Cidades

12 de janeiro de 2018 10:57

Mulheres de presos fazem protesto contra quase 600 transferências

Integrantes de grupos inimigos foram colocados nas mesmas unidades, e tensão entre facções cresceu

↑ Mulheres temem por seu familiar transferidos por guerra entre facções. (Foto: Divulgação/Cortesia)

Nesta quinta-feira (11), aproximadamente 600 internos foram movimentados no Complexo Penitenciário Alagoano, com o apoio do Poder Judiciário. A medida causou indignação nas mulheres do detentos que realizaram um protesto na BR 104 contra a transferência. Elas alegam que integrantes de grupos inimigos foram colocados nas mesmas unidades, o que aumentou a tensão entre as facções.

De acordo com a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), 444 custodiados do Presídio Cyridião Durval foram conduzidos para Penitenciária de Segurança Máxima e 150 fizeram a movimentação inversa. “A medida aumenta a segurança e controle das unidades, isola lideranças criminosas e atende a Lei de Execução Penal (LEP)”, destacou o secretário da Ressocialização, coronel Marcos Sérgio de Freitas.

O oficial argumentou que a hipótese de motim foi abortada. Segundo ele, não há risco algum, e que a transferência foi realizada justamente para garantir a segurança dos internos. Ele afirmou também que a ação é preventiva, para que não ocorra o mesmo que no Sistema Penitenciário de Aparecida de Goiânia, em Goiás, onde aconteceram três rebeliões.

TRANSFERÊNCIAS

 

Participaram da extração, revista, varredura e movimentação os agentes penitenciários do Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit) Comando de Operações Penitenciárias (COP), Cyridião Durval, Penitenciária de Segurança Máxima, além dos servidores da Chefia de Frota e Centro de Monitoramento Eletrônico de Presos (CMEP). Militares do Batalhão de Rádio Patrulha (BPRP) também tiveram um papel imprescindível.

 

Fonte: Tribuna Hoje / Com assessoria