Saúde

7 de junho de 2018 17:55

AL registra este ano quase cinco vezes mais casos de Influenza do que em 2017

Segundo dados da Sesau, em todo o ano passado foram 10 casos e três mortes

↑ Na capital, vacinas estão disponíveis em unidades de saúde e postos fixos em shoppings da capital (Foto: Adailson Calheiros)

Entre janeiro e quatro de junho deste ano, Alagoas já registra 48 casos de gripe por Influenza. Do total 44 casos são de H1N1, três relatos de H3N2 e um de Influenza B, outros 24 casos de Influenza estão sob investigação. Além dos registros da doença, já foram confirmados três mortes de acordo com o Núcleo de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

Já em 2017 foram apenas 10 casos de Influenza confirmados no estado. De janeiro a dezembro do ano passado só foram registrados três óbitos por Influenza H1N1. Em 2016, a Sesau registrou 52 casos confirmados e 10 mortes.

De acordo com a Sesau, a Influenza é uma infecção viral aguda do sistema respiratório. O órgão ressalta a importância da imunização e se preocupa com a baixa procura pela vacina.

Ainda de acordo com o Núcleo de Doenças Imunopreveníveis, no estado circulam três subtipos da Influenza; H1N1 que está em circulação desde 2009, Influenza B que surgiu em 2011 e o H3N2 que tem casos registrados desde 2014.

Em nota enviada à imprensa a Sesau explica que o vírus já vem circulando no estado. “Não é um vírus novo circulando no Estado. Desde 2009, um dos subtipos da doença circula por aqui”, diz.

Além disso, a Sesau esclarece que a prevenção da doença consiste em adotar medidas simples; lavar sempre as mãos, usar álcool gel, manter bons hábitos de higiene, evitar locais com aglomeração e, principalmente tomar a vacina. Que todos os anos é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde (MS) prorrogou até o dia 15 de junho a campanha de vacinação contra a Influenza em todo o país por conta da greve dos caminhoneiros que impossibilitou que as equipes de saúde fossem aos locais de difícil acesso. Segundo informou a assessoria de comunicação da Sesau, a vacina está disponível nas 102 cidades alagoanas.

O público-alvo para tomar a vacina é formado por indivíduos com 60 anos ou mais de idade, as crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas. Além desse grupo estão inclusos os povos indígenas, os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, os adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade, sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Cobertura vacinal ainda está abaixo do esperado, diz Sesau

Das 787.908 pessoas que devem ser vacinadas, 581.587 foram imunizadas em Alagoas até às 18h09 desta quinta-feira (07) o que corresponde a 85,35% do público alvo.

Para a Sesau o índice ainda está abaixo, ‘’uma vez que já estamos no período da prorrogação e a Sesau pretende imunizar mais que a meta mínima de 90%, visando assegurar que não aumentem os casos confirmados e, principalmente, os óbitos.’’

O infectologista Fernando Maia, explica que a gripe é uma doença viral, que acomete principalmente as vias aéreas, e que pode causar quadros graves, principalmente em idosos e imunodeprimidos.

“Os principais sintomas são febre, tosse, dor de cabeça e, nos casos graves, pneumonia com insuficiência respiratória e risco de morte. Qualquer vírus da gripe seja H1N1 ou a gripe comum pode fazer formas graves e óbitos. Os casos graves ocorrem principalmente em idosos, crianças e pessoas debilitadas,” ressalta.

Para o infectologista, é preciso tomar a vacina. Ele explica também que a vacina não protege contra as viroses respiratórias.  “A vacina protege apenas contra o vírus da Influenza A, B e da H1N1 que são vírus da gripe. Virose pode ser qualquer infecção viral. A vacina é usada contra esses vírus da gripe que provocam os casos mais graves, evoluindo até para pneumonia que ela protege. O vírus comum não é capaz de evoluir para quadro graves”, explica o especialista, alertando que a vacina precisa ser repetida anualmente para que as pessoas estejam protegidas contra o vírus.

 

 

Fonte: Tribuna Hoje / Lucas França

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