Saúde

11 de Abril de 2018 11:54

Campanha Preciso Viver cobra atendimento a pacientes com câncer

Durante audiência pública, convocada pela vereadora Tereza Nelma, foi lançado apelo para que lei seja cumprida

↑ Assessoria

“Falar de câncer nunca é fácil. Mas é preciso”, afirmou a vereadora Tereza Nelma ao abrir audiência pública realizada nessa terça-feira (10) na Câmara Municipal de Maceió. Durante o encontro foi lançado, na capital, o Programa Preciso Viver, uma iniciativa da Rede Feminina Nacional de Combate ao Câncer, que tem como propósito cobrar a humanização e a agilidade nos atendimentos dos pacientes oncológicos.

A audiência, que contou com depoimentos emocionantes de pessoas que enfrentaram ou ainda enfrentam a doença, trouxe dados atualizados do câncer em todo Brasil e também em Alagoas, através da palestra do médico oncologista João Aderbal, e do coordenador da oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, Marcos Davi Melo.

“Por mais que hoje seja um dia feliz, já que temos aqui todas essas pessoas unidas por uma única causa, não podemos deixar de mostrar os dados tristes que essa doença traz. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) a previsão é que, entre 2018 e 2019, tenhamos mais de 68 mil novos casos de câncer de próstata entre os homens e quase 60 mil de câncer de mama entre as mulheres. Isso é um absurdo! Até quando vamos deixar tantas pessoas morrerem por omissão do poder público?”, indagou Tereza Nelma.

O objetivo da campanha é sensibilizar as autoridades, municipais e estaduais, para garantir a aplicabilidade e eficácia da lei e do projeto de lei que estabelecem prazo máximo de 60 e 30 dias, respectivamente, para que as unidades do SUS realizem exames e executem procedimentos necessários à saúde dos pacientes com câncer. Em Alagoas a lei ainda não é aplicada.

De acordo com o coordenador da oncologia da Santa Casa, é necessário que haja uma reformulação nos recursos que são destinados à saúde. “O Sistema Único de Saúde está passando por um momento muito delicado. Com o teto dos gastos públicos que o governo federal aprovou, não haverá incremento de recursos públicos para a saúde até 2020, pelo menos. O subfinanciamento do SUS, junto com a má gestão e a corrupção, são os propulsores dessa situação, onde faltam medicamentos e insumos básicos para o funcionamento de um hospital. Até lençóis estão faltando. A saída é que nos juntemos nessa frente contra a corrupção, para que só assim possamos galgar dias melhores para a saúde do nosso país.”, disse Davi Melo.

“Esse déficit na saúde só terá um fim quando houver atualização na tabela do SUS, que estabelece os valores recebidos pelos médicos e hospitais em cada procedimento realizado. Esses valores de hoje são uma vergonha. Então precisamos conseguir, junto as autoridades e aos hospitais, uma forma de atender essa demanda reprimida, sem que causem prejuízos financeiros aos hospitais”, completou Tereza Nelma.

Participaram da audiência a deputada Jó Pereira (MDB),a procuradora e presidente da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica de Alagoas, Marilma Torres, a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Alagoas, Jane Falcão, a presidente da Casa Rosa, Mirtha Nunes, e a presidente da ONG Renascer, Nadja Reis.

REUNIÃO NA ALE – A vereadora Tereza Nelma esteve também, junto com lideranças de ONG’s e instituições ligadas à causa do câncer em Alagoas, em uma reunião com deputados estaduais, na Assembleia Legislativa. A pauta do encontro foi a sensibilização dos deputados para que derrubem o veto governamental à emenda parlamentar, de autoria da deputada Jó Pereira, que destina mais 1% da receita orçamentária do Estado para a saúde oncológica, cerca de 100 milhões de reais.

Na reunião, os deputados se posicionaram favoráveis à derrubada do veto, além do compromisso de intermediar uma reunião das lideranças com o governador Renan Filho (MDB).

Fonte: Assessoria

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