<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[‘Foi tudo para o fundo’ diz índio que perdeu casa após enxurrada em Roraima]]> "Estávamos achando que os rios não iriam encher, mas encheram e foi tudo para o fundo", disse Max Pereira líder indígena da comunidade Kumapai, umas das 15 afetadas por uma enxurrada na Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Nesta segunda-feira (22), a Defesa Civil do estado reiterou que 936 índios que vivem na circunscrição da Raposa Serra do Sol e do município de Uiramutã foram afetados pela enxurrada que ocorreu na madrugada da quinta-feira (18) devido à cheia repentina dos rios Maú e Uailã. Não há registro de mortos ou feridos.

Em entrevista à Rede Amazônica Roraima, o líder indígena disse que 63 famílias da comunidade Kamapai estão desabrigadas. Todos estão acampados na comunidade Uiramutanguen que não foi afetada pela enxurrada.

"A minha casa foi para o fundo às 5h [de quinta-feira]. Ela foi a última casa da comunidade Kumapai a afundar", conta Pereira.

Ele relembrou que no momento do desastre todos se preocuparam em salvar as pessoas, deixando máquinas e animais para trás.

"Cuidamos de salvar as pessoas e o resto ficou lá. Então, as casas e as coisas que ficaram dentro delas se foram".

Casas ficaram submersas após cheia súbita de rios em Uiramutã (Foto: Rede Amazônica Roraima/Reprodução)

O líder indígena afirma que os moradores da comunidade perderam maquinários, além das produções de mandioca, batata, cebola e cheiro verde.

"Choramos porque perdemos o que construímos trabalhando. A água foi rápida, se não tivéssemos barcos lá, teríamos perdido até nossos filhos", Santília de Souza, catecista e moradora de Kumapai.

A força da água danificou 45 moradias nas 15 comunidades afetadas, conforme a Defesa Civil, sendo que algumas chegaram a ficar submersas. Duas escolas foram atingidas pela água e estão sem funcionar desde então. Ainda não há um número preciso de desabrigados.

As comunidades afetadas são: Caveira, Canã, Kumapai, Kanapang, Nova Esperança, Ximarão, Mutiár I, Muriar II, Mutun, Central, Prododó, São Matheus, Lage, Orinduque e Boca do Uailã, segundo o governo.

As produções agrícolas dos índios também foram afetadas pela enxurrada. A Defesa Civil estima que 57 hectares de produção foram atingidos pelas águas.

O município de Uiramutã fica no extremo Norte de Roraima e possui cerca de 9 mil habitantes, segundo o IBGE. A cidade fica a mais de 300 KM da capital Boa Vista.

'Cheia é histórica’, diz governadora

A governadora de Roraima Suely Campos (PP) disse em coletiva de imprensa nesta segunda-feira que a situação na cidade é histórica.

“Não temos registro de enxurradas iguais. Foi um fenômeno natural, imprevisto, que requer muitos cuidados pois o período chuvoso está apenas começando aqui em Roraima”, declarou Suely.

De acordo com ela, o estado já tem um plano de contingência pronto caso ocorram enchentes ou enxurradas em outras cidades.

No domingo (21), o prefeito da cidade confirmou ao G1 que decretaria emergência na cidade nesta segunda-feira . Até o início desta tarde, no entanto, não havia informação se o decreto já tinha sido oficializado e o prefeito não atendia as ligações da reportagem.

Em coletiva, governadora Suely Campos (PP), ao lado do chefe da Defesa Civil Doriedson Ribeiro, disse que desastre ocorrido em Uiramutã é histórico (Foto: Emily Costa/G1 )

Rio subiu 5 metros antes de enxurrada, diz Defesa Civil

De acordo com o coronel Doriedson Ribeiro, chefe da Defesa Civil, o rio Maú, onde o Uailã desemboca, subiu 5 metros na madrugada em que ocorreu a enxurrada. A cheia foi súbita e pegou os moradores desprevenidos.

Hoje, quatro dias após a enxurrada, a Defesa Civil considera que o nível do rio está baixando, mas ainda monitora a região no intuito de evitar novos desastres, uma vez que ainda há chuvas intensas na região. “De todo modo, o estado hoje é de atenção em Uiramutã”, afirma.

Ele explicou que a meta da Defesa Civil agora é levar comida, roupas e água potável às comunidades afetadas pela enxurrada. "Há possibilidade de surtos de doenças, por isso trabalhamos para evitar mais danos nas localidades atingidas”, frisa.

O Exército também está na região e prestar atendimentos médicos e humanitário nas áreas afetadas pela enxurrada.

Risco de enchentes em outras cidades

Ainda segundo o coronel da Defesa Civil, as chuvas no estado estão acima do previsto. Ele afirmou que só em Boa Vista a previsão de chuva para o mês de maio estava em 220 milímetros, mas até agora já choveu o equivalente a 350 milímetros.

“Há a tendência de uma cheia semelhante a que ocorreu em 2011, quando a capital foi afetada. Por isso, o Corpo de Bombeiros, por meio da Defesa Civil, está se preparando para novas cheias e eventuais situações de emergência”, afirmou.

Ele disse ainda que também há risco de enchente em Caracaraí, mas que a situação na cidade é igualmente monitorada. “Estamos em alerta em todo o estado”, finalizou.

Doações

Emília Campos, titular da Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social (Setrabes), anunciou que a pasta está recebendo doações de roupas, alimentos e água potável para os moradores afetados pela enxurrada. Os donativos podem ser entregues na própria Setrabes, na zona Oeste de Boa Vista, das 8h às 18h na sala 78.

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<![CDATA[Doria quer ocupar pensões abandonadas da Cracolândia e revitalizar área]]> O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu ocupar as pensões, hotéis e demais imóveis abandonados da região da Cracolândia e revitalizar a área até o fim de 2019. Doria afirmou nesta segunda-feira (22) que vai utilizar uma manobra jurídica para tomar posse dos imóveis em caráter de emergência e cumprir o prazo.

"Diante de certas circunstâncias, o estado pode ocupar essas áreas, utilizá-las quase que em uma desapropriação imediata, emergencial, e depois discute-se no plano negocial ou judicial o ressarcimento aos proprietários. Isso permite uma ação mais rápida e mais efetiva", disse Doria, sem explicar os detalhes jurídicos dessa manobra.

De acordo com o prefeito, a demolição dos hotéis e pensões vai começar "muito em breve". "Diria que já a partir da próxima semana", estimou. Alguns dos imóveis já foram cercados com tapume e outros até emparedados com blocos de concreto para impedir que moradores de rua e usuários de droga voltem a acessá-los.

O especialista em direito público Luiz Fernando Prudente do Amaral faz uma ressalva à legitimidade das demolições pretendidas por Doria. "Com base no Código Civil, ele até pode fazer isso, desde que prove que o imóvel está devidamente abandonado, inclusive com o não recolhimento de impostos, e desde que o imóvel não esteja na posse de absolutamente ninguém, nem mesmo de pessoas que o tenham invadido", afirmou.

Para o especialista, a ocupação, mesmo que irregular, poderia viabilizar uma defesa de posse por parte dos moradores na Justiça. Segundo Doria, a solução jurídica para desapropriar os imóveis foi encontrada com o auxílio do secretário municipal de Negócios Jurídicos, Anderson Pomini. Procurado pelo G1, ele não atendeu as ligações.

Doria voltou a garantir nesta segunda que a Cracolândia acabou fisicamente. Segundo ele, a região já pode ser chamada de Nova Luz e vai passar por um processo de renovação urbanística para ganhar novos ares. O projeto ainda não foi apresentado, mas envolve o resgate de praças e canteiros, o plantio de árvores, e a criação de espaços de lazer e ginástica para a terceira idade.

A urbanização prometida pelo tucano também prevê a construção de habitações populares, em uma expansão dos programas Casa Paulista e Casa da Família, e a instalação de novos equipamentos públicos no bairro. De acordo com ele, o projeto será levado adiante em modelo de Parceria Público-Privada "para ir mais rápido, agilizar o processo".

"Parte dessa modulagem vai exigir que essa empresa construa um CEU [Centro Educacional Unificado], uma UBS [Unidade Básica de Saúde], uma creche, e além disso, o Governo do Estado vai transferir para um desses terrenos o Hospital Pérola Byington, que hoje funciona ali na Brigadeiro Luís Antônio", explicou o prefeito. "Se tiver espaço para algum outro serviço público complementar, fisicamente ele será colocado ali", acrescentou.

Segundo Doria, a parceria com a iniciativa privada no projeto vai reduzir os custos da Prefeitura com as construções: "A maior parte do investimento será feito pelo setor privado. A contrapartida do estado é o terreno, enquanto o setor privado ergue fisicamente os projetos, exatamente como está sendo feito hoje na área habitacional".

A Prefeitura ainda não tem ideia de quanto irá gastar com as desapropriações pretendidas na Cracolândia, mas Doria garante que a região já estará de cara nova ao fim de 2019. "Todas as obras, as fundamentais, prontas e entregues até dezembro de 2019. A escola, a UBS, a creche e a maior parte dos edifícios de residência de interesse social estarão já entregues", prometeu.

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<![CDATA[União deve fornecer remédios para diabetes, hepatite C e insuficiência renal]]>

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro conseguiu uma liminar que obriga a União a fornecer remédios para tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, insuficiência renal crônica e hepatite C. Muitos desses medicamentos são caros e pacientes que deveriam tomar, estão sem.

Para o aposentado João Barbosa, de 59 anos, primeiro veio o diabetes, aos 51 anos. Depois a deficiência na visão, aos 54. E agora ele desenvolveu insuficiência renal crônica. Pelo histórico dá para ver que os últimos anos não foram fáceis. Mas ficou pior. Tem pelo menos quatro meses que ele precisa tomar um remédio chamado Cinacalcet. Na farmácia, um medicamento desse pode custar até R$ 2.000. E Barbosa não tem condições.

“Ficou muito difícil porque sou aposentado, assalariado, não tenho como pagar R$ 2.000 para medicamento e talvez não seja só um medicamento. Não sei como vai ser e fica muito difícil”, disse Barbosa.

O remédio Cinacalcet está na lista dos medicamentos fornecidos pelo SUS desde 2015. Só que quem vai à Rio Farmes, a farmácia estadual de medicamentos especiais, em busca desse remédio, sai de mãos vazias.

“Não tenho condição. Aí, o médico me deu uma carta para eu ir na cidade para tentar liberar e o juiz não liberou”, contou Barbosa.

No mês passado a Defensoria Pública do Rio entrou com a ação de João Barbosa na justiça pedindo o fornecimento do remédio. Assim como ele, outros 1.363 pacientes também aguardam uma decisão.

"O Cinacalcet, ele foi incorporado em setembro de 2015, mas desde então a União retarda fornecimento. Centralizou a aquisição e os estados distribuem. Isso não vem sendo feito nem o fornecimento desse medicamento", disse a defensora pública Samantha Oliveira.

A liminar que a Defensoria Pública conseguiu obriga a União a fornecer o Cinacalcet e outros remédios para o tratamento de hepatite C e diabetes tipo 1. Essa é única saída para João Barbosa poder começar o tratamento. Há oito anos que ele gasta R$ 600 por mês comprando sete remédios. Ele já perdeu tanta coisa. Agora está na hora de ganhar.

“Dia 15 saiu uma decisão da juíza para que esse medicamento seja incorporado na lista do SUS e a partir de então a União tem 20 dias pra fazer a compra e abastecer as farmácias aqui do estado", disse a defensora.

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<![CDATA[Único sobrevivente de acidente que matou ao menos 3 é executado em ambulância]]> Um homem que sobreviveu a um acidente de carro que deixou ao menos três mortos, na tarde deste domingo (21), no norte da Bahia, foi executado dentro da ambulância que prestava socorro a ele. O acidente e o crime ocorreram na BR-407, entre as cidades de Filadélfia e Ponto Novo, segundo informações da Polícia Civil da cidade.

De acordo com o delegado Felipe Néri, responsável pela Coordenadoria de Polícia Civil de Senhor do Bonfim, o executado estava em um carro que bateu em outro veículo, onde estava uma família de ciganos. “Todos morreram no local, menos o rapaz. Quando a ambulância que estava socorrendo ele ia se aproximando da cidade de Ponto Novo, familiares dos ciganos mortos no acidente entraram na ambulância e dispararam contra o homem”, disse o delegado.

Conforme Felipe, testemunhas que apontaram familiares dos ciganos como autores do crime. A Polícia Civil apura a situação, entretanto ninguém foi preso. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que agentes foram encaminhados ao local do acidente, entretanto ainda não há informações sobre o número total de mortos na colisão.

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<![CDATA[Justiça prorroga prisão de homem que estuprou enteada durante anos]]>

A Justiça Pública do Estado de São Paulo acatou os pedidos feitos pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, para que fosse prorrogado o tempo de prisão do homem, de 48 anos, suspeito de estuprar a própria enteada durante seis anos em São Vicente, no litoral de São Paulo. A vítima tem 14 anos e, segundo ela, os abusos ocorriam desde quando ela tinha 8. A mãe da adolescente sabia de tudo e alegou que era ameaçada pelo companheiro.

A situação foi relevada após a jovem contar o que estava acontecendo em um projeto social no bairro onde vivem. Uma testemunha acionou policiais militares que, em seguida, encaminharam a família para o plantão da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos.

A informação do estupro, que ocorria há pelo menos seis anos, foi confirmada pela adolescente ao delegado Marcelo Gonçalves. Para ele, a jovem disse que o homem mantinha relações sexuais diárias com ela, na própria casa e em um motel - onde nunca foi solicitada a identidade dela. A mãe, de 29 anos, segundo a autoridade policial, demorou a admitir que sabia o que estava acontecendo dentro de casa e com a própria filha.

"O homem encarava tudo isso como 'algo normal'. Ele nos disse que era muito íntimo da menina, e que ela se insinuava desde pequena. Em todo o momento, ele fazia questão de dizer que não era um criminoso, que a enteada também desejava aquilo, e que havia consentimento", relatou o delegado.

A decisão, assinada pelo juiz Claudio Teixeira Villar, explica que a prisão preventiva do suspeito teve de ser decretada, já que o crime hediondo foi cometido dentro do ambiente doméstico, e a integridade da vítima e dos familiares deve ser preservada.

Antes da decisão, como não havia flagrante, o homem cumpriu prisão temporária, de cinco dias, na Cadeia Pública da cidade, para que, no entendimento da polícia, não houvesse comprometimento das investigações sobre o crime. Agora, ele permanecerá preso por mais 30 dias no Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente.

O caso foi encaminhado à Delegacia da Mulher (DDM) de São Vicente, por onde a apuração dos fatos continuam. A vítima será submetida a acompanhamento médico e psicológico.

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<![CDATA[Alckmin: 'Operação foi primeiro passo para acabar com a Cracolândia']]> O prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador do estado, Geraldo Alckmin, visitaram hoje (21) a região da Cracolândia, na região da Luz, no centro da capital paulista, logo após uma grande operação policial deflagrada na manhã deste domingo para combater o tráfico. A operação foi realizada  com cerca de 900 policiais civis e militares. Segundo o governador, a ação“foi o primeiro passo para acabar com a Cracolândia”.

“Tivemos aqui o trabalho das polícias Civil e Militar, com a prisão de traficantes e apreensão de armas. Tivemos armamento e munição apreendidos e drogas. O primeiro trabalho foi esse, policial. Isso vai ajudar a cidade inteira, porque esses traficantes abastecem também outros pontos de droga na cidade. O segundo [passo], estabilizado e com segurança, é o trabalho social e de saúde”, adiantou o governador.

De acordo com o prefeito, a ação foi planejada entre as duas esferas de poder. “A primeira ação foi policial, uma ação preventiva, deliberada e com autorização da Justiça para aprisionamento de traficantes. A segunda ação será medicinal, de acolhimento daqueles que são psico-dependentes. A terceira ação será social, de acolhimento das pessoas em situação de rua e que não são psico-dependentes. E a quarta será de reurbanização dessa área, para que ela não volte a ser utilizada por traficantes”, disse Doria.

Segundo o prefeito, o projeto de reurbanização do local será anunciado em breve, mas se refere à utilização de áreas públicas do estado e do município na região da Luz. “Teremos aqui um programa de habitação popular, uma escola pública, um CEU (Centro Educacional Unificado) e áreas construídas pelo setor privado.”

“Estamos aqui construindo 100 apartamentos. E aqui, onde era a antiga rodoviária, em frente a Sala São Paulo, [serão construídos] 1,3 mil apartamentos. Vamos trazer de volta as pessoas para morarem aqui na região. E vai poder participar do sorteioquem tenha pelo menos uma pessoa da família que trabalhe na região central, de modo a aproximar o trabalho da moradia”, informou Alckmin.

Mandados

Conforme o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, durante a operação de hoje foram cumpridos 28 mandados de prisão temporária na região da Cracolândia e 10 mandados de prisão temporária foram cumpridos em outras regiões da cidade.

“São 38 prisões até agora”, acrescentou o secretário. Mágino disse ainda que um dos presos é conhecido como Fábio e considerado o coordenador do tráfico na Cracolândia. “Temos ainda vários mandados que serão cumpridos ao longo do dia”, destacou. Segundo com ele, três fuzis foram apreendidos em hotéis da região da Cracolândia.

Em entrevista no local, o prefeito dsse que os traficantes presos hoje responderão a processo. “Já as pessoas psico-dependentes serão internadas voluntariamente. Há também aqueles em situação de rua, que serão acolhidas pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social”.

No fim da tarde deste domingo, a prefeitura informou que 105 pessoas da Cracolândia foram abrigadas no Complexo Prates e equipes da prefeitura continuarão fazendo abordagens para tentar novos encaminhamentos.

Tapumes também foram instalados para impedir que as pessoas que viviam na Cracolândia voltem a ocupar a região. Segundo o prefeito, integrantes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar ficarão permanentemente na região para impedir a volta da Cracolândia.

A ação foi criticada pelo movimento Craco Resiste. Integrantes do movimento afirmaram que a polícia chegou jogando bombas. “De repente tinha 300 ou 400 policiais do GOE (Grupo de Operações Especiais da Polícia Militar) entrando no fluxo, jogando bomba e falando que era para acabar com o tráfico, mas aqui tem é um monte de aviãozinho. Não tem tráfico nenhum aqui. De repente, não tem mais ninguém na Cracolândia. O bagulho está todo destruído. Tinha até atirador de elite na história. Foi feia a situação”, disse Raphael Escobar. “O Doria [João Doria, prefeito de São Paulo] está querendo acabar com a Cracolândia, limpar a Cracolândia. Mas ninguém sabe o que ele fará com as pessoas daqui”, ressaltou.

De Braços Abertos

Doria anunciou que o programa De Braços Abertos (DBA) não será mais realizado na região. O projeto, que funcionou durante a gestão de Fernando Haddad, tinha uma abordagem focada na redução de danos. Além dele, há na região o programa estadual Recomeço, que busca dependentes nas ruas a fim de levá-los para tratamento, com afastamento e abstinência, e reabilitá-los para o trabalho.

Em casos extremos, são usadas internações involuntárias e compulsórias. Para o governador, o projeto da antiga prefeitura, que remunerava os dependentes, “acabou piorando a situação”.

Já o projeto Redenção pretende erradicar o tráfico de drogas em oito regiões da cidade conhecidas como “Cracolândia”. O projeto, idealizado na gestão de João Doria, prevê ações em cinco campos: policial, social, medicinal, urbanística e de zeladoria urbana. As iniciativas, segundo a prefeitura, irão envolver grupos de trabalho que serão coordenados por quatro frentes: governo municipal, governo estadual, governo federal e sociedade civil organizada.

Crise

Durante entrevista na Cracolândia, Geraldo Alckmin comentou rapidamente a crise no país. “O Brasil já passou por outras crises e superou e vai superar também essa. Temos de ter responsabilidade neste momento. A crise é grave. Temos de acompanhar os desdobramentos. O PSDB vai ter reunião de avaliação nos próximos dias. Nosso compromisso é com o Brasil e, principalmente, ajudar a segurar a economia e tentar empurrar as reformas, mesmo em um quadro adverso. Estamos começando a recuperar a economia, os indicadores começando a melhorar. Vai ter de redobrar o trabalho, redobrar o esforço para poder manter esse rumo. Para nós, não mudou nada. Nosso compromisso é com o Brasil, as reformas, a retomada do crescimento e do emprego”, co ncluiu o governador.

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<![CDATA[Marcha da Maconha pede mudança em política de drogas e liberação]]> A Marcha da Maconha saiu às ruas do Recife nesse sábado (20), para protestar contra políticas proibicionistas e criticar o perfil de encarceramento no Brasil. Há dez anos, manifestantes participam da marcha, em defesa da legalização da cannabis sativa, da liberação do consumo e do cultivo da planta em casa.

O ato começou na Praça do Derby e seguiu pela Avenida Conde da Boa Vista rumo ao Recife Antigo, onde, na Rua da Moeda, houve um festival com música ao vivo, que também faz parte da programação da marcha. De acordo com Ingrid Farias, do ColetivoAntiproibicionista de Pernambuco, que organiza o protesto, a política de drogas no país não cumpre o objetivo de tornar a sociedade mais segura. Para ela, ocorre o efeito contrário.

“A política de drogas hoje só encarcera as pessoas pobres e negras. O número de encarceramento aumentou bastante nos últimos tempos por causa dessa política. Para nós, é importante mudar o modelo para parar de encarcerar o povo pobre e negro”, defende. Ingrid afirma ainda que este ano a marcha está nas ruas para pedir o fim das políticas proibicionistas, não só de drogas.”A [proibição] do aborto, por exemplo, a política ruralista que impede que a gente possa comer de forma saudável”, lembra.

Os participantes carregavam faixas pedindo a descrimininalização e legalização da maconha, tanto para uso medicinal quanto recreativo. Mensagens como “prefiro minha erva à sua tarja preta” e “sua hipocrisia mata gente todo dia” eram expostas em cartazes. Manifestantes também levaram faixas pedindo liberdade para Rafael Braga, flanelinha condenado durante as manifestações de 2013 por ser flagrado portando Pinho Sol. O jovem foi considerado culpado pela Justiça, novamente este ano, por tráfico de drogas – ele portava, na ocasião, 06 gramas de maconha, 9,3 gramas de cocaína e um rojão, segundo a Polícia Militar (PM). Rafael acusa os policiais de plantar as drogas para incriminá-lo.

Para o representante do coletivo Muda e do Centro de Prevenção às Dependências (CPD), Roberto Rocha, de 23 anos, o primeiro passo é tirar o estigma da maconha e informar sobre seus reais efeitos e consequências. Ele trabalha como agente redutor de danos no CPD e defende que a substância causa menos problemas que drogas legalizadas e amplamente consumidas pelos brasileiros.

“É uma droga de pouquíssimo potencial ofensivo, seja para quem consome ou para a sociedade, se comparada a outras lícitas, como o tabaco e o álcool. É desistigmatizar, antes de tudo, o que é maconha e o que ela representa. E depois pensar em política pública: em descriminalizar, preparar o sistema de saúde para acolher o usuário, legalizar”, argumenta. A legalização, para ele, seria tanto para o cultivo doméstico quanto para a comercialização, desde que a venda fosse regulada de forma a impedir a sua transformação “em um grande negócio para grandes empresas”.

Maconha medicinal

Um grupo de mães que têm filhos com doenças tratadas com substâncias derivadas da maconha esteve na marcha. Elas também defendem a liberação do cultivo em casa, para que as famílias que preciam dos medicamentos à base da planta não dependam do mercado para o tratamento. Atualmente, cerca de 50 pessoas fazem esse uso em Pernambuco – a maioria, crianças.

Ceça Correa é um delas. Seu filho, Manoel, de 6 anos, tem epilepsia refratária, tipo da doença difícil de controlar. Há um ano, a mãe decidiu recorrer ao remédio produzido a partir da maconha, depois que cinco antiepiléticos diferentes não surtiram resultado. “A gente tem visto melhora nas crianças. Cessando crises, aspecto psicomotor melhor, cognição. Eu tive indicação do meu filho usar sonda por apetência, que é falta de fome, e hoje ele voltou a comer. Sem contar que deixou de ter crise epilética, consegue estar mais com a gente e ter mais anos de vida”, diz.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu a maconha na lista de plantas medicinais no início de maio. Em janeiro, o órgão registrou o primeiro remédio à base da planta no país. Mas essas decisões não descriminalizam o cultivo doméstico, que é a principal reivindicação das mães. “A gente não tem dinheiro para comprar e se for pedir via judicial, não tem mais condição psicológica de ir atrás. E, mesmo assim, seria uma sangria do SUS [Sistema Único de Saúde]. A gente quer conseguir plantar no quintal, sabendo a procedência do solo e de como as plantas estão sendo armazenadas e cultivadas”.

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<![CDATA[Polícia faz operação contra tráfico e Doria diz que Cracolândia 'acabou']]> Mais de 900 agentes das polícias Civil e Militar começaram por volta das 6h30 deste domingo (21) uma grande operação na região da Cracolândia, no Centro de São Paulo, final de semana da Virada Cultural. Ao menos 38 pessoas foram presas e um usuário ficou ferido.

Para o prefeito de São Paulo, João Doria, a Cracolândia "acabou". "A Cracolândia aqui acabou, não vai voltar mais. Nem a Prefeitura permitirá, nem o governo do Estado. Essa área será liberada de qualquer circunstância como essa. A partir de hoje, isso é passado. Vamos colocar câmeras de monitoramento", disse. Segundo ele, os hotéis do programa "Braços Abertos", que atendiam os usuários, da gestão de Fernando Haddad, serão destruídos.

Em outra coletiva, pouco depois, Doria relativizou e afirmou que o problema não será resolvido facilmente. "Não vamos conseguir acabar com um problema histórico, mas vamos reduzi-lo sensivelmente e acabar com o shopping center ao ar livre vendendo drogas 24 horas por dia para as pessoas. A polícia vai ficar permanentemente aqui, e haverá a interdição imediata de todas as pensões e hotéis [do Braços Abertos], serão bloqueados e na sequência, derrubados, demolidos, o mais rápido possível", afirmou.

Dos 69 mandados de prisão temporária determinados pela Justiça, 28 foram cumpridos, segundo o secretário da Segurança do Estado, Mágino Alves. Os demais foram presos em flagrante. Três fuzis foram apreendidos.

Também foram cumpridos mais de 70 mandados de busca e apreensão. Entre os presos está um traficante conhecido como FB, chamado de Fábio, que foi preso em Caraguatatuba e que, segundo Mágino Alves, é apontado como responsável por abastecer com drogas a Cracolândia.

O objetivo da ação foi identificar pontos de venda de drogas, apreender entorpecentes e localizar e prender traficantes. Segundo a Prefeitura e o governo estadual, a intenção é limpar e revitalizar a Cracolândia, inclusive com a instalação de habitações populares.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou que a operação é a primeira para acabar com o tráfico na região e que, agora, começam as ações sociais. "Demos o primeiro passo hoje para acabar com a Cracolândia na região da Nova Luz. Agora começa o trabalho social e de saúde, temos mais de 3 mil vagas para dependentes químicos", afirmou.

Policiais apreenderam um revólver, uma furadeira, muitas munições de revólver, uma balança para pesar drogas e também embalagens para colocar cocaína para a venda.

Durante a dispersão dos usuários, pessoas invadiram lojas na região, entre elas uma padaria, realizando saques. A reportagem presenciou um usuário ferido. Carros estacionados na região também tiveram vidros quebrados e depredados. Os policiais invadiram hotéis desocupados na região, em que a droga é vendida.

Os policiais fizeram varreduras no principal quadrilátero da Cracolândia, expulsando usuários, que tentam se esconder dentro de sacos de lixo. Tratores destruíram as barracas onde ficavam os usuários.

Operação da Polícia na Cracolândia faz prisões e revistas (Foto: Reprodução/GloboNews)

Com mandados de busca e apreensão, os policiais entraram em hotéis, pensões e vários estabelecimentos comerciais. Helicópteros da Polícia Civil e da Polícia Militar, agentes da tropa de Choque da PM e dos grupos de operações especiais da Polícia Civil, como o Goe e o Garra, participaram da ação.

Polícia cumpre mandados de busca e apreensão invadindo lojas e casas à procura de traficantes (Foto: Reprodução/GloboNews)

O prefeito da cidade, Joao Doria, afirmou que agora está decretado o fim do programa Braços Abertos, da gestão Fernando Haddad, e que não haverá mais pagamentos de ajuda de apoio e hotel para usuários de drogas na região, dando início a um novo projeto de reurbanização da área.

Após o término da operação, moradores de rua e usuários que haviam deixado a região retornaram para retirar material pessoal. A área foi cercada pela Tropa de Choque da PM.

Pessoas retiram pertences da região e tropa de Choque da PM permanece fechando a rua (Foto: Paula Paiva/G1)

Favela do Moinho

No início de maio, o socorrista Bruno de Oliveira Tavares, natural do Rio de Janeiro, foi encontrado morto na Cracolândia, após ter entrado na região para ajudar uma pessoa que seria usuária de drogas e estaria precisando de ajuda.

Segundo Mágino Alves, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão na Favela do Moinho, em que um traficante que deu a ordem para sequestrar e matar o socorrista, chamado pelo prenome de Leo, foi preso. Outros mandados de prisões também foram cumpridos na Favela do Moinho.

O caso de Tavares foi investigado pelo Departamento de Homicídios dentro da Cracolândia. O socorrista chegou à Rua Helvetia, em uma ambulância, com a missão de encontrar uma adolescente. Enquanto ele a procurava, o socorrista foi feito refém dos traficantes.

Uma testemunha contou que dez homens participaram do sequestro. A vítima foi torturada e o corpo deixado na rua dias depois, com mãos e pés amarrados.

Operação na Cracolândia revista usuários e invade locais de venda de drogas (Foto: Reprodução/GloboNews)

Promessa de desocupação

No dia 11 de maio, o prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou que a Cracolândia iria desaparecer "muito em breve", "muito antes" de seu mandato, que vai até dezembro de 2020, chegar ao fim. A afirmação ocorreu após a TV Globo mostrar confrontos entre a Guarda Civil Metropolitana (GCU) e usuários de drogas durante uma entrada na região, além de livre comércio de drogas, ao ar livre, durante o dia.

O governador Geraldo Alckmin também já havia afirmado que a Cracolândia iria desaparecer em breve.

Polícia faz operação na Cracolândia (Foto: reprodução/Globo News)

"Importante registrar que Prefeitura, governo do estado e governo federal estão juntos nessa ação e a Cracolândia tem prazo determinado para acabar", disse Doria. Questionado sobre quando seria esse prazo, Doria disse que "muito em breve". O prefeito promete acabar com o problema da Cracolândia, que afeta a cidade há pelo menos doze anos, "muito antes do mandato acabar".

Choque fecha rua para que usuários de drogas não voltem para a região (Foto: Paula Paiva/G1)

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<![CDATA[OAB decide apresentar à Câmara pedido de impeachment de Temer]]> Depois de mais de sete horas de reunião, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu na noite deste sábado (20), por 25 votos a 1, aprovar o relatório que recomenda que a entidade ingresse com pedido de impeachment do presidente Michel Temer. O pedido será protocolado nos próximos dias na Câmara dos Deputados.

Cada voto representa a OAB de um estado ou do Distrito Federal (DF). O Acre, ausente, não votou. A representação do Amapá foi a única a votar contra o pedido de impeachment. Todos as demais unidades da federação votaram a favor do pedido.

O relatório foi elaborado por uma comissão formada por seis conselheiros federais e concluiu que “as condutas do presidente da República, constantes de inquérito do STF, atentam contra o artigo 85 da Constituição e podem dar ensejo para pedido de abertura de processo de impeachment”.

Na votação, o Conselho Pleno da OAB decidiu pelo pedido de abertura de processo de impeachment por considerar que o presidente Michel Temer cometeu crime de responsabilidade.

Temer é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, para que ele seja investigado por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirmou que o momento é de "tristeza".

“Estamos a pedir o impeachment de mais um presidente da República, o segundo em uma gestão de um ano e quatro meses. Tenho honra e orgulho de ver a OAB cumprindo seu papel, mesmo que com tristeza, porque atuamos em defesa do cidadão, pelo cidadão e em respeito ao cidadão. Esta é a OAB que tem sua história confundida com a democracia brasileira e mais uma vez cumprimos nosso papel”, disse.

A comissão da OAB que elaborou o parecer pró-impeachment foi formada logo depois da revelação dos áudios e do teor da delação à Procuradoria Geral da República (PGR) dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa JBS. Integraram a comissão Ary Raghiant Neto (MS), Delosmar Domingos de Mendonça Júnior (PB), Flávio Pansieri (PR), Márcia Melaré (SP) e Daniel Jacob (AM).

A comissão apontou falha do presidente ao não informar às autoridades a admissão de crime por Joesley Batista, que na noite de 7 de março deste ano usou um gravador escondido para registrar diálogo com Temer durante encontro na residência oficial do Palácio do Jaburu. Na ocasião, Joesley disse que teria corrompido um juiz, um juiz substituto e um procurador da República.

Segundo a comissão, Temer faltou com o decoro ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e supostamente ter prometido agir em favor de interesses dele. Para a comissão, ao não informar sobre cometimento de ilícitos, Temer incorreu em omissão, infringiu a Constituição, a Lei do Servidor Público, cometendo crime de peculato.

Defesa queria mais tempo

Durante a reunião do Conselho Federal da OAB, o advogado Gustavo Guedes, em defesa do presidente Michel Temer, pediu mais tempo para apresentar defesa diante do órgão. Carlos Marun, advogado e deputado do PMDB, também pediu que o conselho aguardasse uma perícia sobre os áudios antes de decidir.

Mas o pedido da defesa foi rejeitado. Na votação, 19 das 27 bancadas que representam os estados se manifestaram pela rejeição dos argumentos da defesa. Sete bancadas (AL, AP, DF, MA, MT, PR e SC) foram favoráveis ao pedido da defesa. A bancada do Acre não votou.

Votaram pela rejeição do pedido de Temer e pelo prosseguimento da análise do relatório da comissão da OAB, favorável ao impeachment, as bancadas de AM, BA, CE, ES, GO, MS, MG, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, RR, SP, SE e TO.

Na discussão do mérito do relatório da comissão, os conselheiros também abordaram a questão da possibilidade de eleições diretas ou indiretas para a Presidência da República.

Alguns conselheiros argumentaram que o Congresso não tem legitimidade para promover uma eleição presidencial indireta; outros argumentaram que aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre a eleição direta poderia significar casuísmo.

Ex-presidente nacional da OAB, Cézar Britto defendeu a "consulta ao povo" como saída para a crise. Argumentou ainda que a análise do caso tem de ir além da perícia dos áudios e considerar o contexto. Ressaltou o fato de que até agora não foi desmentido que os que cometeram ilícitos agiram em nome do presidente. Britto também declarou que "é preciso reagir à delação premiadíssima", e que o MP não pode devolver apenas parte do patrimônio desviado. Ainda nessa linha, ele argumentou que, nesta delação premiadíssima, devolve-se metade do que foi roubado e legaliza-se o resto.

O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, defendeu a solução pela Constituição – ou seja, a eleição indireta.

Joaquim Felipe Spadoni, conselheiro de Mato Grosso, argumentou contra o "achincalhe" da colaboração premiada. Numa dura crítica aos empresários da JBS, afirmou que a sociedade não consegue acreditar que criminosos estão livres passeando em Nova York. Falou a favor de se pensar em medidas alternativas.

Raimundo Palmeira, conselheiro de Alagoas, argumentou que quem se relaciona com bandido confesso não tem condições de comandar uma nação.

Henri Clay Andrade, presidente da OAB-SE, disse que é preciso "bater forte" na "farra da delação premiada". E que o "prêmio" dado à JBS é um escândalo de grandes proporções. E que não vai haver estabilidade política se for eleito um presidente no conchavo de deputados e senadores.

Nos discursos, os conselheiros também defenderam a necessidade de Reforma Política.

Temer questiona áudio

A defesa do presidente Michel Temer protocolou, por volta das 16h deste sábado, petição no STF em que pede a suspensão do inquérito que o investiga por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

Mais cedo, em pronunciamento no Palácio do Planalto, Temer havia afirmado que pediria a suspensão do inquérito após reportagem da "Folha de S. Paulo" informar, com base na opinião de peritos ouvidos pelo jornal, que houve edição no áudio da conversa entre ele e o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista.

Pedidos de impeachment

O Conselho Federal da OAB é a instância de deliberação que decidiu favoravelmente ao impeachment dos ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff. A OAB também foi instada a se manifestar, na época, sobre pedidos de impeachment dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, mas entendeu que não era o caso.

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<![CDATA[Kid Vinil é velado na Assembleia Legislativa de São Paulo]]> O corpo do músico e produtor musical Kid Vinil foi velado no salão nobre Waldemar Lopes Ferraz, o Salão dos Espelhos, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo a assessoria de imprensa da Alesp, o corpo saiu por volta das 16h do local em direção ao cemitério de Vila Mariana.

Antônio Carlos Senefonte morreu aos 62 anos, na tarde de ontem (19). O cantor estava em coma induzido desde o dia 15 de abril, quando passou mal logo depois de uma apresentação na cidade de Conselheiro Lafaiate (MG).

Kid Vinil nasceu em 10 de março de 1955 na cidade paulista de Cedral e fez sucesso nos anos 80 com o grupo de rock Magazine, com a qual lançou músicas como Tic Tic Nervoso, Sou Boy e Come. Cantor, radialista, compositor, apresentador, jornalista e produtor musical, Kid Vinil foi vocalista das bandas Verminose, Magazine e Heróis do Brasil.

Amigos, artistas, bandas e músicos como Thunderbird, Roger (do Ultraje a Rigor) e Paralamas do Sucesso, lamentaram a morte do músico nas redes sociais.

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