<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Curso gratuito sobre Como Falar Bem em Público na FAT]]> O Sistema OCB/AL realizará nos próximos dias 22 e 29 de julho o curso Como Falar Bem em Público na Faculdade de Tecnologia de Alagoas (FAT), localizada na Avenida Presidente Roosevelt, 1200, Barro Duro, das 8h às 17h. A formação é gratuita e aberta para membros de cooperativas registradas e regulares com a organização.

A capacitação desenvolverá temas como Linguagem formal, Segurança no tema abordado, Orador e público alvo, Como montar uma apresentação, Como responder a perguntas, Como controlar e superar o medo de falar em público.

Ilton Filho, psicólogo e instrutor do Sistema OCB/AL, será o facilitador do curso e os certificados serão entregues ao término da formação, com carga horária de 16 horas.

O presidente do Sistema OCB/AL, Marcos Rocha, intensifica o convite aos cooperativistas de Alagoas. “A oportunidade é única! Conhecimento é sempre bem-vindo e dominar as formas de comunicação é um diferencial competitivo para todo profissional. Restam 16 vagas para a próxima turma. Aproveitem!”, reforça.

As inscrições podem ser feitas através do e-mail capacitacao@ocb-al.com.br e o telefone para dúvidas é o (82) 2122-9494.--*Sistema OCB/AL – Formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Alagoas (OCB/AL) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Alagoas (Sescoop/AL).

Fonte: Ascom Sistema OCB/AL

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<![CDATA[Cooperativas terão atendimentos gratuitos para cooperados, colaboradores e familiares]]> O Sistema OCB/AL* proporcionará consultas médicas e odontológicas gratuitas nesta semana para a Teletaxi, de Maceió, e para a Coopertranscal, de Arapiraca, como parte das atividades de promoção social da organização. Os beneficiados serão cooperados, colaboradores e familiares das empresas cooperativas.

Na quinta-feira, 13, os atendimentos odontológicos para a Teletaxi acontecerão na Clínica Odontológica Ortho Dental, localizada na Rua Major José Joaquim Calheiros, nº 44, primeiro andar, no bairro do Jacintinho, das 8h às 16h. Já no sábado, 15, o atendimento médico para a Teletaxi será realizado também das 8h às 16h, na sede da cooperativa, no bairro do Jacintinho. Os interessados podem entrar em contato com a central de atendimento através do número (82) 3320.8900 para mais informações.

Para a Coopertranscal os atendimentos odontológicos acontecerão sábado (15) e domingo (16), na Clínica Bianco, localizada na Avenida Deputada Ceci Cunha, nº 88 A., no bairro Brasília, das 08 às 17h. Em caso de dúvidas os cooperados podem entrar em contato com a diretoria através do número (82) 4102.0998.

Todos os beneficiados devem portar documento de identificação.

Para José Cícero dos Santos, presidente da Teletaxi, esse tipo de ação é de fundamental importância e mostra que as cooperativas, além de cumprirem seus papeis de organizar e promover um grupo de profissionais para o mercado, também têm o cuidado com o bem estar de seus membros e núcleos familiares.

COMO SOLICITAR

Ao longo de todos os anos o Sistema OCB/AL oferta atividades como essas mediante solicitações prévias das próprias cooperativas. “Nós orientamos que cada empresa cooperativa envie até o mês de agosto um planejamento com as capacitações e atividades de promoção social para o exercício do ano seguinte. Isso auxilia a confecção do planejamento estratégico do Sistema OCB/AL”, explica o presidente Marcos Rocha.

Para mais informações, o Sistema OCB/AL fica localizado em Maceió, no bairro do Feitosa, Avenida Governador Lamenha Filho, nº 1880, e também está disponível através do email superintendencia@ocb-al.coop.br e do número (82) 2122.9494.

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*Sistema OCB/AL – Formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Alagoas (OCB/AL) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Alagoas (Sescoop/AL).

**Teletaxi – Cooperativa Mista Rádio TeleTaxi de Maceió.

***Coopertranscal - Cooperativa De Transporte Rodoviário De Cargas De Alagoas.

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<![CDATA[Modelo de cooperativismo amadurece na última década em Alagoas, aponta OCB]]> Os 10 anos de existência da Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf) apontam para o amadurecimento do modelo de cooperativismo no Estado. É o que afirma a Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Alagoas (OCB-AL). Atualmente são 97 cooperativas em atuação nas áreas de saúde, tecnologia, serviços, agropecuária , entre outros.

“Nestes dez anos, Alagoas passa por uma evolução nesse quesito, ou seja, as cooperativas têm amadurecido do ponto de vista gerencial e de governança. Esse amadurecimento faz com que as cooperativas se posicionem melhor.”, afirma Márcia Túlia, superintendente da OCB-AL.

Há dez anos, no surgimento da Jorgraf, Alagoas tinha 92 cooperativas vinculadas ao sistema OCB, em 2017 são cinco a mais, 97. De acordo com a entidade, o importante neste modelo de trabalho é o fortalecimento e não a quantidade, pois quanto menos cooperativas em um segmento, maiores são o engajamento e os resultados para os envolvidos.

“Um país que tem um modelo de cooperativismo evoluído é a Alemanha. Lá existem, por exemplo, três cooperativas de crédito, mas caminha para ter uma. Quanto menos cooperativas por categoria profissional, mais fortalecida fica a categoria. Em Alagoas, a cooperativa de costureiras de São Luiz do Quitunde se juntou com a cooperativa de costureiras do Alto da Madeira, isso é um processo de evolução.”, expõe a superintendente.

Em 2007, optar por uma cooperativa para produção gráfica e jornalística foi a alternativa ao desemprego. Dez anos depois este motivo continua sendo um dos propulsores do modelo de cooperativas no estado.

Para Márcia Túlia, o envolvimento dos trabalhadores no modelo é uma oportunidade de inclusão econômica.

“A cooperativa tem uma característica particular, porque não é um empreendedor abrindo um empreendimento, são vários trabalhadores resolvendo investir para promover a inclusão produtiva. Ela promove a inclusão produtiva, gera trabalho e renda.”, expõe.

Segundo o economista Emanuel Lucas de Barros, o cooperativismo serve como enfrentamento do mercado em tempos difíceis, principalmente em questões relativas ao desemprego e aumento do trabalho informal.

“A vantagem da cooperativa hoje no nosso Estado é uma forma de enfrentar o mercado ou até mesmo a falta de mercado que a agente tem. Nessa crise o número de trabalhadores informais cresce, em contrapartida há queda do emprego formal. Uma maneira de formalizar e o trabalhador continuar atuando é se inserir no mercado com ganhos econômicos e conseguir principalmente competir. Em tempos de crise, no geral, as menores empresas acabam quebrando e ocorre desemprego gerado por essas empresas, enquanto que as grandes continuam lucrando. Você se organizar em cooperativas é uma forma de resistir à lógica mercadológica.”, avalia.

Os ramos que mais crescem no Estado são cooperativas em saúde, agropecuária e trabalho. “Médico, enfermagem, instrumentadores, dentistas, pequenos produtores, jornalistas, costureiras, bibliotecários, temos de tudo um pouco”, acrescenta Túlia.

Agricultores apostam na união para escoamento

No mesmo ano de criação da Jorgraf, em 2007, produtores rurais de Flexeiras iniciaram cultivos nas terras do Assentamento São Sebastião. Até 2013 o trabalho era descentralizado o que dificultava a comercialização dos produtos. Foi então que a Cooperativa de Agropecuária de Alagoas (Coopaal) surgiu.

“Começamos a produção em 2007 e até 2013 não tinha como escoar nossos produtos. Formamos um grupo de agricultores e decidimos fundar a Coopaal para facilitar a venda”, explica o presidente da cooperativa Paulo Agra.

Atualmente, a Coopaal tem 30 cooperados e atua nos municípios de Flexeiras, onde surgiu, São Luiz do Quitunde, Joaquim Gomes e Messias. Além da produção agrícola de frutas, legumes, verduras e hortaliças, a cooperativa tem produzido mudas para o reflorestamento de nascentes da região

Outra iniciativa da Coopaal é a criação de uma linha de alimentos sem glúten e sem lactose, com as matérias-primas cultivadas nos assentamentos.

“Estamos trabalhando com a orientação de um agrônomo para a produção agroecológica de raízes, frutas e folhas. Estamos produzindo mudas nativas para o reflorestamento, já reflorestamos 6 nascentes e a margem do Rio Jetituba. Também temos o acompanhamento de uma nutricionista que está desenvolvendo uma linha de produtos diferenciados, sem glúten e sem lactose”, ressalta Paulo Agra.

A comercialização dos produtos é feita para os próprios moradores dos assentamentos e também para Flexeiras e Maceió. A venda, de acordo com o presidente, é para o setor público e privado. Além de produtos in natura, eles vendem  produtos processados como bolos, pães, geleias e doces.

PRÓS E CONTRAS

Emanuel Lucas de Barros explica que as cooperativas têm certas vantagens em relação ao mercado formal. “Por não ter patrão, os trabalhadores podem decidir como organizar seu trabalho, os lucros ficam com os trabalhadores e eles dividem.”, pontua.

“No sistema de cooperativa as decisões são tomadas coletivamente. Apesar de ter diretoria, os trabalhadores tem poder de votar e serem votados, para tomar decisões e dirigir a cooperativa. Do ponto de vista do trabalhador isso é um ganho enorme porque além de ficar com os lucros da produção ou é reinvestido na própria cooperativa, não tem uma pessoa só lucrando ou um grupo de pessoas lucrando.”, afirma o economista.

Mas para toda vantagem, existe uma desvantagem, ressalta. Quando não aplicado corretamente, o sistema de cooperativismo pode ser uma ameaça aos trabalhadores.

“As desvantagens são a aplicação indevida do modelo, quando as decisões não são tomadas em conjunto. Tem cooperativa que se utiliza do sistema de trabalho para terceirização, porque nem pagam os fundos para os trabalhadores num momento de dificuldade nem asseguram os direitos da CLT. Nem tem os direitos sociais de um cooperado nem de um trabalhador formal.”, diz Barros.

Outro ponto que precisa ser destacado segundo o economista é a ausência de um ‘direito tradicional’, o Fundo de Garantia do Trabalhador Segurado (FGTS). Em cooperativas, as contribuições são feitas em reservas obrigatórias destinadas à manutenção do ordenamento da empresa.

“No mercado formal, os trabalhadores regidos pela Consolidação de Leis do Trabalho (CLT) têm o Fundo de Garantia do Trabalhador Segurado (FGTS). Em modelos de cooperativas de trabalho existem alguns fundos obrigatórios que precisam ser mantidos como Fundo de Reserva utilizado para o desenvolvimento da cooperativa e coberturas de perdas futuras. Sendo previsto no mínimo 10% das sobras liquidas; e o Fundo de Assistência Técnica Educacional e Social (Fates) mínimo de 5% das sobras liquidas, cuja finalidade é a prestação de assistência técnica, social e educacional aos cooperados, seus familiares e funcionários”, explica.

No cooperativismo há o compartilhamento de custos e lucros. O que é benéfico, segundo o economista, pois dilui gastos operacionais, mas pode ser danoso quando há prejuízos econômicos.

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<![CDATA[Presidente do Sinduscon destaca cobertura do jornal no setor em Alagoas]]> O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Mendonça Brêda, enfatizou a contribuição que o jornal Tribuna Independente vem dando ao longo desses 10 anos para o setor da construção civil de Alagoas. “Sempre com uma cobertura imparcial e comprometida com o bom jornalismo, o veículo de comunicação conduzido por jornalistas e gráficos surpreende pela inovação e pela coragem. Na última década o setor da construção evoluiu, passou por mudanças positivas e também dificuldades, mas assim como os jornalistas da Tribuna, sabe se reinventar e vencer na dificuldade. Parabenizo cada profissional deste jornal que orgulha Alagoas pela sua história de luta”, mencionou.

SETOR DO COMÉRCIO

Para o presidente do Sistema Fecomércio, Wilton Malta, a Tribuna é sinônimo de persistência. "A Tribuna Independente tem uma história de persistência e determinação pautada no respeito aos leitores. Mesmo mediante a revolução da tecnologia que permite o acesso à informação em tempo real, a Cooperativa se mantém firme no propósito de oferecer um trabalho de qualidade".

“A responsabilidade em lidar com a informação de maneira séria e a cumprir também o papel social do Jornalismo é uma missão que requer muito profissionalismo. A todos que fazem a Tribuna Independente os nossos parabéns e desejos de mais sucesso”, afirmou Wilton Malta.

 

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<![CDATA[Sindjornal ressalta espírito de guerreiros dos profissionais da Tribuna]]> Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), Izaías Barbosa, a Tribuna Independente é um marco importante no jornalismo alagoano. 

“Há dez anos, com o fechamento da Tribuna de Alagoas, os jornalistas e gráficos resolveram assumir o desafio de administrar o veículo de comunicação e produzir conteúdo para colocar nas ruas o jornal impresso Tribuna Independente e tornaram o sonho em realidade. O que não faltou para esses bravos trabalhadores foi força para lutar, resistiram com muita garra aos problemas, garantiram o emprego dos cooperados e mantiveram ativo o espaço de comunicação que serve de Tribuna para o povo alagoano", diz Izaías.

"Nesse período presenciamos o fechamento de jornais que já estavam no mercado há vários anos, mas o Jorgraf (Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos) se manteve de pé e até acompanhou o avanço tecnológico lançando um portal de notícias", conclui.

ADEMI

Para Judson Uchôa, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Alagoas (Ademi), “a Tribuna Independente tem desempenhado um importante papel junto à nossa comunidade. No curso dos anos vem contribuindo para informar gerações de alagoanos, difundindo atualidades em todos os níveis de nossa sociedade”.

Ainda segundoele, “os jornais são instrumentos imprescindíveis para o desenvolvimento. Como empresário e dirigente da Ademi, que representa nossa construção civil imobiliária, parabenizo aqui todos aqueles que fazem a Tribuna Independente, pois a informação é um elemento de grande valor em todos os aspectos da vida diária”.

 

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<![CDATA[Para Braskem, década de criação da Jorgraf foi de consolidação]]> Nestes 10 anos a Braskem se consolidou como uma das maiores companhias petroquímicas mundiais com investimentos expressivos no Brasil, Estados Unidos, Alemanha e México. Com destaque para os projetos de inovação e desenvolvimento sustentável, como o desenvolvimento do plástico verde.

Em Alagoas vale ressaltar o investimento de cerca de um bilhão de reais na inauguração da nova fábrica de PVC; inserida e atuando dentro dos padrões de ética e transparência, a empresa vem nos dois últimos anos reforçando seus controles internos e externos, com a criação de uma área específica de compliance para seguir atuando em conformidade com as legislações dos países onde tem unidades. Nesta década a empresa procurou sempre o desenvolvimento de novos produtos para tender as demandas dos clientes e contribuir para o fortalecimento do setor químico e do plástico no Brasil e no mundo.

Milton Pradines, diretor de relações institucionais da Braskem, frisa que o aniversário de 10 anos da Tribuna é uma das conquistas, que devem ser celebradas e divulgadas. “Criar e manter um espaço plural de informação e jornalismo, aliando inovação – a reunião de duas cooperativas de trabalhadores na gestão dessa iniciativa, já seria por si só, um marco na história do jornalismo brasileiro. E conseguir avançar e atingir dez anos de história, em meio a um período de profundas mudanças estruturais nos meios de comunicação e de uma grave crise econômica, transforma este ‘feito’ em um ato de resiliência, determinação e coragem. De muita bravura”. “Parabéns a todos que fazem a Tribuna. É um 

 

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<![CDATA[Leitores revelam paixão pelo jornalismo impresso]]> “Jornais e revistas são muito eficazes. O mercado anunciante e a sociedade não podem ficar reféns de certas tendências que ameaçam não apenas um modelo tradicional de comunicação, mas a própria democracia. Alguém consegue imaginar o que seria do Brasil sem a presença de um jornalismo independente?”, expôs Carlos Alberto Di Franco, em sua coluna de opinião, no site do jornal Estadão, em abril de 2015.

O jornalista se referia ao surgimento das mídias digitais e a maneira como as informações eram feitas. Para ele, a notícia tem que ser produzida e ser rica em detalhes com informações verídicas e ouvindo todos os envolvidos.

E é assim que pensam alguns leitores dos impressos, que revelaram ter um carinho pelo jornal Tribuna Independente.

O estudante Weverton Rodrigues costuma ficar informado do que está acontecendo através dos sites e jornais televisionados, mas ele disse que quando existem assuntos que lhe chamam a atenção procura ler em impressos. “Tem assuntos que só os impressos dão de maneira mais detalhada e com informações que faltam nas mídias digitais. Eu confesso que não leio diariamente, mas sempre que posso estou com um exemplar em mãos’’, contou.

“O impresso pode ser o diferencial, mas para isso tem que usar as mídias digitais apenas como pauta e aprofundar a informação com novos dados e não replicar a notícia. É uma forma de atrair o público leitor. Em vários países desenvolvidos os jornais impressos sobrevivem e continuam sendo diários”, comentou o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas, Izaías Barbosa.

“Senso crítico é forte aliado da mídia impressa”, diz estudante

Já a jornalista Beatriz Nunes tem o hábito de ler os jornais impressos. Ela diz que cada veículo tem sua importância. “Mas, vejo no impresso detalhes de apuração que a correria do site não permite. Da mesma forma que uma revista consegue trazer grandes reportagens pelo tempo de apuração e de aprofundamento na reportagem”, afirma a profissional.

“Se você parar para comparar uma mesma matéria em site, impresso, TV e rádio, fica mais fácil identificar riquezas na tratativa de cada uma. Esse aprofundamento do assunto deixa os textos mais ricos e isso jamais pode morrer”, destaca Beatriz.

“Os novos meios de comunicação são um ganho para nós leitores, mas, no meu ponto de vista, é muito bom poder ler no outro dia um texto mais rico em detalhes e, por que  não dizer, mais completo”, completou a jornalista.

SENSO CRÍTICO

O estudante de relações públicas José Neto destaca outra qualidade para continuar sendo um leitor do  conteúdo impresso.  “Gosto do jornal Tribuna Independente. Um aspecto que ressalto  nele talvez seja a visão crítica dos jornalistas, e é isso que mais gosto. A maioria dos assuntos abordados no jornal tem uma relevância com o cotidiano. É um jornalismo mais abrangente, diferente dos demais jornais, e além disso, no geral, não é tão comercial. Acredito que é feito com notícias de interesse do público”.

 

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<![CDATA[Editores ressaltam desafio de publicar jornal impresso]]> Diante do surgimento de novas tecnologias, principalmente da mídia digital, o jornalismo impresso cada vez mais vem se modificando para não ficar atrás e perder a exclusividade na informação.

Manter um jornal impresso diário não é nada fácil diante desse desenvolvimento e rapidez com que as informações chegam. Isso sem falar da concorrência que ficou ainda maior. Por isso, os jornalistas e editores do impresso têm vários desafios a enfrentar para não perder seu leitor e conseguir levar a informação até o seu público com um formato diferente da web.

DESAFIO

Os jornalistas que atuam no impresso sabem que a era digital ocupa um importante papel na maneira de se produzir informação quase que de imediato quando os fatos acontecem.

 Para os editores do Tribuna Independente, quem faz jornalismo diário e, principalmente impresso, sabe que esses desafios são muitos. E nessa edição de 10 anos de aniversário do segundo maior jornal do Estado,  a equipe que produz e edita as matérias destaca alguns desses desafios enfrentados diariamente. A editora do caderno de Cidades, Valdirene Leão, explica que todo dia é um desafio, pois quem trabalha no impresso deve fugir de matérias factuais para levar uma informação mais apurada ao leitor. “Temos que ter ideias todos os dias. Buscar assuntos que possam ser de interesse do público e não repetir o que já foi noticiado nos sites e na televisão. Aqui é ainda mais complicado, porque como somos uma cooperativa e não temos a figura do pauteiro e/ou produtor, os próprios editores têm o desafio de pautar o repórter”, explica Valdirene.

“Informação minuciosa é o diferencial”, diz jornalista

Para o editor de Política, Nigel Santana, o desafio é cíclico. “É a concorrência dos portais de notícias, rádios e TVs que nos mostra caminhos para levar ao leitor um fato completamente diferente e com maior conteúdo nas páginas do jornal no dia seguinte. É fundamental que o jornalista de impresso tenha essa visão de que não dá para publicar diariamente a mesma notícia repercutida nos veículos. Ao longo desses dez anos, a Tribuna  vem atuando para levar uma informação com outro prisma ao nosso leitor. Política é algo muito cíclico. Os temas variam a todo o momento. No entanto, em Alagoas, costuma-se fazer coberturas diárias sobre os fatos com o Legislativo e Executivo como pano de fundo para produção diária de materiais jornalísticos”, diz  Santana.

Já para o editor do Caderno das Últimas Notícias e Brasil, Gerônimo Vicente,   para o impresso sobreviver deve recorrer à informação mais minuciosa, com explicação didática do ponto de vista histórico, geográfico, político, social e econômico do fato. “Recursos de infográficos, mapas, dados sobre IDH auxiliam na contextualização da notícia, embora os sites tenham se antecipado  à condição com a instrução do jornalismo imersivo quando o leitor participa de uma cena de vídeo, dados e mais recentemente o Fact-checking, que mostra se a informação é verdadeira  ou falsa”, ressalta.

 

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<![CDATA[Diretores fazem balanço dos dez anos da Jorgraf]]> A Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas (Jorgraf), detentora do Jornal Tribuna Independente e do portal Tribuna Hoje, completa dez anos nesta segunda-feira (10) e a diretoria da Cooperativa dá o depoimento de vitórias e desafios ao longo de uma década de existência. A diretora comercial da Jorgraf, Marilene Canuto, o coordenador industrial, Alexandre Moreira, o diretor financeiro, Flávio Peixoto, e o presidente da Jorgraf, José Paulo Gabriel, comentam sobre as expectativas para o futuro da cooperativa.

DIFICULDADE E CREDIBILIDADE

Marilene Canuto relembra o começo de dificuldades da Tribuna, porém considera que a vitória se sobrepôs ao começo difícil da cooperativa. “No início, já houve uma aceitação muito grande do jornal. Nós já tínhamos pessoas com credibilidade. Eu já era muito conhecida na área gráfica e meu nome estava chegando limpo no mercado da comunicação”, afirma.

A diretora comercial recorda que, logo na primeira edição, teve mais de 70 anunciantes no jornal e, no dia de lançamento do periódico, houve um evento que contou com mais de 400 convidados no dia 10 de julho de 2007. “Começou com um café da manhã e terminou com um almoço. Inclusive, teve a presença do vice-governador na época”, conta Marilene.

Com orgulho, Marilene diz que os parceiros anunciantes da Jorgraf são fieis à cooperativa. “São pessoas que estão sempre conosco. São pessoas que, principalmente nas datas comemorativas, não deixam de nos prestigiar. Isso faz com que a gente acredite no que está levando para a sociedade”, ressalta.

Marilene também diz que existia uma demanda no mercado da comunicação alagoana por algo diferente dos demais veículos de Alagoas. “O leitor alagoano estava precisando de algo diferente e nós trouxemos o que ele queria. Uma cooperativa que ninguém esperava que sobrevivesse”, afirma.

Entre os diferenciais da Jorgraf para com o público, a diretora destaca o bom atendimento que faz questão de manter no setor comercial da cooperativa. Marilene afirma que, nos últimos tempos, houve um crescimento grande nos anunciantes da publicidade legal, ou seja, a publicidade dos órgãos da administração pública.

“Sempre trabalhamos com valores diferenciados. O cliente chega ao nosso balcão e negociamos bastante. Ou seja, ele acaba vendo que aqui é a melhor opção para anunciar”, diz Marilene, observando que a boa relação entre cliente e setor comercial acaba favorecendo ambas as partes.

A diretora afirma que a Jorgraf apresenta uma taxa regular de crescimento ao longo dos anos. “Todos os dias, temos pessoas que nos ligam para falar do jornal, para dizer se está bom ou se está ruim, e elas nos dão um feedback para sempre melhorarmos na produção da Tribuna Independente. Temos a nossa parte gráfica, onde rodamos jornais de terceiros e jamais observamos os conteúdos deles. Isso passa para o cliente confiança e ganhamos credibilidade”, diz.

“As dificuldades que a gente enfrenta devem ser encaradas como vitórias, porque lá na frente serão. É isso que eu faço todos os dias”, finaliza.

Coordenador industrial destaca evolução na produção impressa

O coordenador industrial da Tribuna Independente, Alexandre Moreira, está na Jorgraf desde o início, em 2007, e, ao longo dos dez anos, considera visíveis algumas mudanças na cooperativa. Para Alexandre, além do surgimento do portal Tribuna Hoje, a Jorgraf também evoluiu no modo de produção do jornal Tribuna Independente.

“Saímos da ‘era do fotolito’ e fomos para a ‘era do CTP’ (computer-to-plate), que é um processo bem mais rápido”, explica Alexandre. A máquina denominada CTP é uma entre tantas localizadas na área gráfica da Jorgraf. Nela, as chapas do material impresso são gravadas. Antes, o jornal era impresso em filme, no processo de fotolito. Só depois para as chapas.

“Com a CTP, o processo de impressão é direto. Quando não tínhamos a CTP, com o fotolito, gastava-se, por exemplo, em torno de uma hora para fazer um caderno do jornal. Com a CTP, em dez minutos um caderno fica pronto”, afirma.

Alexandre conta que, no início da cooperativa, sem as máquinas adequadas para se fazer o jornal, os gráficos passaram por um período de dificuldade, porém que foi superado ao longo do tempo. O coordenador diz que o formato do jornal Tribuna Independente é o standard, um modelo que possui aproximadamente 55 centímetros de página. É o maior formato para um jornal impresso. “Muitos jornais já abandonaram o modelo stand, mas optamos por continuar”, conta Alexandre.

O tipo do papel do qual é feito o jornal também foi modificado ao longo do tempo. “Hoje, utilizamos papel ecológico na capa, que é um papel com espessura melhor e absorve melhor a tinta”, afirma.

Cooperativa planeja futuro de olho em novos mercados

“Nossa ideia é investir ao máximo no jornal Tribuna Independente para atrair cada vez mais leitores e juntar também, ao jornal impresso diário, os recursos da internet, para que possamos investir também nesta área, e desta maneira tornar o site Tribuna Hoje cada vez mais acessado”. Assim afirma o diretor financeiro da Jorgraf, Flávio Peixoto.

O diretor declara que é o momento de se investir na cooperativa, principalmente na plataforma digital. “O retorno virá no futuro”, afirma. Flávio diz que o jornal está passando por uma pesquisa de planejamento estratégico, algo que ainda não havia sido feito ao longo dos dez anos da Jorgraf.

“O momento para a comunicação é de muitos desafios, e temos que ter a capacidade de entender esse momento e dar a resposta necessária ao mercado e ao nosso público”, comenta o diretor.

Fazendo um paralelo com o passado, Flávio diz que, com a chegada da internet no mercado da comunicação, veio junto uma mudança de paradigma para os jornais. “Muitas empresas de comunicação não estão sabendo enfrentar essa mudança e estão entrando em crise financeira. No caso da Jorgraf, temos que estar prontos para passar por esse momento e transformar o desafio em resultados positivos”, fala o diretor.

Flávio diz que a mudança para a mídia digital é uma tendência mundial e que os jornalistas estão tendo que “consertar o carro em movimento”, uma metáfora para “se adaptar aos novos tempos sem parar a atividade”. “Grande fatia da verba publicitária, atualmente, que ia para TV, rádio e jornais, está indo para as redes sociais, por exemplo, e isso trouxe mudanças no mercado”, comenta.

O diretor financeiro da Jorgraf afirma que a cooperativa, em tempos de mudanças, está mostrando que é versátil e, diante das transformações, está se adequando à realidade.

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<![CDATA[Jorgraf é tema de estudo na Universidade Federal da Paraíba]]> A história da Cooperativa de Jornalistas e Gráficos (Jorgraf), que acopla dois produtos: Tribuna Independente (jornal impresso) e Tribuna Hoje (portal de notícias), foi tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da estudante de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Irene Sá.

A dicente esteve em Maceió no dia 21 de março de 2017 para visitar as dependências da cooperativa. Ela enfatizou que o interesse pelo tema surgiu da oportunidade de estudar questões sobre empreendedorismo e formas alternativas de se fazer jornalismo. 

Ela também reforçou que a importância de se falar acerca do assunto cresceu após o fechamento de um jornal impresso na Paraíba – o Jornal da Paraíba -, onde 120 trabalhadores ficaram desempregados.

“Pensei: ‘A tecnologia está avançando. Os jornais impressos estão fechando. E como os profissionais da área irão fazer para manter os postos de trabalho no sentido de continuar nessa manutenção?’ Foi quando surgiram as conversas durante o meu estágio no Ministério Público Federal (MPF) com uma colega jornalista sobre cooperativas. Nunca tinha escutado sobre cooperativas de jornalistas. Fui atrás e notei que só existia a de Alagoas e que era de gráficos também. E teve uma outra que fechou há cerca de dez anos no Rio Grande do Sul só de jornalistas”, disse a estudante.

Sabendo que a Jorgraf, além de ser pioneira englobando duas categorias jornalistas e gráficos, ainda era no Nordeste, Irene não perdeu tempo, se debruçou nas pesquisas até a fase final que foi conhecer de fato o funcionamento da cooperativa na prática.

De acordo com ela, não existem estudos acadêmicos que envolvam o tema cooperativa de jornalistas, somente em outras áreas como agricultura, saúde, educação. No entanto, por ser escasso, foi o que mais a motivou a aprofundar seu estudo.

Durante a coleta de dados, a estudante realizou todo o referencial teórico para entender o cenário atual de jornalismo e a metodologia, segundo ela, será na coleta de dados semiabertos, análise dos dados e a explicação dividida em três dimensões: organizacional, financeira e produtiva. “Esse será o esqueleto da explanação sobre a Jorgraf”, contou.

Na ocasião da visita às dependências da cooperativa, Irene ressaltou o acolhimento dado pelos cooperados, sobretudo do presidente Paulo Gabriel, diretor financeiro Flávio Peixoto e diretora comercial Marilene Canuto.

“Projeto de cooperativa é inovador e ousado”

A professora Magnólia Santos, do Curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), uma das primeiras assinantes da Tribuna Independente, ressalta a importância do veículo para o Estado.

“Eu sou fã da Tribuna Independente, desde o início. Fiz assinatura assim que saíram os primeiros exemplares, porque achei a proposta de Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos um projeto inovador, criativo e ousado”, afirma.

“A gente sabe que, dentro de uma crise, encontramos soluções criativas. Mas observar que num Estado com as características que nós temos, pequeno, no Nordeste, conservador, aí eles fundam uma cooperativa. Eu não poderia deixar de apoiar essa iniciativa. A gente não tem registro disso no Sudeste e no Sul”, observou.

“Eu acho que é uma iniciativa que deve ser divulgada, servir de exemplo para todo o Brasil como novas possiblidades, pois a gente é educada para ser empregado e não empreendedor. A formação do jornalista é muito individualista e a Tribuna Independente mostra que é um trabalho coletivo e que nós podemos ser empreendedores, por meio de uma cooperativa”, concluiu.

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