Cooperativas

12 de Abril de 2018 08:29

Maceió: coleta seletiva ainda não contempla todos os bairros

Segundo Slum, serviço funciona efetivamente porta a porta em 13 conjuntos

↑ Cooperados da Cooprel recolhem materiais recicláveis nos bairros e depois fazem a seleção na sede da cooperativa (Foto: Sandro Lima)

O aterro sanitário de Maceió possui várias células, uma para cada tipo de lixo, no entanto, ainda não há coleta seletiva em toda capital alagoana.

Segundo a Superintendência Municipal de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), a coleta seletiva em Maceió é um processo que vem sendo incentivado pela prefeitura desde 2013 e está funcionando efetivamente, porta a porta em 13 conjuntos do complexo habitacional Benedito Bentes, cujo serviço foi iniciado em 2014 a partir da entrega do Galpão de Triagem construído pela executivo municipal no bairro. Onde foi feito um trabalho de educação ambiental com os moradores da região, que aderiram ao projeto e agora contribuem com a geração de renda dos catadores.

Além destes conjuntos, outras regiões e empresas privadas são atendidas pelas cooperativas.

A Slum explicou que atualmente o trabalho é feito por cooperativas de catadores de recicláveis como a Cooperativa de Reciclagem de Alagoas (Cooprel), Cooperativa de Recicladores de Lixo Urbano de Maceió (Cooplum) e Cooperativa dos catadores da Vila Emater (CoopVilla).

Cada cooperativa recebe auxílio do Município com ajuda de custo para os caminhões de coleta, aluguel dos galpões (como exemplo a Cooprel), além da assessoria administrativa como acontece com a Cooprel e Cooplum.

A equipe do jornal Tribuna Independente foi até a sede Cooprel vê como funciona o trabalho deles e como é feito o recolhimento do lixo e separação do material reciclável. De acordo com a dona Maria José dos Santos, presidente da cooperativa, o recolhimento e separação do material é bem simples. “Uma equipe percorre as residências das pessoas que querem fazer a coleta seletiva e descarte correto do lixo, a gente cadastra aquelas residências com adesivo nas portas e aí explicamos quais os matérias que são recicláveis e como a coleta deve ser feita’’, explica.

Cooperados recolhem materiais em residências

 

Segundo Dona Maria, a equipe vai até as residências que desejam fazer a coleta, ninguém precisa se deslocar para levar o material até a cooperativa, no entanto ela ressaltou que se alguém quiser fazer isso, seria muito bom.

“Os cooperados vão com os carrinhos nos bairros mais próximos buscar o material e quando chegar aqui à gente separa. Vamos a qualquer bairro que as pessoas queiram contribuir. Agora se as pessoas quiserem trazer no nosso galpão será muito bom também, facilita o nosso trabalho”, comentou dona Maria.

O cooperado João Paulo da Silva Júnior trabalha fazendo o recolhimento do material nos bairros e nas casas das pessoas cadastradas e disse que muita gente ainda não tem consciência de como fazer a coleta seletiva e separar os materiais recicláveis dos não recicláveis, de acordo com ele antes iam qualquer material como fraldas descartáveis usadas, seringas entre outros.

Maria Edna também trabalha na Cooprel fazendo a separação dos materiais, “separamos cada item e depois colocamos na máquina de prensar para em seguida vendermos, aqui todo mundo trabalha em conjunto”.

Em relação à venda a presidente da cooperativa informou que ainda é feita através de atravessadores e o material mais procurado é papelão e garrafas petes.

O dinheiro para cada cooperado no mês varia de R$ 350 a R$ 500 segundo informou a presidente da Cooprel, ela ainda disse que a renda depende muito da colaboração da população, quanto mais lixo reciclável for separado maior é o rendimento dos catadores.

Oito mil toneladas de recicláveis são coletadas

 

Cerca de oito mil toneladas de material reciclável são coletadas por mês nas estações de reciclagem (contêiners) que foram instaladas em pontos estratégicos para que as pessoas coloquem o lixo no local correto. O projeto foi lançado pela Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) em dezembro de 2015.

A Sempma pretende ampliar o projeto e levar as estações para outras localidades estratégicas, segundo a equipe o objetivo é fortalecer a política de incentivo à coleta seletiva lançada pela Prefeitura de Maceió na atual gestão.

Hoje, a cidade conta com três estações de coleta seletiva, sendo uma na Praça da Faculdade (que era o equipamento que estava instalado na Praça do Centenário e foi transferido para o bairro Prado para que a Sempma avaliasse a adesão na região); uma na Avenida Paulo Hollanda, em frente ao Hospital Universitário; e a terceira na orla de Pajuçara.

Para atingir toda a capital alagoana a Slum informou que a partir dos próximos meses, a questão deve ser ampliada e tomando uma dimensão maior com a consolidação da contratação das cooperativas e da ampliação das estações de Reciclagem, beneficiando o meio ambiente e os trabalhadores que sobrevivem deste meio.

De acordo com informações passadas pela assessoria de comunicação da Slum, neste semestre, a Prefeitura deu início ao processo de formulação da chamada pública que será lançada com foco na ampliação da coleta seletiva a partir da contratação das cooperativas.

O processo, que ainda está em fase de conclusão do edital vem sendo acompanhado pela chefia do Ministério Público do Trabalho e será adequado conforme as solicitações das cooperativas.

A previsão é de que, a partir da contratação a coleta seletiva seja ampliada para uma média de 60 mil residências em até quatro anos. A contratação prevê a remuneração das cooperativas por cada unidade habitacional atendida.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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