Mundo

13 de junho de 2018 15:18

Jovem sequestrador que fez reféns em Paris é ‘psicologicamente desorientado’

Sem identidade revelada, marroquino era fichado por pequenos delitos, mas não por radicalização islâmica

↑ Policiais são vistos em local em que homem faz duas pessoas reféns no centro de Paris (Foto: Benoit Tessier / Reuters)

O homem de 26 anos nascido no Marrocos que manteve duas pessoas como reféns na tarde de terça-feira (12) em Paris foi transferido na madrugada desta quarta-feira para uma enfermaria psiquiátrica da polícia. Aparentemente desequilibrado, ele é fichado por pequenos delitos, mas não por radicalização islâmica.

A identidade do sequestrador não foi revelada. O jovem marroquino ficou “levemente ferido” no momento de sua detenção.

O ministro do Interior da França, Gérard Collomb, confirmou as motivações vagas e o desequilíbrio mental do autor do ataque. O ministro descreveu um “indivíduo desorientado psicologicamente, que fazia referência a vários temas completamente diferentes.”

Inquérito por sequestro

Um inquérito por sequestro, violência com arma, detenção de arma, ameaça de crime e tentativa de homicídio foi aberto contra ele pelo Ministério Público francês. O jovem foi detido na noite de terça-feira, após ter mantido, durante várias horas, uma mulher e um homem como reféns numa agência publicitária de youtubers do 10° distrito de Paris.

Durante o ataque, ele dizia ter uma bomba. O sequestrador chegou a jogar gasolina na mulher e a ameaçá-la com uma faca no pescoço. O segundo refém foi algemado. Ambos foram resgatados sem ferimentos pela polícia. A região movimentada, perto de uma das principais estações ferroviárias da cidade, a Gare de L’Est, foi interditada durante a tomada de refém.

A França vive em tensão permanente desde a onda de ataques islâmicos que começou em 2015 e que já deixou 246 pessoas mortas. No mês passado, um francês de 20 anos nascido na Chechênia esfaqueou pessoas perto da Ópera Garnier, um dos cartões-postais da cidade. Um homem foi morto neste atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico.

Fonte: RFI e G1

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