<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Movimento no comércio cai 3,2% no primeiro semestre]]> O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, caiu 3,2% no acumulado no ano (1º semestre de 2017 contra o mesmo período do ano passado), de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Na avaliação acumulada em 12 meses (julho de 2016 até junho de 2017 frente ao mesmo período do ano anterior) houve queda de 3,0% frente aos 12 meses. Na análise mensal com ajuste sazonal o varejo apresentou em junho crescimento de 2,1% em comparação com maio.

 

Desde novembro de 2016 o indicador do varejo vem gradualmente se recuperando quando observado na aferição acumulada em 12 meses, ainda que apresente um ritmo menor do que o esperado no início do ano. Contudo, para as próximas aferições aguardam-se resultados mais otimistas, uma vez que os efeitos da redução de juros iniciada no 3º trimestre de 2016 devem ser observados com maior intensidade, assim como uma melhoria dos níveis de renda, continuidade da redução do nível de preços, entre outros fatores.

Setores

Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou alta de 5,1% em junho, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi negativa em 3,3%.

A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” subiu 0,3% no mês, expurgados os efeitos sazonais. Já na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve recuo de 7,8%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 0,8% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses recuou 1,4%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,5% em junho considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses apresentou queda de 3,7%.

Abaixo a tabela contemplando os valores mencionados.

 

Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista SCPC, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

A série histórica do indicador está disponível em: http://www.boavistaservicos.com.br/economia/movimento-comercio/

]]>
<![CDATA[Novos equipamentos devem alavancar produção de cooperativas e associações]]> Reconhecida como a maior produtora de laranja lima do Brasil, a Cooperativa dos Produtores de Laranja Lima de Santana do Mundaú (Cooplal) vai conseguir modernizar e tornar sua rotina produtiva mais ágil com o novo trator recebido nesta quinta-feira (20), o primeiro equipamento da patrulha mecanizada agrícola completa disponibilizada pelo Governo de Alagoas.

A Cooplal é uma das sete associações e cooperativas contempladas com os equipamentos adquiridos com recursos federais por meio da Emater. Cada uma delas receberá a patrulha mecanizada composta por um trator, uma grade aradora, uma colhedora de forragem, um caminhão tanque e uma plantadeira.

O presidente da Cooplal, Antônio Carlos de Souza, recebeu a notícia com alegria e comemorou a ampliação da estrutura para continuar a desenvolver as produções de laranja lima em Alagoas, reconhecida a melhor do mundo pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pelos mais de 1.500 associados.

“Vamos aproveitar bem os equipamentos, definir um cronograma para cada comunidade utilizar o maquinário, e dar uma alavancada em nossa produção, que já é excelente, mesmo com a seca. Hoje, nossos processos dependem muito da manufatura, então a patrulha mecanizada chega numa boa hora para modernizar nossas produções e permitir, também, que a gente diversifique nossas culturas para gerar mais renda”, agradeceu o presidente da Cooplal.

Além da Cooplal, esta primeira fase da entrega contemplou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piranhas; Cooperativa dos Produtores de Laranja Lima do Mundaú (Cooplal); Cooperativa Agropecuária e Industrial de Arapiraca (Capial); Cooperativa dos Produtores Rurais de Arapiraca (Cooperal); Associação de Agricultores de São Sebastião; Associação de Moradores do Sítio Nazário, de Penedo; Associação do Sítio Laje Grande, de Senador Rui Palmeira, e a Prefeitura de Olivença.

Acompanhamento

O diretor-presidente da Emater, Carlos Dias, ressaltou durante a solenidade de entrega que a Emater tem o compromisso de ajudar a agricultura familiar e fazer dela um instrumento de desenvolvimento do Estado, ainda havendo muito trabalho pela frente.

“O trabalho não acaba aqui, com a entrega dos tratores. Vamos direcionar nossa equipe para ir a campo, orientar os agricultores e entidades sobre como utilizar os equipamentos de forma produtiva, para gerar resultados, evitando que o solo seja danificado, haja perda de colheita ou atraso por ausência de apoio técnico”, explicou, agradecendo a parceria com o deputado licenciado e atual ministro Marx Beltrão, responsável pela emenda parlamentar que viabilizou a aquisição dos equipamentos.

 

]]>
<![CDATA[Pato de 5 metros volta à fachada da Fiesp em ato contra o aumento de impostos]]>

O pato amarelo de cinco metros voltou à fachada da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na madrugada desta sexta-feira (21), na Avenida Paulista. Ele foi retirado em março de 2016, quando o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff estava quase no fim.

O gesto, segundo a entidade, é um protesto contra o aumento dos impostos. Além do pato de cinco metros, há outro pato, um pouco menor, em uma sacada do prédio. Às 10h, patinhos serão entregues para os pedestres.

O governo anunciou nesta quinta o aumento da tributação sobre os combustíveis e um bloqueio adicional de R$ 5,9 bilhões em gastos no orçamento federal. Em nota, os ministério da Fazenda e do Planejamento informaram que será elevada a alíquota de PIS e Cofins sobre os combustíveis. O aumento começa a valer nesta sexta (21).

Segundo o governo, a tributação sobre a gasolina subirá R$ 0,41 por litro. Com isso, a tributação mais que dobrou e deve passar a custar aos motoristas R$ 0,89 para cada litro de gasolina, se levada em consideração também a incidência da Cide, que é de R$ 0,10 por litro.

A tributação sobre o diesel subirá em R$ 0,21 e ficará em R$ 0,46 por litro do combustível. Já a tributação sobre o etanol subirá R$ 0,20 por litro.

]]>
<![CDATA[Índices dos EUA fecham estáveis e setor de eletrodomésticos recua]]> Os índices acionários dos Estados Unidos fecharam praticamente estáveis nesta quinta-feira, uma vez que um acordo entre Sears e Amazon pesou sobre o setor de varejo de produtos para casa, enquanto ganhos na Microsoft ajudaram a elevar o Nasdaq.

O Dow Jones caiu 0,13 por cento, a 21.611 pontos, o S&P 500 perdeu 0,02 por cento, a 2.473 pontos e o índice de tecnologia Nasdaq Composite avançou 0,08 por cento, a 6.390 pontos.

Varejistas e fabricantes de eletrodomésticos caíram após a Sears dizer que iria vender os eletrodomésticos de sua marca Kenmore na Amazon e integrar os dispositivos smart da marca com o assistente digital Alexa da Amazon.

As ações da Sears subiram 10,6 por cento, a 9,60 dólares, e as ações da Amazon subiram 0,2 por cento.

O Home Depot caiu 4,1 por cento, tirando 40 pontos do Dow e exercendo o maior peso sobre o S&P 500. As varejistas Lowes e Best Buy, bem como a fabricante de eletrodomésticos Whirlpool, haviam caído entre 3,9 e 5,6 por cento.

"Eu acho que muitos ganhos se devem ao ambiente de baixa taxa de juros. Assim que você ver uma alta nas taxas, os ganhos serão afetados. Mas, agora, parece que vai continuar. Os ganhos, no geral, estão muito fortes," disse Anthony Conroy, presidente da Abel Noser, em Nova York.

As ações da Microsoft subiram 0,9 por cento após o fechamento, para 74,89 dólares, após ter reportado lucro trimestral que mais do que duplicou, ajudado por um benefício de impostos e pelo forte crescimento em seu negócio de nuvem.

]]>
<![CDATA[Entidades do setor produtivo criticam alta de tributos de combustíveis]]> As entidades do setor produtivo criticaram o aumento de tributos sobre os combustíveis, anunciado hoje (20) pelo governo. Por meio de notas oficiais, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e do Estado de São Paulo (Fiesp) informaram que a medida atrasará a recuperação da economia e que o governo deveria ter buscado outras formas de equilibrar as contas públicas e garantir o cumprimento da meta fiscal para este ano.

“Ministro [da Fazenda, Henrique Meirelles], aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho. Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo”, destacou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em nota publicada na página da entidade na internet.

De acordo com Skaf, o governo deveria concentrar-se no corte de gastos e na melhoria da gestão do Estado, em vez de aumentar tributos. “Todos sabem que o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício”, disse. Ele acrescentou que a posição da Fiesp contrária à alta de tributos é apartidária e não depende de governos.

A sugestão da Fiesp é parecida com a da CNI. Em nota, o presidente da confederação, Robson Braga de Andrade, ressaltou que a medida provoca prejuízos tanto para o consumidor como para as empresas. “A elevação dos tributos drena recursos do setor privado para o setor público. Provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia”, comentou.

Para a CNI, o equilíbrio das contas públicas deve ser perseguido pela contenção dos gastos, em vez do aumento dos impostos. A entidade recomendou a aceleração das reformas estruturais, principalmente a da Previdência Social, para melhorar o ambiente de negócios e buscar o ajuste fiscal no longo prazo. Segundo a CNI, somente as reformas restabelecerão a confiança dos empresários e dos consumidores e farão a economia recuperar-se.

No mesmo tom, a Firjan defendeu em nota que "a saída para a crise fiscal não passa por mais aumento de impostos, mas na adequação dos gastos públicos ao novo cenário econômico e na urgência da aprovação da reforma da Previdência”, disse em nota.

A entidade destacou que no estado do Rio de Janeiro será atingido um novo recorde de fechamento de empresas em 2017 e que não é o momento de onerar o custo do transporte e da produção para as indústrias. Para a Firjan, o aumento de tributos pode resultar em queda “e não em aumento da arrecadação, simplesmente porque o próprio fisco está expulsando os contribuintes da base de arrecadação tributária”.

]]>
<![CDATA[Governo corta mais R$5,9 bi no Orçamento e prevê R$10,4 bi com combustíveis]]> O governo federal promoveu forte elevação nas alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, prevendo uma injeção de 10,4 bilhões de reais nos cofres públicos, e também anunciou nesta quinta-feira um contingenciamento adicional de 5,9 bilhões de reais no Orçamento, buscando assegurar o cumprimento da meta fiscal em meio à ainda cambaleante recuperação econômica.

Do lado dos impostos, a maior contribuição virá do aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre a gasolina, para o patamar de 0,7925 real por litro ante 0,3816 real hoje --uma expansão de 41 centavos. A previsão de arrecadação no ano com a investida é de 5,192 bilhões de reais.

A alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel, por sua vez, passou de 0,2480 para 0,4615 real por litro, o que deverá render à União 3,962 bilhões neste ano.

Em relação ao etanol produtor, a alíquota sofreu um ajuste mais modesto, de 0,1200 para a 0,1309 real por litro. Para a categoria etanol distribuidor, no entanto, o percentual passou de zero para 0,1964 real por litro. Nos dois casos, a expectativa de arrecadação é de 115 milhões e de 1,152 bilhão de reais em 2017, respectivamente.

"O aumento das alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis é absolutamente necessário tendo em vista a preservação do ajuste fiscal e a manutenção da trajetória de recuperação da economia brasileira", afirmaram os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, em nota.

Em relação ao contigenciamento adicional, adiantado mais cedo pela Reuters, os ministros afirmaram que o "valor deverá ser compensado por receitas extraordinárias que ocorrerão ainda este ano".

A definição sobre o tamanho do novo congelamento se deu após reunião nesta tarde dos ministros com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto.

Isso porque, mesmo acertada a elevação dos tributos sobre combustíveis, técnicos do governo ainda apontavam rombo que deveria ser coberto por medidas adicionais.

Considerando as duas investidas, o governo contará com ajuda extra de cerca de 16 bilhões de reais para garantir o cumprimento da meta de déficit primário de 139 bilhões de reais deste ano, compromisso que Meirelles tem dito não abrir mão.

O cenário de fracas receitas tem estrangulado parte do andamento da maquina pública, o que levou alguns na equipe econômica a cogitar descontingenciar parte dos 39 bilhões de reais congelados no Orçamento deste ano. Mas, com o quadro fiscal delicado, o governo decidiu aumentar o contingenciamento para cerca de 44,9 bilhões de reais.

Em 12 meses até maio, último dado disponível, o rombo primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) somava 167,6 bilhões de reais, bem acima da meta fechada para o ano.

Esta é a segunda vez que o governo Temer eleva impostos para assegurar o cumprimento da meta fiscal. Em março, havia anunciado equiparação da incidência do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para cooperativas de crédito com a que valia para bancos, além da reoneração da folha de pagamentos para cerca de 50 setores-- esta última ainda pendente de aprovação pelo Congresso Nacional.

Naquela época, o contingenciamento foi definido em 42 bilhões de reais. Apesar de ter diminuído o tamanho do corte em maio, o governo voltou a endurecer o aperto a um patamar ainda mais alto agora, evidenciando os desafios para a retomada de uma trajetória fiscal sustentável.

Na nota divulgada nesta quinta-feira, Fazenda e Planejamento informaram que o relatório de avaliação de receitas e despesas do terceiro bimestre será divulgado na sexta-feira. O documento detalhará os cálculos feitos pelo governo que justificaram a decisão pelo aumento de tributos.

Impacto Inflacionário

O encarecimento dos combustíveis vem num momento em que o governo não mais se preocupa com um eventual impacto sobre a inflação, que segue em patamares bastante baixos após dois anos de profunda recessão econômica.

Nesta quinta-feira, o IBGE informou que o IPCA-15, a prévia da inflação, recuou 0,18 por cento em julho, acumulando alta de 2,78 por cento em 12 meses, indo abaixo do piso da meta do governo, que é de 3 por cento. O preço da gasolina registou queda de 2,98 por cento.

No cálculo da consultoria Tendências, o aumento nas alíquotas de PIS/Cofins deve encarecer o preço da gasolina em 16 por cento, o que vai provocar um impacto de 0,63 ponto percentual no IPCA entre julho e agosto.

"Há um espaço para absorver esse aumento, nada que mude o panorama atual com expectativa de queda de juros", afirmou Silvio Campos Neto, economista da Tendências.

Antes do anúncio, a consultoria colocou um viés de baixa na projeção de 3,6 por cento para o IPCA deste ano. Mas agora, com a decisão do governo, está confortável com o número.

]]>
<![CDATA[Prévia indica deflação de 0,18%, a menor taxa em quase 20 anos]]> A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou com variação negativa de 0,18% em julho, resultado que chega a ser 0,34 ponto percentual inferior ao resultado de junho, quando a variação foi de 0,16%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (20), no Rio de Janeiro, os dados da prévia, essa é a menor variação relativa a julho, juntamente com o resultado de 2003, cuja variação também havia sido de -0,18%.

Essa é a menor taxa de inflação desde setembro de 1998, quando a deflação dos preços havia sido de -0,44%. Com a inflação negativa de julho, o IPCA-15 passou a acumular alta de 1,44% nos primeiros sete meses do ano, resultado 3,75 pontos percentuais menor do que os 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado.

Já a inflação acumulada nos últimos doze meses fechou em 2,78%, resultado inferior aos 3,52% dos 12 meses imediatamente anteriores, o que constitui a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando atingiu 2,64%. Segundo o IBGE, em julho do ano passado a taxa havia variado 0,54%.

A queda teve forte influência dos preços dos alimentos e dos transportes. Com participação de 25% nas despesas das famílias, o grupo dos alimentos exerceu “o mais intenso impacto negativo”: 0,14 ponto percentual. Já o item dos transportes, que também tem participação significativa nas despesas (18%), foi negativo em 0,11 ponto percentual em relação a junho.

]]>
<![CDATA[Dólar tem quinta queda seguida e vai a R$3,12, menor nível desde 16 de maio]]> O dólar manteve trajetória de queda nesta quinta-feira e fechou no patamar de 3,12 reais, devolvendo toda a alta acumulada desde o agravamento da crise política em meados de maio, em meio a perspectivas de ingresso de recursos no Brasil e acompanhando o cenário externo.

O dólar recuou 0,71 por cento, a 3,1268 reais na venda, no menor nível desde 16 de maio, quando encerrou a 3,0955 reais. Na noite do dia 17 de maio, a divulgação de áudios gravados por o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, atingiu o presidente Michel Temer, levando a moeda norte-americana ao maior nível do ano, a 3,3890 reais, em 18 de maio.

Este foi o quinto pregão consecutivo de queda do dólar, período no qual cedeu 2,54 por cento. O dólar futuro tinha baixa de 0,73 por cento.

"Sem noticiário político, o mercado está especulativo e ir a 3,10 reais não é difícil", afirmou o diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa.

Julho tem sido marcado por volume mais enxuto de negócios, em razão das férias no Hemisfério Norte, o que faz com que um menor número de operações ditem o rumo do mercado. Nesse ambiente de menor fluxo, a entrada de recursos esperada com as operações de listagem de empresas na bolsa brasileira no período contribui para o recuo do dólar ante o real.

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Carrefour Brasil nesta semana movimentou 5,1 bilhões de reais.. Na sexta-feira, será precificada o IPO da Biotoscana Investments. Também são esperadas operações de listagem em bolsa da empresa de tecnologia Tivit Terceirização de Processos, da operadora de planos de saúde Notre Dame, da resseguradora IRB Brasil e da geradora de energia Ômega.

Além disso, na quarta-feira, a empresa de serviços de logística JSL lançou uma captação de 325 milhões de dólares em bônus com vencimento em sete anos.

"Há ainda o investidor que vem aproveitar a Selic, que ainda é bastante elevada", acrescentou Correa ao lembrar que a taxa básica de juros está em 10,25 por cento ao ano. As apostas majoritárias são de que o Banco Central vai cortar em mais um ponto percentual a Selic na próxima semana.

Além do noticiário político mais calmo, com o recesso parlamentar, a queda do dólar no Brasil acompanhou o movimento no exterior.

O dólar caiu nesta quinta-feira para uma mínima em quase dois anos contra o euro, após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dizer que os membros da instituição poderiam discutir mudanças no plano de compra de bônus no outono.

O dólar também cedia ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

Como esperado, tanto o BCE quanto o Banco do Japão mantiveram suas políticas monetárias.

IntervençãO

O Banco Central brasileiro vendeu nesta quinta-feira integralmente a oferta de até 8,3 mil swaps cambiais tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem em agosto. Com isso, já rolou 3,735 bilhões de dólares do total de 6,181 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

Para o diretor da tesouraria do banco Santander Sandro Sobral, o atual nível do dólar pode levar o mercado a começar a discutir em agosto se o BC vai reduzir o ritmo de rolagem dos swaps cambiais. "Seria uma forma de... preparar o país para atravessar o próximo ano com forte munição", disse em nota a clientes.

]]>
<![CDATA[Ibovespa fecha em queda e mercado exibe volume reduzido]]> O principal índice da bolsa paulista fechou em leve queda nesta quinta-feira, com o mercado mostrando volume de negócios abaixo da média diária para o mês até a véspera apesar da estreia na B3 das ações do Carrefour Brasil. O desempenho foi pressionado pela continuada incerteza política e redução na atividade de investidores estrangeiros, típica para o mês.

O Ibovespa fechou em queda de 0,37 por cento, a 64.938 pontos, perdendo o patamar os 65 mil pontos que sustentou nos cinco pregões anteriores.

O giro financeiro seguiu fraco no pregão e somou 5,86 bilhões de reais, apesar do IPO do Carrefour Brasil, cujas ações fecharam em queda. O volume ficou abaixo da média diária para o mês até a véspera, de 6,46 bilhões de reais, e muito inferior à media diária do ano, de 8,09 bilhões de reais.

Depois de acumular alta de 5 por cento na semana passada, o Ibovespa tem operado em intervalos mais curtos nos últimos dias, com investidores evitando grandes movimentos, em meio à relativa calmaria do noticiário político.

"Não dá para apostar em queda da bolsa com juros em queda, mas também não vejo nenhum cenário de grande euforia (para justificar uma tendência de alta)", disse o analista da Clear Corretora Raphael Figueredo.

O noticiário corporativo aos poucos volta a ganhar destaque na bolsa, com divulgações de prévias operacionais e de balanços, o que deve ganhar mais força na próxima semana, enquanto o noticiário político permanece mais tranquilo em meio ao recesso do Congresso Nacional.

Após o fechamento do mercado, o governo anunciou o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis, além de um contingenciamento adicional de 5,9 bilhões de reais, conforme busca meios para cumprir a meta fiscal deste ano.

No exterior, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão mantiveram suas políticas monetárias, sendo que o primeiro manteve a porta aberta para impulsionar as suas compras de títulos. As decisões mantém a atratividade a ativos considerados de maior risco, como os de países emergentes.

Destaques

- CARREFOUR BRASIL ON, que estreou nesta quinta-feira na bolsa paulista B3 e não faz parte do Ibovespa, encerrou os negócios a 14,90 reais, queda de 0,67 por cento em relação à precificação de sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), de 15 reais. Na mínima do dia, a ação foi negociada a 14,36 reais, em queda de 4,27 por cento ante o preço do IPO, e na máxima subiu 0,27 por cento, a 15,04 reais.

- GPA PN, maior concorrente do Carrefour no Brasil, fechou em alta de 1,76 por cento.

- VALE PNA caiu 3,71 por cento e VALE ON recuou 3,95 por cento. No radar estava a divulgação de dados do segundo trimestre, incluindo produção recorde de minério de ferro para o período, embora a empresa tenha destacado que a produção no ano ficará perto do limite inferior da faixa projetada. Analistas do BTG Pactual esperam que o resultado do segundo trimestre seja fraco devido a embarques menores e preço realizado deprimido. Também pressionado os papéis estava a queda dos contratos futuros do minério de ferro na China nesta quinta-feira.

- PETROBRAS PN perdeu 0,98 por cento PETROBRAS ON recuou 1,52 por cento, firmando-se no negativo após subir nos dois pregões anteriores e com os preços do petróleo no mercado internacional migrando para o território negativo.

- CYRELA ON subiu 3,58 por cento, liderando os ganhos do Ibovespa, após a incorporadora divulgar seus dados operacionais, com alta de 7 por cento nos lançamentos de imóveis no segundo trimestre ante um ano antes, enquanto as vendas líquidas contratadas somaram 756 milhões de reais, aumento de 35,4 por cento.

]]>
<![CDATA[Governo divulga aumento de alíquota do PIS/Cofins sobre combustíveis]]> Com dificuldades em recuperar a arrecadação, o governo decidiu aumentar tributos para arrecadar R$ 10,4 bilhões e cumprir a meta fiscal de déficit primário de R$ 139 bilhões. O Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol subirá para compensar as dificuldades fiscais, segundo nota conjunta, divulgada há pouco, dos ministérios da Fazenda e do Planejamento.

A alíquota subirá de R$ 0,3816 para R$ 0,7925 para o litro da gasolina e de R$ 0,2480 para R$ 0,4615 para o diesel nas refinarias. Para o litro do etanol, a alíquota passará de R$ 0,12 para R$ 0,1309 para o produtor. Para o distribuidor, a alíquota, atualmente zerada, aumentará para R$ 0,1964. A medida entrará em vigor imediatamente por meio de decreto publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

O governo também contingenciará [bloqueará] mais R$ 5,9 bilhões de despesas não obrigatórias do Orçamento. Os novos cortes serão detalhados amanhã (21), quando o Ministério do Planejamento divulgará o Relatório Bimestral de Receitas e Despesas. Publicado a cada dois meses, o documento contém previsões sobre a economia e a programação orçamentária do ano. A nova alíquota vai impactar o preço de combustível nas refinarias, mas o eventual repasse do aumento para o consumidor vai depender de cada posto de gasolina.

Garantia da meta fiscal

Em março, o governo tinha contingenciado R$ 42,1 bilhões do Orçamento. Em maio, tinha liberado cerca de R$ 3,1 bilhões. Com a decisão de agora, o volume bloqueado aumentou para R$ 44,9 bilhões. De acordo com a nota conjunta, esse corte adicional será revertido antes do fim do ano com a entrada de recursos extraordinários previstos ao longo do segundo semestre.

Antes de embarcar para a reunião de cúpula do Mercosul, em Mendoza, na Argentina, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a queda da arrecadação justificou o aumento de tributos.

“Isso ocorreu pela queda da arrecadação e em função da recessão e dos maus resultados, principalmente das empresas e de pessoas financeiras que refletiram nos prejuízos acumulados nos últimos dois anos que estão sendo amortizados. Existem medidas de ajuste fazendo com que o mais fundamental seja preservado: a responsabilidade fiscal, o equilíbrio fiscal”, declarou Meirelles.

Dificuldades nas receitas

No mês passado, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, tinha dito que o Orçamento poderia ser reforçado em até R$ 15 bilhões por meio de três fontes de receitas extraordinárias: a devolução ao Tesouro Nacional de precatórios (dívidas de sentenças judiciais) não sacados pelos beneficiários, a ampliação do programa de parcelamento e dívidas de contribuintes com a União e a renegociação de dívidas dos produtores rurais. No entanto, o governo tem enfrentado a frustração de receitas ao longo do ano.

Dessas medidas, apenas a regulamentação dos precatórios foi aprovada até agora. De outro lado, o governo enfrenta dificuldades com a tramitação das medidas provisórias da reoneração da folha de pagamentos, anunciadas no fim de março, e do programa especial de parcelamentos.

Outra dificuldade está no atraso no programa de concessões. Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) emitiu um alerta para que o governo desconsidere, das estimativas de receitas para o segundo semestre, R$ 19,3 bilhões que podem não entrar no caixa do governo ainda este ano.

]]>