<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[BC vê rombo de US$ 16 bilhões nas contas externas em 2017, o menor em 10 anos]]> O Banco Central baixou de US$ 24 bilhões para US$ 16 bilhões sua estimativa para o rombo, neste ano, da conta de transações correntes, que engloba a balança comercial, os serviços e as rendas. A informação consta no relatório de inflação, divulgado nesta quinta-feira (21).

Se confirmado, o rombo de 2017 será o menor para a conta de transações correntes desde 2006, ou seja, em dez anos. Em 2006 o país registrou superávit de US$ 408 milhões.

No ano passado, o déficit em transações correntes somou US$ 23,5 bilhões. Já em 2015, o resultado negativo foi de US$ 58,88 bilhões.

A redução da estimativa para o déficit nas contas externas neste ano está relacionada, principalmente, com o resultado da balança comercial, informou o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Viana.

Para este ano, a previsão do BC é que o saldo da balança comercial fique positivo, ou seja, que as exportações brasileiras superem as importações, em US$ 61 bilhões. No ano passado, o resultado também foi positivo, mas menor: US$ 54 bilhões.

Ao mesmo tempo, a autoridade monetária informou que foi mantida em US$ 75 bilhões sua expectativa para o ingresso líquido de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira neste ano. Com isso, a previsão é de que os investimentos estrangeiros continurão financiando o rombo das contas externas.

Ano de 2018

O Banco Central também estimou, no relatório de inflação, que as contas externas terão um rombo maior, de US$ 30 bilhões, em 2018. Essa foi a primeira vez que o BC estimou o déficit em conta corrente para o ano que vem.

Para 2018, a instituição estimou uma queda no superávit da balança comercial para US$ 51 bilhões, por conta de um "crescimento mais intenso" das importações (+12%) em relação às exportações (+4%), além de maiores despesas líquidas com serviços (+14%, para US$ 37,7 bilhões), destacando-se o aumento de despesas em viagens internacionais (+28%).

Mesmo asssim, o Banco Central estimou que o ingresso de investimentos estrangeiros diretos somará US$ 80 bilhões e, com isso, seguirá financiando o resultado negativo na conta de transações correntes.

"Para o ano que vem, a previsão é consistente com esse cenário e retomada da atividade econômica. É de se esperar que o superávit comercial se reduza um pouco. Essas mudanças todas continuam produzindo tanto para este ano quanto para o ano seguinte um nível de déficit em conta corrente baixo. São patamares muito confortáveis, principalmente se olharmos para o lado do financiamento [investimento direto]", declarou ele.

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<![CDATA[Dólar opera em alta após decisão Fed e de olho no STF]]> O dólar opera em alta ante o real nesta quinta-feira (21), monitorando, de um lado, a trajetória de alta da moeda ante outras divisas emergentes no exterior um dia depois de o banco central norte-americano ter ampliado as expectativas de nova alta de juros no país ainda este ano, e, de outro, o cenário interno, em meio a notícias econômicas positivas.

Às 15h49, a moeda norte-americana subia 0,49%, vendida a R$ 3,1448.

"Não existe um movimento de aperto monetário forte nos Estados Unidos, o que dilui um pouco a pressão do dólar. Além disso, há uma conjuntura favorável na esfera econômica, deixando a moeda mais resiliente", explicou à Reuters o presidente do correspondente cambial Remessa Online, Fernando Pavani.

Ele se referia à trajetória benigna dos índices de inflação, após o IPCA-15 mais baixo do que o previsto em setembro, e também às projeções de inflação favoráveis à frente apresentadas no Relatório Trimestral do Banco Central, ambos divulgados nesta quinta-feira.

No cenário externo, o dólar caía ante uma cesta de moedas, depois de ter atingido a máxima de dois meses na véspera após o Federal Reserve, banco central norte-americano, ter ampliado as expectativas de alta de juros este ano.

A realização chegou a ser interrompida momentaneamente após os dados de auxílio-desemprego. Mas o dólar seguia em alta ante moedas emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

Mais juros tendem a atrair de volta aos EUA recursos aplicados hoje em outras praças, como a brasileira.

Os investidores ainda seguem de olho na cena política nacional, um dia depois que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal votou para rejeitar pedido da defesa do presidente Michel Temer para barrar o envio imediato da denúncia feita contra ele para a Câmara dos Deputados. O julgamento, suspenso na véspera, continua nesta quinta-feira.

"Existe um consenso de que o Congresso não vai aceitar a segunda denúncia (contra Temer)", avaliou Pavani.

O Banco Central vendeu integralmente a oferta de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda futura de dólares-- no leilão para rolagem do vencimento de outubro. Desta forma, até agora já foram rolados US$ 3 bilhões do total de US$ 9,975 bilhões que vence no mês que vem.

Véspera

Na quarta-feira, a moeda dos EUA recuou 0,21%, a R$ 3,1294 na venda, depois de marcar a mínima de R$ 3,1141. Na máxima, após o anúncio do Fed, atingiu R$ 3,1403.

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<![CDATA[Bovespa mostra fraqueza com pressão de Vale ofuscando dados econômicos positivos]]> Após operar em alta e bater os 76 mil pontos no começo do pregão, o principal índice da bolsa paulista, a B3, passou a oscilar sem muito vigor nesta quinta-feira (21), com a queda das ações da Vale tirando força do tom positivo respaldado por dados econômicos mostrando desaceleração da inflação no Brasil e manutenção de queda de juros, segundo a Reuters.

Às 15h56, o Ibovespa caía 0,69%, a 75.482 pontos.

O Banco Central passou a ver a inflação ainda mais abaixo do centro da meta em 2017 e 2018 e ao redor dos alvos perseguidos para 2019 e 2020, segundo dados do Relatório Trimestral de Inflação, o que pavimenta o caminho para que continue cortando os juros e eventualmente leve a Selic a um nível inferior a 7%.

Também corroborando a expectativa de manutenção dos cortes de juros estava o dado da prévia da inflação oficial do Brasil, divulgado nesta manhã, que desacelerou mais do esperado em setembro e atingiu o menor nível para o mês em 11 anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve alta de 0,11% em setembro. Em 12 meses, a alta acumulada chegou a 2,56%.

O mercado ainda digeria a decisão da véspera do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, que manteve a taxa de juros, mas sinalizou que ainda espera mais um aumento até o fim do ano apesar das recentes leituras fracas de inflação. O banco central dos EUA informou também que vai começar a reduzir seu balanço patrimonial a partir de outubro.

"Até o final do ano, o cenário-base da instituição considera outra elevação de juros... algo que muitos participantes do mercado vinham praticamente descartando há poucas semanas", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos, em nota a clientes.

Destaques

A Vale ON recuava quase 2%, em sessão marcada por perdas nos contratos futuros do minério de ferro na China na Bolsa de Dalian. O desempenho negativo dos papéis da mineradora influenciava as ações da holding Bradespar, com perda de quase 3%.

As ações da Petrobras caíam mais de 1%, em linha com o movimento dos preços do petróleo no mercado internacional.

Na outra ponta, o Banco do Brasil subia mais de 2%, entre as maiores altas do Ibovespa. O papel se sobressaía em relação aos pares pelo segundo dia seguido, após analistas do Itaú BBA trocarem as ações do Bradesco pelas do Banco do Brasil como top pick do setor bancário na América Latina.

Último pregão e histórico das altas

Na véspera, o Ibovespa fechou em 76.004 pontos. Foi a sexta vez que a bolsa brasileira bateu recorde em duas semanas.

A B3 começou a bater recordes de alta no dia 11 de setembro, quando fechou em 74.319 pontos. No dia seguinte, bateu novo recorde, quando foi a 74.538 pontos. O pregão manteve a tendência das máximas até o dia 13, quando fechou em 74.787, e na sexta-feira (15) bateu novo patamar, chegando aos 75.756 pontos.

Nesta semana o Ibovespa manteve o patamar alcançado no final da semana passada e fechou em 75.990 na segunda-feira (18) e 75.974 na terça. Já na quarta atingiu novo patamar e alcançou a máxima até então, fechando em 76.004 pontos.

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<![CDATA[75% dos brasileiros não pouparam dinheiro em agosto, diz pesquisa]]> Parte significativa dos brasileiros ainda não possui o hábito de poupar. É o que revela o Indicador de Reserva Financeira, calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) que mostra que 75% dos entrevistados não conseguiram guardar recursos no mês de agosto. O percentual revela um crescimento 3,4 pontos percentuais em relação a julho. Apenas 19% dos consumidores pouparam parte de seus ganhos.

O principal motivo citado pelos entrevistados para não poupar é a baixa renda. De acordo com a sondagem, 48% justificou dessa forma. A falta de renda, num cenário de alta do desemprego, também pesa, sendo mencionada por 16% desses entrevistados. Os imprevistos foram mencionados por 14%, enquanto a dificuldade para controlar os gastos e a falta de disciplina foram mencionados por 13%.

A pesquisa destaca ainda que nas classes A e B, a proporção de poupadores foi maior, de 38%. Já a quantidade de poupadores observada nas classes C, D e E, foi inferior aos das classes A e B, com 14%. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, as principais razões apontadas para não poupar refletem, de fato, o momento de crise econômica. “O descuido com relação aos gastos, contudo, deve ser visto com atenção” alerta a economista.


33% dos brasileiros tem o hábito de poupar

Quando se trata do hábito de poupar no geral, e não mais da poupança no último mês, a última sondagem constatou que 33% guardam dinheiro habitualmente, sendo que 6% reservam sempre o mesmo valor e 28% poupam o que sobra do orçamento.

Os propósitos daqueles que têm o hábito de poupar são variados, sendo o principal deles, a proteção contra imprevistos, mencionada por 36%. Em seguida, aparece a realização de sonho de consumo (25%), as viagens (24%), e a reserva para o caso de desemprego (24%). A garantia de um futuro melhor para a família foi citada por 23%. Já a aposentadoria foi lembrada por 11%.

Segundo Marcela Kawauti, mesmo que não se poupe grandes somas, o hábito de guardar dinheiro ajuda o consumidor a não extrapolar os ganhos e manter um maior controle de suas finanças.

“Se o consumidor for surpreendido por alguma situação que demande dinheiro, e não dispor da quantia, poderá acabar tendo que recorrer a empréstimos e pagar juros que, em geral, são muito elevados. Além disso, é sempre muito inconveniente ter que buscar recursos numa hora ruim. Daí a importância de estar minimamente preparado para fazer frente a esses eventos”, diz.

Metade dos que economizaram sacou ao menos parte dos recursos poupados, para pagamento de contas e dívidas

O levantamento revelou ainda que metade (51%) dos brasileiros que constituem reserva financeira disseram que precisaram fazer uso de ao menos parte dos recursos em julho – em junho, 45% tiveram que utilizar seus recursos. O destino dessa quantia, para 13%, foi o pagamento de contas da casa e para 11%, o pagamento de dívidas. Além desses, 9% mencionam despesas extras e, outros 9%, mencionam os imprevistos.

Esse último caso exemplifica e importância da reserva, cuja finalidade, entre outras, é proteger o consumidor contra esse tipo de situação. Na falta desses recursos, os que sacaram das reservas para fazer frente a imprevistos teriam que recorrer ao crédito, em condições normalmente não vantajosas.

61% dos poupadores utilizam a conta poupança

Os números mostram ainda que o perfil dos brasileiros é mesmo mais conservador quando o assunto é investimento. Para 61% dos poupadores habituais, a tradicional Conta Poupança é o destino mais costumeiro das reservas. O hábito de guardar dinheiro em casa aparece em segundo lugar, citada por 19%. Em seguida, aparecem os fundos de investimentos (8%), a Previdência Privada (6%); os CDBs (5%); e os papeis do Tesouro Direto (4%). Entre aqueles que conseguiram guardar dinheiro em agosto, e que sabem o valor guardado, foram poupados R$ 525, em média.

“É importante que o consumidor esteja sempre acompanhando seus investimentos, de forma a garantir que seus ganhos sejam os maiores possíveis. Assim, estudar novas opções e sempre avaliar as diferentes possibilidades de destino da poupança é uma forma inteligente de conseguir otimizar os rendimentos”, recomenda o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.

Os poupadores de recursos que optam por deixá-los em casa elencaram suas razões. A questão da liquidez, isto é, facilidade para dispor do dinheiro quando precisar, pesa nessa decisão, sendo mencionada por 43%. Também se destacam a percepção de que não vale a pena deixar pouco dinheiro em banco (31%), a desconfiança com as instituições financeiras (22%); a insegurança com relação aos bancos (22%) e o medo de um novo confisco da poupança (22%).

Metodologia

A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileira, a saber: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. Os dados foram coletados via web e presencialmente entre os dias 1 a 14 de agosto de 2017. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Baixe a íntegra do indicador em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas/indices-economicos

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<![CDATA[Petrobras quer concluir renegociação da cessão onerosa o mais rápido possível]]> A Petrobras (PETR4.SA) quer concluir a renegociação do contrato da cessão onerosa com o governo federal o mais rápido possível, afirmou nesta quarta-feira o CEO da petroleira estatal, Pedro Parente, enquanto o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, declarou que a estatal poderia ser credora de mais de 12 bilhões de dólares ao final do processo.

A cessão onerosa refere-se ao contrato da União e Petrobras para a exploração de 5 bilhões de barris de óleo equivalente sem licitação na época da capitalização da companhia, em 2010. Contudo, naquele momento, a petroleira pagou à União o equivalente a 42,5 bilhões de dólares.

O contrato previa também uma renegociação anos depois para atualização de variáveis como câmbio e preços do petróleo, o que poderá resultar em pagamentos para a estatal ao fim do processo.

O governo federal avalia como razoável uma estimativa de 12 bilhões de dólares, feita pelo banco UBS, sobre o total que a Petrobras teria que receber ao final do processo de renegociação com a União, disse o ministro, em entrevista à Bloomberg, nesta quarta-feira.

“Eu acho que vai ser mais do que isso, mas quanto mais eu não sei. Não gosto de colocar números”, disse o ministro, referindo-se a uma estimativa do UBS.

Esse valor estimado pelo UBS, no entanto, está distante do que a Petrobras quer receber, segundo o ministro.

Em Nova York, o presidente da Petrobras afirmou que a companhia está aguardando “o governo indicar os seus negociadores” para poder “começar o processo formal de negociação”.

“De nossa parte, estamos absolutamente preparados para começar e terminar essa negociação... queremos terminar o mais cedo possível. Quando será isso, não depende só de nós”, disse o presidente da Petrobras.

Paralelamente, Parente disse que oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora está avançando.

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<![CDATA[Estudo aponta que Alagoas ocupa 2º lugar em solidez fiscal no Brasil]]> Alagoas é um dos nove Estados brasileiros que conseguiram manter as contas sob controle e ainda promover investimentos, mesmo diante da maior crise econômica e recessiva da história recente do País. É o que aponta o estudo Ranking de Competitividade dos Estados idealizado e produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada.

No quesito Solidez Fiscal, Alagoas teve o seu melhor desempenho: saltou da 23ª posição para ocupar o 2º lugar no ranking nacional, atrás apenas do Ceará. Para o governador Renan Filho, o Estado avança em competitividade em meio à crise porque fez o dever de casa: manteve as finanças em dia. “Não dá para avançar nas outras áreas se você não estiver sólido fiscalmente. Aqui em Alagoas, portanto, nós temos as condições de avançar mais no futuro, justamente porque temos as finanças equilibradas, o Estado de cabeça erguida, enfrentando a crise com dedicação e trabalho”, avaliou o governador Renan Filho.

Conforme a edição de 2017 do Ranking de Competitividade dos Estados, apenas nove unidades da Federação – Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Alagoas, Acre e Rondônia, além do Distrito Federal – tiveram um desempenho melhor em comparação a 2016.

No ranking nacional de competitividade, Alagoas deixou o último lugar em 2016 e saltou três posições em 2017, à frente de Sergipe, Amapá e Maranhão. Entre os Estados nordestinos também deixou a incômoda última colocação para ocupar a 7ª.

O estudo é o mais completo do gênero no País e avalia, anualmente, desde 2011, a performance dos 26 Estados e do Distrito Federal em dez pilares: capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, segurança pública, solidez fiscal, sustentabilidade ambiental e sustentabilidade social. “Segundo lugar no Brasil em solidez fiscal é uma grande marca, porque, nesse momento de crise que o Brasil vive, uma das principais referências é você estar sólido fiscalmente. Alagoas na crise está sólido. O que isso significa? Significa salário em dia, a garantia do aumento salarial, o poder de promover novos concursos, fazer investimentos em saúde, educação, segurança, em infraestrutura”, acrescentou Renan Filho.

Os pilares da pesquisa são compostos por 66 indicadores apurados por instituições de referência, como o IBGE, o Ipea (Instituto de Planejamento de Economia Aplicada, ligado ao Ministério do Planejamento) e a Secretaria do Tesouro Nacional.

“Alagoas não só cresceu como vai crescer mais nos próximos anos. Nós avançamos em Segurança Pública, em gestão fiscal, dando exemplo ao Brasil, de maneira que essas duas áreas são muito importantes para o nosso Estado, porque Alagoas sempre foi um Estado sem a devida condição econômica e financeira para fazer investimento e agora tem. Com condições de fazer investimentos, as outras áreas também melhoram”, concluiu o governador de Alagoas.

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<![CDATA[Dow Jones e S&P fecham com ligeira alta após decisão do Fed]]> O S&P 500 e o Dow Jones encerraram esta quarta-feira com ligeira alta, marcando novas máximas recordes, após o Federal Reserve sinalizar que espera outro aumento na taxa de juro até o fim do ano e divulgar a programação para reduzir o balanço patrimonial.

O índice Dow Jones subiu 0,19 por cento, a 22.412 pontos. O S&P 500 ganhou 0,06 por cento, a 2.508 pontos. O Nasdaq recuou 0,08 por cento, a 6.456 pontos.

O Fed manteve a taxa de juros, como era amplamente esperado, mas as expectativas dos investidores mudaram para dezembro, após o banco central norte-americano sinalizar mais uma alta de juros até o fim do ano, apesar de recentes dados de inflação fraca.

Como previsto, o Fed disse que começa em outubro a cortar os 4,2 trilhões de dólares em títulos do Tesouro dos EUA garantidos por hipotecas, inicialmente reduzindo em até 10 bilhões de dólares a cada mês o valor dos títulos vencidos para reinvestir.

As ações do setor financeiro subiram após a declaração do Fed, já que os rendimentos dos Treasuries aumentaram com a expectativa de taxa de juros mais elevadas, enquanto as ações de serviços públicos caíram com preocupações de que o setores considerados defensivo ficariam menos atraentes diante de uma taxa de juros maior.

Enquanto alguns investidores disseram que o tom do Fed foi mais “hawkish” do que o esperado, outros ficaram felizes de que a chair do Fed, Janet Yellen, tenha reiterado sua posição de que reduzir o balanço patrimonial dependerá de dados.

“A coisa mais importante que Yellen precisava para se comunicar com o mercado era de que o plano de venda de títulos e os aumentos da taxa de juros não estava no piloto automático”, disse Jason Pride, diretor de estratégia de investimentos da Glenmede, na Filadélfia.

Após o comunicado do Fed, os operadores apostavam em cerca de 67 por cento de chance de uma alta de juros em dezembro, em comparação com 51 por cento minutos antes, de acordo com a ferramenta FedWatch do Grupo CME.

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<![CDATA[Ibovespa fecha nos 76 mil pontos pela primeira vez]]> O principal índice acionário da B3 fechou nesta quarta-feira no patamar de 76 mil pontos pela primeira vez, com a ponta positiva liderada pelos ganhos de ações da Braskem e da Petrobras, apesar de alguma cautela após o Federal Reserve decidir manter os juros dos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou com variação positiva de 0,04 por cento, a 76.004 pontos, o suficiente para renovar a máxima histórica de fechamento pela segunda vez nesta semana.

O giro financeiro somou 12,27 bilhões de reais, acima da média diária para o mês até a véspera, de 10,4 bilhões de reais, com destaque para o movimento do grupo de diagnósticos Fleury, devido ao leilão de seus papéis.

O Fed decidiu nesta quarta-feira manter os juros norte-americanos na faixa entre 1 por cento e 1,25 por cento, mas sinalizou que ainda espera mais um aumento até o fim do ano apesar das recentes leituras fracas de inflação. O banco central dos EUA informou ainda que vai começar a reduzir seu balanço patrimonial a partir de outubro.

“O mercado acaba reagindo à decisão do Fed, mas na verdade ela não trouxe nenhuma grande novidade. A inflação ainda está baixa e eles continuam de olho nisso”, disse o gerente de renda variável da H.Commcor Ari Santos, acrescentando que o gradualismo no ritmo de normalização da política monetária nos EUA deve ser mantido.

No front local, o cenário de inflação baixa, corroborado nesta manhã pelos dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo e à expectativa de manutenção de cortes de juros ajudou a limitar impactos negativos na bolsa, mantendo o índice em nível recorde.

Apesar do cenário local mais favorável para renda variável, alguma cautela ainda rondou os negócios, diante da espera pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a mais recente denúncia contra o presidente Michel Temer. O julgamento ainda acontecia após o fechamento do mercado e tinha a maioria dos ministros votando pelo envio da denúncia à Câmara.

DESTAQUES

- BRASKEM PNA subiu 6,7 por cento, liderando a ponta positiva do Ibovespa, tendo como pano de fundo a reportagem do jornal Valor Econômico de que a petroquímica vai converter todas as ações em ordinárias. Também no radar estava a aprovação dos acionistas da empresa do balanço financeiro da Braskem referente a 2016.

- PETROBRAS PN teve alta de 4,82 por cento e PETROBRAS ON avançou 3,8 por cento, impulsionado pelas declarações do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, à agência de notícias Bloomberg, de que a compensação da União à Petrobras pode superar 12 bilhões de dólares. O movimento positivo das ações também ganhou respaldo da alta nos preços do petróleo no mercado internacional.

- USIMINAS PNA avançou 1,63 por cento, amparada em notícias de que a siderúrgica vai aumentar os preços domésticos de aço plano em outubro em 10,2 por cento.

- VALE ON caiu 2,21 por cento, em dia de queda para os contratos futuros do minério de ferro na China.

- ITAÚ UNIBANCO PN perdeu 1,05 por cento e BRADESCO PN caiu 0,58 por cento, ajudando a tirar fôlego do índice devido ao peso dessas ações em sua composição. BANCO DO BRASIL ON subiu 0,64 por cento, descolado dos demais papéis do setor, após analistas do Itaú BBA trocarem as ações do Bradesco pelas do Banco do Brasil como top pick do setor bancário na América Latina.

- FLEURY ON, que não faz parte do Ibovespa, subiu 3,01 por cento e teve o maior giro da bolsa, de 1,48 bilhão de reais. O leilão de ações da empresa na B3 teve forte demanda nesta quarta-feira e movimentou 1,33 bilhão de reais. Foram negociadas 46,47 milhões de ações, a 28,61 reais cada, acima do previsto no edital, de 18,5 milhões de ações, no valor de 27,25 reais por ação.

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<![CDATA[Michel Temer diz que não pensa em privatizar a Petrobras]]> A Petrobras (PETR4.SA) tem uma “simbologia muito forte para o Brasil” e não se pensa em privatizar a petroleira, diferentemente do que está acontecendo com a estatal do setor elétrico Eletrobras (ELET6.SA), disse o presidente Michel Temer durante evento da Reuters, em Nova York, nesta quarta-feira.

“É um gesto importante e ousado abrir o capital da Eletrobras para iniciativa privada”, afirmou Temer, ao comentar o processo de desestatização da elétrica, que deve estar concluído até o final do primeiro semestre de 2018, segundo os planos do governo.

Temer disse ainda que espera para este semestre um acordo entre o Mercosul --bloco formado, além de Brasil, por Argentina, Uruguai e Paraguai-- com a União Europeia.

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<![CDATA[Dólar termina com leve baixa ante real após Fed indicar 3ª alta de juros]]> O dólar terminou a quarta-feira com pequena baixa ante o real, após o Federal Reserve sinalizar no comunicado de seu encontro de política monetária que ainda espera uma nova alta de juros nos Estados Unidos este ano, a terceira se confirmada.

O dólar recuou 0,21 por cento, a 3,1294 reais na venda, depois de marcar a mínima de 3,1141 reais. Na máxima, após o Fed, atingiu 3,1403 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,20 por cento.

“O mercado estava vendo o Fed mais cauteloso e ele diluiu o gradualismo”, justificou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

O banco central dos Estados Unidos manteve a taxa de juros inalterada entre 1,00 por cento e 1,25 por cento, mas 11 dos 16 membros acreditam que o nível apropriado seria 0,25 ponto acima até o final do ano, entre 1,25 por cento e 1,50 por cento.

A autoridade monetária também confirmou que começará no mês que vem a reduzir seu balanço patrimonial, como esperado, cortando inicialmente até 10 bilhões de dólares a cada mês do volume de títulos a vencer que reinveste. O balanço soma atualmente 4,2 trilhões de dólares.

Juros mais elevados tendem a atrair aos Estados Unidos recursos hoje aplicados em outras praças, como a brasileira.

No exterior, o dólar abandonou a queda ante uma cesta de moedas e passou a operar com alta firme após a sinalização do Fed, mas operava misto ante divisas emergentes, subindo ante a lira turca e caindo ante o peso chileno.

Internamente, os investidores também trabalharam de olho no Supremo Tribunal Federal (STF), que decide nesta quarta-feira a possibilidade de “travar” a denúncia feita pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer.

O BC vendeu integralmente a oferta de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional --equivalentes à venda futura de dólares-- no leilão para rolagem do vencimento de outubro. Desta forma, até agora já foram rolados 2,4 bilhões de dólares do total de 9,975 bilhões de dólares que vencem no mês que vem.

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