<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Estudante da Paraíba escreve TCC sobre Cooperativa de Jornalistas e Gráficos de Alagoas]]> Irene Sá. Esta é a identidade da estudante de jornalismo que cursa graduação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mas que resolveu escrever seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre um caso de sucesso em Alagoas, valorizando a Cooperativa de Jornalistas e Gráficos (Jorgraf), que acopla dois produtos: Tribuna Independente (jornal impresso) e Tribuna Hoje (portal de notícias).

 A dicente que esteve em Maceió nesta terça-feira (21), para visitar as dependências da cooperativa, enfatizou que o interesse pelo tema surgiu da oportunidade de estudar questões sobre empreendedorismo e formas alternativas de se fazer jornalismo.  

Ela também reforçou, que a importância de se falar acerca do assunto, cresceu após o fechamento de um jornal impresso na Paraíba onde 120 trabalhadores ficaram desempregados, chamado Jornal da Paraíba.

“Pensei, a tecnologia está avançando, os jornais impressos estão fechando, e como os profissionais da área irão fazer para manter os postos de trabalho no sentido de continuar nessa manutenção? Foi quando surgiram as conversas durante o meu estágio no Ministério Público Federal (MPF) com uma colega jornalista sobre cooperativas. Nunca tinha escutado sobre cooperativas de jornalistas, fui atrás e notei que só existia a de Alagoas, e que era de gráficos também, e teve uma outra que fechou há cerca de dez anos no Rio Grande do Sul só de jornalistas”, explicou a estudante.

Sabendo que a Jorgraf, além de ser pioneira englobando duas categorias jornalistas e gráficos, ainda era no Nordeste, Irene não perdeu tempo, se debruçou nas pesquisas até a fase final que foi conhecer de fato o funcionamento da cooperativa na prática.

De acordo com ela, não existem estudos acadêmicos que envolvam o tema cooperativa de jornalistas, somente em outras áreas como agricultura, saúde, educação; no entanto, com esse enfoque por ser escasso foi o que mais a motivou a aprofundar seu estudo.

Durante a coleta de dados a estudante realizou todo o referencial teórico para entender o cenário atual de jornalismo e a metodologia, segundo ela, será na coleta de dados semiabertos, análise dos dados e a explicação dividida em três dimensões: organizacional, financeira e produtiva. "Esse será o esqueleto da explanação sobre a Jorgraf", contou.

O TCC tem previsão de ser apresentado ainda no primeiro semestre, provavelmente em junho deste ano.

Na ocasião da visita às dependências da cooperativa, Irene ressaltou o acolhimento dado pelos cooperados, sobretudo do presidente João Paulo Gabriel, diretor financeiro Flávio Peixoto e diretora comercial Marilene Canuto.

HISTÓRIA

O Jornal Tribuna Independente é o primeiro jornal de uma cooperativa no Brasil e quiçá no mundo envolvendo duas categorias: jornalistas e gráficos, abrindo nacionalmente o comando para outros empreendimentos semelhantes.

Nasceu de trabalhadores demitidos após o fechamento do periódico Tribuna de Alagoas, e desde então o projeto tem atraído a curiosidade de jornalistas e estudantes de comunicação de outros estados, que querem se inspirar na proposta para abrir mercados e oferecer à sociedade um jornal desvinculado de interesses econômicos e ou partidários.

Atualmente, a Jorgraf conta com 58 cooperados além de funcionários celetistas. A Tribuna Independente, carro-chefe da cooperativa, circula diariamente com 20 páginas e aos domingos com 24 páginas.

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<![CDATA[Cartões de instituições financeiras cooperativas têm menores taxas do mercado]]>  

Além de todas as vantagens que as cooperativas de crédito e investimento já oferecem em termos de juros mais baixos no cheque especial, menores taxas de operações financeiras, empréstimos, tarifas mais acessíveis de pacotes de serviços e participação nos resultados, outro grande diferencial dessas instituições é o juro cobrado no rotativo do cartão de crédito. Enquanto os bancos tradicionais operam com uma média de 17% ao mês, cooperativas como o Sicredi cobram cerca de 8% ao mês, em média.

Até as "badaladas" fintechs utilizam uma taxa máxima de juros na casa dos 14% - bem acima das praticadas pelas cooperativas. "Como nós não visamos lucro e temos como missão oferecer as melhores soluções para nossos associados, a preços justos, conseguimos atuar com taxas bem menores", destaca o gerente de desenvolvimento de negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Jairson Belisario.

Outra vantagem das instituições financeiras cooperativas é a anuidade, em média, 30% mais barata que a dos bancos tradicionais. "E isso sem nenhum tipo de desvantagem, pois oferecemos os mesmos benefícios das bandeiras e programas de recompensa, como Multiplus, Smiles e Tudo Azul", reforça.

Outro diferencial é o cartão Sicredi MasterCard Black, dirigido a associados que valorizam experiências exclusivas e percebem valor em benefícios direcionados a viagens, gastronomia, lazer e entretenimento. Além desse, a instituição financeira cooperativa oferece os cartões Touch (destinado ao público jovem), Gold e Platinum, das bandeiras MasterCard e Visa.

 

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<![CDATA[Inscrições estão abertas para o programa Aprendiz Cooperativo 2017]]> O Sistema OCB/AL está com inscrições para o programa Aprendiz Cooperativo neste mês de março. O objetivo é qualificar gratuitamente jovens aprendizes contratados por cooperativas alagoanas, proporcionando formação técnica alinhada ao desenvolvimento pessoal e profissional, para que eles atendam aos anseios do mercado.

As aulas iniciarão na segunda quinzena de abril, após a formação de turma com pelo menos 25 jovens e adolescentes de 14 a 24 anos que estejam cursando ensino fundamental ou médio. O programa tem duração de um ano e meio, aplicado em 20 horas por semana, e prevê a capacitação na área de Auxiliar Administrativo com treinamentos, dinâmicas em grupo, além da abordagem de valores cooperativistas como a igualdade de tratamento, a solidariedade, a honestidade e a transparência.

O presidente do Sistema OCB/AL, Marcos Rocha, destaca que “a juventude brasileira tem espaço garantido no cooperativismo. Hoje, centenas de cooperativas oferecem vagas de aprendiz, abrindo as portas do mercado de trabalho para estudantes. E, para garantir que realmente aproveitem essa experiência, nós ofertamos gratuitamente o Programa Aprendiz Cooperativo com parâmetros nacionais a serem seguidos”.

Lei da Aprendizagem

Desde o ano 2000, toda empresa brasileira com pelo menos sete empregados é obrigada, por lei, a contratar jovens aprendizes. As vagas devem corresponder a um percentual que varia de 5% a 15% do número total de profissionais da empresa.

Por também serem empresas, as cooperativas precisam se adequar à chamada Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097/200), abrindo postos de trabalho para jovens entre 14 e 24 anos. E uma boa maneira de fazer isso é aderindo ao programa Aprendiz Cooperativo. Ficou interessado? Procure o Sistema OCB/AL através de (82) 2122.9465 ou capacitacao@ocb-al.coop.br e se informe sobre o projeto.

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**Sistema OCB/AL – Formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Alagoas (OCB/AL) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Alagoas (Sescoop/AL).

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<![CDATA[Santacoop homenageia médico ao inaugurar novo posto de apoio]]> A Santacoop (Cooperativa dos Médicos da Santa Casa de Maceió) homenageou o médico Hélvio Chagas Ferro na inauguração do novo espaço de convivência e apoio aos cooperados, localizado no complexo hospitalar da Santa Casa de Maceió, no centro da capital alagoana.

O Posto Avançado dr. Hélvio Chagas Ferro foi totalmente reformado para oferecer conforto e apoio aos médicos da Santacoop, oferecendo um ambiente agradável e climatizado com sala de estar, frigobar, copa, televisor, WC, além de serviços como a entrega de produção mensal de cada profissional.

A solenidade contou com a benção do padre Cícero Lenisvaldo e com a presença, na frente de honra, dos médicos Antonio Alício e Fátima Alécio, respectivamente presidente e superintendente da Santacoop; e do cirurgião torácico Artur Gomes Neto, diretor médico da Santa Casa de Maceió, representando o provedor Humberto Gomes de Melo.

O espaço ficou pequeno diante da quantidade de médicos presentes no evento. O apoio unânime dos cooperados revela o quanto o médico Hélvio Chagas Ferro é admirado, festejado e respeitado por seus pares.

“Hélvio é ético, correto, dedicado, persistente e de pulso, atributos que não somente médicos, mas todos os homens e mulheres devem ter”, disse Antonio Alício, lembrando que ele foi um dos fundadores da Santacoop.

O diretor médico Artur Gomes Neto também fez sua homenagem. “Hélvio sempre esteve à frente de seu tempo, seja no estímulo à residência médica, seja na defesa de uma UTI mais humanizada. É um exemplo a ser seguido por todos nós e pelas novas gerações de médicos”, comentou.

Já Fátima Alécio deu um dos depoimentos mais marcantes: “O Hélvio é o clínico que eu queria ser e que tento ser até hoje”, disse a pneumologista, enfatizando o empenho do homenageado na implantação e consolidação da Residência em Clínica Médica na Santa Casa. Ao agradecer a homenagem, Hélvio Chagas Ferro fez questão de lembrar que o maior patrimônio da Santa Casa de Maceió e da Santacoop estava presente naquela sala. “O maior legado de uma instituição são as pessoas.

A Santa Casa e a Santacoop são, em sua essência, as pessoas, os médicos, os profissionais que atuam nas duas instituições. São pessoas que dedicam parte de suas vidas ao trabalho. Ser reconhecido por vocês ainda em vida é ter a certeza de que trilhei o caminho certo”, disse Hélvio Chagas Ferro, num encontro pontuado por vários momentos de descontração.

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<![CDATA[TJ entrega mais de sete toneladas de lixo para cooperativa de reciclagem]]> O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) destinou mais de sete toneladas de material reciclável para a Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum), contribuindo com a complementação da renda de 18 famílias de catadores. A ação se dá por meio da coleta seletiva, implementada na Corte em junho do ano passado.

O projeto conta com a colaboração dos servidores do TJ/AL, que trazem garrafas pet, papel, embalagens treta pak, revistas e jornais velhos, entre outros materiais. No mês de fevereiro, o servidor que mais contribuiu foi André Bonaparte, que trabalha na Secretaria Especial da Presidência do Tribunal.

“O projeto tem uma importância muito grande, tendo em vista que o brasileiro ainda não tem essa consciência sobre a destinação dos resíduos”, afirmou André. O servidor disse que começou a separar os materiais após o início da coleta seletiva do TJ/AL. “Até a minha filha, que tem seis anos, contribui e já observa essa questão da reciclagem analisando o que pode ser destinado para a coleta ou não”, destacou.

Como contribuir

Para contribuir com a coleta seletiva, basta trazer os materiais à sede do TJ/AL, nas segundas e terças-feiras, das 7h às 9h30 e das 13h às 14h30. Às segundas, a entrega deve ser feita no estacionamento interno do Tribunal. Já nas terças-feiras, na garagem do subsolo.

Além do que é trazido pelos servidores, são coletados materiais descartados nas salas e dependências do prédio-sede, que contam com lixeiras em duas cores de sacos plásticos. No saco preto, o servidor deve descartar lixo orgânico e não reaproveitável. Já no azul, os materiais reaproveitáveis.

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<![CDATA[Cooperativa Juriscred adota a marca Sicredi]]> A Juriscred passou a integrar o Sicredi, instituição financeira pioneira no cooperativismo de crédito no Brasil. Agora, a Cooperativa denomina-se Sicredi Juriscred, conforme aprovado em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), realizada em 29 de abril de 2016. A homologação foi aprovada pelo Banco Central (BC) em 14 de julho de 2016. Atualmente, o Sicredi conta com mais de 3,4 milhões de associados. No total, são 118 Cooperativas de Crédito filiadas ao Sicredi, atuantes em 20 estados brasileiros, entre eles o Pará.

 “A decisão da nossa Cooperativa de se filiar ao Sicredi foi estrategicamente analisada, com base na ampliação das soluções oferecidas aos associados e no desenvolvimento dos negócios. Acreditamos que esse fato irá contribuir para o nosso crescimento”, destaca Maurílio Ferraz, presidente da Sicredi Juriscred. Em 2015, o Sicredi registrou resultado recorde de R$ 1,4 bilhão. Os dados de 2016 serão consolidados no final do primeiro trimestre de 2017.

A primeira etapa da filiação está sendo marcada pela adoção da marca Sicredi, além de outras novidades que os associados já podem ter acesso, tais como o novo layout do site e do internet banking. Em breve, a Cooperativa Sicredi Juriscred colocará à disposição dos associados uma gama ampliada de produtos e serviços.

A marca apresentada aos associados da Cooperativa Sicredi Juriscred é a nova identidade visual do Sicredi, que reflete a transformação da instituição financeira cooperativa, com foco na presença nacional, com atuação regional. Apresentada ao público externo em maio de 2016, com a inauguração da agência da Avenida Paulista, em São Paulo. A Cooperativa Sicredi Juriscred participa dessa renovação, colaborando para que os pontos de contato com os associados estejam alinhados ao propósito da nova identidade visual e verbal.

Com a filiação ao Sicredi, os dados da conta dos associados e o código da cooperativa continuam os mesmos, assim como os produtos e serviços, a credibilidade, a confiança e o respeito que sempre receberam do gerente e de todos os nossos colaboradores, que garantem a qualidade do nosso atendimento. “Em outro momento, passaremos por uma nova etapa, onde nossos associados terão, gradualmente, acesso a um portfólio maior de produtos e serviços e a uma rede nacional de atendimento, que conta com 1.500 pontos e mais de 4.100 caixas eletrônicos”, afirma Ferraz.

Além de ser referência em governança no segmento, o Sicredi foi a primeira instituição financeira cooperativa brasileira a se estruturar em Centrais Regionais (às quais estão ligadas às Cooperativas de Crédito), modelo seguido pelos demais sistemas cooperativos de crédito no País. A Cooperativa Sicredi Juriscred, por exemplo, integra a Central Sicredi Norte e Nordeste, que conta com mais de 112 mil associados em suas 25 cooperativas. A Sicredi Norte e Nordeste atua nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,4 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 20 estados*, com 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros.

Mais informações estão disponíveis em www.sicredinne.com.br.

*Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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<![CDATA[Taxistas de cooperativa aprendem sobre relacionamento com clientes]]> A diretoria da TeleTaxi* estabeleceu objetivos para 2017 que englobam a evolução tecnológica e a capacitação de membros da empresa cooperativa com o objetivo de alcançar novas competências, reposicionar o negócio e inovar na prestação do serviço. No quesito desenvolvimento profissional, a primeira turma de taxistas concluiu em fevereiro um curso rápido sobre Marketing e Relacionamento com Clientes.

Nos sábados 04, 11 e 18 de março mais três grupos serão capacitados no período da manhã, na sede do Sistema OCB/AL**, organização que apoia as iniciativas da cooperativa maceioense com 28 anos de atuação no mercado e com vasta carteira de clientes.

O taxista Fábio Souza, 41, falou nas redes sociais sobre a formação da primeira turma: “Palestra muito boa” e completou: “Todos devem participar. É muito lucrativo para nossa profissão e já estão de parabéns os que fizeram parte do grupo de fevereiro”, concluiu.

Já o taxista Claudionor de Barros, 56, espera que o nível de qualidade no atendimento ao cliente e de apresentação tanto do profissional quanto da empresa sejam elevados após a conclusão do curso. “Vamos superar as expectativas dos clientes”, afirmou.  

Inovações

No início de fevereiro a TeleTaxi implantou o atendimento via whatsapp através do número (82) 99963.9067 e tem estudado a aquisição de um aplicativo que gerencie as solicitações de corridas e os pagamentos online. “Devemos aprovar a aquisição do aplicativo em assembleia com os cooperados e, em breve, lançaremos mais uma novidade para nossos clientes”, destacou Cícero dos Santos, presidente da TeleTaxi.

Assembleia

A próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO) da cooperativa acontece em 25 de março, sábado, às 18h, na sede da TeleTaxi, localizada na Rua Armando de Farias Lobo, Nº 167, Bairro do Feitosa, Maceió, Alagoas. Na ocasião será apresentado o balancete do exercício de 2016 e propostas de capacitações, aquisição de inovações e projetos sociais para votação dos cooperados.

O presidente do Sistema OCB/AL, Marcos Rocha, lembra o compromisso da instituição com o desenvolvimento do cooperativismo alagoano e se coloca à disposição através do telefone (82) 2122.9494. 

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*TeleTaxi – Cooperativa Mista Rádio TeleTaxi de Maceió.

**Sistema OCB/AL – Formado pelo Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras do Estado de Alagoas (OCB/AL) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado de Alagoas (Sescoop/AL).

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<![CDATA[Cooperativa alagoana aquece o comércio de plantas ornamentais]]> Atualizada às 11h27 de 23/2

De longe, as cores e formas das orquídeas chamam atenção na propriedade da médica Eleuza Passos, a cerca de 30km de Maceió, capital alagoana. Uma das sócias-fundadoras da Cooperativa dos Produtores e Exportadores de Plantas, Flores e Folhagens Tropicais de Alagoas (Comflora), ela está entre os associados que, desde 2002, ajudam a destacar a excelência da cooperativa na comercialização de flores exóticas.

Com sede em Jaraguá, a Comflora, atualmente, tem 14 cooperados. Sua principal atividade é o cultivo e a comercialização de diversas espécies de plantas tropicais com finalidades ornamentais. Hoje a cooperativa comercializa cerca de 160 mil hastes, entre plantas, flores e folhagens – material utilizado na decoração de residências, lojas, escritórios e em eventos sociais, como casamentos, congressos, aniversários e reuniões empresariais.

preservação da natureza, pois tais espécies são típicas da região de Mata Atlântica do estado. Alagoas e Pernambuco, além de Ceará, estão entre os estados que se destacam na produção e na comercialização de plantas tropicais, prática que também ganha projeção em São Paulo – principalmente na cidade de Holambra – e no Rio de Janeiro.

O INÍCIO

A Comflora surgiu da Floral, associação que tinha o objetivo de promover o intercâmbio de informações sobre o cultivo dessas espécies. Em pouco tempo, as atividades se expandiram e, a partir da abertura de comercialização, inclusive com outros países, a Floral evoluiu para uma cooperativa.

Sua presidente, Maria Inês Assumpsão, participou de todo o processo de transição e lembra que o conceito de cooperativismo era algo novo para os associados. “Nesse período, promovemos palestras sobre o tema, pois queríamos mostrar como funcionava esse novo modelo de gestão”, conta. “A fundação de uma cooperativa traria muito mais vantagens do que a abertura de uma empresa.” A ideia foi aceita pela maioria dos associados.

Em pouco tempo, as vendas chegaram ao auge, tanto para o mercado interno quanto para o externo. “O ano de fundação da Comflora, 2002, foi a melhor época da cooperativa”, lembra Maria Inês. “Eram tantos pedidos que, muitas vezes, precisávamos recusar. Quando vendíamos para outros países, era melhor ainda, pois o pagamento era feito em dólar.” O sucesso do empreendimento, explica, se deu pelo fato de a cooperativa investir em aquisição de conhecimentos. “Logo no início, promovemos vários cursos para melhor atender os clientes que já tínhamos. Também participamos de cursos de pós-colheita e de embalagem. Com isso, aprendemos técnicas que nos ajudaram a nos tornar profissionais qualificados.”

Mesmo em momentos de instabilidade econômica, a cooperativa segue em constante expansão. Inês afirma que a beleza exótica das espécies é um ponto favorável. “Nosso objetivo futuro é diversificar as atividades, a fim de conquistar novos públicos”, diz. “Queremos atender desde as donas de casa que compram pequenas quantidades para ornamentar seus vasos até grandes empresas que trabalham com cerimoniais e eventos corporativos. Neste momento de crise, o importante é inovar.”

DIA A DIA

O processo de produção começa com o plantio e a adubação. No tempo ideal, que varia de acordo com a espécie, faz-se a colheita e, na sequência, uma limpeza superficial em que os excedentes se transformam em adubo natural. Num segundo momento, o produto colhido é levado para um galpão onde é lavado, hidratado e preparado para o transporte até a cooperativa. Lá, as espécies ficam expostas para que sejam vendidas a granel ou em arranjos.

Também são separadas as quantias para atender às encomendas. “Contamos com os nossos clientes”, resume Maria Inês, lembrando que flores são perecíveis. “Torcemos para ter mercado para aquela flor ou aquela folhagem. Se não tiver, a gente perde e a nossa produção vira lixo.”

EXPORTAÇÕES

As atividades de exportação da Comflora começaram no mesmo ano de sua fundação. À época, a cooperativa tinha um contato na Europa que divulgava o trabalho realizado pelos cooperados, e isso favorecia a expansão do mercado consumidor em vários países daquele continente. A cooperativa distribuiu suas plantas exóticas em Portugal, França, Holanda, Alemanha e Suíça.

“Fomos os pioneiros na exportação de plantas tropicais”, orgulha-se Maria Inês. “Começamos a exportar apenas as hastes e no fim já estávamos mandando para fora do país buquês prontos e já com código de barra. Isso para nós foi uma grande conquista, pois começamos com a cara e com a coragem. Tivemos que aprender muito. Para exportar, são exigidos padrões que vão desde a qualidade das flores e folhagens até a embalagem para transporte. Definimos esses padrões e repassamos para todos os cooperados. No início, erramos muito, mas também acertamos muito. Trabalhar com exportação foi uma experiência muito boa para todos. As exigências do mercado externo fizeram com que crescêssemos como profissionais da floricultura.”

Em 2008, a crise econômica ocorrida na Europa afetou a Comflora, causando grande queda no número de pedidos feitos por outros países. Segundo Maria Inês, a burocracia exigida na documentação para exportar e as falhas de logística também contribuíram para esse quadro. Hoje, a cooperativa não exporta mais, e os cooperados buscam novas parcerias, procurando fornecer para empresas que promovem eventos e festas, floristas e decoradores.

AMOR AO TRABALHO

Mineira radicada em Alagoas há 34 anos, a engenheira agrônoma Jussara Moreira, uma das sócias fundadoras da Comflora, foi a primeira presidente da cooperativa. “Tenho muito orgulho de ter participado da fundação da Comflora, que ajudou a divulgar o padrão brasileiro de flores tropicais”, destaca. “Também criamos padrões para as embalagens, aperfeiçoamos os modelos de gestão e a parte legal do estatuto. Muitas cooperativas vieram nos visitar para aprender sobre o nosso funcionamento, o nosso dia a dia, e isso é gratificante.”

Jussara é dona de uma propriedade com 29 hectares a cerca de 20 km de Maceió. É nessas terras, reflorestadas em 50% com espécies nativas da Mata Atlântica, que ela cultiva as plantas comercializadas pela cooperativa. “Trabalhei durante 11 anos com produção de mudas em uma empresa de urbanização ligada à prefeitura de Maceió”, conta. “Depois, passei a atuar em manejo de parques e jardins. Saí dessa empresa quando surgiu a oportunidade de comprar esse sítio. Então, pude me dedicar integralmente às minhas terras. Trabalhei duro para reflorestar essa propriedade com plantas nativas. Hoje, posso afirmar que sou muito feliz, pois trabalho com o que realmente gosto.”

(Foto: Sistema OCB)

Ela reforça a importância do momento em que a associação se voltou ao cooperativismo. “Quando deixamos de ser uma associação e passamos a fazer parte de uma cooperativa, adquirimos mais compromisso com o nosso negócio. Tivemos que nos profissionalizar, aperfeiçoar os processos de gestão por meio de cursos e de experiências de outras cooperativas. Passamos a cuidar de todos os setores da cooperativa, o que engloba a área de marketing, de logística, a área administrativa, enfim, a gestão no sentido amplo – e isso nos tornou profissionais muito melhores.”

Jussara considera que a constituição da Comflora trouxe diversas melhorias para seus associados. “Só alcançamos essas conquistas nesses 14 anos de cooperativa porque trabalhamos em conjunto e com o espírito cooperativo sempre presente. Por isso, conseguimos crescer e hoje temos o nosso espaço no mercado. Nosso nome é respeitado e, apesar da crise, estamos buscando novos consumidores. Em grupo você consegue muito mais do que sozinho.”

UM RECOMEÇO

A médica Eleuza Passos voltou suas atenções às plantas tropicais logo depois de ter ficado viúva. Diz ter encontrado nas flores, plantas e folhagens um caminho para o recomeço, transformando sua vida. Em sua propriedade, a cerca de 30 km de Maceió, ela cultiva diversas espécies, entre as quais se destacam as orquídeas. “Sou completamente apaixonada pelas minhas orquídeas”, ressalta. “Há algumas delas que eu não vendo, não troco, não dou. São os meus xodós. Muitas vezes, eu brinco dizendo que as orquídeas são como filhas para mim.”

Eleuza vê os cooperados como membros de sua família e diz ser muito grata por tudo que aprendeu sobre o cultivo de plantas tropicais durante todos esses anos. “Logo no início da Comflora, promovemos uma excursão para a Costa Rica. Nossa intenção era aprender mais sobre as peculiaridades das plantas tropicais. Queríamos saber sobre técnicas de cultivo, de corte, formas de manipulação. Foi uma experiência muito interessante. Lá, tivemos contato com espécies que até então nunca havíamos visto. Trocamos experiências e acredito que todos aprendemos muito.”

EMPREGO E RENDA

Empregados que trabalham nas propriedades dos cooperados da Comflora são permanentemente treinados para aprimorar a mão de obra. É necessário conhecer as peculiaridades de cada uma das espécies, para que a colheita e o manejo sejam realizados de uma forma que não as danifique e a irrigação e adubagem ocorram na medida correta.

Ivanildo Miranda, funcionário de Eleuza Passos há dois anos, diz ter recebido todas essas orientações assim que começou a trabalhar no sítio da médica. Com a ajuda de um colega, ele cuida de todas as espécies que lá são cultivadas. “Aqui eu cuido das plantas, molho, faço a poda. Planto, renovo o canteiro e, dessa forma, a gente consegue produzir mais flores.”

Empregada da Comflora há três anos, Nubiana Silva foi contratada para cuidar dos serviços administrativos da cooperativa, porém o convívio com as plantas, flores e folhagens tropicais despertou nela uma segunda profissão: a de florista. Hoje, elabora belos arranjos, talento que a cooperativa estimula inscrevendo-a em encontros e seminários. “Me descobriram como florista aqui na Comflora, porque até então eu não me via assim”, explica. “Eu me habituei a ver os floristas trabalhando e, de tanto observar, me senti à vontade para elaborar arranjos, que sempre ganhavam elogios. A partir desses estímulos, passei a aprimorar as minhas técnicas de montagem e a participar de encontros com os cooperados. Hoje, sim, posso dizer que sou uma florista.”

PROGRAMA DE APERFEIÇOAMENTO

Para incentivar o desenvolvimento da cooperativa, a unidade alagoana da OCB integrou a Comflora no Programa de Acompanhamento de Gestão Cooperativa (PAGC). O projeto é uma iniciativa do Sescoop em parceria com as unidades estaduais, e tem foco nos aspectos legais e societários da cooperativa.

O presidente do Sistema OCB/ AL, Marcos Rocha, explica que o programa funciona como um diagnóstico das cooperativas e oferece, anualmente, orientações técnicas, elaboração e acompanhamento de planos de melhoria. As oportunidades identificadas no PAGC auxiliam a cooperativa a melhorar suas prá- ticas de governança e a aumentar sua segurança jurídica.

“Esse trabalho contempla o preenchimento de um questionário que tem a função de analisar a conformidade da cooperativa com o estatuto, livros e registros obrigatórios, procedimentos das assembleias gerais e dos conselhos, fundos e atribuições”, detalha. “Após a conclusão, um relatório com resultados e indicadores é gerado e entregue à cooperativa com as devidas orientações de ajustes de melhorias, caso necessário.”

QUALIFICAÇÃO

Representantes da Comflora participam, constantemente, de eventos focados em qualificação profissional, como encontros e congressos. “É um processo de desenvolvimento da prática profissional”, reforça a superintendente do Sistema OCB/AL, Márcia Túlia Pessôa. “Além disso, os participantes sempre oferecem oficinas sobre o que aprenderam para outras cooperativas interessadas, então se tornam multiplicadores do conhecimento adquirido.”

A presidente da Comflora reconhece que o apoio do Sistema OCB/ AL é fundamental: “O mercado de flores é bem definido no Brasil, por isso é importante participarmos de eventos. Durante dois anos, conseguimos colocar uma de nossas flores como tendência e isso teve um peso positivo para nós. Hoje, a gente tenta adaptar a nossa produção às tendências lançadas em feiras e congressos. É o momento em que nossos floristas adquirem conhecimento para fazer a adaptação dos arranjos tradicionais com as flores tropicais”.

BELEZA INCOMUM

Com formas, cores e tamanhos dos mais variados, as orquídeas fazem parte da ordem das Asparagales, uma das maiores famílias de plantas existentes no mundo. Podem ser vistas em todos os continentes – com exceção da Antártida –, predominando nas áreas tropicais.

Crescem sobre as árvores, que utilizam como apoio para buscar a luz, porém não são plantas parasitas: nutrem-se apenas do material em decomposição que, ao se desprender das folhagens e dos troncos, acumula-se em suas raízes. São mundialmente conhecidas por sua beleza exótica, razão pela qual grande parte de suas variedades é utilizada com finalidade ornamental. Conheça mais sobre a produção da cooperativa no site www.comflora.com.br.

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<![CDATA[Após assalto, Coopeal visita sede da Cooprel e entrega cestas básicas]]> A intercooperação é um dos princípios mais valiosos do cooperativismo, é a cooperação entre cooperativas. Estimulada por essa doutrina, a Cooperativa de Enfermagem de Alagoas (Coopeal) entregou 15 cestas básicas para as famílias de sócios da Cooperativa de Recicladores de Maceió (Cooprel), na sede da empresa, que está localizada no bairro da Serraria, em Maceió.

No início deste mês, a Cooprel foi invadida por indivíduos armados, que fizeram os trabalhadores reféns e levaram o que estes iriam receber pelo serviço prestado em janeiro. Para a presidente da cooperativa de recicladores, Maria José Lins, esse é um momento difícil. “Temos contas a pagar, famílias a sustentar e tantas outras obrigações. Cada doação nos emociona e nos fortalece para enfrentarmos as dificuldades”, disse.

A superintendente da Coopeal, Léa Calheiros, também falou sobre a ação: “Ficamos sensibilizados com o que aconteceu e nossa cooperativa se propôs a contribuir para amenizar um pouco o sofrimento dos membros da Cooprel. Abraçar nossos amigos queridos e trabalhadores é o mínimo que podemos fazer, pois a solidariedade faz parte do cooperativismo”, declarou.

O Sistema OCB/AL* apoiou a ação e o presidente da organização ressaltou a importância das cooperativas terem como rotina a prática dos sete princípios cooperativistas que são: Adesão livre e voluntária, Gestão democrática, Participação econômica, Autonomia e independência, Educação, formação e informação, Intercooperação e Interesse pela comunidade.

“Nossa missão é estimular as cooperativas a praticarem esse conjunto de elementos doutrinários que invoca justiça em amplos significados, que eleva o movimento cooperativo e o legitima como referência organizacional ao redor do mundo”, destaca o presidente do Sistema OCB/AL, Marcos Rocha.

Contudo, para ele, não basta que os princípios sejam justos, é preciso que a justiça esteja nos corações e nas mentes das pessoas que fazem o dia a dia do cooperativismo, pois a ausência da prática equivale ao desprezo da teoria e, por extensão, do próprio movimento.

DOAÇÕES

A Cooprel continua recebendo doações e os interessados em ajudar podem entrar em contato através dos números (82) 98115-1469 e 98719-4329.

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<![CDATA[TJ nega embargos de ex-prefeito condenado por crime em cooperativa]]> O Pleno do Tribunal de Justiça de Alagoas rejeitou os embargos de declaração interpostos pelo ex-presidente da Cooperativa Agropecuária de Major Izidoro (Camila), Antônio Avânio Feitosa, também ex-prefeito do município de Belo Monte, e o ex-diretor financeiro da Cooperativa, Antônio Farias de Arruda.

Em agosto do ano passado, o ex-prefeito foi condenado a prestação de serviços e multa, pelo Pleno do TJ, devido ao crime de saque de duplicatas simuladas. Já Arruda, não foi condenado pelo crime porque foi considerada prescrita a pretensão punitiva. No entanto, também recorreu, pedindo a absolvição. A defesa dos réus apontava a ocorrência de omissão, ambiguidade, obscuridade e contradição na decisão do Tribunal.

O desembargador Fábio Bittencourt, relator, afirmou que não há vícios na decisão, e os embargos não podem ser utilizados para contestar o mérito do que ficou decidido. “Não há a indicação de enxertos do acórdão objurgado que seriam incompatíveis entre si, negando-se mutuamente. […] Nenhum trecho é trazido que possa dar margem a interpretação dúbia ou incerta, […] há apenas o inconformismo dos recorrentes com o provimento desfavorável”, destacou o relator.

Os recorrentes também alegavam a nulidade da segunda sessão de julgamento, porque os desembargadores Domingos Neto e Fernando Tourinho votaram sem terem participado da primeira sessão, quando foi lido o voto do relator e feita a sustentação oral. Mas o Pleno ratificou que os julgadores podem participar nestas condições, desde que se sintam aptos.

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