Mundo

22 de novembro de 2017 14:56

Marinha argentina afirma que não há nenhum contato com submarino desaparecido

Embarcação que transporta 44 militares desapareceu enquanto navegava de Ushuaia para Mar del Plata

↑ Navio argentino Comandante Espora deixou base naval de Mar del Plata, no sábado (18), para participar das buscas pelo ARA San Juan (Foto: Vicente Robles / AP)

A Marinha da Argentina afirmou nesta quarta-feira (22) que não há nenhum contato com o submarino ARA San Juan, que fez sua última comunicação com a base no dia 15. A embarcação que transporta 44 militares desapareceu enquanto navegava de Ushuaia para Mar del Plata, no Atlântico Sul.

O porta-voz da Marinha, o capitão Enrique Balbi, afirmou que pistas de localização de sinalizadores ou sinais sonoros foram descartas.

“Dessas três maneiras, de forma acústica com os sonares, infravermelha com a imagem térmica e o detector de anomalias magnéticas, não houve nenhum tipo de contato que se suponha que seja do submarino”, afirmou Balbi.

A mídia argentina chegou a relatar na terça-feira, sem citar fontes, que um objeto havia sido localizado na região das buscas, mas a Casa Rosada e a Marinha não tinham comentado a informação até esta manhã.

Segundo Balbi, as pistas falsas tanto de sinais acústicos quanto de sinalizadores podem ter relação com a região onde se dão as buscas. “A leste, a 200 milhas, está a zona de pesca mais importante do Atlântico Sul. É terrível a quantidade de pesqueiros que estão lá.”

O porta-voz disse também que 100% da área de buscas já foi sobrevoada por 10 aeronaves. A equipe espera um clima favorável na região para esta quarta-feira, mas que começa a piorar no dia seguinte.

Oxigênio

A Marinha já reconheceu que as buscas entraram em uma fase crítica devido às dificuldades para o submarino de renovar seu oxigênio se estiver, como se acredita, submerso. O porta-voz, no entanto, afirmou que não está descartada a hipótese de o ARA San Juan ter retornado à superfície em algum momento na última semana.

A agência alemã Deutsche Welle afirmou no início da semana, citando a Marinha, que a embarcação possui capacidade para armazenar oxigênio e se manter submerso por sete dias consecutivos.

Incerteza e pessimismo

Na terça-feira, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, cobrou explicações do comando militar sobre o submarino.

Há sinais de um crescente pessimismo, de acordo com relato do jornal “La Nación”. Preocupado com a falta de novidades, o presidente argentino reuniu-se com o ministro da Defesa, Oscar Aguad, na tarde de terça, e pediu aos responsáveis pelas buscas que utilizem todos os meios disponíveis para localizá-lo.

De acordo com a Marinha argentina, 4 mil pessoas estão envolvidas nas operações que mobilizam navios, aviões argentinos e de sete países, entre eles, os Estados Unidos.

Fonte: G1