<![CDATA[ Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas ]]> <![CDATA[Polícia prende morador de condomínio de luxo suspeito de roubar cozinheira]]>

Um homem de 36 anos, morador de um condomínio de classe média em uma região valorizada de Jundiaí (SP), foi preso preventivamente por roubar a bolsa de uma cozinheira. De acordo com a Polícia Civil, ele foi identificado a partir de câmeras de segurança que registraram a ação.

O crime aconteceu na semana passada, no Centro da cidade, durante a madrugada. A vítima, uma auxiliar de cozinha, estava a caminho do trabalho quando foi atacada por Jeferson Beltrame da Costa, que levou uma bolsa com R$ 13 dentro.

A imagem mostra quando a mulher tenta escapar do roubo e o homem a ataca quando ela está de costas. Durante a agressão, ele derruba a vítima no chão e puxa a bolsa várias vezes, mesmo com a vítima resistindo.

Em seguida, ele a ameaça, pega a bolsa e entra no carro. A vítima pega alguns objetos que estavam no chão e fica na calçada. Ainda segundo a polícia, o suspeito, que mora com a mãe em um condomínio e já tem passagem por furto, foi identificado com a ajuda das câmeras de segurança da cidade.

“É um ato covarde. Ele aproveitou da fragilidade de uma senhora para praticar o roubo”, diz o delegado responsável pelo caso, Álvaro Santucci Noventa.

Jeferson foi levado para a cadeia e, se for condenado pela pena máxima de roubo, pode pegar até 10 anos de prisão. A polícia investiga se há outras vítimas.

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<![CDATA[Operação Carne Fraca: 59 viram réus na Justiça]]>

O juiz Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, decidiu receber as cinco denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal, referentes aos resultados das investigações da Operação Carne Fraca. Das 60 pessoas denúnciadas, o magistrado resolveu acolher denúncias contra 59. Com isso, elas passam a ser consideradas rés, nas ações penais que respondem junto à Justiça.

O magistrado decidiu receber as denúncias por acreditar que as provas apresentadas até o momento apontam que todos os citados podem ter cometido os crimes pelos quais são acusados.

As denúncias apontam irregularidades cometidas tanto no âmbito das atribuições dos funcionários públicos como também na atuação deles junto a empresas, entre elas a Seara Alimentos - que pertence ao grupo JBS -, a BRF Brasil Foods, entre vários outros frigoríficos de menor porte. No caso da BRF, as irregularidades foram encontradas em unidades do Paraná, Goiás e Minas Gerais.

O MPF desmembrou os resultados das investigações da Carne Fraca em cinco processos judiciais. Cada um trata de um determinado núcleo de atuação no esquema de fraudes nas concessões de alvarás e licenças ambientais, que deveriam ser feitas pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Atualmente, 24 pessoas seguem detidas em caráter preventivo, ou seja, não têm prazo para deixar a cadeia.

Desmembramento

A pessoa que teve a denúncia desmembrada pelo juiz foi acusada pelo MPF de praticar advocacia administrativa. Segundo a denúncia, ela trabalhava para uma empresa que foi beneficiada pelo ex-superintendente do Mapa no Paraná, Gil Bueno de Magalhães. O MPF afirmou que ela instigou Magalhães a ajudar a empresa.

As denúncias apontam a prática de crimes como corrupção ativa e passiva, prevaricação, concussão, violação de sigilo funcional, peculato, organização criminosa e advocacia administrativa.

De acordo com o MPF, as fraudes eram comandadas pelo ex-superintendente do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná, Daniel Gonçalves Filho, e pela chefe do Setor de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa/PR), Maria do Rocio Nascimento. Além deles, outros fiscais do Mapa também foram alvo das denúncias.

Entenda as denúncias

  1. A primeira denúncia trata de irregularidades supostamente realizadas para favorecer empresas do ramo frigorífico. De acordo com o MPF, os funcionários públicos emitiam atos administrativos em troca de benefícios indevidos. Entre as empresas beneficiadas estavam vários frigoríficos de pequeno e médio porte do Paraná, como o Peccin Agroindustrial Ltda., Frigorífico Larissa Ltda., Frigorífico Oregon S/A, Frigobeto Frigoríficos e Frigoríficos e Comércio e Comércio de Alimentos Ltda, além da BRF e da Seara. Os dois últimos tiveram denúncias separadas para cada caso. Crimes apontados: Organização criminosa, adulteração e alteração de produtos alimentícios e emprego de substâncias não permitida (Peccin Agroindustrial Ltda. e Frigorífico Larissa Ltda.), corrupção passiva privilegiada, corrupção ativa, corrupção passiva, concussão e tentativa de corrupção passiva, prevaricação e advocacia administrativa.
  2. A segunda denúncia trata de irregularidades na concessão de certificados sanitários nacionais e internacionais para a unidade da Lapa, no Paraná, da Seara Alimentos e também da Souza Ramos. Crimes apontados: Corrupção ativa e passiva, corrupção passiva privilegiada, violação de sigilo funcional e adulteração de produtos alimentícios e emprego de substância não permitida (Souza Ramos Ltda.).
  3. Na terceira denúncia, o MPF diz que fiscais agropecuários do Paraná atuaram junto à BRF Brasil Foods, exigindo vantagem indevida para a emissão de um documento falso, que ajudou a empresa em um processo administrativo disciplinar que ela respondia junto a Mapa. Nessa denúncia, os procuradores também acusam um fiscal do Mapa de beneficiar a empresa ao obstruir um trâmite para suspender as atividades da planta da cidade de Mineiros. Segundo a denúncia, os valores recebidos pelos fiscais do Mapa foram usados para fins partidários e eleitorais. Crimes apontados: Corrupção passiva, corrupção ativa, corrupção passiva privilegiada, prevaricação e concussão e violação de sigilo funcional.
  4. A quarta denúncia foca na atuação de fiscais do Mapa na região de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Segundo o MPF, os funcionários públicos atuavam com advocacia administrativa em favor de empresas. Conforme a denúncia, os fiscais chegaram a pedir a uma empresa de despacho aduaneiro que lhes fornecessem veículos para uso particular. Outro caso investigado na mesma denúncia diz que os funcionários do Mapa se apropriaram de parte de uma carga contrabandeada de carne bovina e pescados. Crimes apontados: Advocacia administrativa, corrupção passiva, peculato e uso de atestado médico ideologicamente falso.
  5. Na quinta denúncia, os procuradores tratam do núcleo encontrado em Londrina, no norte do Paraná. De acordo com o MPF, os fiscais obtiveram diversas vantagens ilícitas, para beneficiar empresas da região. Crimes apontados: Organização criminosa, corrupção passiva e prevaricação, corrupção ativa, advocacia administrativa, corrupção passiva privilegiada e concussão.
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<![CDATA[Após decisão do STF, goleiro Bruno se apresenta à polícia de Varginha]]>

O goleiro Bruno Fernandes se apresentou à polícia no fim da tarde desta terça-feira (25) após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a liminar que mantinha o atleta solto. O jogador se apresentou espontaneamente por volta das 17h50 na Delegacia Regional de Varginha, no Sul de Minas Gerais.

Segundo a Polícia Civil, o atleta assinou uma certidão se comprometendo a se entregar e depois foi liberado, já que ainda não foi expedido um mandado de prisão contra ele.

"O goleiro Bruno se apresentou espontaneamente na Polícia Civil assim que ele ficou sabendo da decisão do STF. A gente só tem como recolhê-lo com mandado de prisão ou captura, e no sistema ainda não existe esse mandado, até porque a decisão foi agora", disse o delegado regional de Varginha, Roberto Alves Barbosa Júnior.

Segundo ele, o atleta demonstrou que não tem interesse em fugir. O delegado afirmou ainda que consultou o fórum antes de liberar o goleiro. "Eles nos orientaram para que ele se apresente à 1ª Vara Criminal, para depois ser recambiado para onde o mandado determinar."

Bruno deverá se apresentar ao juiz da 1ª Vara Criminal de Varginha no início da tarde desta quarta-feira (26). Ainda não se sabe para qual presídio ele será enviado, mas há a chance de ficar na cidade mineira.

 "Há a possibilidade dele ficar preso, já que ele já tem domicílio aqui já, ele já reside em Varginha, pode ser que ele fique recolhido aqui no presídio de Varginha, mas isso o juiz vai decidir amanhã", disse o delegado.

O advogado do jogador confirmou que ele voltará a se apresentar à Justiça nesta quarta-feira. "Ele se comprometeu a se apresentar amanhã e vai fazer isso comigo", disse Lúcio Adolfo, defensor de Bruno.

Adolfo criticou a decisão do STF. "Vamos recorrer amanhã mesmo, no STF de um lado e em Varginha de outro. Me espanta a velocidade com que o Judiciário brasileiro tem para prender alguém, e a demora que tem para soltar. Quando o Bruno teve a prisão revogada, gastaram três dias para expedir o alvará de soltura, para prender é coisa de minutos. É a mesma coisa que está acontecendo com o recurso. Com o Bruno preso, tudo demora, com ele solto, tudo corre."

Bruno foi preso em 2010 e condenado em 2013 pela morte da ex-namorada Eliza Samudio. Desde março, Bruno defende o Boa Esporte, de Minas Gerais, que disputa a segunda divisão do Campeonato Mineiro. A equipe de Varginha não comentou a decisão do STF.

A decisão

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta tarde mandar o goleiro Bruno Fernandes de volta à prisão.

Por 3 votos a 1, os ministros decidiram derrubar uma decisão de fevereiro do ministro Marco Aurélio Mello, que havia determinado a libertação do atleta, após seis anos e meio de prisão. A Primeira Turma é formada por cinco ministros, mas Luís Roberto Barroso não participou do julgamento.

Votaram a favor da volta de Bruno à prisão os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber e Luiz Fux. O único contrário foi Marco Aurélio Mello.

Na sessão, os ministros analisaram um recurso da mãe de Eliza Samudio contra a soltura, sob o argumento de que a liberdade do goleiro colocava em risco sua própria integridade física e a de seu neto, filho de Bruno com Eliza.

Titular do Boa Esporte

Liberado em fevereiro deste ano, o goleiro assinou com o Boa Esporte no dia 13 de março e estreou menos de um mês depois, no dia 8 de abril. Desde então, foi titular da equipe na fase final do Módulo 2 do Campeonato Mineiro e atuou em cinco partidas, onde sofreu quatro gols. A última partida dele foi no sábado (22), na vitória do Boa Esporte por 1 a 0 sobre o Nacional de Muriaé.

Após a decisão do STF, o Boa Esporte cancelou os treinos da equipe na tarde desta terça-feira. No Centro de Treinamentos do clube e no hotel onde os jogadores ficam hospedados, permaneceu o silêncio. Perguntado sobre o assunto, o diretor de futebol do clube, Roberto Moraes, se limitou a dizer: "Pergunta para o advogado dele".

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<![CDATA[Justiça aceita denúncia contra 59 investigados na Operação Carne Fraca]]> A Justiça Federal no Paraná aceitou nesta terça (25) as cinco denúncias apresentadas pelo Ministério Público Federal contra 59 investigados no âmbito da Operação Carne Fraca, deflagrada em março pela Polícia Federal (PF). Com isso, os fiscais agropecuários, empresários do ramo frigorífico e outros integrantes do esquema tornam-se réus e terão dez dias para apresentar defesa.

Em seus despachos, o juiz federal da 14ª Vara de Curitiba, Marcos Josegrei da Silva, afirma haver indícios suficientes de “materialidade e autoria” dos crimes de corrupção passiva, ativa, passiva privilegiada, prevaricação, concussão, violação de sigilo funcional, peculato, organização criminosa e advocacia administrativa. A Operação Carne Fraca revelou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos por meio do recebimento de vantagens indevidas.

Na semana passada, o MPF havia pedido o indiciamento de 60 pessoas, mas o juiz Josegrei da Silva considerou que uma delas cometeu crime de menor potencial ofensivo. Nas denúncias, o órgão afirma que as investigações constataram a adulteração de produtos alimentícios e emprego de substância não permitida em algumas unidades frigoríficas. Entre as provas da prática ilícita dos integrantes do esquema criminoso, segundo o MPF, estão tomadas de depoimentos, monitoramento telefônico e quebra de sigilo fiscal e bancário.

O MPF pede à Justiça a decretação de perda dos cargos públicos de todos os funcionários públicos federais, confisco do produto direto e indireto da prática delituosa dos envolvidos e fixação de valor mínimo de reparação de danos. Em março, a operação levou o Ministério da Agricultura a afastar 33 servidores envolvidos no esquema de corrupção. Vários países chegaram a suspender a importação de carne brasileira após o episódio.

As denúncias

Na primeira denúncia apresentada à Justiça, o MPF diz haver provas de que a organização criminosa, além de obter inúmeras vantagens ilícitas com a prática de corrupção e concussão, beneficiou indevidamente várias empresas, dentre as quais BRF, Seara Alimentos, Peccin Agroindustrial, Frigorífico Larissa, Frigorífico Oregon, Frigobeto Frigoríficos e Frigoríficos e Comércio  de Alimentos.

Já a segunda denúncia aponta crimes envolvendo fiscais agropecuários e funcionários da unidade da Seara Alimentos na cidade de Lapa (PR), além da empresa Souza Ramos. Segundo as investigações, os fiscais agropecuários solicitaram e receberam vantagem indevida para fornecer certificados sanitários nacionais e internacionais à Seara Alimentos. Além disso, foram constatadas irregularidades na assinatura, por fiscais agropecuários, de certificados sanitários de outas empresas.

A terceira denúncia apresentada pelo MPF refere-se a crimes praticados junto à BRF no Paraná, Goiás e Minas Gerais. A investigação aponta a solicitação de vantagem indevida por fiscais do Paraná, junto a funcionário da BRF, para emissão de documento falso com objetivo de promover fraude processual em procedimento administrativo disciplinar do Ministério da Agricultura. A denúncia também indica que um fiscal, em Goiás, solicitou vantagem indevida ao frigorífico para obstruir o trâmite de proposta técnica que previa a suspensão da habilitação de planta industrial da BRF na cidade Mineiros.

A quarta denúncia do MPF aponta a atuação ilícita de fiscais agropecuários e empresários na região de Foz do Iguaçu (PR).

Por fim, a quinta denúncia aborda irregularidades praticadas por servidores públicos federais da Unidade Técnica Regional de Agricultura de Londrina (PR). Segundo o MPF, a organização, além de obter vantagens ilícitas, beneficiou indevidamente várias empresas do norte do estado, dentre as quais, em especial, Frigomax – Frigorífico e Comércio de Carnes, Unifrango Agroindustrial, M. C. Artacho, Wegmed-Caminhos Medicinais, Granjeiro Alimentos e Indústria de Laticínios.

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<![CDATA[Após protesto em Brasília, indígenas terão reunião com presidente do Senado]]> Após protesto em frente ao Congresso Nacional que terminou em confronto com a polícia nesta terça-feira (25), indígenas que estão em Brasília contra o retrocesso de direitos terão um encontro amanhã (26) com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, para apresentar suas reivindicações. O assunto também será tema de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado nesta quarta-feira.

O ato da tarde de hoje, que reuniu 4 mil pessoas, segundo a organização, e 2 mil, pelos cálculos da Polícia Militar, começou pacífico, mas teve um momento de confusão na chegada ao Congresso quando os indígenas tentaram entrar no prédio e foram impedidos pela polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo. A manifestação faz parte do Acampamento Terra Livre, que traz anualmente à capital federal representantes de etnias de todos os estados brasileiros.

De acordo com a coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas no Brasil (Apib), Sônia Guajajara, uma das demandas históricas dos indígenas é a crítica à proposta de emenda à Constituição (PEC) 2015/2000, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional o poder de demarcar terras indígenas.

“A bandeira maior é a garantia do direito territorial. A Funai [Fundação Nacional do Índio], órgão de responsabilidade do Ministério da Justiça, também está sendo enfraquecida. Além disso, a gente tem um exemplo do que são as consequências do garimpo. O Congresso Nacional quer a qualquer custo regularizar a mineração, entregando esses territórios na mão das empresas mineradoras. Então, estamos aqui também para nos colocarmos contra o Projeto de Lei 1610 [de 1996] que trata da exploração mineral em terras indígenas.”

As lideranças também se opõem ao enfraquecimento de outros órgãos de política indigenista, como a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, e apelam por melhorias na educação escolar.

A marcha

No início da tarde, os milhares de índios iniciaram a marcha, guiados por um carro de som, entoando gritos de guerra e levando faixas com as principais reivindicações. Uma das lideranças explicava que o ato serviria para demonstrar “indignação ao Congresso que não respeita os direitos dos povos indígenas”. Em crítica à bancada ruralista, um grupo deixou cerca de 200 caixões pretos no espelho d'água em frente ao Congresso para simbolizar o “genocídio dos povos indígenas”.

Quando os manifestantes tentaram se aproximar de uma das entradas do Congresso, a Polícia Legislativa, com apoio da Polícia Militar, dispersou o grupo com bombas de gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha. Os indígenas voltaram ao gramado do Congresso e chegaram a fechar as pistas nos dois sentidos da Esplanada dos Ministérios. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, os índios não cumpriram o acordo que haviam feito de não ocuparem uma das vias e “ameaçaram invadir o Congresso”. Por esse motivo, foram utilizados gás e bombas de efeito moral.

Após a confusão, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi ao local conversar com os indígenas e cobrou na tribuna do Senado o agendamento da reunião entre as lideranças do movimento e parlamentares. “Espero que os índios possam ser recebidos aqui, porque não é possível um Congresso que tem medo do povo. Se o povo entra com violência aqui, é porque alguma coisa está errada, presidente, alguma coisa está errada. Quando os direitos sociais são mediados pela polícia, é isso que dá”, disse, em discurso.

Nos próximos dias, a mobilização Abril Indígena vai promover plenárias, grupos temáticos e debates sobre territórios, saúde e legislação indigenista. Os índios também estão planejando uma nova ida à Esplanada dos Ministérios na quinta-feira (27) para audiências em que vão protocolar o documento final do Acampamento Terra Livre.

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<![CDATA[Após perder quíntuplos, jovem doa quase duas mil fraldas]]> A técnica em enfermagem Carla Divina Faria de Oliveira, de 24 anos, que perdeu quíntuplos logo após o parto, resolveu doar a futuras mães as quase 4 mil fraldas que ganhou por meio de doações, em Nerópolis, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a família, metade foi doado para uma instituição religiosa e cerca de 2 mil foram divididas entre 8 gestantes, nesta terça-feira (25).

Apesar de ter perdido os bebês há poucos dias, Carla conta que resolveu doar as fraldas e algumas roupinhas como forma de manter uma rede de solidariedade, já que recebeu tudo também de graça.

“Eu achei que fiz uma coisa útil porque já que eu ganhei de bom coração para os meus bebês e que, infelizmente devido à perda, não vou mais precisar. Da mesma forma que fui ajudada, eu quis repassar, continuar essa ajuda, e manter isso de ser solidário. Da forma que ganhei estou repassando”, disse.

Carla comenta que ainda não conseguia ver as coisas dos bebês e continua de resguardo, já que passou por cesárea, por isso, sua mãe, a dona de casa Cirlene Faria de Oliveira, de 42 anos, foi quem organizou as doações.

A avó dos quíntuplos relata que a família escolheu gestantes carentes para fazer a entrega das doações, todas moradoras de Nerópolis.

“Elas estavam precisando muito. Uma delas que está grávida de gêmeas, deve ter os bebês ainda na próxima semana e não tinha um pacote de fralda para levar para o hospital. Ela atpe se emocionou quando recebeu a doação. As filhas dela se chamarão Emanuelly e Gabrielly, assim como duas das gêmeas da Carla”, relatou.

Ao fazer as entregas, Cirlene contou à TV Anhanguera que também se sentiu tocada ao repassar as doações. Segundo ela, as gestantes ficaram muito gratas com os presentes. “Eu fico emocionada. Um pouquinho triste, mas feliz porque elas estão felizes com os filhos que vão chegar. Então também estou muito feliz por elas”, afirmou.

A dona de casa Ana Júlia Cardoso foi uma das beneficiadas. Ela relata que ficou agradecida, porque estava precisando. “Achei muito bom porque não tinha fralda, não tinha nada”, disse em entrevista à TV Anhanguera.

Perda

Os quíntuplos de Carla nasceram no último dia 15 de abril. Um casal morreu logo após o parto e, em seguida, os outros três bebês também não resistiram, já no dia 16. A técnica em enfermagem recebeu alta no dia seguinte e, desde então, está se recuperando em casa.

Ela ainda está em repouso absoluto e tomando remédios para tratar uma anemia que contraiu por conta da grande perda de sangue. Além disso, também foram prescritos medicamentos como antibióticos e até mesmo antidepressivos.

Para compensar, ela conta com os cuidados dos pais, da sogra e da cunhada. Todos eles já integravam uma força-tarefa que iria ajudar a jovem a cuidar dos bebês.

Futuro

Assim como já havia revelado o pai de Carla, Carlos Antônio de Oliveira, a jovem não desistiu do sonho de ser mãe. Porém, diz que só vai engravidar novamente em um "futuro bem distante". Parte do receio mora no fato de, um ano antes da morte dos quíntuplos, ela já havia perdido gêmeos nas mesmas circunstâncias.

Carla está licenciada do trabalho pelos próximos quatro meses, mas pretende voltar assim que possível. Uma viagem em família também está em seus planos.

Gestação natural

A gestação foi de forma natural. De acordo com uma das teorias mais tradicionais para se calcular a probabilidade de nascimentos múltiplos, conhecida como "Lei de Hellin", a chance de nascerem quíntuplos a partir de gestações naturais é de 1 a cada 65.610.000 de nascimentos.

Especialista em gravidez de alto risco, o obstetra Francisco Lobo, que acompanhou Carla, afirma que o caso era “raríssimo”. “Não conheço nenhuma gestação semelhante que tenha ocorrido assim, de forma natural. Normalmente até pode ocorrer em situações em que houve tratamento ou foi feita a inseminação artificial. Mas assim, naturalmente, nunca tinha ouvido falar antes”, disse.

Logo depois de descobrir que esperava quatro meninas e um menino, Carla revelou quais tinham sido os nomes escolhidos: Allana, Emanuelly, Gabrielly, Giovanna e Arthur Lucas.

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<![CDATA[Índios protestam em Brasília e entram em confronto com PM]]> Indígenas acampados em Brasília fecharam a Esplanada dos Ministérios durante uma marcha até o Congresso Nacional, na tarde desta terça-feira (25). O grupo invadiu o espelho d'água em frente à sede do Legislativo, e a Polícia Militar usou bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta para afastar os manifestantes.

Até as 16h, a Polícia Militar estimava a presença de 2 mil pessoas no local, e a organização do ato, de 3 mil. Em resposta à ação da PM, indígenas atiraram flechas contra os militares e em direção ao Congresso.

No auge do confronto, os dois sentidos da Esplanada chegaram a ser interditados. Por volta das 16h30, os índios ainda bloqueavam o trânsito no sentido Congresso-Rodoviária do Plano Piloto, mas as faixas na direção contrária estavam liberadas para veículos.

O ato surpreendeu motoristas que passavam pelo local. "Estava indo buscar um passageiro mas me pararam aqui. Eles fecharam a pista, mas tem um cliente me esperando no Supremo [Tribunal Federal]", disse o taxista Gilberto Ramos.

Um grupo pequeno de manifestantes chegou a descer a rampa em direção à chapelaria do Congresso – rota de passagem para visitantes e parlamentares –, mas subiu novamente sem conseguir acessar a parte interna do prédio.

Por diversas vezes, mulheres que participavam do ato tentaram formar um cordão humano em torno do gramado central da Esplanada, na área próxima ao Congresso. O grupo foi impedido pela PM. Até as 16h10, havia informações de uma mulher indígena ferida e quatro índios detidos.

Com o início do tumulto, os índios dispersaram e liberaram a via, mas continuaram reunidos no gramado da Esplanada e nas áreas em redor dos ministérios. Caixões usados pelos manifestantes para simbolizar a morte de indígenas foram atirados no espelho d'água.

Evento nacional

Os grupos de diferentes etnias indígenas estão reunidos em Brasília para a 14ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). O objetivo do evento é pedir mais respeito à natureza e à demarcação de terras.

O evento é promovido pela Articulac?a?o dos Povos Indi?genas do Brasil (Apib) e deve se estender até a próxima sexta-feira (28). Parte dos índios montou acampamento em área próxima ao Teatro Nacional, no outro lado da Esplanada dos Ministérios, e aproveitou o trânsito de pessoas para vender artesanato e outros tipos de produtos.

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<![CDATA[Moradores do Morro do Alemão fazem protesto após morte de adolescente]]> Moradores do Conjunto de Favelas do Alemão realizavam um protesto, no início da tarde desta terça-feira (25), na região da Grota. O grupo carregava panos brancos e pedia paz na comunidade. O protesto também é pela morte do adolescente Paulo Henrique de Oliveira, de 13 anos, baleado durante um confronto na favela na segunda-feira (24).

Ele morreu na manhã desta terça no Hospital Salgado Filho, onde estava internado. No mesmo confronto em que o rapaz foi baleado, três PMs também ficaram feridos. O tiroteio começou quando criminosos tentavam impedir que a Polícia instalasse uma cabine blindada na UPP do local.

Durante o ato, o grupo repetia: “Estamos protestando pelo nosso direito. Há cinco dias vivemos uma guerra onde pessoas inocentes morreram. E nós vamos protestar, não ficaremos calados”, dizem os moradores em coro.

Moradores exibem faixas dizendo que "vidas nas favelas importam" (Foto: Suelen Bastos / G1)

Em função dos confrontos, a polícia realizou uma grande operação na região na manhã desta terça, deixando quase 4 mil alunos sem aulas na região nesta manhã. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, três escolas, uma creche e seis Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) estão sem atendimento nesta terça. As unidades atendem a 3.936 alunos.

Participaram da ação militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Ações com Cães (BAC), do Batalhão de Choque e do Grupamento Aeromóvel.

Durante os confrontos nesta segunda, um policial do Bope foi baleado na bochecha e, com o impacto, teve alguns dentes quebrados. Apesar dos ferimentos, o estado de saúde do policial é estável. Pela manhã, outro militar, também do Bope, foi baleado na perna. Ele foi socorrido para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) e o estado de saúde também era estável. Os PMs foram baleados enquanto acompanhavam a instalação de uma cabine blindada no conjunto de favelas.

Operação do Bope para instalação de cabine blindada (Foto: Reprodução / PM)

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<![CDATA[Forrozeiro Geraldo Cardoso recebe título de cidadão honorário de Caruaru]]> A indicação foi do vereador Cecílio Pedro, único parlamentar eleito pela sigla do PMDB, entre os 23 que hoje fazem parte da bancada caruaruense; cujo município é administrado pela prefeita Raquel Lyra (PSDB), ela que também fará parte da solenidade do evento, a convite do presidente da Casa, vereador Lula Torres eleito pelo (PDT). “É uma grande honrar ser agraciado por um Parlamento, sobretudo que tem valorizado a cultura popular, cuja minha procedência artística, aliada ao carinho especial que eu tenho com aquele povo, com certeza motivou o vereador Cecílio a se manifestar junto com toda bancada, a fim de consolidar essa grande homenagem, que tanto só tenho a agradecer a Deus”, comentou emocionado Geraldo Cardoso.

Ele lembra que no início de sua carreira, o sonho era o de um dia cantar no Forró de Caruaru; porém, esse sonho hoje, confessa, ultrapassou as barreiras. Na realidade, Geraldo Cardoso se tornou um eclético profissional do forró; tanto no mês junino, período da alta estação desse seguimento musical, como agora no Carnaval. É que ele vem se consagrando pelos estados de Pernambuco e da Bahia, sobretudo em período carnavalesco, adotando um estilo exótico da coisa; trata-se do “Forrófrevando”. “Criamos este estilo musical há 9 anos, numa mistura de xote, baião, arrasta-pé, xaxado e frevo, cuja marca desse nosso trabalho, vem ganhando força popular em cidades como: Olinda, Recife, Bezerro e até se infiltrando para o interior da Bahia”, disse o artista quebrangulense.

A autenticidade do trabalho desse artista, nascido nas ribeiras do Rio Paraíba do Meio, em Quebrangulo, terra natal de Graciliano Ramos, o "Mestre Graça", vem do berço e está bem viva na alma desse "Matuto-Cantador", que é capaz de contagiar com a brejeirice de um Forré Pé-de-Serra, o público de todos os cantos do Brasil.

O artista genuinamente alagoano gravou músicas com mais de 100 artistas nacionais, dentre elas, “Lembrança de Nós”, música composta pelo Matuto de Luxo, em homenagem a seu genitor, José Cardoso de Albuquerque e gravada em parceria com Altemar Dutra Jr. no DVD gravado ao vivo no Sesc Maceió. Gravou o videoclipe dos 40 anos da ABERT ( Associação Brasileira de Rádio Televisão) pela Rede Globo que foi ao ar no Brasil inteiro, sendo o único alagoano a ser convidado em 2015 para gravar o São João do Nordeste apresentado pelo cantor Wesley Safadão que veio à Alagoas para entrevista-lo.

Geraldo Cardoso recebeu em 2009, a “Comenda Pedro Teixeira” em Maceió, e em 2011, “Troféu Luiz Gonzaga” também na capital alagoana; além da Comenda Graciliano Ramos dado pela Câmara municipal de Quebrangulo. Além desses, Geraldo Cardoso recebeu o troféu Gonzagão em Campina Grande, e também o certificado selo pacifista Francisco de Assis, dado pelo Movimento Pela Paz (MOVPAZ) de Alagoas.

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<![CDATA[Suspeitos de mega-assalto no Paraguai usavam mansão em Ciudad del Este]]> A Polícia Federal (PF) disse na manhã desta terça-feira (25) que parte dos suspeitos envolvidos no mega-assalto a uma transportadora de valores no Paraguai, na fronteira com o Brasil, vinha usando uma mansão em Ciudad del Este, mesmo município da ação. A casa funcionava como base estratégica da quadrilha no país vizinhos.

Segundo o delegado-chefe da PF em Foz do Iguaçu, Fabiano Bordignon, a Polícia Nacional localizou a residência que vinha sendo usada pela quadrilha ainda na tarde de segunda (24). "Já estamos colhendo material genético dos suspeitos presos para comparar com o material encontrado neste local", adiantou ao afirmar que outros imóveis supostamente usados pelo grupo, entre eles um no Brasil, estão sendo investigados.

Durante a coletiva de imprensa realizada na delegacia da PF em Foz do Iguaçu, o balanço divulgado mais cedo foi atualizado. Até as 11h, nove suspeitos haviam sido presos. Dois deles ficaram feridos em um tiroteio na tarde de segunda em Itaipulândia. Outros três suspeitos foram mortos no mesmo tiroteio.

De acordo com a polícia, esses homens estão entre os cerca de 50 que participaram do assalto a uma transportadora de valores durante a madrugada de segunda. Além disso, a PF diz ter apreendido sete veículos (entre eles, um carro de polícia), dois barcos, cinco fuzis, uma metralhadora, explosivos, malotes vazios e um com cédulas de guarani, dólar e real que estão sendo contabilizadas, além de munição de grosso calibre.

Bordignon disse que o dinheiro está sendo contado e o valor será informado até o fim da tarde. "O malote foi lacrado na presença de testemunhas", destacou.

"Acreditamos quem nem mesmo os ladrões sabem quanto roubaram", comentou o delegado.

Inicialmente a Polícia Nacional informou que o grupo havia roubado cerca de US$ 40 milhões e mais tarde disse não ser possível saber o montante exato levado.

O secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, comentou que mais de 300 policiais militares e cerca de 100 policiais civis, além de dois helicópteros, estão integrados à ação conjunta organizada por tempo indeterminado para a prisão dos assaltantes.

"A maioria dos presos é de outros estados e participa de organizações criminosas que agem no país e agora também no exterior", comentou Mesquita.

O ministro do Interior do Paraguai, Lorenzo Lezcano, informou que houve mudanças em cargos de chefia da Polícia Nacional por conta de "má administração de informações por parte destes responsáveis".

Por causa do assalto, as polícias reforçaram a segurança na região da fronteira. As investigações estão sendo coordenadas diretamente de um comitê de gestão de crise montado na delegacia da PF, em Foz do Iguaçu.

Em nota, o presidente Michel Temer determinou ao ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que coloque a Polícia Federal à disposição das autoridades paraguaias para colaborar com as investigações dos fatos ocorridos na cidade paraguaia.

"O governo federal acompanha os desdobramentos das ações policiais já em curso em território nacional e apoiará, com todos os recursos necessários, as investigações conduzidas atualmente pelas autoridades paraguaias. O governo brasileiro se solidariza com as vítimas dessa ação criminosa e, em especial, com os familiares do policial paraguaio morto", diz a nota.

Balanço da PF envolvendo suspeitos do roubo até as 11h

    Presos: 9

    Apreensões: sete veículos (entre eles, um carro de polícia), dois barcos, cinco fuzis, uma metralhadora, explosivos, malotes vazios e um com dinheiro que está sendo contabilizado, além de munição de grosso calibre.

    Mortes: 3

O assalto

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, os ladrões fortemente armados invadiram a sede da transportadora de valores Prosegur. Eles explodiram a entrada da empresa e trocaram tiros com vigilantes. A ação durou aproximadamente três horas e eles fugiram com dinheiro.

Um policial paraguaio que estava em um carro foi morto pelos bandidos.

A sede da empresa fica a quatro quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, no oeste do Paraná.

Confronto

Policiais federais trocaram tiros no começo da tarde de segunda-feira (24) com suspeitos do assalto por volta do meio-dia, na área rural de Itaipulândia, às margens do Lago de Itaipu, no oeste do Paraná.

De acordo com a Polícia Federal, uma equipe que estava de patrulha pela região se deparou com um grupo de cerca de 12 suspeitos que atirou e fugiu. Policiais militares e civis da região foram acionados para reforçar a segurança no local. Helicópteros também estão sendo usados na ação.

Por volta das 14h, houve outra troca de tiros, desta vez em São Miguel do Iguaçu. De acordo com o delegado Francisco Sampaio, os suspeitos abandonaram um veículo roubado havia pouco na região, munição de fuzil e explosivos.

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