<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Alemães protestam em frente a evento do AfD aos gritos de "fora nazistas"]]> Ao todo, 1 milhão de pessoas, a maioria jovens, protestaram neste domingo (24), aos gritos de "fora nazistas", na frente do espaço alugado pelo eleitores do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) no centro de Berlim para festejar os resultados das eleições de hoje. As informações são da Agência EFE.

Com aproximadamente 13% dos votos, conforme projeções, o AfD entrará para o Bundestag (Parlamento alemão) como a terceira maior força parlamentar, questão que também gerou protestos em outras grandes cidades do país.

A concentração em Berlim aconteceu na porta do Traffic Club Berlin, a poucos metros da Praça Alexanderplatz, onde os líderes do partido e seus simpatizantes deram entrevista e comemoraram o sucesso nas eleições.

Cercados por um amplo esquema de segurança, os protestos começaram logo depois da divulgação das primeiras projeções. A maioria dos manifestantes criticava o discurso xenófobo de um partido que fez da rejeição aos imigrantes e refugiados o principal eixo de campanha.

“Não existe espaço para a propaganda nazista”, “Nacionalistas fora” e “Refugiados bem-vindos” foram algumas das frases ouvidas durante a manifestação em Berlim.

De acordo com a imprensa alemã, também ocorreram protestos em Colônia, Hamburgo e Frankfurt, sem registro de incidentes.

 

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<![CDATA[Tiroteio em igreja nos Estados Unidos deixa oito feridos]]> Ao todo, oito pessoas ficaram feridas neste domingo (24) em um tiroteio em uma igreja da pequena cidade de Antioch, perto de Nashville, no Tennessee (Estados Unidos), informou o Corpo de Bombeiros.

As informações são da Agência EFE. O crime aconteceu por volta do meio-dia (hora local) na capela da Igreja Christ Burnette, conforme a imprensa local.

"A equipe médica está atendendo oito pessoas baleadas na capela da Igreja Christ Burnette. O atirador está entre os feridos", indicou o Departamento de Bombeiros de Nashville no Twitter.

"Todos os feridos, exceto um, têm mais de 60 anos", detalhou o Corpo de Bombeiros.

O local foi cercado, e a polícia investiga o caso. Os feridos foram levados para hospitais da região. As motivações do crime ainda são desconhecidas.

"Os membros da igreja não feridos estão em um lugar seguro", acrescentaram os bombeiros, que não informaram quantas pessoas estavam no templo na hora da ação.

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<![CDATA[Tempestade tropical Lee pode virar furacão até domingo, diz NHC]]> Dados do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) indicam que a tempestade tropical Lee, que tinha se dissipado na sexta-feira (22), está retomando força. Ao que tudo indica, até domingo (24) ela pode se tornar um furacão de grande intensidade. As informações são da agência de notícias EFE. 

Em um boletim divulgado na manhã deste sábado (23), o Centro informou que a velocidade de translação da tempestade tropical Lee caiu para  quatro quilômetros por hora. No entanto, os ventos sustentados apresentados pela tempestade tropical, estão se fortalecendo, subindo para 75km/h. Isso fará com que a tempestade vire um furacão.

No momento em que o boletim foi divulgado neste sábado (23), Lee estava a 1.450 quilômetros do leste de Bermuda (Caribe). Foi identificado ainda pelo Centro que a tempestade se move em direção ao norte, mas mudará o rumo para o Nordeste. A previsão do NHC é que ele se fortaleça nas próximas 48 horas.

furacão Maria , atualmente de categoria 3 na escala Saffir-Simpson, avança em direção noroeste sobre as águas do Atlântico Central. Após devastar Porto Rico e afetar a Dominica e as Ilhas Virgens Britânicas na última quarta-feira (20), a indicação do NHC é de monitorar o furacão Maria, uma vez que ele atualmente está a 395 quilômetros de Eluthera e 515 quilômetros de Nassau, ambas nas Bahamas . O furacão apresenta ventos de 185km/h, com rajadas ainda mais intensas.

Furacão Maria

Balanço divulgado neste sábado (23) aponta que 73 localidades da República Dominicana permanecem isoladas por causa do transbordamento de rios e canais, acidentes estes provocados pelo furacão Maria, que na quinta-feira (21) passada se aproximou do litoral do país, informou o Centro de Operações de Emergências (COE).

O Escritório Nacional de Meteorologia afirmou que, apesar de o furacão estar 575 quilômetros ao norte/noroeste da província de San Felipe de Puerto Plata, ele segue afetando de maneira indireta nas condições climáticas, e chuvas são esperadas para este fim de semana. 

Com esses dados, as entidades meteorológicas pedem atenção à população para não ser afetados nem pela tempestade tropical e pelo furacão, que continuam deixando o tempo instável nas regiões. 

 

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<![CDATA[O drama do país que mais perde população no mundo]]> A Bulgária viu sua população ser reduzida em um quinto desde a década de 1990. As projeções indicam ser o país onde a população vai encolher de forma mais rápida no mundo. Mas o que isso significa para os que lá permanecem?

Na Província de Pernik, interior búlgaro, não são apenas os trajes de lã que fazem de Stoyan Evtimov um sujeito incomum. Com mais de trinta anos de idade, ele é um dos poucos que permanecem no vilarejo onde nasceram.

"Todos os amigos com quem cresci aqui foram embora há anos", diz. A maioria dos jovens mudaram de cidade à procura de trabalho.

 

Evtimov se considera uma pessoa de sorte por ter conseguido um emprego na vila de Peshtera, como líder de um grupo folclórico e organizador de um festival anual de música para reviver o tradicional casamento musical búlgaro. Ainda assim, para ele, a vida no vilarejo é inviável.

"É impossível encontrar alguém para se casar aqui ou nas vilas próximas, simplesmente porque não há nenhum jovem. A única chance para mim é encontrar alguém na cidade", diz.

Evtimov diz que vai ser duro deixar seu vilarejo. Mesmo com tristeza, ele sabe que vai ter de fazer isso em algum momento nos próximos anos.

Os povoados búlgaros têm há décadas uma redução de moradores. Quando o Partido Comunista assumiu o comando do país, após a Segunda Guerra Mundial, foram introduzidas técnicas de agricultura coletiva. A partir de 1989, com a dissolução da União Soviética e o fim da Guerra Fria, a agricultura comunitária parou de ter incentivos, aumentando o fluxo migratório do campo para as cidades.

 

Muitas pessoas foram além e mudaram de país à procura de emprego. Em 1989, cerca de 9 milhões de pessoas moravam na Bulgária. Atualmente, são menos de 7 milhões. Até 2050, as estimativas são de que o país terá menos de 5,5 milhões. No final deste século, a população será a metade da atual.

O êxodo contribuiu para outro fator também relacionado ao encolhimento da população: queda na taxa de natalidade, uma vez que jovens adultos estão deixando o país.

A última vez que um bebê nasceu na vila de Stefka, que trabalha numa mercearia, foi há dez anos. Mas nem a garota nem a mãe moram mais no povoado. Mudaram-se para o Chipre.

No alto da montanha, muitas lojas já fecharam as portas, assim como a escola local. Os ônibus deixaram de circular por ali. "Essa vila tinha cerca de 600 pessoas, agora tem 13. Muitos estão no cemitério e outros nas cidades", diz Boyan, de 70 anos, moradora de Kalotinsi.

 

Em Smirov Dol, outro vilarejo búlgaro que sofre com o êxodo de moradores, Stanka Petrova lembra dos tempos em que havia muita gente no povoado, enquanto espera pela chegada de uma loja itinerante, que abastece a região de tempos em tempos.

"Eu nasci aqui. Era muito bom e divertido. Jovens, velhos", diz, sentada debaixo de uma árvore, onde a estrada que leva às montanhas faz uma curva. Ela diz que esse era o lugar onde as pessoas se encontravam para dançar a tradicional música búlgara.

"Não tem ninguém no vilarejo, então, claro, nada disso pode acontecer mais", diz ela. "Nessa rua, por exemplo, tinha muita gente morando nessas casas. Agora, só eu vivo aqui", lamenta.

Questionada sobre a possível solidão, Stanka Petrova não hesita. "Claro que estou solitária. É muito difícil", diz com os olhos marejados.

As pessoas em Kalotinsi e nos vilarejos das redondezas igualmente dependem de uma loja móvel para comprar mantimentos. A mercearia funciona numa van e visita a região três vezes por semana.

Os donos do negócio são o casal de meia idade Atanas e Lili Borisov. O veículo deles está sempre abastecido com um pouco de tudo, de pão e iogurte a cigarros e cerveja, além de medicamentos. Em dez anos, eles nunca deixaram de fazer suas entregas, mesmo no inverno mais rigoroso, quando a neve toma todas as estradas.

"Como tem pouca gente, somos amigos de todos. A gente tenta ajudá-los de todas as formas", diz Lili.

Apesar da popularidade do casal entre os poucos que ainda vivem nos povoados daquela região da Bulgária, Lili admite que o número de clientes e as vendas estão despencando.

A dona da mercearia ambulante diz que se preocupa quando alguém deixa de aparecer no lugar onde normalmente o casal estaciona para vender seus produtos. "Principalmente no inverno", ressalta. Ela conta que uma vez encontraram uma pessoa morta.

Programas

O governo está implementando diferentes medidas para tentar conter a redução da população e estimular o aumento da taxa de natalidade.

Entre outras medidas, a Bulgária oferece ajuda para bancar tratamentos de fertilidade, garante assistência de saúde infantil e apoio para pagar hipoteca. Também tem encorajado búlgaros que vivem no exterior a voltarem para o país - estrangeiros não são benvindos.

"A Bulgária não precisa de refugiados sem educação", afirma o primeiro-ministro interino Valeri Simeonov, um dos líderes do United Patriots (Patriotas Unidos, em tradução livre), um grupo anti-imigrantes que faz parte da base de apoio do governo búlgaro.

Para Simeonov, a Bulgária tampouco deve aceitar estrangeiros educados e qualificados.

"Eles têm uma cultura diferente, uma religião diferente e até hábitos diários distintos", diz, comemorando o fato de o país ter conseguido impedir um novo fluxo de imigração na Europa. Ele se refere à cerca de arame farpado construída ao longo de 260 quilômetros na fronteira com a Turquia para conter a entrada de imigrantes no país.

Números da Comissão Europeia indicam que a Bulgária recebeu apenas 50 imigrantes do Norte da África e do Oriente Médio entre 2015 e julho de 2017.

Está claro que o governo búlgaro não vê a imigração como uma possível solução para conter o encolhimento populacional no país. Apesar de o governo ter vários projetos para aumentar o número de crianças, no campo, o receio é de que tudo não passe de mera promessa política.

"Estamos abandonados aqui, abandonados pelos governantes e por Deus", diz Boya, que é um dos 13 moradores de Kalotinsi, a vila que um dia teve 600 pessoas. Ele reclama que os políticos nada têm feito para auxiliar os que ficaram nos povoados, em especial os mais velhos.

"Os políticos só querem saber de seus próprios interesses, eles não se preocupam com pessoas".

 

 

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<![CDATA[Três brasileiros são resgatados da ilha Dominica, no Caribe]]>

Três brasileiros foram resgatados nesta sexta-feira (22) de Dominica, pequena ilha caribenha localizada nas Pequenas Antilhas, após a passagem do furacão Maria. Com a ajuda de um helicóptero venezuelano, as autoridades brasileiras transportaram os três atingidos pelo fenômeno para Santa Lúcia, outro país do Caribe.

Alvo do olho do furacão, que alcançou a categoria 5, Dominica registrou a morte de 30 pessoas e a destruição de vários serviços básicos. O primeiro-ministro da ilha, Roosevelt Skerrit disse que a “devastação foi generalizada” no país após a passagem do Maria.

Por meio de nota, o ministério das Relações Exteriores brasileiro agradeceu ao governo da Venezuela pelo traslado “seguro” dos resgatados. proporcionado num “gesto de boa vontade”. “O Brasil lamenta as perdas de vidas e os danos causados pelo furacão e se solidariza com as vítimas e seus familiares e com o povo e o governo de Dominica”, afirmou o Itamaraty.

Fonte: Agência Brasil

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<![CDATA[Terremoto de magnitude 5,7 atinge o norte da Califórnia]]> Um terremoto de magnitude 5,7 atingiu o norte da Califórnia no Oceano Pacífico, nesta sexta-feira, disse o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), sem relatos de danos ou feridos.

O terremoto foi rapidamente seguido por um segundo tremor de magnitude 5,6, mais perto da costa, de acordo com o USGS. O primeiro sismo foi inicialmente reportado como de magnitude 5,8.

Ambos os terremotos ocorreram a oeste da cidade de Petrolia, na Califórnia, e foram muito rasos, ampliando seus efeitos, mas um mapa do USGS mostrou que eles não foram amplamente sentidos ao longo da costa.

O órgão de serviços de emergência do condado de Humboldt, Califórnia, disse que não houve relatos iniciais de feridos ou danos causados pelo tremor.

Os terremotos de magnitude 5 ou mais não são incomuns na Califórnia. Eles são considerados moderados e capazes de causar danos consideráveis se atingirem diretamente uma área fortemente povoada.

Mas raramente eles causam problemas quando atingem a costa de Mendocino, pouco povoada.

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<![CDATA[Coreia do Norte considera teste de bomba de hidrogênio no Pacífico]]> A Coreia do Norte disse nesta sexta-feira (22) que pode testar uma bomba de hidrogênio sobre o oceano Pacífico, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se comprometeu a destruir o recluso país, e o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, prometeu fazer com que Trump pague caro por suas ameaças.

Kim não especificou qual ação tomaria contra os Estados Unidos ou Trump, com quem tem trocado insultos nas últimas semanas. Desta vez, Kim chamou Trump de "perturbado".

O ministro de Relações Exteriores de Kim, Ri Yong Ho, disse em comentários televisionados que a Coreia do Norte irá considerar o teste de uma bomba de hidrogênio de escala sem precedentes sobre o oceano Pacífico.

Ri, que estava falando com repórteres em Nova York antes de um pronunciamento planejado para essa semana, também disse que não conhece os pensamentos exatos de Kim.

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<![CDATA[Discurso de Donald Trump é som de cachorro latindo, diz ministro]]> A primeira reação oficial do governo norte-coreano, ao discurso do presidente Donald Trump proferido na terça-feira (19), mostrou que a Coreia do Norte parece não ter se intimidado pelas novas ameaças do presidente americano, feitas durante sua estreia na terça-feira (19), no debate geral de líderes da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).  O ministro de Negócios Estrangeiros do país, Ri Yong-Ho, disse aos jornalistas que Trump “está sonhando se pensa que surpreendeu a Coreia com o seu discurso de cachorro latindo”.

Em uma conversa de improviso em frente ao hotel em que está hospedado perto da sede das Nações Unidas em Nova York, ele usou o ditado “enquanto os cachorros latem, a caravana passa”, para dizer que as novas ameaças de Trump não farão com que Pyongyang desista de seus testes nucleares e desenvolvimento de misseis de longo alcance.

Não há sinal de que o país pense em deixar o programa nuclear. Ao mesmo tempo em que na península, os aliados, Estados Unidos, Japão e Coreia do sul mantiveram nesta terça-feira  exercícios militares próximos à fronteira.

Homem-foguete

Durante a rápida conversa com jornalistas, o ministro norte-coreano também foi perguntado sobre o apelido que Trump deu ao líder norte-coreano Kim Jong-Um, perante os líderes nas Nações Unidas, dos líderes - Rocket Man, “homem foguete”, o ministro apenas disse: "lamento por seus assessores".

Trump disse na ONU que Kim Jong-Un “é um homem foguete em uma missão suicida”. Mas internamente no país, o apelido explodiu nas redes sociais e na imprensa. Rocket Man também é o título de um dos mais famosos sucessos do artista britânico Elton John.

No Twitter, vários memes sobre o apelido, com Kim Jong-Un em um foguete, além de montagens do rosto de líder norte-coreano no corpo do astro Elton John, tocando sua canção.

Um artigo da rede CNBC elogiou o apelido dado por Trump, ao dizer que ele fez uma provocação sem ser vulgar. A CNBC disse que ele foi “brilhante”. Donald Turmp é reconhecido por dar apelidos, e criar títulos que caem no gosto de seus seguidores. Uma herança de sua carreira comercial.

Há vários exemplos de situações em que Trump colocou apelidos depreciativos em adversários ou opositores. Ele apelidou Hillary Clinton de Robô Clinton. E recentemente criou um apelido para o apresentador e jornalista,  Chuck Todd, âncora de um programa da rede NBC uma das maiores do país. Após ser criticado pelo programa, Trump escreveu no Twitter que Chuck Todd era o Sleep eyes (olhos dormentes).

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<![CDATA[Número de mortos por terremoto no México sobe para 251]]>
O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o México na última terça-feira (19) já chega a 251, de acordo com números divulgados pelos governos locais.
Até às 2h30 da quinta-feira (21) no horário local (4h30 no horário de Brasília), havia a confirmação de 115 vítimas fatais na Cidade do México; 73 em Morelos; 44 em Puebla; 13 no Estado de México; cinco em Guerrero e um Oaxaca.

Em pronunciamento na rede nacional, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto anunciou três etapas de ações após o desastre: apoio à população afetada, elaboração de um censo abrangente de danos materiais e reconstrução.

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<![CDATA['Tinha que rezar se visse um garoto bonito': as feridas deixadas pelas ‘curas gays’]]> Dez Pai Nossos e dez Ave Marias. E 75 miligramas dos antidepressivos Ludiomil e outros 20 de Dogmatil diariamente. Àngel Llorent se submeteu durante 10 anos a este tratamento para deixar de ser gay. “Tinha que rezar se visse um garoto bonito na rua”, explicou ao EL PAÍS em 2010 (data da publicação de esta reportagem na edição espanhola do jornal) este catalão que queria ser heterossexual porque acreditava que estava doente. Deixou seu trabalho e seus amigos. Mudou de vida. Por um tempo foi um ex-gay. Não funcionou. Tentou suicidar-se.

A cura gay, que lhe aplicaram há uma década, também consistia em fazer sexo com mulheres e não ver pornografia. Àngel a abandonou e agora é o que se chama de um ex-ex-gay. Trabalha contra as terapias corretivasque curam a homossexualidade. “Busquei um psiquiatra particular da comunidade evangélica de Barcelona porque eu não me aceitava. Nas consultas tentava reafirmar minha masculinidade, mas ao não obter efeito começou a me medicar para abaixar minha libido. Era uma castração química”, conta Àngel, membro da Associação Cristã de Gays e Lésbicas da Catalunha.

A denúncia de que a Policlínica Tibidabo, em Barcelona, oferecia comprimidos e tratamentos a seus pacientes para deixarem de ser gays reabriu a polêmica sobre uma opção descartada em 1973, quando os cientistas rejeitaram considerar essa inclinação como transtorno psicológico. “Evidentemente, não se pode curar a homossexualidade. Essas terapias representam mala praxis e estão desautorizadas. Causam transtornos depressivos, condutas autodestrutivas, ansiedade, e podem conduzir ao suicídio”, afirma a psicóloga Silvia Morell.

Apesar de a Organização Mundial da Saúde ter excluído a homossexualidade das doenças em 1990, o movimento ex-gay em todo o mundo oferece a cura por considerar que é algo tratável, que torna “infeliz” quem a sofre.

Em 2009, a Associação Americana de Psicologia condenou essas terapias que cobram até 80 euros (300 reais) por sessão, por serem ineficazes. Não existe nenhuma evidência científica que demonstre que seja possível mudar a orientação sexual. O Ministério da Saúde espanhol não tem registros oficiais sobre as clínicas que praticam o método. Além disso, muitas são aplicadas em centros religiosos privados.

Como a Tibidabo, que foi investigada pelo Conselho de Saúde catalão, existeram outras clínicas que oferecem o caminho para a heterossexualidade na Espanha, segundo Miguel González, presidente do Coletivo de Lésbicas, Gays, Transsexuais e Bissexuais de Madri em 2010: “Sabemos de muitos casos de pessoas que se submetem a esses tratamentos e depois se arrependem, mas não denunciam. É um erro tratar algo que não é uma doença psiquiátrica, deveria ser um delito. Foi demonstrado que nada disso funciona”.

Marc Orozko é um caso de terapia sem religião. Um tratamento similar ao do cachorro de Pavlov, que busca associar estímulos positivos ao heterossexual e negativos ao gay. Durante um ano ele se tratou na clínica Dexeus, em Barcelona. Tinha 20 anos e seu terapeuta lhe recomendava masturbar-se pensando em mulheres. Também o obrigava a colocar uma borracha em seu pulso e puxá-la toda vez que pensasse em um homem, para assim relacionar a figura masculina com a dor. Isto é conhecido como terapia de aversão comportamental. “Tinha que castigar-me ou premiar-me”, recorda Marc, que recebeu tratamento durante um ano no final dos anos 90 e afirma que por causa disso teve efeitos secundários, como obsessões, inseguranças e conflitos para relacionar-se.

Na Espanha não há grupos de ex-gays estabelecidos oficialmente. Nos EUA existia o Exodus International, baseado na religião e na abstinência para “diminuir as tentações homossexuais, corrigindo estilos distorcidos de relacionar-se com o sexo oposto”, segundo seu site. A organização defende que “a reorientação da atração pelo mesmo sexo não é necessária, mas é possível”. Eles fecharam em 2013.

Há unidades semelhantes em muitos países. Malena Mattos aderiu ao programa, deixou de ser lésbica e agora oferece “terapias corretivas” no Peru. Define seu trabalho como “teoterapias”, baseadas na Bíblia. “A homossexualidade não é ruim. Há pessoas que vivem bem, embora sempre terão um problema. Existe uma alternativa para quem não é feliz assim. A homossexualidade não é uma opção de acordo com as Escrituras. Deus fez homens e mulheres, não fez um terceiro sexo”.

José L. se submeteu há três anos a um tratamento laico em uma clínica de Madri. Comparecia na terapia uma vez por semana e ia para retiros com outros ex-gays. “Foi terrível. Lavaram o meu cérebro. Eu acreditava que estava doente e sentia culpa”, conta José, que pede para se manter no anonimato. Este advogado de 35 anos seguiu as teorias de Aquilino Polaino, o especialista da Universidade Complutense que em 2005 foi convidado pelo PP para o Senado para explicar os danos que os casais gays podem causar aos filhos. Polaino, a quem este jornal tentou contatar, mas se encontra em viagem pelo México, defende as “terapias corretivas” e considera que a homossexualidade surge entre filhos de famílias disfuncionais. A psicóloga Patricia M. Peroni, que não concordou em dar uma entrevista, e Jokin De Irala, da Universidade de Navarra, escreveram livros e dão conferências nas quais garantem que a homossexualidade pode ser revertida.

As três pessoas citadas que estiveram em terapia levaram anos para ver que não podiam deixar de ser gays. Àngel Llorent conclui: "Com o tempo tudo ia se agravando. Muita gente acaba suicidando-se. Me diziam que estava doente e que era uma disfunção psicológica que podia ser reparada. Agora vejo que não é verdade e que não faço nada de mau”.

 

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