favor delas”, afirma.

A cientista política também comentou as críticas que muitos fazem em relação às greves.

“O objetivo das greves é mesmo causar desconforto e através dele mostrar que existe um tema maior por trás. No caso de hoje [sexta-feira], as manifestações estão com direcionamento bastante claro de insatisfação em relação às reformas trabalhista e da previdência e, por mais que não se tenha visibilidade tão grande dessas manifestações na mídia, estamos vendo o impacto que causa o transporte não funcionar”, diz Luciana Santana.

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<![CDATA[Mobilização fechou avenidas e rodovias em Alagoas na manhã desta sexta-feira]]> Os trabalhadores prometeram e cumpriram o objetivo de protestar na manhã da última sexta-feira (28), quando deu início as mobilizações nacionais em repulsa às reformas da Previdência e Trabalhista. Ambas as propostas são defendidas pelo governo Michel Temer (PMDB), mas até o momento, somente a Trabalhista passou pelo crivo da Câmara dos Deputados.

Em busca de pressionar o Congresso Nacional a não aprovar ou mudar o texto dos projetos de forma que os trabalhadores não percam seus direitos adquiridos, diversas categorias orquestraram uma série de atos que culminaram com com a paralisação de transporte coletivo em Maceió, bloqueio de avenidas na capital e rodovias federais pelos movimentos Sem Terra (MST) e Via do Trabalho (MVT).

Em uma das avenidas mais movimentadas de Maceió, a Fernandes Lima, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal) levantou bandeiras e bradou palavras de ordem contra os projetos que reformam os direitos trabalhistas.

O trânsito no local ficou complicado e não houve aulas no Centro de Estudos de Pesquisas Aplicadas (CEPA). Posteriormente, o tráfego fluiu.

Os servidores dos Instituto Federal de Alagoas (IFAL), atenderam ao chamado do seu sindicato, o Sintietfal, e paralisaram suas atividades em protesto ao governo federal. O Instituto não teve atividades durante a sexta-feira.

No período da tarde, segundo apurou a reportagem da Tribuna Independente, os rodoviários autorizaram a saída dos ônibus em Maceió e as rodovias federais foram desbloqueadas.

As rodovias bloqueadas foram BR 101, compreendendo os municípios de Novo Lino, Flexeiras, Murici e Teotônio Vilela; a BR 316, em Satuba; a BR 104, em União dos Palmares; e a BR 423, em Delmiro Gouveia. As informações foram concedidas à imprensa pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

ARAPIRACA

Na segunda maior cidade de Alagoas, em Arapiraca, também houve mobilização contra as reformas defendidas pelo governo Temer.

A manifestação ocorreu na Praça Luiz Pereira Lima (antiga Praça da Prefeitura), e contou com o apoio de sindicatos de várias categorias, a exemplo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Alagoas (Sinteal/Agreste), Sindicato dos Servidores Públicos da Prefeitura de Arapiraca, Agentes de Saúde e Câmara de Vereadores, entre outros segmentos da sociedade local.

Com faixas, cartazes e bandeiras, os trabalhadores também recebem a solidariedade de estudantes secundaristas e universitários.

O ato público tem como foco principal as propostas de Reforma da Previdência Social e a Reforma Trabalhista, que já foi aprovada na Câmara Federal, em Brasília, e deve seguir em breve para avaliação no Senado.

“Não podemos permitir que direitos conquistados, ao longo de décadas, seja eliminado agora e prejudique ainda mais a classe trabalhadora”, desabafou a professora aposentada Maria da Conceição Oliveira em entrevista à Tribuna Independente. A manifestação pública foi realizada em clima de tranquilidade.

JUDICIÁRIO

Organizados em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho de Alagoas (TRT-AL), o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário (Sindjus) e a Frente Associativa da Magistratura e Ministério Público (Frentas), protestaram contra as propostas que ainda tramitam no Congresso Nacional. Com faixas e cartazes, os movimentos repudiavam a reforma da Previdência, denominada por eles como “PEC do Caixão” devido à idade para se aposentar projetada pelo governo Michel Temer.

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<![CDATA[Trabalhadores alagoanos exigem mudanças em reformas]]> Com a maioria das bandeiras expostas com os dizeres “fora Temer”, “sem nenhum direito a menos” e “reformas não passarão”, milhares de alagoanos saíram às ruas nesse 28 de abril para protestar contra as reformas Trabalhista, da Previdência e Terceirização, impostas pelo presidente Michel Temer (PMDB) e que já estão tramitando no Congresso Nacional.

A estimativa da Polícia Militar era de mais de 10 mil pessoas presentes no ato, já os organizadores disseram ter mais de 30 mil manifestantes que contou com estudantes, diversas classes trabalhadoras e a sociedade civil em geral.

A mobilização ganhou força no início da tarde desta sexta-feira com o ato concentrado na Praça do Centenário, no bairro do Farol até descer para a Praça dos Martírios, no Centro.
Líderes de diversas classes trabalhadoras falaram sobre a expectativa e o impacto que a “Greve Geral” deve causar em Brasília.
Para o dirigente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT), Cícero Lourenço da Silva a greve deve influenciar no recuo dos parlamentares em Brasília.

“O que esperamos é que isso sirva para os parlamentares alagoanos traidores que votaram a favor da reforma Trabalhista e daqueles que querem votar na reforma da Previdência é que isso aqui sirva como exemplo da união da classe trabalhadora em busca dos seus direitos. Nós esperamos que toda essa manifestação ecoe no Congresso trabalhadora estará voltando ao tempo da escravidão e tendo todos os seus direitos retirados”.

Ela ressaltou também a participação da igreja católica no ato. “Para nós do Sindprev a importância de que essas reformas não passem no Congresso é por enxergarmos que elas são violentas contra a classe trabalhadora. Elas retiram direitos dos quais a gente luta há anos. Elas retroagem ao século 19 onde a escravidão de uma forma institucionalizada vai ser praticada contra os trabalhadores. Acredito que com a participação sobre tudo dos setores mais conservadores principalmente a igreja, que hoje vem orientando a participação dos fiéis, reforça e mostra que nós não estamos aqui para lutar contra ou a favor de partidos, mas sim pelo Brasil”.Nacional e faça com que a voz do trabalhador seja ouvida e que é com atos como esse que vamos barrar essas reformas”, destacou o dirigente da Central Única dos Trabalhadores, durante entrevista à reportagem da Tribuna Independente.

Expectativa é pressionar o Congresso Nacional

A mobilização seguiu com os trabalhadores e estudantes bradando contra as reformas apresentadas pelo governo federal. O coordenador geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas (Sindjus), Paulo Falcão chegou a fazer uma releitura histórica sobre os atos.

“Nós entendemos que essa greve geral do país que não existia há mais de 100 anos venha a criar uma grande reviravolta em Brasília. É um momento importantíssimo para demonstrarmos toda a nossa indignação e resistência a esses ataques aos diretos dos trabalhadores como a reforma da previdência, trabalhista e a terceirização que querem retomar com a escravidão. A unidade de todos os trabalhadores é de fundamental importância para nós batermos de frente contra todas essas reformas que estão no Congresso e derrubar esse governo corrupto”, argumentou.

Ainda durante o ato, foi confirmado que mais de 80% dos funcionários da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) pararam seus trabalhos.
“Nós esperamos que os nossos deputados representem o povo e que lutem por nossos direitos e não deixem ir por água a baixo todas as nossas conquistas. Chega de reformas que venham a destruir os sonhos dos trabalhadores. Reforma é preciso é, mas com responsabilidade e tem que ser em prol da população, unicamente”, destacou Zilneide Lages, que preside o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo de Alagoas.

De acordo com o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sinval Costa, a greve geral deu um sinal de que a classe trabalhadora sairá vencedora e com isso as reformas não devem ser aprovadas.

“Nós da CTB temos uma perspectiva muito positiva dessa greve geral. Perspectiva de pressionar o Congresso Nacional contra essas reformas que vem para tirar os diretos dos trabalhadores, direitos esses que são legítimos. Estamos reivindicando o reconhecimento para que a soberania do povo tenha vez e voz nesse sentido. A manifestação de hoje deu um bom sinal de que podemos sair vencedores no Congresso com a derrota dessas reformas. Hoje será um grande reflexo em Brasília. Estamos aqui não contra o governo, mas sim contra sua política neoliberal”.

Já para a diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde em Previdência Social em Alagoas (Sindprev/AL), Olga Chagas Costa, se as reformas passarem no Congresso a classe trabalhadora estará voltando ao tempo da escravidão e tendo todos os seus direitos retirados. Ela ressaltou também a participação da igreja católica no ato. “Para nós do Sindprev a importância de que essas reformas não passem no Congresso é por enxergarmos que elas são violentas contra a classe trabalhadora. Elas retiram direitos dos quais a gente luta há anos. Elas retroagem ao século 19 onde a escravidão de uma forma institucionalizada vai ser praticada contra os trabalhadores. Acredito que com a participação sobre tudo dos setores mais conservadores principalmente a igreja, que hoje vem orientando a participação dos fiéis, reforça e mostra que nós não estamos aqui para lutar contra ou a favor de partidos, mas sim pelo Brasil”.

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<![CDATA[Ciro Gomes: Elite amordaça política brasileira com censura e intimidação]]> Ciro Gomes (PDT-CE) é um dos pré-candidatos mais destacados à Presidência da República nas eleições de 2018. Com discurso desenvolvimentista e democratizante, ele conversou com a Tribuna Independente sobre a possível candidatura; projeto de país; mobilizações populares contra as reformas trabalhista e previdenciária que, em sua visão, são resultados do “golpe” que retirou Dilma Rousseff (PT) da Presidência; a relação entre as forças de esquerda no cenário político, sobre Lula e sobre a Lava Jato. De forma direta, Ciro falou do que pensa da política brasileira atualmente. “Se você imaginar um presidente como eu com esse Congresso que temos, não vai dar certo de jeito nenhum. Ou eu quebro ou serei quebrado”.

Tribuna Independente – Quando começou toda aquela campanha do impeachment e que os movimentos sociais tentavam fazer contraposição, você afirmou muitas vezes que era difícil convocar as pessoas para defender a democracia em abstrato. Agora, com as reformas trabalhista e previdenciária ficou mais fácil mobilizar?

Ciro Gomes – Sem dúvida. A concretude, a clareza do que se trata o organismo central do golpe acordou o nosso gigante, a nossa nação. No momento em que falo com você, eu estava ali acompanhando as coisas e conversando com companheiros do Brasil inteiro, meu coração tá na rua, rezando para que deus proteja nossos valentes que estão enfrentando a repressão. Mas acho que esse 28 de abril será uma referência histórica para o país.

Tribuna Independente – É possível reverter o que está em andamento no Congresso?

Ciro Gomes – O que está em andamento, eu acho que já ganhamos. Com tudo que estou vendo hoje [sexta-feira, 28], a questão da previdência eu acho que não prosperará, pelo menos da forma como foi feito. Para preservar protocolo, eles vão descaracterizar ao máximo para tentar livrar a cara adjetiva que conseguiram viabilizar, até porque a plutocracia que está por trás do golpe impôs isso ao senhor Michel Temer. Essa é uma das razões do golpe que é não só a previdência, mas também controlar o orçamento federal de maneira a gerar excedentes a qualquer custo social e politico para jogar no poço sem fundo da dívida pública. A PEC [Proposta de Emenda Constitucional 55] que congelou os gastos com saúde, educação, segurança por vinte anos foi uma violenta revogação da Constituição de 1988, mas o povo ficou em casa porque as grandes mediações não traduziram a concretude disso. Não deu para o povo entender o que significava. Porém, o que se mexe no concreto da relação de trabalho, e especialmente naquilo que é um valor clânico da nação brasileira que é a proteção dos nossos pais e dos nossos avós, o povo acordou.

Tribuna Independente – Numa entrevista sua à revista Carta capital, há dois anos, o senhor colocou que o povo brasileiro ainda não estava preparado para o Ciro Gomes presidente e que seu nome era mais para momentos de embate…

Ciro Gomes – Não é que não esteja preparado, o povo brasileiro é muito maior do que eu e espero que Deus um dia me permita o privilégio de servir a esse povo, sendo seu presidente. O que eu digo é a psicologia da política brasileira, que é amordaçada pela elite. A elite brasileira para preservar seus privilégios usa basicamente duas ferramentas: a intimidação e a censura. E o povo não sabe, na prática, o que está acontecendo. Por exemplo, se o povo soubesse que nesse ano, na medida em que se avança para desconstituir um mínimo de proteção ao trabalho, estão transferindo mais de meio trilhão de reais, de dinheiro do povo. Dinheiro que não está nas escolas, nas delegacias de polícia, nos postos de saúde e está indo para dez mil famílias de barões, que vivem do rentismo e da especulação financeira e tendo o governo como seu intermediário. Tenho certeza que se o povo brasileiro soubesse disso, a coisa não seria tão moderada como está sendo. E eu carrego a informação disso desde sempre, por isso que tendo sido ex-deputado, ex-prefeito de capital, ex-governador, ministro da fazenda e ajudado a fazer o Plano Real, ministro da integração nacional e ajudado a tocar projetos importantes para o país, de mim só se diz que eu sou ‘bocão’, agressivo.

Tribuna Independente – Por quê?

Ciro Gomes – Porque eles querem matar o carteiro para você não ler a carta. Essa é a questão. Em todas essas minhas experiências eu saí com grande aprovação popular, as maiores do país. Se eu fosse mesmo esse ‘bocão’ e descuidado com minhas palavras, provavelmente eu teria ficado como deputado estadual. O que eu digo são números. É verdade ou não que o país vai passar mais de meio trilhão de reais, de dinheiro do povo, este ano, no meio desse sacrifício, com 14,5 milhões de desempregados, o maior volume da História, milhões de brasileiros empurrados para o trabalho informal, para o biscate para poder dar o que comer a seus filhos, enquanto eu mostro tudo isso com números. Eu apontei, tendo ajudado a fazer o Real, a grande manipulação que o Fernando Henrique fez em troca da sua reeleição. Eu aceitei ser ministro do primeiro governo do Lula, mas quando começou essa esculhambação eu larguei, não aceitei mais. Com muita honra fui convidado por ele no segundo mandato e pela Dilma [Rousseff] nos dois mandatos e nunca aceitei. Venho me mantendo como lá trás, ainda jovem, não tenho empresa, não tenho rádio nem tevê, não sou sócio de nada e não tenho pensão. Não aceitei receber três pensões que as leis imorais do Brasil dão aos privilegiados: ex-governador, ex-prefeito e ex-deputado. Nunca aceitei receber.

Tribuna Independente – Sempre se fala que o campo da esquerda é dividido. Como o senhor vê isso, hoje há o seu nome e o do Lula colocados para a Presidência da República dentro do mesmo campo político?

Ciro Gomes – Nesse momento não tem nada demais, agora é o momento de ‘balé’. Se você olhar há quatro meses o que estava escrito nos jornalões de São Paulo e do Rio de Janeiro era que o Alckmin já seria o próximo presidente da República. Hoje ele sumiu porque inventou um farsante que está querendo comer o fígado dele e está cheio de denúncia da Lava Jato. Nesse país, as coisas do jeito que estão qualquer previsão de é precária, mas você pode entender o presente. O que está acontecendo? O Lula não tem outra forma de atuar no presente a não ser afirmar uma possível candidatura. Por quê? Porque ele precisa dar uma narrativa a seu partido, na medida em que ele é esse tipo de líder meio caudilho que não deixou nascer nada depois dele. Quem é o segundo petista se o Lula não for candidato e que sai naturalmente com 10% da força dele? Não tem. Essa é uma característica lamentável da política latino-americana que eu, por exemplo, sabendo disso, não cultivo. Não faço da política meio de vida e o Ceará, por exemplo, que é minha responsabilidade imediata, é governado por um grupo de jovens preparado e qualificados a quem dei voz, vez, capacitei, trenei, mostrei meus acertos e erros e hoje temos números importantes.

Tribuna Independente – O Lula está sendo perseguido politicamente?

Ciro Gomes – O Lula precisa dar essa narrativa ao petista e se afirmar como perseguido político, na medida em que, de fato, em parte importante da energia odienta que se levanta contra ele é perseguição política. Não digo da Justiça, porque todos nós homens públicos temos que nos ex-plicar. Ninguém tem o direito de ser imune e fazer o que bem entender. O Lula andou brincando de deus e está pagando um preço muito caro. Quem botou essa trupe de Michel Temer e Eduardo Cunha na linha sucessória do Brasil foi ele. Mas que ele tenha o direito de ser candidato.

Tribuna Independente – Mas se o Lula for candidato, o senhor também será?

Ciro Gomes – Eu, já disse e repito, não tenho vontade de ser candidato se o Lula for. Entenda bem, só serei candidato numa única condição: se o PDT quiser. E o serei com toda a disposição. Me preparei a vida toda para isso, mas sei o que me espera. Um cara que pensa o que eu penso, que fala o que eu falo e que tem os antagonismos que tenho, está condenado a uma trajetória quase inumana. E eu topo. Mas o Lula candidato, ele polariza o ambiente todo, a favor e contra. O ódio explode. O sectarismo político arrebenta. Esquenta tudo. E o povo vai ter dificuldade de me achar. Imagina eu dizendo: calma aí, vamos fazer aqui um projeto. O problema do Brasil é falta de capital doméstico, que se constrói assim, assado. Fica estranho. Mas vou lutar.

Tribuna Independente – Um projeto assim precisa de relação com o Congresso Nacional e o senhor tem dito que avisa às pessoas que prestem atenção em quem vão eleger como parlamentares porque será com eles que se vai negociar. Hoje o Brasil, com a realidade política que temos, permite um Congresso para materializar isso?

Ciro Gomes – Se você imaginar um presidente como eu com esse Congresso que temos, não vai dar certo de jeito nenhum. Ou eu quebro ou serei quebrado. Eu sou um velho político e não uma novidade que acabou de chegar. Sou uma pessoa treinada. O presidencialismo de impasse que temos no país, diz que o presidente eleito acaba construindo na origem do seu mandato uma maioria. Ela pode não ser a de 3/5, que também não precisa, mas não houve nenhum que não começasse com maioria, inclusive o Fernando Collor que quando sequestrou a poupança do país ninguém deu um pio. Porque quando o povo elege um presidente, meio que lhe dá um cheque em branco devido a esse defeito de não se informar pedagogicamente do que se trata. Eu já vou tentar atenuar isso informando ao máximo o que pretendo fazer, para que as pessoas que votarem em mim não o façam só porque gostam de mim, mas já sabendo o que quero fazer. Depois tem de negociar com base nas tradições federativas brasileiras. Ao invés do parlamento, que tem grupo de pressão, e a grande mídia que também serve a esses grupos de pressão, tem de negociar com os governadores. Hoje a Federação está quebrada, o que faz que qualquer governador, de qualquer partido, vá conversar com o presidente da República. E temos vários estados ingovernáveis. Há assuntos em que o presidente da República tem de abrir mão de sua própria ideia, como a previdência. Como presidente tem de marcar o início e o fim do debate. Chamar o povo, os intelectuais, os congressistas. Se o sistema representativo se sentir confortável, pronto passou. Se não, chama o povo em plebiscitos ou referendos. Como eu sei que tem de ser assim? Porque quem não fez perdeu. O Fernando Henrique não fez no segundo mandato e perdeu para o Lula. E o Lula não fez assim no segundo mandato e precipitou o país com a Dilma que resultou num golpe de Estado.

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<![CDATA[Moro quer que presentes que Lula recebeu quando era presidente voltem ao patrimônio federal]]> O juiz federal Sérgio Moro determinou nesta sexta-feira (28) que 21 objetos que eram de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foram apreendidos na Operação Lava Jato sejam incorporados ao Patrimônio da União pela Secretaria de Administração da Presidência da República.

Trata-se de presentes recebidos por Lula de chefes de estados e outras autoridades enquanto ele ocupava a Presidência — especialmente espadas, medalhas, canetas, insígnias e arte sacra. Todo o material estava em um cofre no Banco do Brasil.

Os objetos foram analisados por uma comissão da Secretaria de Administração da Presidência, que apontou que "presentes ofertados pelo Presidente da República aos chefes de estado e/ou de governo estrangeiros são adquiridos com recursos públicos da União, logo os presentes que ela receba em troca, também deveriam ser revertidos ao patrimônio da União".

Com base no pedido da própria secretaria para que os presentes fossem levados ao acervo nacional, Moro disse que a solicitação é pertinente.

"Se ela [a secretaria] afirma que parcela dos bens deve ser incorporada ao patrimônio da Presidência da República, é isso que deve ser feito, não cabendo a este Juízo maiores considerações, muito embora, pelos dispositivos citados, lhe caiba aparentemente razão", pontou o juiz.

Bens apreendidos

Os bens foram retirados do Palácio do Planalto pelo ex-presidente e guardados em um cofre da Agência Líbero Badaró do Banco do Brasil, em São Paulo, por cinco anos sem qualquer custo. Em julho de 2016, foram apreendidos.

Tudo estava acondicionado em 23 caixas de papelão e em uma caixa maior de madeira. Nas caixas de papelão, há inscrições com o nome d e uma transportadora.

A PF investiga indícios de que o transporte e armazenagem dos bens de Lula ao sair da Presidência tenham sido pagos por empreiteiras investigadas na Lava Jato como forma de compensação pelos negócios fechados com a Petrobras.

À época da apreensão, a assessoria de imprensa do Instituto Lula disse que os objetos guardados são do acervo presidencial privado e que o material é regular e está dentro da lei.

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<![CDATA[Eunício Oliveira recebe alta após internação por acidente isquêmico transitório]]> O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (PMDB-CE), recebeu alta hospitalar na noite desta sexta (28). O senador estava internado desde quinta (27) no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, após sofrer um acidente isquêmico transitório (AIT), segundo boletim médico.

“O paciente realizou nova ressonância magnética de crânio com contraste, que resultou normal”, diz o texto divulgado pelo hospital nesta sexta-feira.

Eunício foi internado na madrugada de ontem após sofrer um desmaio em casa. Inicialmente, os médicos cogitaram que ele poderia ter tido um acidente vascular cerebral, mas a hipótese foi descartada ainda ontem.

O senador chegou a ser internado na unidade de terapia intensiva (UTI), de onde foi liberado esta manhã.

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<![CDATA[Renan Filho assina ordem para restaurar a AL-105 na segunda]]> O Governador de Alagoas, Renan Filho, assina nesta segunda-feira (1) a ordem de serviço para restauração asfáltica da rodovia AL-105, no trecho que liga a Usina Coruripe a Teotônio Vilela, no entroncamento com a BR-101. Serão duas solenidades, às 10h, em Teotonio Vilela, e às 15h, em Coruripe, na sede da usina.

Além da restruturação dos 24,4 quilômetros da AL-105, o projeto prevê ainda a construção de uma ponte de 80 metros sobre o Rio Poção, ligando os municípios de Coruripe e Teotônio Vilela. A previsão de término para o serviço é de até 180 dias, a depender das condições climáticas.  A obra será realizada por meio da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-AL).

Ao ser concluída, a obra trará mais segurança para os colonos da usina e moradores da região. A recuperação do asfalto também facilitará o escoamento de toda a produção agrícola para o agreste do Estado, como afirma o superintendente de operações do DER-AL, Iran Menezes.

“É mais uma importante obra do governo Renan Filho, de restauração de quase 25 quilômetros de um trecho muito importante para a economia alagoana e com a construção da ponte, vai trazer mais facilidade de deslocamento para toda a população da região”, destacou o superintendente.

Os serviços de recuperação asfáltica fazem parte do programa Pró-Estrada, que reestrutura e recupera a malha viária estadual, além de promover melhoramentos em trechos urbanos em municípios alagoanos, assegurando mais mobilidade e segurança à população, incentivando o desenvolvimento econômico e social do Estado. Com menos de um ano em execução, o Pró-Estrada é peça fundamental na construção de uma nova Alagoas, já beneficiando mais de 30 municípios alagoanos, com serviços em andamento em todo o Estado.

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