Interior

12 de junho de 2018 16:00

Comoção em Porto Calvo marca enterro de professor assassinado

População de Porto Calvo demonstrou revolta na noite de segunda feira

↑ Professor foi sepultado em Porto Calvo (Foto: Mauricio Silva / Cortesia)

Primeiro a preocupação pelo desaparecimento. Depois a tristeza e raiva pelo assassinato. E por fim a comoção. O funeral e enterro do professor Edmilson da Silva, que foi assassinado a tiros depois de sofrer um assalto por parte de um seu ex-aluno, causou comoção e revolta na população de Porto Calvo na noite de segunda feira. Milhares de pessoas acompanharam o funeral pelas ruas da cidade.

Familiares e amigos estavam inconsolados. Emocionada a mãe de Edmilson, Maria de Lourdes, disse que o filho era um exemplo para a família. “O orgulho que eu tenho do meu filho é infinito. Ele era um bom filho, esposo, pai e amigo”. O primo, Edgar, que foi um dos primeiros a chegar ao local onde o corpo tinha sido descoberto na manhã de domingo falou que não conseguia entender tanta violência. A esposa da vítima, Eliane da Silva, também lamentou a morte do marido. “Ele era uma pessoa boa. A morte dele me deixa sem palavras”, disse.

Edmilson da Silva dava aulas na cidade vizinha de Jacuípe. Ele desapareceu na sexta-feira, dia 8 e o seu corpo foi achado no domingo, 10, com uma marca de tiro na cabeça. O assassino, Thiago da Silva, de 23 anos, preso na segunda-feira, confessou o crime. Ele era ex-aluno do professor. Disse para a polícia que tinha matado o professor porque esse o teria reconhecido durante o assalto.

O delegado de Porto Calvo, Belmiro Cavalcante, disse que o professor foi vítima de latrocínio, já que os criminosos tinha interesse na moto da vítima. As motos roubadas pelos criminosos foram encaminhadas para o estado de Pernambuco.

Fonte: Tribuna Hoje / Texto: Claudio Bulgarelli - Sucursal Litoral Norte

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