Esporte

10 de fevereiro de 2018 12:46

Marca ‘Azulão’ está consolidada no mercado

Primeiros números da fornecedora própria do CSA, em dois meses, ultrapassam todo lucro dos últimos dois anos em parcerias com empresas de fora

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↑ Alberto Maia e Rafael Tenório celebram a parceria de sucesso do CSA com a MM Maneger Sports (Foto: Divulgação)

No final de 2017 o CSA inovou. Foi ousado e lançou uma marca própria para fabricar e distribuir os produtos oficiais do clube. Camisas, calções, artigos diversos com a marca “Azulão”, criada e registrada para ser o símbolo do torcedor. Uma loja foi aberta no bairro da Jatiúca. E com apenas dois meses de funcionamento, a informação passada pelo presidente executivo Rafael Tenório é que o lucro do espaço, nesse período curto de tempo, foi maior que nos últimos dois anos de sua gestão recebendo percentuais de outras marcas nacionais e internacionais (Umbro, SuperBolla e Numer).

A marca própria do CSA é uma parceria com a MM Manager Sport, empresa que tem como sócio o ex-presidente do Paysandu, Alberto Maia, que estava no cargo quando a marca Lobo foi lançada para o Papão. Alberto, e o presidente Rafael Tenório, conversaram com a reportagem da Tribuna Independente sobre esse momento de resgate do CSA.

“Nosso sentimento com os primeiros números do CSA são muito positivos. A torcida é vibrante e tem uma grande coordenação do presidente Rafael. O torcedor já viu que nosso material é de qualidade. Lá atrás tivemos uma conversa com os gestores, mostramos a viabilidade do projeto e principalmente mostrar um produto da altura da instituição CSA. Antes foi apresentado os protótipos das camisas e os presidente Rafael e Raimundo Tavares ficaram muito satisfeitos. Nossa empresa se sente muito feliz em ser escolhida em fazer esse trabalho com o CSA”, ressaltou Alberto.

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Torcedores do CSA mostram o verdadeiro amor ao clube comprando os produtos oficiais da loja azulina (Foto: Divulgação)

“A cada dia o torcedor azulino vai conhecendo e confiando nesse projeto inovador. Os números mostram o sucesso dessa ação pioneira no futebol alagoano. Temos que comemorar, mas continuar trabalhando muito em busca de mais crescimento dentro e fora de campo”, disse Tenório.

Segundo Mais, os principais benefícios para o clube são o material de altíssima qualidade. “Isso é visto na opinião do torcedor, e o clube é o dono do negócio. A cada dia novos produtos oficiais estão chegando e com isso fica mais viável para o acesso do torcedor. A grande vantagem é que o clube sempre ganha muito mais. Estimamos um lucro de oito a dez vezes mais do que o clube ganhava. Nesse primeiro repasse já está provado isso. O torcedor, ao comprar camisa, está ajudando o clube, porque todo mês os valores dos royalties serão repassados ao CSA. É mais uma verba que o presidente e a diretoria poderão contar para contratação e reestruturação”.

A pirataria é um problema grande para quem atua neste segmento. Mas Alberto confirma o trabalho intenso do clube para eliminar essa situação negativa. “Nós já identificamos três pessoas que estão atuando de forma indevida (pirataria) e já entramos em contato com eles. Caso não se resolva até o final de fevereiro estaremos fazendo as representações criminais”.

“Cada torcedor deve fazer sua parte. Fiscalizando e evitando que produtos falsificados sejam colocados no mercado. O azulino de verdade sabe que o recurso do produto oficial é revertido para o crescimento do CSA. Cada centavo empregado na loja oficial, nos produtos do CSA, aumentam as possibilidades de novos vôos”, explicou o presidente.

FUTURO

Em 2018 o CSA tem quatro competições e o torcedor se anima com as grandes possibilidades. O primeiro grande salto da marca será lançar outra loja na parte alta de Maceió. “Estamos nas tratativas finais para o lançamento de uma loja dentro da Carajás, que é de um grande azulino, Sr. Álvaro, e esse espaço deve abrir as portas no mês de março”.

CASES DE SUCESSO

O CSA trouxe para Alagoas uma fórmula de sucesso no Brasil. Pouco tempo atrás, o Paysandu chegou com uma proposta surpreendente no futebol brasileiro e lançou a Lobo. Uma marca própria de uniformes que passou a fabricar o uniforme do clube. Um ano depois, é notável o sucesso da iniciativa. Segundo o departamento de marketing do clube paraense, foram vendidas 110 mil camisas. Pouco mais do que o dobro de 2015, quando a Puma era a fornecedora do Papão da Curuzu. Em setembro de 2016 o Fortaleza apresentou a Leão 1918. O Tricolor do Pici rompeu com a italiana Kappa, fez um benchmarking com o Paysandu e apostou fichas no novo projeto. Com isso, o faturamento aumentou 12 vezes, ainda de acordo com diretoria.

O Juventude lançou novo uniforme com marca própria em abril de 2016. O nome da nova marca é 19 Treze, em alusão ao ano de fundação do clube (1913). Uma estratégia que visa gerar uma boa receita para o clube: o Juventude não tinha margem de lucro com as vendas dos artigos. Agora passou a ter 10%. O clube teve alguns problemas com a Kappa e não tinha camisas para vender nas lojas. A partir de agora, eles recebem 20% por cada peça comercializada.

Com a saída da Umbro em dezembro de 2016, o Joinville criou a 8CTA, que, como o próprio nome diz, homenageia os oito títulos catarinenses consecutivos da equipe entre os anos de 1978 e 1985. Com o Coelho de SC aconteceu até mesmo um fato curioso. Ao lançar sua nova marca, o desenho dava, digamos, uma ideia dúbia sobre o logo. Refizeram, e no final de 2016, o JEC anunciou que passará a jogar com sua marca em 2017.

Outro clube que entrou nesse nicho foi Santa Cruz lançou sua marca própria. Trata-se da Santa Forte. Mas no caso, mantiveram o contrato com a Penalty. O Santos é o caso a ser analisado pelos grandes clubes. O clube que estimava lucrar cerca de 30 milhões em 2016. A Kappa, porém, seguia assinando a coleção. No modelo atual, o Alvinegro ganha R$ 11 em royalties por camisa vendida, se esta custar R$ 180. No molde idealizado pelo antigo presidente, o clube conseguiria R$ 50 por peça vendida e repassaria uma parte à empresa de material esportivo.

SERVIÇO

A loja oficial do CSA fica localizada na Avenida Amélia Rosa, Nº 900. O horário de funcionamento é de 9h às 21h, de segunda a sábado, e de 10h às 16h, aos domingos.

 

Fonte: Junior de Melo – Editor de Esportes / Tribuna Independente

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