Economia

7 de Março de 2018 08:20

Edital de leilão da Eletrobras tem de ser publicado em 15 dias

Certame deve ocorrer no final de abril em São Paulo; governo estadual não se pronuncia sobre decisão

↑ Funcionários já realizaram protestas também contra a privatização da Eletrobras (Foto: Sandro Lima)

Mesmo com a manifestação, a audiência sobre a desestatização da Ceal foi realizada com o êxito previsto. Com esta, completaram-se as seis audiências públicas das distribuidoras da Eletrobras do Norte/Nordeste em processo de desestatização (Ceron, Boa Vista Energia, Amazonas Energia, Cepisa e Eletroacre). Agora, os representantes da distribuidora têm um prazo de 15 dias úteis para publicar o edital de leilão da Eletrobras Distribuição Alagoas. Esse processo deve ocorrer até o mês de abril.

Em nota, a assessoria de comunicação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que convocou a audiência informou que nesse prazo serão publicados os editais das seis distribuidoras e os leilões acontecerão em um único dia, na B3 (antiga BM&FBovespa), em São Paulo, com previsão para o final de abril.

De acordo com a representante do BNDES, Lidiane Gonçalves, a audiência foi convocada com objetivo de prestar informações e receber sugestões para o processo de privatização. Mesmo com o tumulto, ela foi concluída. “Nós estamos aqui dispostos a debater e explicar o processo, mostrar os números. Essa é uma boa oportunidade e faz parte do processo democrático. Mas infelizmente a população não entendeu isso”, afirmou.

A representante do BNDES reforçou que o comprador deve fazer um investimento de R$ 546 milhões em melhorias para que atenda às necessidades da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

GOVERNO

Até o fechamento da edição da Tribuna Independente, o governador Renan Filho, não havia se pronunciado sobre a decisão da audiência e nem a venda da distribuidora.

“Privatização foi imposta e população é contra”

Os servidores da distribuidora não aceitam a privatização. Rômulo Xavier, um dos representantes dos trabalhadores, disse que a venda é algo que deve prejudicar os serviços e os funcionários. “Estamos aqui para protestar contra a ação desse governo que não tem responsabilidade com seu povo. A privatização da Eletrobras foi imposta e é contra a população”, ressaltou.

O diretor do Sindicato dos Urbanitários de Alagoas, Thomas Cândido, comentou que população também não concorda com a privatização e que o debate foi feito de forma incorreta. “Debateram como vai ser a privatização e em nenhum momento perguntaram se a privatização é correta e se a sociedade aceita. Desta forma o processo foi feito de maneira autoritária sem dialogo com a população”, expôs.

Integrantes de alguns movimentos sindicais também participaram da manifestação e se pronunciaram contra a decisão tomada na audiência. De acordo com coordenador do Movimento Via do Trabalho, Marrom, 200 manifestantes estiveram na Esmal.

“Alguns foram apoiar a sociedade e os funcionários. E outros ficaram na sede da Eletrobras. Somos todos contra a privatização. Por que vão privatizar o que é público, o que é da sociedade?”, questiona Marrom.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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