<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Após derrota no Obamacare, Donald Trump tenta aprovar reforma tributária]]> Depois da tentativa frustrada de aprovar uma lei de saúde para substituir o chamado Obamacare, o presidente Donald Trump decidiu enviar esta semana ao Congresso um projeto de reforma tributária. Para votar a proposta, a liderança repulicana e o próprio Trump precisarão de habilidade política, já que mudanças na lei tributária não são apreciadas desde 1986.

Em uma reunião após o cancelamento da votação para extinguir o Obamacare, Trump adiantou que quer "começar a reforma tributária" com cortes em "grandes impostos". A medida divide opiniões tanto na base do Partido Republicano como na do Democrata.

Para aprovar a medida, além de enfrentar a complexidade do tema, o governo também terá dificuldades com o calendário. Pelas regras do Congresso, para entrar em vigor no próximo ano, a matéria teria de ser apreciada até junho.

Em uma conversa com jornalistas, o líder dos republicanos na Câmara dos Representantes (a Câmara dos Deputados), Paul Ryan, considerou o prazo "muito apertado", mas ressaltou que votar a reforma "não é uma tarefa impossível".

Expectativas

A imprensa norte-americana avaliou o risco de novos empecilhos causados pelos 30 deputados republicanos dissidentes, que impediram que o projeto para substituir o Obamacare avançasse. O grupo ultraconservador chamado House Freedom Caucus (em português, Convenção da Liberdade), no entanto, é favorável a mudanças tributárias e cortes de impostos. A medida também é aceita por parte dos parlamentares democratas.

Com um tema não votado há 31 anos e defensores e opositores dentro das duas bancadas, o governo Trump terá de mostrar habilidade política para conseguir maioria, o que não aconteceu na votação de substituto do programa de saúde conhecido como Obamacare.

Na quinta-feira passada (23), dia em que era esperada a votação da proposta, a liderença suspendeu a votação quando viu que não iria conseguir os 216 votos necessários para aprovar a matéria, mesmo tendo 237 representantes.

No dia seguinte (24), Trump mandou um recado e disse que a votação deveria ser feita de qualquer maneira, mesmo que perdesse. Na última hora, o próprio governo recuou, e o líder republicano Paul Ryan cancelou a votação. O grupo de deputados republicanos não cedeu, mesmo após o ultimato de Trump.

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<![CDATA[Genro de Donald Trump irá supervisionar reforma do governo dos Estados Unidos]]> O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai anunciar nesta segunda-feira (27) que seu genro, Jared Kushner, irá assumir um cargo na Casa Branca para supervisionar uma ampla reformulação do governo, confirmou uma autoridade da Casa Branca.

Kushner, que é casado com Ivanka Trump e atualmente trabalha como conselheiro sênior, irá comandar o recém-criado Escritório de Inovação Americana da Casa Branca com a meta de alavancar ideias de negócios e potencialmente privatizar algumas funções do governo, disse a autoridade, confirmando reportagem do jornal "Washington Post".

"O governo deveria ser administrado como uma grande empresa americana. Nossa esperança é conseguir obter sucesso e eficiência para nossos clientes, que são os cidadãos", disse Kushner ao "Washington Post" em entrevista.

Algumas das áreas nas quais ele irá se concentrar são a assistência aos veteranos de guerra, vício em opiáceos, tecnologia e infraestrutura de dados e treinamento e infraestrutura de mão de obra, de acordo com a reportagem.

Em um comunicado ao jornal, Trump disse: "Prometi ao povo americano que iria produzir resultados, e aplicar minha mentalidade 'antes do prazo, abaixo do orçamento' ao governo".

A medida vem a público poucos dias depois de Trump sofrer seu primeiro grande revés no Congresso desde que tomou posse em janeiro --colegas republicanos desistiram de uma nova lei de saúde depois de anos prometendo anular a legislação implantada pelo ex-presidente Barack Obama em 2010.

O anúncio também deve ocorrer uma semana depois de Ivanka receber seu próprio escritório na Casa Branca, além do acesso a informações confidenciais e um telefone do governo, apesar de assessores terem dito que ela não assumiria nenhuma função na administração de seu pai.

Segundo o "Post", assessores disseram que ela irá colaborar com o escritório de inovação de Kushner, mas não terá um cargo oficial.

Kushner tem sido uma presença constante ao lado do sogro e já havia sido liberado pelo Departamento de Justiça para atuar como conselheiro sênior da Casa Branca, embora democratas tenham mostrado preocupação com possíveis conflitos de interesse.

Ele já era encarregado de uma série de responsabilidades em questões de política nacional e externa, entre eles um acordo de paz para o Oriente Médio, e irá continuar a exercer seus vários papeis mesmo assumindo as novas tarefas, afirmou o jornal.

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<![CDATA[Número de mortos após queda de árvore em cataratas em Gana sobe para 20]]> Vinte estudantes morreram depois que uma grande árvore caiu nas populares cataratas Kintampo, no centro de Gana, durante uma tempestade, no dia 19 de março.

Outras 30 pessoas, sendo 11 estudantes, ficaram feridos.

O temporal fez com que várias árvores desabassem do alto das cataratas, sendo que uma delas caiu sobre um grande número de pessoas que estavam nadando.

Frank Adansi-Bonnah, de 21 anos, foi um dos estudantes feridos (Foto: CRISTINA ALDEHUELA/AFP)

As vítimas eram estudantes de um colégio e da Universidade de Energia e Recursos Naturais que participavam de uma excursão à região.

As cataratas Kintampo se encontram no rio Pumpum, na região de Brong Ahafo, cerca de 400 quilômetros ao norte da capital Acra.

Segundo a imprensa ganense, as famílias das vítimas vão receber uma idenização de cerca de R$ 5 mil.

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<![CDATA[Mais um suspeito de estar ligado ao ataque terrorista de Londres é detido]]> A polícia britânica prendeu um homem de 30 anos, no centro de Birmingham, na Inglaterra, por uma suposta ligação com o ataque terrorista ao Parlamento, que deixou cinco mortos, inclusive o autor do ataque, na semana passada. O comunicado foi divulgado neste domingo (26).

Com essa última detenção, o total de pessoas presas devido ao atentado subiu para 12, embora nove já tenham sido liberadas sem acusações, enquanto uma mulher foi solta após pagamento de fiança.

Outro homem, de 58 anos, detido na quinta-feira também em Birmingham, permanece sob custódia pelos detetives que investigam o caso. Além disso, as forças da ordem revistaram 15 propriedades em diversas cidades britânicas, como Londres, Brighton e Manchester, assim como outras áreas do sul da Inglaterra.

Ataque terrorista

O atentado terrorista da última quarta-feira durou 82 segundos no total, de acordo com a polícia. Ele foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico e deixou cinco mortos, incluindo o autor do ataque.

O ato começou quando o britânico Khalid Masood atropelou um grupo de pessoas ao passar pela Ponte de Westminster, diante do Big Ben. Em seguida, ele deixou o carro e avançou em direção ao Parlamento, atacando com uma faca um policial, que não resistiu e morreu. Outros agentes reagiram e balearam o agressor, que também acabou morrendo.

De acordo com a investigação do comando anti-terrorista da polícia, o ataque começou às 14:40:08 (horário local), quando o carro que o autor dirigia sobre a ponte de Westminster entrou na parte norte da construção.

O carro continuou pela ponte, passando pela pista e pela calçada, até 14:40:38, antes de bater na grade perimetral do Parlamento. A primeira ligação à polícia reportando o incidente foi feita às 14:40:59. Então, Masood deixou o veículo, avançou em direção ao Parlamento, onde foi atingido por balas disparadas pela polícia às 14:41:30.

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<![CDATA[Centenas de pessoas são detidas em manifestação anticorrupção em Moscou]]> Mais de 700 pessoas foram detidas neste domingo (26) em uma manifestação contra a corrupção que reuniu milhares de pessoas no centro de Moscou, um protesto convocado pelo opositor Alexei Navalny, que também foi detido, informou a organização OVD-Info.

A informação foi divulgada no Twitter pela ONG especializada em acompanhar as manifestações. Navalny, um advogado de formação, denuncia há anos a corrupção das elites na Rússia em seu blog.

Ele obteve, em outubro 2013, 27,2% na eleição municipal em Moscou, mas sua candidatura se viu bloqueada por sua recente condenação a cinco anos de prisão com sursis por peculato.

Alexei Navalny, opositor ao governo russo, é visto dentro de van logo após ser detido pela polícia em Moscou durante manifestação anticorrupção (Foto: REUTERS/Maxim Shemetov)

Mais cedo, a polícia citou por volta de 500 detenções na passeata não autorizada, que os agentes tentaram dispersar com gás lacrimogêneo.

"Navalny foi detido na (praça) Mayakovskaya", no trajeto da passeata proibida pelas autoridades, escreveu seu porta-voz Kira Yarmych no Twitter.

O opositor deve comparecer na segunda-feira a uma audiência com um juiz.

"Está tudo bem da minha parte, não vale a pena lutar por mim", escreveu o próprio Navalny em sua conta no Twitter, antes de pedir a continuidade do protesto. "O tema hoje é a luta contra a corrupção", completou.

A manifestação na rua Tversakia, uma das principais vias da capital russa, que leva ao Kremlin, foi proibida pelas autoridades, uma decisão questionada por Navalny.

Manifestação anticorrupção em Moscou reuniu milhares de pessoas neste domingo (26) (Foto: ALEXANDER UTKIN / AFP)

Quase 8.000 pessoas participaram no protesto, segundo a polícia. Esta é uma das maiores manifestações dos últimos anos na Rússia.

Na Praça Pushkin, o protesto reuniu milhares de pessoas, constatou a AFP.

Em São Petersburgo, a segunda cidade russa (noroeste), cerca de 4.000 pessoas se reuniram, apesar da proibição das autoridades e uma presença massiva da polícia, constatou um jornalista da AFP.

Apesar das proibições oficiais em 72 das 99 cidades convocadas, foram planejadas ações e os russos foram às ruas.

Manifestantes são detidos neste domingo (26) em Moscou (Foto: ALEXANDER UTKIN / AFP)

Relatório

Alexei Navalny convocou as manifestações depois da publicação de um relatório acusando o primeiro-ministro Dmitry Medvedev de liderar um império imobiliário financiado pelos oligarcas.

"Todo o país está cansado da corrupção", reclama Natalia Demidova, manifestante de 50 anos entrevistada pela AFP. "Medvedev deveria ter sido demitido assim que tudo foi revelado".

"Eles roubam e mentem, mas as pessoas permanecem pacientes. Este evento é um primeiro impulso para as pessoas a começarem a agir", afirma Nikolai Moissey, um operário de 26 anos.

Segundo o ministério do Interior, um policial foi hospitalizado depois de ser ferido na testa por um manifestante.

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<![CDATA[Milhares de pessoas vão às ruas de Londres para dizer 'não' ao Brexit]]> Milhares de britânicos foram às ruas de Londres neste sábado para dizer não ao "Brexit" e pedir a convocação de outro referendo antes que o governo comunique a saída do Reino Unido da União Europeia na próxima quarta-feira. As informações são da agência de notícias EFE. 

Em um dia ensolarado na capital britânica, cerca de 100 mil pessoas, de acordo com o grupo Unidos pela Europa, que organizou o protesto, fizeram uma passeata partindo de vários pontos da cidade para se concentrar em frente ao Palácio de Westminster, sede do Parlamento, para dizer "não" à saída do bloco europeu.

O evento, que contou com a participação de muitas famílias e jovens, ocorreu em meio às fortes medidas de segurança em Londres por causa do atentado registrado na última quarta-feira, quando Khalid Masood matou quatro pessoas na Ponte de Westminster e na porta do Parlamento antes de ser abatido pela polícia.

Com cartazes e bandeiras da UE, os manifestantes fizeram uma passeata em ambiente festivo, que contou também com a presença de políticos pró-Europa, entre eles o líder liberal-democrata, Tim Farron, que exige um segundo referendo sobre o acordo final que o governo britânico firmar com a União Europeia.

Os manifestantes queriam expressar apoio ao projeto europeu no dia em que se celebrou o 60º aniversário do Tratado de Roma, embrião da atual União Europeia, e antes da ativação do "Brexit".

O Unidos pela Europa afirmou em comunicado que as pessoas que votaram a favor da permanência pelo bloco estão juntas no objetivo de manifestar em frente ao "coração da democracia", o Parlamento. Ao chegarem ao Palácio de Westminster, os manifestantes fizeram um minuto de silêncio pelas quatro pessoas mortas no atentado.

Farron, que levava na lapela um escudo da UE, disse em discurso que o "Brexit" representa um "ultraje indescritível", mas que a saída do Reino Unido "não nos vencerá, silenciará ou dividirá".

"A escolha é: quem deve decidir o acordo definitivo? Os políticos ou o povo?", questionou Farron.

"Nosso trabalho é ganhar os corações e os pensamentos nos próximos meses, ganhar apoio para um referendo sobre o acordo final, mudar a direção do debate e do nosso país", destacou.

Além de Londres, o Movimento de Jovens Europeus de Edimburgo organizou hoje uma manifestação similar na capital da Escócia para mostrar o apoio à União Europeia e a oposição ao "Brexit".

Os protestos coincidiram com o anúncio do deputado Douglas Carswell, o único do Partido de Independência do Reino Unido (UKIP), de deixar a legenda antieuropeia após a vitória do "Brexit". Ele, no entanto, seguirá na Câmara dos Comuns como independente.

"Como muitos de vocês, mudei do Partido Conservador para o UKIP porque queria desesperadamente que saíssemos da União Europeia. Agora, temos certeza que isso vai ocorrer. Decidi que deixarei o UKIP", ressaltou o deputado em seu blog.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciará na quarta-feira a ativação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que estabelece um período de negociações de dois anos sobre os termos da saída de um país do bloco. 

Berlim

Na capital alemã, milhares de pessoas foram às ruas neste sábado para mostrar apoio ao projeto europeu e para protestar contra a ascensão do nacionalismo e do isolacionismo na região.

O protesto percorreu o coração da capital da Alemanha e terminou em frente ao emblemático Portão de Brandemburgo. Os manifestantes cantavam palavras de ordem a favor do projeto europeu e contra os movimentos eurofóbicos e ultradireitistas.

Alguns manifestantes usaram caixas de papelão para simular o muro que dividiu a capital alemã nos tempos da Guerra Fria, dividindo a Europa em duas. Além disso, eles usavam camisetas e levaram balões com a bandeira da União Europeia, cantando, em inglês e alemão, o lema: "Some call it Europa. We call it home" ("Alguns chamam de Europa. Nós chamamos de lar").

O protesto foi organizado por grupos ligados à União Democrata-Cristã (CDU), partido da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e por pessoas da organização "Pulse of Europe", que há várias semanas reúne no centro de Berlim centenas de pessoas que defendem o projeto europeu.

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<![CDATA[Trump afirma em rede social que Obamacare 'explodirá']]>

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar, neste sábado (25), o sistema de saúde herdado de seu antecessor, Barack Obama. Ele afirmou, no Twitter, que o Obamacare "explodirá".

"O Obamacare explodirá e nós vamos nos unir e construir uma grande lei de saúde para as pessoas. Não se preocupem!", escreveu na rede social.

Nesta sexta-feira (24), o presidente sofreu uma dura derrota com a retirada da sua proposta de reforma do sistema de saúde que acabaria com o Obamacare- ele não conseguiu os votos necessários para aprová-lo.

Após o fracasso de sexta-feira, Trump já havia dito em um pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca que o Obamacre iria explodir. "Será um ano muito ruim para o Obamacare", disse. "Foi uma experiência que levará a uma lei de saúde ainda melhor", disse. Ele afirmou estar "decepcionado" e "um pouco surpreso", mas evitou atacar os legisladores do seu partido pela retirada do projeto e culpou a minoria democrata.

Também observou que vai virar a página e se concentrar em seu próximo projeto: uma reforma tributária que levaria a uma redução dos impostos.

Trump assumiu a presidência prometendo aplicar suas qualidades como negociador, adquiridas ao longo de sua carreira empresarial, para conseguir a aprovação de seus projetos de governo.

Em apenas nove semanas no cargo, o magnata foi forçado a recuar em duas ocasiões, após o bloqueio da justiça de seus decretos migratórios e a derrota de sexta-feira.

Adiamento

Na quinta-feira, a liderança republicana já teve que adiar a votação que estava prevista por não conseguir um consenso dentro de sua própria bancada e não contar com os votos suficientes para aprovar a legislação.

Após esse primeiro revés, Trump deu um ultimato aos republicanos, exigiu que convocassem uma votação para sexta apesar da falta de acordo e assegurou que não estaria disposto a prolongar mais as negociações. Assim caso perdesse, estaria disposto a deixar em andamento o Obamacare.

Um dos problemas enfrentados por Trump para conseguir a aprovação foi o Freedom Caucus (Bancada da Liberdade), grupo ultraconservador de legisladores que criou dificuldades para um acordo porque quer menos regulamentações e que os cidadãos sejam capazes de escolher quais os cuidados médicos serão cobertos por seus planos de saúde.

Entenda o que estava em jogo

  • Criada em 2010, a lei conhecida como Obamacare ampliou o acesso universal à saúde, mas aumentou os preços de planos para quem não recebe assistência do governo.
  • A lei tem várias regras, como a proibição de que planos de saúde aumentem preços com base no histórico do paciente ou neguem cobertura a doentes graves.
  • Em troca, o Obamacare exige que todo americano ou estrangeiro que vive nos EUA tenha um plano de saúde.
  • Trump considera o Obamacare muito caro e coercitivo. Derrubar a lei e substituí-la foi uma importante promessa de sua campanha.
  • Uma nova lei proposta pelos republicanos manteria subsídios do governo a alguns setores da população, mas os montantes seriam menores. E a reforma tiraria a multa a quem não tiver plano de saúde.
  • Grupos mais conservadores do Partido Republicano não aceitam nenhum tipo de subsídio, por isso, desaprovavam a proposta de Trump.
  • Estima-se que o atual plano republicano pode deixar 14 milhões sem seguro saúde em um ano.
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<![CDATA[União Europeia celebra 60 anos do Tratado de Roma e repensa identidade e futuro]]> O ano de 1957 marcou a consolidação de uma série de esforços para criar uma comunidade europeia e integrar os países do continente no período posterior à segunda guerra mundial. No dia 25 de março, líderes da Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e de Luxemburgo assinaram o Tratado de Roma, determinados a “lançar as bases para uma união cada vez maior dos povos da Europa”.

Surgiu, assim, a Comunidade Econômica Europeia, um mercado comum com o objetivo de eliminar barreiras comerciais, garantir progresso econômico e social e reduzir as diferenças entre os países. Foi o começo do que viria a se tornar a União Europeia (UE). Sessenta anos depois, a comemoração do aniversário desse marco histórico é marcada por um clima de preocupação sobre o futuro do bloco.

UE em xeque

O projeto europeu vive, há alguns anos, uma crise de identidade e legitimidade. Se, há 10 anos, metade da população confiava na União Europeia, hoje apenas um terço mantém a confiança. Diante da recessão econômica mundial, que começou em 2008, e das economias enfraquecidas dentro do bloco, os princípios de prosperidade e estabilidade foram colocados em xeque.

A partir de 2015, o mundo testemunhou o auge da desunião em meio à chamada crise migratória. A Comissão Europeia tentou colocar em prática um plano para realocar e distribuir os refugiados, mas muitos países, sobretudo os do Leste, não apoiaram o esquema. Mais do que isso, passaram a controlar e fechar fronteiras, desafiando o princípio da livre circulação. Sem consenso, os interesses nacionais colocaram-se acima da cooperação europeia.

Brexit

No ano passado, outro golpe: os britânicos decidem sair da União Europeia. A questão migratória dominou a campanha pela saída, conhecida como Brexit, mas também o descontentamento com as regras do bloco e o controle exercido pelas instituições. Foi a primeira vitória do nacionalismo e do populismo, alimentados pelo cenário de instabilidade econômica, política e social.

Depois do Brexit, o mundo acompanhou de perto a eleição na Holanda, na semana passada, e o desempenho do candidato da extrema-direita Geert Wilders, que se opunha às políticas pró-imigração e era contra a União Europeia. Wilders não venceu as eleições, mas seu partido conquistou mais cadeiras no Parlamento do que na eleição anterior. O resultado agradou à extrema-direita no continente, que critica o projeto europeu e busca se fortalecer nas próximas eleições europeias deste ano: em abril, na França, e em setembro, na Alemanha.

Futuro do bloco

É nesse contexto que os líderes dos 27 países-membros do bloco, já sem a Grã-Bretanha, que dá início oficial à saída na próxima quarta-feira (29), reúnem-se neste sábado (25), em Roma, para marcar os 60 anos do tratado que deu a partida para a criação da União Europeia. Depois de uma série de encontros preparatórios, eles devem adotar uma declaração política, para reafirmar a validade do projeto de integração europeia e definir uma visão conjunta para os próximos anos.

“Será uma oportunidade de celebrar nossa história juntos e fazer um balanço”, disse o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, em carta aos 27 líderes da UE. “Não é segredo que o momento que enfrentamos requer uma reflexão mais profunda e sólida dos desafios para a União Europeia no curto e médio prazos: segurança interna e externa (principalmente relacionada à migração), crescimento e emprego, e desenvolvimento social.”

“Livro Branco”

Como preparação para o encontro e para outras cúpulas previstas para este ano, a Comissão Europeia apresentou neste mês o chamado Livro Branco sobre o futuro da Europa, em que são expostos cinco cenários possíveis: continuar como está; manter somente o mercado único; concentrar-se apenas em algumas áreas onde o bloco é mais forte e abandonar as que geram divisões; fortalecer e ampliar ainda mais os poderes e o escopo da comunidade; e manter como está e permitir que os membros interessados possam ir mais longe em certas áreas, mesmo que não haja consenso.

O último caminho, da Europa de “várias velocidades”, é defendido pela França e pela Alemanha, com apoio da Itália e da Espanha. “Unidade não quer dizer uniformidade”, disse o presidente francês, François Hollande, em um encontro recente entre líderes destes países. A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, defendeu o espírito da União Europeia, já que “cada membro pode participar dos projetos, mas nem todos precisam fazê-lo”. Porém, países do Leste, principalmente a Polônia, são contra, por acreditarem que isso poderia criar “clubes de elite” e ainda mais divisão.

“Os líderes europeus estão cientes de que essa crise deve ser usada como uma oportunidade para construir uma 'Europa melhor'. Mas o que isso significa? Mais Europa? Menos Europa?”, questiona o cientista político Ludger Kühnhardt, da Universidade de Bonn, na Alemanha. Para ele, o ponto-chave é formular o que os países, de fato, querem fazer juntos, e não discutir “como” eles se relacionarão.

 Ludger Kühnhardt, cientista político e diretor do Centro de Estudos para Integração Europeia, sediado em Bonn, Alemanha

Ludger Kühnhardt, diretor do Centro de Estudos para Integração Europeia

(Foto: Aline Moraes Amling/Agência Brasil)

 

Sociedade europeia

Diretor do Centro de Estudos para Integração Europeia, Kühnhardt afirma que os problemas e questionamentos enfrentados pela União Europeia – do euro (moeda oficial do bloco) ao papel das instituições europeias e à questão dos refugiados – originam-se de um deficit fundamental da União Europeia: ela é politicamente, mas não socialmente, unida.

“A Europa teve êxito ao criar uma união de estados e de cidadãos e superar uma história de guerra., mas falhou completamente na criação de algo que se aproxime de uma sociedade europeia”, diz o especialista. “Existe uma sociedade brasileira, uma sociedade alemã, mas não existe uma sociedade europeia, uma estrutura com memórias comuns, com um entendimento comum de cooperação. E isso é a base para o funcionamento de um Estado e da democracia em qualquer lugar do mundo.”

A proposta de Kühnhardt é que as estruturas da União Europeia não se limitem às instituições políticas em Bruxelas, na Bélgica. Seriam necessárias associações profissionais, museus, canais de mídia. Tudo em nível europeu, assim como ocorre em nível nacional, explicou.

“Em todos os países-membros, existem programas de debates e, na maioria, os problemas em discussão são muito semelhantes, mas não discutimos juntos, no mesmo lugar, com vozes autênticas dos diferentes países. Nossos políticos fazem isso no Parlamento, no Conselho Europeu, em todas as instituições oficiais, mas a população não está conectada”, destacou Kühnhardt.

Primeiro passo

No dia 6 de maio, será inaugurada em Bruxelas a Casa da História Europeia, uma espécie de museu, o primeiro do tipo sobre a trajetória do bloco. Para o cientista político, será o primeiro passo na direção que ele propõe. “Acredito que a base para que a União Europeia funcione e se torne realmente uma potência de status global é o consenso, a partir da perspectiva de uma sociedade comum.”

Kühnhardt espera que, na reunião deste sábado, os líderes dos 27 países-membros do bloco voltem à questão de qual é o propósito dessa União. “A Europa precisa de uma 'refundação' para tirar o melhor proveito desse aniversário de 60 anos”, argumentou.

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<![CDATA[Trump é derrotado no Congresso ao adiar votação de substituto do Obamacare]]> Os líderes republicanos da Câmara dos Representantes (Câmara dos Deputados) dos Estados Unidos suspenderam hoje (24) a votação da lei que iria substituir o chamado Obamacare, atual sistema público de saúde americano, implementado pelo ex-presidente Barack Obama, há sete anos. A manobra representou uma derrota do atual presidente Donald Trump, que durante a sua campanha eleitoral prometeu acabar com o programa.

Essa também havia sido a promessa de campanha de muitos deputados republicanos. Após o anúncio de que a votação da proposta seria adiada, Trump disse que não conseguiu a vitória “por pouco” e se disse “surpreso e desapontado”, colocando a culpa no Partido Democrata. “Nós não tínhamos nenhum voto dos democratas. Eles não iriam nos dar nem mesmo um voto, então é uma coisa muito difícil de se fazer”.

No entanto, a ausência de votos dos democratas era algo esperado desde o início, e a avaliação que prevaleceu em Washington é a de que Trump não teria o voto dos próprios republicanos de seu partido, que têm maioria em ambas as casas do Congresso. Depois de muitas negociações, Trump e o presidente da Câmara, Paul Ryan, não conseguiram convencer os republicanos a votarem a favor do projeto.

“Não vai longe”

Alguns republicanos mais conservadores disseram que a proposta de Trump “não vai longe o suficiente” na desregulamentação do atual sistema, enquanto outros têm medo de que sua base fique sem cobertura de plano de saúde. Membros do “Freedom House Caucus”, grupo que reúne os republicamos mais conservadores da Câmara dos Deputados, não aceitaram votar a favor da lei, mas anunciaram, logo após a suspensão, que querem continuar trabalhando com Trump para substituir o Obamacare.

Ryan não soube dizer se o Obamacare será de fato substituído em breve. Já a líder dos Democratas na Câmara, Nancy Pelosi, disse que esta foi uma “vitória para todos os americanos”.

A votação era considerada o primeiro teste do poder de articulação de Trump no Congresso  e ele chegou a dar um ultimato aos deputados na quinta-feira (23), dizendo que deveriam votar o projeto ou teriam que se contentar e continuar com o Obamacare. Mas a ameaça não funcionou, e a suspensão da votação passa a ser a primeira grande derrota do presidente, que já anunciou que a partir de agora vai passar a focar na reforma tributária.

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<![CDATA[ONG médica denuncia 273 ataques aéreos a hospitais na Síria]]> A organização não governamental francesa União das Organizações de Socorro e Auxílio Médico (UOSSM) denunciou nesta sexta-feira (24) que no ano passado ocorreram pelo menos 273 ataques aéreos diretos a hospitais na Síria.

Este grupo, que presta apoio a instalações sanitárias no território sírio, avaliou 107 instituições sanitárias - 63 no norte e 44 no sul do país - do total de 130 centros médicos registrados em regiões sob controle opositor, excluindo os territórios em poder dos jihadistas do Estado Islâmico (EI) e das milícias curdas.

No total, os hospitais foram atacados 273 vezes de forma direta (com danos estruturais) e 700 de forma indireta (ataques que ocorreram nos arredores da instalação e que chegaram a afetá-la), segundo o relatório ao qual a Agência Efe teve acesso e que será apresentado amanhã em Genebra.

Isto representa um aumento em relação a 2015, quando, segundo dados da mesma organização humanitária, ocorreram 500 ataques diretos e indiretos a instalações médicas.

De acordo com o relatório, um mesmo centro, em Guta (subúrbio de Damasco) foi bombardeado em 25 ocasiões, seja de forma direta ou indireta.

O conflito sírio é "o primeiro da história em que tantos hospitais foram diretamente considerados alvos militares", disse à Efe o cirurgião sírio-canadense Anas Al-Qassim, que realizou 15 missões no terreno.

Al-Qassim declarou que, apesar de desconhecer a autoria das agressões, só o regime sírio, a coalizão internacional e as forças aéreas russas dispõem de aviões de combate.

"Estes ataques vulneram a Convenção de Genebra, assinada por todas as partes que possuem aviões de combate, que proíbe os ataques a instalações sanitárias", lembrou o responsável de Hospitais da UOSSM, Mounir Hakimi, que supervisionou as evacuações do leste de Aleppo em dezembro do ano passado.

Segundo os dados coletados pela UOSSM, três quartos dos edifícios registrados como hospitais não foram construídos para ser um centro médico, mas, antes da explosão da guerra em 2011, eram escolas ou sedes governamentais.

Os resultados também mostram que mais da metade do pessoal médico não recebeu formação alguma para saber como proteger-se em caso de ataque.

Além de uma constante falta de trabalhadores sanitários, concretamente de especialistas, a ONG lembrou a precariedade em termos de aparelhos, equipamentos e provisões.

Por exemplo, 60 dos 240 aparelhos de raios X dos hospitais estudados estavam fora de serviço, e apenas quatro de 13 scanners podiam ser utilizados.

Da mesma forma que em 2015, em 2016 foi praticamente impossível praticar intervenções de cirurgia vascular, neurocirurgia ou cirurgia plástica nas áreas estudadas.

A UOSSM coletou estes dados de pesquisas com trabalhadores sanitários e depois os verificou através das indagações de seu próprio pessoal na Síria.

Bebês são vistos em hospital infantil que foi parcialmente danificado por ataques aéreos em julho de 2016 em Aleppo (Foto: Abdalrhman Ismail/Reuters)

Al-Qassim advertiu que "2017 pode ser ainda pior", e pediu à comunidade internacional e, especialmente, às Nações Unidas que garantam a proteção dos hospitais, pois, caso contrário, "a guerra na Síria será o maior ponto obscuro da história da ONU".

O conflito sírio acaba de entrar em seu sétimo ano com um balanço de pelo menos 320.000 mortos, e mais da metade da população forçada abandonar seus lares e se transformar em deslocada interna ou refugiada.

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