<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Aposta única de Pernambuco fatura R$ 5,8 milhões na Mega]]> Uma aposta do estado de Pernambuco acertou as seis dezenas do concurso 1.914 da Mega-Sena, realizado na noite desta quarta-feira (22) em Teodoro Sampaio (SP).

O ganhador é da cidade de Vitória de Santo Antão e faturou R$ 5.805.678,69.

Veja as dezenas sorteadas: 16 - 29 - 33 - 39 - 42 - 44.

A quina teve 27 apostas ganhadoras, e cada uma vai levar R$ 60.549,38 . Outras 2.403 apostas acertaram a quadra e vão receber R$ 971,90 cada uma.

A estimativa de prêmio para o próximo sorteio, no sábado (25), é de R$ 16 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 3,50.

Probabilidades

A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

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<![CDATA[Premium Club Plus levará compradores qualificados à Movexpo 2017]]> Marcada para acontecer de 23 a 26 de maio, no Centro de Convenções de Pernambuco, a Movexpo – Feira Nacional de Móveis para a Região Norte/Nordeste contará com vários projetos que têm como objetivo fomentar negócios. Entre eles, está o Premium Club Plus, que conta com benefícios exclusivos para compradores qualificados, indicados pelos expositores. A Movexpo é realizada a cada dois anos pelo Sindmóveis (Sindicato das Indústrias de Móveis de Pernambuco), com organização da Reed Exhibitions Alcantara Machado. O público alagoano, que representa o segundo maior da feira, é aguardado como principal comprador.

Entre outros benefícios, os integrantes do Premium Club Plus vão contar com credencial antecipada, estacionamento gratuito e um lounge exclusivo, com Buffet e wifi, onde poderão fechar negócios confortavelmente.

“Esse projeto tem como objetivo trazer visitantes cada vez mais qualificados para a feira, incentivando os negócios e o início de novas parcerias. Esses importantes compradores terão todas as facilidades para conhecer os produtos e fazer boas compras”, diz Alexandre Brown, diretor da Movexpo.

A perspectiva é que 150 expositores participem da feira, que acontece em uma área de 25 mil metros quadrados e deve receber cerca de 20 mil profissionais do setor.Veja mais informações sobre a feira no site: www.movexpo.com.br

Serviço:

7ª edição da Movexpo – Feira Nacional de Móveis para a Região Norte/Nordeste.

Local: Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda.

Data: 23 a 26 de maio de 2017

Contato comercial:

João Paulo Barbosa – (19) 95937952

Joaopaulo.barbosa@reedalcantara.com.br

Informações para a imprensa:

Caderno1 Comunicação Integrada

Pedro Romero – (81) 3224-6599 / (81) 997979757

Pedro-romero@caderno1.com

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<![CDATA[Prévia da inflação oficial é a menor para março desde 2009]]> A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) perdeu força de fevereiro para março, passando de 0,54% para 0,15%, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (22). Essa foi a menor taxa para um mês de março desde 2009 (0,11%).

Considerando os resultados mensais, foi a menor taxa desde agosto de 2014, com o IPCA-15 em 0,14%.

Em 12 meses, o índice desacelerou para 4,73%. Em fevereiro, nessa mesma base de comparação, o IPCA-15 acumulado havia chegado a 5,02%. Em março de 2016, a taxa foi 0,43%.

Educação influencia

Se em fevereiro, o aumento dos preços foi puxado pelo grupo de gastos com educação, cuja variação foi de 5,17%, com reajustes de mensalidades, em março, o grupo foi o responsável pela queda do índice. Neste mês, a taxa foi de 0,87%, a mais elevada entre os grupos, mas fez recuar significativamente o índice geral de um mês para o outro, segundo o IBGE.

Já as despesas com habitação subiram para 0,64%, variação maior que em fevereiro, quando ficou em 0,18%. A maior pressão veio da taxa de energia elétrica, cujas contas subiram 2,45% e levaram o item à liderança entre os principais impactos no índice de março. A conta de luz foi responsável por 53% do IPCA-15.

"Aliada a movimentos nas parcelas referentes ao PIS/COFINS, a alteração da bandeira verde para amarela, que passou a vigorar a partir do dia primeiro de março fez as contas subirem. Isto porque o consumidor passou a pagar R$ 2,00 a cada 100 kwh de energia elétrica consumidos", informou o IBGE.

Outro destaque de queda foram os alimentos, com variação de -0,08%, devido ao recuo dos preços de fevereiro para março, com destaque para feijão-carioca (-10,36%), feijão-preto (-8,27%), frango inteiro (-2,39%) e carnes (-1,31%).

Já no grupo de transportes, a queda de 0,16% foi motivada pelo recuo nos preços dos combustíveis (-1,34%), já que o litro da gasolina ficou 1,06% mais barato e o litro do etanol, 2,69%. As passagens aéreas também caíram 9,71%.

Por região

Quanto aos índices regionais, apenas a região metropolitana de Curitiba mostrou aceleração na taxa de fevereiro (0,25%) para março (0,37%) em razão da variação de 14,56% dos ônibus urbanos, segundo o IBGE.

O mais elevado índice, no entanto, foi em Fortaleza (0,57%), sob pressão do resultado de educação (5,43%). O índice mais baixo foi em Goiânia, onde os combustíveis (-1,55%) e as carnes (-2,54%) contribuíram para a queda de 0,17%.

O índice

Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 14 de fevereiro a 14 de março e comparados com 13 de janeiro a 13 de fevereiro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Previsões

Nesta semana, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,19% para 4,15%. Com isso, o mercado financeiro estimou que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. Na semana passada, o mercado já tinha estimado que a meta seria cumprida. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009.

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<![CDATA[Governo diz que faltam R$ 58 bi para fechar orçamento e deve elevar tributos]]>

O Ministério do Planejamento informou nesta quarta-feira (22) que há uma "deficiência" de R$ 58,2 bilhões no Orçamento de 2017 em relação aos valores necessários para se atingir a meta fiscal deste ano, que já prevê um déficit de R$ 139 bilhões – ou seja: para conseguir fechar o ano com um déficit de R$ 139 bilhões, conforme o previsto na Lei Orçamentária, o governo necessitará obter mais R$ 58 bilhões.

Para isso, as alternativas são aumento de impostos, bloqueio de despesas além de venda ou concessão de ativos (bens). Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, há "uma grande possibilidade" de elevação de impostos.

Em anos anteriores, o governo simplesmente anunciava nesta época do ano um corte no Orçamento como meio de reduzir o déficit. Agora, informaram os ministros Meirelles e Dyogo Oliveira (Planejamento), não haverá corte (ou "contingenciamento", segundo o jargão oficial) de imediato.

Antes disso, Meirelles disse que o governo aguardará a confirmação de estimativas de receitas extras a fim de definir o valor do corte e se haverá necessidade de aumentar impostos – e de quanto será esse eventual aumento. Ele antecipou, porém, que o corte será inferior a R$ 58,2 bilhões.

De acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o governo quebrou nesta ano a tradição de divulgar o corte de gastos em 22 de março porque há uma "condição muito particular" em 2017.

"É muito particular e sem precedente. Há uma outra questão que é o entendimento do TCU e nosso de só incluir aqui as receitas efetivamente objeto de atos já tomados e já efetivados. O que é uma mudança em relação ao passado. São duas questões que não tem precedentes anteriores e que levam a uma tratativa um pouco diferenciada", disse ele.

Por que existe o rombo

O rombo no orçamento, cujo valor foi anunciado nesta quarta-feira, refere-se ao esforço do governo terá que fazer, por meio do corte de gastos, alta de tributos ou venda de ativos, tentar cumprir a meta fiscal fixada para este ano, que é de déficit (despesas maiores do que receitas) de até R$ 139 bilhões para suas contas. Esse conta não inclui os gastos com o pagamento de juros da dívida pública.

Essas ações são necessárias porque o país deve crescer em 2017 menos do que o previsto inicialmente pelo governo. Com isso, a arrecadação federal com impostos e tributos também será menor que a esperada. Para compensar a frustração nas receitas, o governo corta gastos.

Mais cedo, nesta quarta-feira, o Ministério da Fazenda confirmou que o governo baixou de 1% para 0,5% sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A nova previsão está em linha com a estimativa do mercado financeiro. O orçamento deste ano, até então, continha uma previsão maior ainda de alta do PIB: 1,6%. O que gera a necessidade de um ajuste maior na peça orçamentária.

Medidas para reequilibrar as contas

Para a retomada da confiança na economia brasileira e a melhora do nível de atividade econômica, o ministro Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas.

O governo já conseguiu aprovar no Congresso uma proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos. A proposta prevê que a medida pode ser revista a partir do décimo ano de vigência.

De acordo com analistas do mercado financeiro, a proposta, embora tenha impacto maior nas contas públicas no médio e longo prazos, tem pouca influência para melhorar o resultado em 2017.

Outra medida de ajuste já proposta pelo governo é a da reforma da Previdência Social. Ela institui idade mínima de 65 anos para homens e mulheres terem direito à aposentadoria pelo INSS.

Cinco anos de contas no vermelho

Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo e pelo mercado se concretizar, serão pelo menos cinco anos consecutivos com as contas públicas no vermelho.

O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 114,9 bilhões, foi recorde e gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

Para 2016 e 2017, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas e, nos últimos meses, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou que espera que o país volte a registrar superávit primário (receitas com impostos superiores às despesas, com sobra de recursos) somente em 2019.

A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e aumento das pressões inflacionárias - que estão contidas nesse ano por conta do cenário de baixo nível de atividade.

Por conta do fraco desempenho da economia e da piora do endividamento, o Brasil já perdeu o chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país -, retirado pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).

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<![CDATA[Bovespa fecha em alta nesta quarta puxada por Petrobras]]> O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta quarta-feira (22), impulsionado pelo avanço dos papeis da Petrobras e com investidores adotando cautela com o cenário externo e com a política local.

O Ibovespa avançou 0,86%, a 63.521 pontos.

Apesar do movimento de alta no pregão de hoje, os investidores consideram que esse movimento é uma correção de preços. “O mercado deve continuar volátil e tecnicamente há indicações de que, no curto prazo, a tendência pode ser de baixa”, disse ao "Valor Econômico" Luis Gustavo Pereira, estrategista da Guide Investimentos.

Destaques do dia

As ações preferenciais da Petrobras subiram 5,08% e os papéis ordinários tiveram alta de 3,28%, após divulgação de balanço com lucro de R$ 2,5 bilhões no 4º trimestre e números mostrando melhora no desempenho operacional no ano passado, com forte redução do endividamento da empresa, ainda que permaneça a maior dívida da indústria de petróleo global.

As ações da Vale também fecharam em alta. Os papéis PNA subiram 1,23% e as ações ordinárias tiveram alta de 1,24%, recuperando parte das fortes perdas da véspera quando as ações preferenciais tiveram o maior recuo em quase nove meses.

JBS fechou em alta de mais de 1% e BRF recuou 0,75%, ainda repercutindo os impactos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, conforme países seguem anunciando restrições a importações de carne brasileira.

Cenário local e externo

O noticiário político concentra as atenções em meio à espera pelo avanço da reforma da Previdência. Na véspera, o presidente Michel Temer anunciou que somente os servidores públicos federais serão atingidos pelas mudanças na proposta, deixando de fora servidores estaduais e municípios, na tentativa de facilitar a tramitação da reforma no Congresso.

Segundo operadores, a ação tem impacto misto, sendo negativa por mostrar recuo do governo, mas aumentando as chances da aprovação da proposta.

No exterior, o modo de cautela vinha na esteira dos receios de que o presidente norte-americano, Donald Trump, pode ter mais dificuldades que o previsto para conseguir cumprir suas promessas de campanha, como cortes de impostos.

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<![CDATA[Dólar fecha em alta nesta quarta, mas segue abaixo de R$ 3,10]]> O dólar fechou em leve alta nesta quarta-feira (22) e encerrou com valorização pelo segundo dia seguido, mas ainda abaixo do patamar de R$ 3,10.

A moeda norte-americana avançou 0,18% em relação ao real, cotada a R$ 3,0957 na venda, depois de bater R$ 3,1106 na máxima do dia.

Como pano de fundo, seguiam as preocupações dos investidores com a concessão feita pelo governo na reforma da Previdência, que alimentou preocupações de que possa prejudicar o ajuste fiscal, destaca a Reuters.

O movimento de alta, no entanto, foi suavizado por fluxo pontual de venda e o recuo da moeda norte-americana no exterior.

Cenário local

Na véspera, o presidente Michel Temer anunciou que somente os servidores públicos federais serão atingidos pelas mudanças previstas na reforma da Previdência, deixando de fora servidores estaduais e de municípios, na tentativa de facilitar a tramitação da reforma no Congresso.

Essa reforma é considerada pelos agentes econômicos como fundamental para o país colocar suas contas públicas em ordem e, assim, engatar movimento de crescimento econômico sustentado.

O mercado também continuou monitorando os desdobramentos da operação Carne Fraca, que pode afetar a balança comercial brasileira, já que muitos países anunciaram a interrupção temporária de compras do produto brasileiro.

Nesta manhã, foi a vez da África do Sul, que suspendeu as importações de carnes de estabelecimentos com suspeita de envolvimento em fraudes no Brasil. Pelo menos 15 países mais a UE restringiram as importações.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente nesta sessão o lote de até 10 mil swaps tradicionais - equivalente à venda futura de dólares - ofertados para rolagem dos contratos de abril. Já foram cinco leilões iguais, que reduziram a US$ 7,211 bilhões o estoque que vence no mês que vem.

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<![CDATA[Exportação de carne brasileira desaba após operação da PF]]> Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) apontam para uma queda brusca nas exportações de carne brasileira desde a deflagração da Operação Carne Fraca. De acordo com a pasta, o Brasil exportou US$ 74 mil do produto na terça-feira (21). Antes da operação da Polícia Federal, o valor médio das exportações em março, por dia útil, foi bem maior: US$ 60 milhões.

Na segunda (20), o valor das exportações de carne foi de US$ 60,5 milhões. Na sexta (17), dia em que a operação da PF foi deflagrada, foi de US$ 53,9 milhões. De acordo com o ministério, ao longo do mês de março, antes da operação, o valor diário das exportações variou de US$ 39 milhões a US$ 90 milhões.

Também nesta quarta-feira (22), o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, admitiu que já há sinais de prejuízo no mercado de carnes por causa da Operação Carne Fraca.

Segundo ele, alguns frigoríficos brasileiros já deixaram de comprar bovinos de produtores devido a incertezas sobre a possibilidade de venda para o mercado externo.

"Eu conversei ontem bastante com produtores e têm sinais sim [de prejuízo]. Os frigoríficos, com a incerteza com relação à China e União Europeia, pararam de comprar bovinos", disse o ministro da Agricultura.

Países que anunciaram restrições

Desde que foi anunciada a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, alguns países anunciaram restrições à compra da carne brasileira.

Nesta quarta-feira (22), a África do Sul comunicou que suspendeu a importação de carne brasileira de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. Antes, pelo menos outros seis países haviam anunciado restrições à carne brasileira: México, Japão, Chile, Suíça, China e Hong Kong - os dois últimos são os principais compradores de carnes do Brasil.

A União Europeia também anunciou sanções. A Coreia do Sul chegou a anunciar a suspensão de importação de frango, na segunda, mas voltou atrás nesta terça.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (21), o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar (Senasa) da Argentina informou que vai aumentar ainda mais os controles de todos as carnes vindas do Brasil.

No comunicado a Argentina classifica de prudente a decisão brasileira de suspender as exportações dos 21 frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca e diz que está acompanhando atentamente os resultados das investigações.

A operação

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

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<![CDATA[Dólar passa a cair com fluxo pontual de venda e recuo no exterior]]> O dólar abandonou a alta inicial ante o real e passou a exibir leve queda com o fluxo pontual de venda e em meio ao recuo da moeda ante outras divisas de emergentes no exterior, segundo a Reuters.

Às 15h10, a moeda norte-americana caía 0,08% em relação ao real, cotada a R$ 3,0876 na venda, depois de bater R$ 3,1106 na máxima do dia.

Como pano de fundo, entretanto, seguiam as preocupações dos investidores com a concessão feita pelo governo na reforma da Previdência, que pode vir a prejudicar o ajuste fiscal do país.

"Acabou tendo fluxo de venda por parte dos exportadores quando o dólar se apreciou para a casa de 3,10 reais", afirmou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, à Reuters.

O movimento da moeda no exterior também favoreceu o recuo do dólar ante o real. O dólar caia ante o rand sul-africano, a lira turca, o peso mexicano e também ante uma cesta de moedas.

Mais cedo, o dólar trabalhava em alta ante o real reagindo principalmente ao recuo do governo na reforma da Previdência.

"Ainda é um movimento tímido (do dólar)", afirmou à Reuters o diretor da mesa de câmbio da corretora Multi-Money, Durval Correa, acrescentando que, caso mais à frente haja desvirtuamento ainda maior da reforma da Previdência, o cenário pode ser de altas mais intensas da moeda norte-americana.

Na véspera, o presidente Michel Temer anunciou que somente os servidores públicos federais serão atingidos pelas mudanças previstas na reforma da Previdência, deixando de fora servidores estaduais e de municípios, na tentativa de facilitar a tramitação da reforma no Congresso.

Essa reforma é considerada pelos agentes econômicos como fundamental para o país colocar suas contas públicas em ordem e, assim, engatar movimento de crescimento econômico sustentado, segundo a Reuters.

O mercado também continuava monitorando os desdobramentos da operação Carne Fraca, que pode afetar a balança comercial brasileira, já que muitos países anunciaram a interrupção temporária de compras do produto brasileiro.

Nesta quarta, foi a vez da África do Sul, que suspendeu as importações de carnes de estabelecimentos com suspeita de envolvimento em fraudes no Brasil.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente nesta sessão o lote de até 10 mil swaps tradicionais --equivalente à venda futura de dólares --ofertados para rolagem dos contratos de abril. Já foram cinco leilões iguais, que reduziram a US$ 7,211 bilhões o estoque que vence no mês que vem.

Na véspera, a moeda norte-americana fechou em alta, mas ainda abaixo de R$ 3,10, após 2 pregões seguidos de queda, sustentado por fluxo comprador atraído pelo nível baixo de preço e pela aversão ao risco que passou a predominar no mercado externo durante a tarde, destaca a agência Reuters.

A moeda dos Estados Unidos avançou 0,60%, a R$ 3,09 na venda, depois de ter fechado na véspera a R$ 3,0717.

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<![CDATA[Brasil deve perder 10% do mercado externo, prevê ministro da Agricultura]]> O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, projetou nesta quarta-feira (22) que o Brasil deverá ter um prejuízo de até US$ 1,5 bilhão por ano devido aos desdobramentos da Operação Carne Fraca. Segundo ele, a participação do Brasil no mercado mundial deve diminuir até 10%.

Desde que foi anunciada a operação Carne Fraca, da Polícia Federal, alguns países anunciaram restrições à compra da carne brasileira.

Nesta quarta-feira (22), a África do Sul e Egito comunicaram que suspenderam a importação de carne de frigoríficos envolvidos na operação. Antes, pelo menos outros seis países haviam anunciado restrições à carne brasileira: México, Japão, Chile, Suíça, China e Hong Kong - os dois últimos são os principais compradores de carnes do Brasil.

A União Europeia também anunciou sanções. A Coreia do Sul chegou a anunciar a suspensão de importação de frango, na segunda, mas voltou atrás nesta terça.

"Se me perguntar qual o prejuízo que espero, a grosso modo, algumas contas que a gente faz preveem que o Brasil terá uma oscilação de mercado de 10%, aproximadamente", disse Maggi durante audiência conjunta das comissões de Assuntos Econômicos e Agricultura, do Senado.

De acordo com ele, esse 10% de redução são sobre "um volume de US$ 15 bilhões que exportamos por ano", em carnes e derivados, informou. Por isso a previsão de que o prejuiízo pode atingir US$ 1,5 bilhão.

Em 2016, segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o Brasil exportou US$ 13,49 bilhões em carnes para 137 países. Desde que a Operação Carne Fraca foi deflagrada, porém, o valor das exportações caiu expressivamente.

Durante sua apresentação, o ministro citou os dados da exportação de carnes. Segundo o ministro, a média diária de exportação é de cerca de US$ 63 milhões. Essa média caiu para US$ 74 mil na terça-feira (21).

"Estamos falando em números estratosféricos. Não sabemos ainda o tamanho da pancada que vamos receber", reconheceu.

Blairo Maggi destacou que a expectativa do governo é de que as restrições dos países exportadores fiquem apenas nos 21 frigoríficos que são investigados pela Polícia Federal.

“Minha expectativa é deixar circunstanciado nessas 21 plantas. Já fizemos um auto embargo até que elas sejam fiscalizadas. Se ficarmos nessas 21 plantas, é o melhor dos mundos”, afirmou.

Denúncias

Blairo Maggi foi questionado pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lasier Martins (PSD-RS) se nunca havia ouvido comentários sobre irregularidades dentro do sistema de fiscalização do Ministério.

O ministro disse que comentários sempre existiam, e que as investigações internas sempre aconteceram, mas que os procedimentos são lentos e conduzidos de uma forma “diferente” do que a da Polícia Federal.

“Nem sempre [as investigações internas] são na velocidade que gostamos, porque o próprio corpo do ministério conduz isso diferente do que está acontecendo com uma operação policial, que vem de fora, que vai e olha com todo rigor, sem a preocupação se tem um amigo lá”, declarou.

Gleisi Hoffmann questionou sobre supostas pressões políticas dentro do Ministério – nesta terça (21), a ex-ministra e atual senadora Kátia Abreu disse que sofreu pressões de deputados peemedebistas enquanto chefiou a pasta para não demitir servidores suspeitos.

O ministro admite que existe “pressão política” dentro dos ministérios e que, muitas vezes, há rachas dentro das superintendências. Blairo ressaltou ainda que não é contra a investigação dos fatos.

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<![CDATA[Bovespa passa a subir com Petrobras, mesmo com cautela por cenário externo]]> O principal índice da bolsa paulista passou a subir nesta quarta-feira (22), com investidores adotando cautela com o cenário externo e com a política local, enquanto os ganhos nas ações da Petrobras limitavam a pressão, segundo a Reuters.

Às 15h22, o Ibovespa, principal indicador da bolsa, subia 0,31%, a 63.174 pontos.

Destaques

Petrobras subia mais de 3% após divulgação de balanço com lucro de R$ 2,5 bilhões no 4º trimestre e números mostrando melhora no desempenho operacional no ano passado, com forte redução do endividamento da empresa, ainda que permaneça a maior dívida da indústria de petróleo global.

Vale avançava mais de 1%, recuperando parte das fortes perdas da véspera quando as ações preferenciais tiveram o maior recuo em quase nove meses. Os contratos futuros de minério de ferro e aço na China caíram fortemente pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, com investidores ainda embolsando ganhos recentes mesmo com um mercado físico apoiado por perspectivas de alta sazonal na demanda.

Pão de Açícar liderava as altas do dia, com valorização de mais de 4%.

Kroton recuava mais de 3%, após lucro líquido de R$ 377,7 milhões no 4º trimestre, alta de 27,8% ante igual período do ano anterior.

JBS caía mais de 3% e BRF mais de 2%, ainda repercutindo os impactos da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, conforme países seguem anunciando restrições a importações de carne brasileira.

Cenário local

O noticiário político concentra as atenções em meio à espera pelo avanço da reforma da Previdência, segundo a Reuters. Na véspera, o presidente Michel Temer anunciou que somente os servidores públicos federais serão atingidos pelas mudanças na proposta, deixando de fora servidores estaduais e municípios, na tentativa de facilitar a tramitação da reforma no Congresso.

Segundo operadores, a ação tem impacto misto, sendo negativa por mostrar recuo do governo, mas aumentando as chances da aprovação da proposta.

Além disso, o noticiário local também está nos holofotes com a espera pela divulgação do contingenciamento. Na véspera, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o contingenciamento seria de R$ 30 bilhões a R$ 35 bilhões, enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que os números não estavam fechados, uma vez que a equipe econômica ainda estaria refinando os cálculos para definir a necessidade de corte de gastos e eventual aumento de tributos.

Cenário externo

No exterior, o modo de cautela vinha na esteira dos receios de que o presidente norte-americano, Donald Trump, pode ter mais dificuldades que o previsto para conseguir cumprir suas promessas de campanha, como cortes de impostos. Na véspera, o S&P 500 caiu mais de 1%, disparando a aversão a risco em outros mercados como o Brasil. Nesta sessão, o índice tinha recuo mais contido, de cerca de 0,09%.

Véspera

Na véspera, o Ibovespa caiu 2,93%, aos 62.980 pontos. Na semana e no mês, o índice tem queda acumulada de 1,91% e 5,52%, respectivamente. No ano, há alta de 4,57%.

A ação preferencial da Vale caiu 8,48%, a maior baixa desde 24 de junho do ano passado, enquanto o papel ordinário perdeu 8,19%. A Petrobras teve queda de 4,41% nas ações preferenciais e de 3,39% nas ordinárias, acompanhando o movimento dos preços do petróleo no mercado internacional.

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