Política

Partidos em Alagoas já garantem palanque a presidenciáveis

MDB segue apoiando Lula, DEM apoia Maia, porém espera por pesquisas

Por Texto: Carlos Victor Costa com Tribuna Independente 21/04/2018 09h41
Partidos em Alagoas já garantem palanque a presidenciáveis
Reprodução - Foto: Assessoria
A quatro meses para o início do registro das candidaturas, a corrida eleitoral deste ano começa a ganhar forma, com  11 pré-candidatos à Presidência da República em plena atividade nas ruas, mesmo que seja de forma cautelosa, já que trata-se ainda de uma pré-campanha. Com base nos lançamentos das pré-candidaturas, nota-se quais partidos em Alagoas estão dando guarida aos nomes que surgem neste momento. O PT, presidido pelo ex-vereador por Maceió, Ricardo Barbosa e que tem Paulão representante na Câmara dos Deputados, mantém-se firme na proposta de apoiar o ex-presidente Lula. Barbosa diz que não existe plano B. “Duas hipóteses podem tirar ele da disputa: uma se ele não quiser ou a outra se ele estiver morto”, garante. O MDB, do governador Renan Filho e do senador Renan Calheiros, asseguram que seus apoios irão para o ex-presidente Lula. Tanto o governador quanto o senador descartam voto no atual presidente Michel Temer, que já informou ser pré-candidato. “Eu defendo uma aliança partidária e alternativas às candidaturas de Michel Temer ou Henrique Meirelles. E acho que a convenção será o momento para definir isso. Ou homologar essas duas candidaturas  ou teremos uma alternativa”, argumenta o senador, presidente do MDB em Alagoas. PESQUISAS O Democratas (DEM) em Alagoas tem o ex-deputado federal José Thomaz Nonô como presidente e Rodrigo Maia - que presidente a Câmara dos Deputados -, pré-candidato. Thomaz Nonô espera que Rodrigo Maia avance (Foto: Sandro Lima) Até o momento, segundo Nonô, Rodrigo Maia tem palanque em Alagoas, porém sua candidatura depende dos dígitos nas pesquisas eleitorais. “Acho que até lá a postura é essa e vamos trabalhar nessa linha. O Rodrigo é um bom quadro. Agora é entusiasmar a massa, mas se não conseguir ele retira a candidatura, pois não tem sentido manter nesse nível”, explica Nonô à Tribuna. Nonô avalia que maioria dos 11 pré-candidatos estão na mesma linha que Maia, na qual aspiram a possibilidade de ter um discurso de candidato competitivo. Exceto, segundo o ex-deputado federal, nomes como o de Levi Fidelix, pré-candidato a presidente pelo PRTB, que só entram na eleição interessados em “cédulas que não eleitorais”. Esquerda tem Ciro e Boulos; direita, Bolsonaro Embora PCdoB e PDT façam parte do mesmo campo ideológico do PT e por também terem por muito tempo feito parte da base petista durante os governos de Lula e Dilma, lideranças desses partidos no Estado não concordam com a união da esquerda. Presidente do PDT estadual licenciado atualmente, o deputado federal Ronaldo Lessa, aposta na candidatura do ex-ministro Ciro Gomes e acrescenta ainda que o partido não deve abrir mão dessa decisão. Ronaldo Lessa diz que o PDT vai com Ciro Gomes (Foto: Sandro Lima) Já a presidente do PCdoB, Cláudia Petuba, atual secretária de Estado do Esporte, defende a candidatura do partido, que tem como pré-candidata a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila. Outro partido da esquerda que também terá seu candidato a presidente é o PSOL. A confirmação veio do presidente estadual da sigla, Gustavo Pessoa. Ele diz que o partido é contra esse projeto de conciliação de classe entre PT e MDB e que tal fato é incompatível com o projeto político defendido pela legenda. O PSOL reafirmou em seu congresso a disposição de lançar uma candidatura própria, com Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) no páreo. Gustavo Pessoa reforça nome de Guilherme Boulos (Foto: Adailson Calheiros) O PSB aposta no ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. O presidente do partido em Alagoas, deputado federal JHC destaca que diante da ausência de lideranças, é inevitável enxergar com bons olhos que alguém com a história e o respaldo do ex-ministro se proponha a ser um ator político. “É a prova de que a política pode ser sim feita por pessoas boas e decentes. Não apenas por sermos da mesma sigla, mas por representar algo novo, saudamos a pré-candidatura e esperamos que a definição se dê em breve”, informou o parlamentar à reportagem da Tribuna Independente. Tratado como a antítese de Lula, o deputado federal Bolsonaro (PSL) aparece logo atrás do petista nas pesquisas eleitorais. Em Alagoas, o pré-candidato conta com o apoio do presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas (Sinpofal), Flávio Moreno, que deve tentar o Senado no estado. Em Alagoas, a pré-candidata a presidente pelo partido REDE Sustentabilidade, Marina Silva, conta com o apoio da ex-senadora Heloísa Helena. Em 2014, quando também foi candidata, só que pelo PSB, Marina teve 356.632 votos dos alagoanos, ficando atrás da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT), que obteve 703.674 votos. O Progressistas, antigo PP, que nunca lança candidato à presidência é um dos mais fortes em Brasília. Líder do partido em Alagoas, o senador Benedito de Lira foi procurado pela reportagem da Tribuna, mas não retornou as chamadas até o fechamento desta edição. Em março, ele confirmou que o partido chegou a cogitar lançar um candidato a presidente, mas que acabou não vingando. O senador explicou ainda que a sigla se coligará majoritariamente em nível nacional, no entanto não sabia com quem. À época, ainda não se tinha o lançamento dos 11 pré-candidatos. Se seguir a lógica, o PP deve apoiar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ou o candidato do MDB, Michel Temer ou Henrique Meirelles. O Solidariedade (SD), que no estado também é ligado a base do governador Renan Filho, e presidido pelo deputado estadual Marcelo Victor, lançou há poucos dias o nome do alagoano Aldo Rebelo, como pré-candidato a presidente. Aldo foi ministro dos governos de Lula e Dilma. Ele teve uma passagem rápida pelo PSB, deixando o partido por não concordar com a filiação do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa. Antes disso o alagoano foi filiado ao PCdoB, onde passou mais de 40 anos. Marcelo não quis comentar sobre a vinda e consequentemente o lançamento da pré-candidatura de Aldo pelo partido. Limitou-se a dizer que a decisão foi nacional e que ficou sabendo através da imprensa.